<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8265214593946749220</id><updated>2012-02-14T13:08:04.835-08:00</updated><category term='Religiões'/><category term='Antigo Testamento'/><category term='N. T. Wright'/><category term='Verdade ou mentira?'/><category term='Novo Testamento'/><category term='Debates'/><category term='Ateísmo'/><category term='Cartas'/><category term='Diversos'/><category term='Catolicismo'/><category term='Besteiras'/><category term='Biografias'/><category term='Judaismo'/><category term='Calúnias'/><category term='Teologia'/><category term='Deforma Protestante'/><category term='Apologética'/><category term='Deus'/><category term='Bíblia'/><category term='Teísmo'/><category term='Cristianismo'/><category term='Ciência'/><category term='Design Inteligente'/><category term='História'/><category term='Islã'/><category term='Missa Tridentina'/><category term='Evolucionismo'/><category term='Espiritísmo'/><category term='Filosofia'/><category term='Ética'/><category term='Jesus'/><category term='Resenhas'/><category term='Comentários'/><category term='Teísmo Apologética'/><category term='Histórias'/><category term='Músicas'/><title type='text'>Porque creio</title><subtitle type='html'>http://porquecreio.blogspot.com/</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://porquecreio.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265214593946749220/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquecreio.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265214593946749220/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Jonadabe Rios</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09620595583578169937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Yrx9HqXO5ug/TETrJj12R3I/AAAAAAAAAYA/JI2nts9q8bg/S220/of.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>228</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8265214593946749220.post-5746712940443952204</id><published>2012-02-04T06:05:00.000-08:00</published><updated>2012-02-04T06:05:40.868-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Deforma Protestante'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Catolicismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Bíblia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cristianismo'/><title type='text'>Norman Geisler, C. S. Lewis: intercessão dos santos e purgatório.</title><content type='html'>Encontrei um texto interessante onde teólogo protestante Norman Geisler menciona que os santos estão conscientes do que acontece aqui na terra, além de fazerem orações diante de Deus para as cosias que acontecem por aqui. Nesse mesmo trecho ele critica a oração &lt;b&gt;pelos&lt;/b&gt; mortos, que por ora não irei comentar, pois, pelo que o texto demonstra, deriva de um certo equivoco do que é a oração &lt;b&gt;pelos&lt;/b&gt; os mortos. No entanto, depois desse trecho, segue um texto de outro protestante (C. S. Lewis) demonstrando a incoerência da critica de certos protestantes de se orar &lt;b&gt;para&lt;/b&gt; os mortos. (Perceba a diferença de "pelos" e "para" (ou por), que tratarei em outra ocasião).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segue a citação:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote class="tr_bq"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-OUlcTZ7yWMI/Twb3u_Sp6jI/AAAAAAAAAm0/AvQkGY_zHGE/s1600/intercess%25C3%25A3o-santos.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://1.bp.blogspot.com/-OUlcTZ7yWMI/Twb3u_Sp6jI/AAAAAAAAAm0/AvQkGY_zHGE/s200/intercess%25C3%25A3o-santos.jpg" width="163" /&gt;&lt;/a&gt;"... os mortos oram &lt;b&gt;pelos&lt;/b&gt; vivos (cf. Ap 6:10), mas não há exemplo em toda a inspirada Palavra de Deus de vivos orando &lt;b&gt;por&lt;/b&gt; mortos. Os santos martirizados, na glória, são descritos como orando &lt;b&gt;por&lt;/b&gt; vingança sobre os ímpios (Ap 6:9) E como há alegria no céu por uma única alma que é salva na terra (Lc 15 10), não há dúvida de que há oração no céu &lt;b&gt;pelos&lt;/b&gt; perdidos. Mas a Bíblia não deixa nem mesmo o menor vislumbre de esperança &lt;b&gt;para quem quer que morra em seus pecados&lt;/b&gt; &lt;span style="color: red;"&gt;[nem o ensino católico]&lt;/span&gt; (veja os comentários de 2 Ts 1:9)." (Manual popular de Dúvidas, Enigmas e "Contradições" da Bíblia -Norman Geisler - Thomas Howe. sobre 2 Samuel 12:21-23)&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Não irei me alongar para explicar as partes destacadas, o principal objetivo do post é uma reflexão. Fica, para uma reflexão mais ampla, uma citação de C. S. Lewis sobre o assunto:&lt;br /&gt;&lt;blockquote class="tr_bq"&gt;&lt;span style="color: #073763;"&gt;"Imagino se quem morreu há tempos fica sabendo quando nós enfim, após incontáveis malogros, somos bem-sucedidos em perdoá-los. Seria uma pena se não. Um perdão dado mas não recebido seria frustrado. O que me traz à sua questão.&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote class="tr_bq"&gt;&lt;span style="color: #073763;"&gt;Claro que eu oro pelos mortos. O ato é ão espontâneo, quase inevitável, que só o argumento teológico mais coercivo seria capaz de me dissuadir. E desconheço como o restante das minhas orações sobreviveria se essas, pelos portos, fossem proibidas. Na nossa idade, a maior parte daqueles a quem mais amamos já morreu. Que tipo de interação com Deus eu poderia ter se aquilo que mais amo não pudesse ser mencionado diante dele?Todavia, não cremos nós que Deus já fez e já está fazendo tudo que pode pelos vivos? O que mais haveríamos de pedir?&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote class="tr_bq"&gt;&lt;span style="color: #073763;"&gt;&amp;nbsp;Na visão protestante tradicional, os mortos estão ou condenados ou salvos. Se condenados, orar por eles é inútil. Se salvos, inútil da mesma forma. Deus já fez tudo por eles, o que mais haveríamos de pedir?&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote class="tr_bq"&gt;&lt;span style="color: #073763;"&gt;Todavia, não cremos nós que Deus já fez e já está fazendo tudo que pode pelos vivos? O que mais haveríamos de pedir? No entanto, é-nos mandado pedir.&lt;br /&gt;'Sim', alguém responderá, 'contudo os vivos ainda estão na estrada. Ulteriores provações, desenvolvimentos, possibilidades de erro aguardam por eles. Os saltos, no entanto, têm sido aperfeiçoados. Terminaram a corrida. Orar por eles pressupõe que progresso e dificuldades ainda são possíveis. Na verdade, você está introduzindo algo como o Purgatório."&lt;br /&gt;Bem, imagino que esteja. Embora seria de supor até no Céu algum incremento perpétuo de bem-aventurança, alcançado por meio de uma autorrendição cada vez mais extasiada, sem a possibildiade de fracasso, mas talvez não sem os ardores e esforços que lhe são próprios - pois o deleite também conta com suas dificuldades e escaladas íngremes, como bem sabem os amantes. Mas não vou insistir nessa questão nem tentar fazer conjecturas sobre ela por enquanto. Eu acredito no Purgatório.&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote class="tr_bq"&gt;&lt;span style="color: #073763;"&gt;Lembre-se, os reformadores tiveram bons motivos para lançar dúvidas sobre a "doutrina romana concernente ao Purgatório", considerando em que se transformara essa doutrina na época. Não me refiro ao simples escândalo comercial. Se você se desviar do Purgatório de Dante para o século XVI, ficará aterrorizado com a degradação. Em Supplication of Souls [Súplica de almas], de Thomas More, o Purgatório nada mais é que um Inferno temporário. Nele as almas são atormentadas pelos demônios, cuja presença é "mais horrível e penosa para nós que a própria dor". Pior ainda, Fisher, em seu sermão sobre o salmo 6, diz que as torturas são tão intensas a ponto de o espírito que as sofre não ser capaz, por causa da dor, "de lembrar de Deus como deveria fazer". Na verdade, até a etimologia da palavra purgatório já deixou de ser levada em conta. Sua dor não nos traz mais perto de Deus, mas faz que o esqueçamos. É um lugar não de purificação, mas de puro castigo&amp;nbsp;retributivo.&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote class="tr_bq"&gt;&lt;span style="color: #073763;"&gt;A visão correta se volta esplendorosamente para The Dream of Geronitus [O sonho de Gerontio] de Newman. Ali, se me lembro bem, a alma salva, ao pé do trono, suplica para ser levada embora e purificada. Não consegue suportar nem mais um instante "as trevas que afrontam aquela luz". A religião tem reclamado o Purgatório.&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote class="tr_bq"&gt;&lt;span style="color: #073763;"&gt;Nossa alma exige o Purgatório, não? Seria de cortar o coração se Deus nos dissesse: "É verdade, meu filho, que você está com o hálito forte e que de seus trapos pingam lama e lodo, mas somos caridosos aqui, e ninguém o repreenderá por essas coisas, nem se apartará de você. Entre no gozo do teu Senhor", não acha? Nós não deveríamos retrucar: "Com submissão, Senhor, se não houver nenhuma objeção, eu preferiria ser purificado primeiro"? "Pode machucar, você sabe..." "Mesmo assim, Senhor."&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote class="tr_bq"&gt;&lt;span style="color: #073763;"&gt;Suponho que seja normal o processo de purificação envolver sofrimento. Em parte por tradição; em parte porque a maioria do bem real que me tem sido feito nesta vida o tem envolvido. Mas não entendo que o sofrimento seja o propósito da purgação. Poso bem crer que pessoas nem muito piores nem muito melhores do que eu sofrerão menos ou mais do que eu. "Sem disparates envolvendo o mérito." O tratamento dado será o necessário, quer ele machuque muito, quer pouco.&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote class="tr_bq"&gt;&lt;span style="color: #073763;"&gt;Minha imagem favorita dessa questão vem da cadeira do dentista. Espero que, quando meu dente da vida for arrancado e eu estiver "me recuperando", uma voz diga: "Enxágue a boca com isto aqui". "Isto aqui" seria o purgatório. O enxágue pode durar mais tempo do que sou capaz de imaginar agora. O gosto desse "isto aqui" pode ser mais adstringente e ardente do que minha atual sensibilidade consegue suportar. &lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote class="tr_bq"&gt;&lt;span style="color: #073763;"&gt;Mas More e Fisher não conseguirão me convencer de que será odioso e profano.&lt;br /&gt;Sua própria dificuldade particular - o fato de os mortos não estarem inseridos no tempo - é outra questão.&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote class="tr_bq"&gt;&lt;span style="color: #073763;"&gt;Como sabe que não estão? Eu com certeza acredito que ser Deus é desfrutar um presente infinito, no qual nada ainda passou e nada ainda está por acontecer. Disso se depreende que podemos dizer o mesmo a respeito de santos e anjos? Ou, pelo menos, exatamente o mesmo? Os mortos talvez experimentem um tempo não tão linear quanto o nosso - que tenha, por assim dizer, espessura, bem como comprimento. Já nesta vida temos alguma espessura sempre que aprendemos a dar atenção a mais de uma coisa de uma só vez. Pode-se supor essa situação ampliada a qualquer medida, de modo que, embora, para eles tanto quanto para nós, o presente esteja sempre se tornando o passado, ainda assim cada presente contenha inimaginavelmente mais do que o nosso.&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote class="tr_bq"&gt;&lt;span style="color: #073763;"&gt;Tenho a impressão - você consegue resolver o problema para mim e me dizer se é mais de uma impressão? - de que revestir a vida dos mortos benditos de uma atemporalidade rigorosa é incoerente com a ressurreição do corpo.&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote class="tr_bq"&gt;&lt;span style="color: #073763;"&gt;De novo, como você e eu concordamos, quer oremos em benefício dos vivos, quer dos mortos, as causas que impedirão ou excluirão os acontecimentos pelos quais oramos na verdade já estão operando. Na verdade, fazem parte de uma série que, suponho eu, remonta à criação do Universo. As causas que fizeram da enfermidade de George uma coisa trivial já estavam em operação enquanto orávamos acerca dela; se fosse o que temíamos, suas causas também teriam estado operando. É por isso, conforme eu sustento, que nossas oraões são atendidas ou não na eternidade. A incubência de promover o encaixe perfeito entre histórias espirituais e físicas do mundo umas nas outras se realiza por completo no próprio ato da criação. Nossas oraçõse, e outros atos livres, nos são atos da criação. Nossas orações, e outros atos livres, nos são conhecidas apenas quando atingimos o momento de fazê-las. Mas elas têm participação eterna na partitura da grande sinfonia. Não são "predeterminadas"; o prefixo pré dá lugar à noção de que a eternidade não passa de um tempo mais antigo. Pois, embora não sejamos capazes de experimentar nossa vida como um presente sem fim, somos eterno aos olhos de Deus; ou seja, em nossa realidade mais profunda. Quando digo que estamos "no tempo", não quero dizer que estejamos, impossivelmente, fora do presente infinito em que Ele nos observa, como observa tudo o mais. Quero dizer, nossa limitação como criaturas pode ser experimentada por nós só no modo de sucessão.&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote class="tr_bq"&gt;&lt;span style="color: #073763;"&gt;Na verdade, começamos introduzindo a questão da maneira errada. A questão não é se os mortos fazem parte da realidade atemporal. Eles fazem; o mesmo acontece como lampejo do raio. A questão é se eles compartilham da percepção divina da atemporalidade." (Oração: cartas a Malcom, na carta XX)&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;Enfim... que esses textos sirvam para que você que critica a intercessão dos santos e o purgatório perceba que não é incoerente e anti-bíblico. Pelo contrário, geralmente quando se critica a intercessão dos santos, &lt;b&gt;se faz a um espantalho criado exatamente para desviar a atenção da verdade&lt;/b&gt;. Se quer criticar a doutrina, façam, mas &lt;b&gt;não&lt;/b&gt; critiquem uma imagem distorcida achando que estão fazendo um bem. &lt;b&gt;Não faz mal ser honesto&lt;/b&gt; quanto a isso, pelo contrário, faz muito bem! Quem sabe assim, com exemplos de protestantes (assim como vários que já citei aqui) que os fanáticos, que não são todos, parem com essa birra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso não foi colocado para demonstrar biblicamente. Para isso há vários textos tanto aqui quanto em outros lugares. É uma forma de &lt;b&gt;explicar o conceito&lt;/b&gt;. A partir de um real conceito (não das fantasias de alguns delirantes) se pode fazer uma crítica coerente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já está mais do que na hora de certos teólogos protestantes estudarem melhor suas doutrinas, e, se forem criticar a doutrina católica, que critiquem-na em si, e &lt;b&gt;não sua distorção&lt;/b&gt;. Ler um livrete aqui e ali contra a Igreja não significa necessariamente que estudaram a fundo. Aliás, o fato da maioria dos críticos protestantes falarem sempre contra a sua imagem distorcida se deve a isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está mais do que na hora de termos debates sensatos e honestos. Cabe agora aos protestantes honestos confrontarem o que aprenderam com a &lt;b&gt;real doutrina&lt;/b&gt; Católica.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8265214593946749220-5746712940443952204?l=porquecreio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquecreio.blogspot.com/feeds/5746712940443952204/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://porquecreio.blogspot.com/2012/02/norman-geisler-c-s-lewis-intercessao.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265214593946749220/posts/default/5746712940443952204'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265214593946749220/posts/default/5746712940443952204'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquecreio.blogspot.com/2012/02/norman-geisler-c-s-lewis-intercessao.html' title='Norman Geisler, C. S. Lewis: intercessão dos santos e purgatório.'/><author><name>Jonadabe Rios</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09620595583578169937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Yrx9HqXO5ug/TETrJj12R3I/AAAAAAAAAYA/JI2nts9q8bg/S220/of.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-OUlcTZ7yWMI/Twb3u_Sp6jI/AAAAAAAAAm0/AvQkGY_zHGE/s72-c/intercess%25C3%25A3o-santos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8265214593946749220.post-6884981143443068910</id><published>2012-01-25T06:55:00.000-08:00</published><updated>2012-01-25T06:55:57.860-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ética'/><title type='text'>180 graus - Vida e morte nas decisões e opiniões.</title><content type='html'>&lt;iframe width="460" height="415" src="http://www.youtube.com/embed/7cBA9Be9fDs?rel=0" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8265214593946749220-6884981143443068910?l=porquecreio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquecreio.blogspot.com/feeds/6884981143443068910/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://porquecreio.blogspot.com/2012/01/180-graus-vida-e-morte-nas-decisoes-e.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265214593946749220/posts/default/6884981143443068910'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265214593946749220/posts/default/6884981143443068910'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquecreio.blogspot.com/2012/01/180-graus-vida-e-morte-nas-decisoes-e.html' title='180 graus - Vida e morte nas decisões e opiniões.'/><author><name>Jonadabe Rios</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09620595583578169937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Yrx9HqXO5ug/TETrJj12R3I/AAAAAAAAAYA/JI2nts9q8bg/S220/of.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/7cBA9Be9fDs/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8265214593946749220.post-2738423189362134697</id><published>2012-01-24T16:15:00.000-08:00</published><updated>2012-01-24T16:28:54.649-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Catolicismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Bíblia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cristianismo'/><title type='text'>Evangelhos Canônicos e Apócrifos - Tabela comparativa.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;Uma interessante tabela comparativa entre os "Quatro Evangelhos" e os outros evangelhos que vi numa publicação de &lt;a href="http://socrates58.blogspot.com/" target="_blank"&gt;Dave Armstrong&lt;/a&gt; e resolvi postar. É inegável o papel da Tradição para o reconhecimento canônico, apesar de não ter sido feito apenas por ela.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-Schj8rZYiqM/Tx9JDcPDrxI/AAAAAAAAAnM/kHJcSbtoo5E/s1600/Citacoes+Patristicas.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="640" src="http://1.bp.blogspot.com/-Schj8rZYiqM/Tx9JDcPDrxI/AAAAAAAAAnM/kHJcSbtoo5E/s640/Citacoes+Patristicas.jpg" width="449" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Para mais informações:&amp;nbsp;&lt;a href="http://ntcanon.org/table.shtml" target="_blank"&gt;http://ntcanon.org/table.shtml&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8265214593946749220-2738423189362134697?l=porquecreio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquecreio.blogspot.com/feeds/2738423189362134697/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://porquecreio.blogspot.com/2012/01/evangelhos-canonicos-e-apocrifos-tabela.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265214593946749220/posts/default/2738423189362134697'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265214593946749220/posts/default/2738423189362134697'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquecreio.blogspot.com/2012/01/evangelhos-canonicos-e-apocrifos-tabela.html' title='Evangelhos Canônicos e Apócrifos - Tabela comparativa.'/><author><name>Jonadabe Rios</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09620595583578169937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Yrx9HqXO5ug/TETrJj12R3I/AAAAAAAAAYA/JI2nts9q8bg/S220/of.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-Schj8rZYiqM/Tx9JDcPDrxI/AAAAAAAAAnM/kHJcSbtoo5E/s72-c/Citacoes+Patristicas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8265214593946749220.post-7291698576294637282</id><published>2012-01-24T12:39:00.000-08:00</published><updated>2012-01-25T07:24:08.303-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Deforma Protestante'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Diversos'/><title type='text'>Comentário que vale a pena ser lido.</title><content type='html'>Esse comentário foi feito no Facebook por um monge ortodoxo (Monge Demetrio) sobre uma foto de protestantes fazendo sinais negativos para um presépio. Gostei tanto que resolvi postar aqui:&lt;br /&gt;&lt;blockquote class="tr_bq"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_NkpuZmaF69Y/Syfagsb-tnI/AAAAAAAAA40/OuuWICuKpUU/s400/pantokrator.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="193" src="http://2.bp.blogspot.com/_NkpuZmaF69Y/Syfagsb-tnI/AAAAAAAAA40/OuuWICuKpUU/s200/pantokrator.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;Negar o simbolo da Cruz como algo bom e digno de ser venerado é proclamar o Sacrificio de Cristo nela como um fracasso nao superado pela Ressurreiçao! Negar o ícone como idolatria é negar o proprio fato histórico da Encarnaçao, donde o Invisível se fez visível (1ª Joao 1: 1, 2), e negar que o proprio homem seja imagem e semelhança de Deus. Todas estas heresias levaram os evangélicos a forjarem para si um Cristo etéreo, inconsistente, que salva a alma mas se esquece da materia que com ela forma uma unidade. Neste contexto se entende o porque sentem a necessidade tao forte de construir uma Arca para tocar com as maos (coisa proibida no AT), ou serem umgidos com sangue de carneiro (já que nao possuem também a verdadeira eucaristia)! Venerar a Cruz, os ícones, os santos, longe de ser idolatria, é proclamar que Deus Filho se encarnou, se tornou nosso irmao, nos salvou vencendo a morte, e santificou o homem na sua integralidade Corpo/Alma/Espírito, e que sua Açao Salvífica se estende e alcança também o mundo, os animais, os vegetais, e a materia inanimada. Absolutamente tudo é feito novo em Cristo!!! As Cruzes, os ícones, os paramentos litúrgicos, os óleos e a agua benta, as velas, os incensos, ...sao um chamamento para que todo o cosmos brinde a Deus, conoscoa, verdadeira adoraçao que ele merece e deseja! (Sl 19: 2, 5).&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Perfeito!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8265214593946749220-7291698576294637282?l=porquecreio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquecreio.blogspot.com/feeds/7291698576294637282/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://porquecreio.blogspot.com/2012/01/comentario-que-vale-pena-ser-lido.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265214593946749220/posts/default/7291698576294637282'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265214593946749220/posts/default/7291698576294637282'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquecreio.blogspot.com/2012/01/comentario-que-vale-pena-ser-lido.html' title='Comentário que vale a pena ser lido.'/><author><name>Jonadabe Rios</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09620595583578169937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Yrx9HqXO5ug/TETrJj12R3I/AAAAAAAAAYA/JI2nts9q8bg/S220/of.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_NkpuZmaF69Y/Syfagsb-tnI/AAAAAAAAA40/OuuWICuKpUU/s72-c/pantokrator.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8265214593946749220.post-3172049787255476127</id><published>2012-01-21T13:28:00.000-08:00</published><updated>2012-01-21T13:28:15.941-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Bíblia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Deus'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jesus'/><title type='text'>Divindade de Jesus – A importância da questão. - Peter Kreeft e Ronald K. Tacelli.</title><content type='html'>Um texto interessante para a reflexão:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A divindade de Cristo é a doutrina cristã de maior destaque. Define-se cristão basicamente como uma pessoa que acredita nisso. E nenhuma outra religião tem uma doutrina sequer semelhante a essa. Os budistas não acreditam que Buda era Deus. Os muçulmanos não acreditam que Maomé era Deus. Eles afirmam: “Não existe outro Deus além de Alá, e Maomé é seu profeta”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A diferença essencial entre o cristianismo ortodoxo, tradicional, bíblico, apostólico, histórico e o cristianismo revisionista, modernista e liberal está na crença sobre a divindade de Cristo. A revisão essencial modernista procura ver Cristo simplesmente como o homem ideal, ou “o homem em favor de outros”; como profeta, rabino, filósofo, mestre, assistente social, psicólogo, psiquiatra, reformador, sábio ou mago, mas não como Deus encarnado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Essa doutrina serve como uma chave-mestra, que destranca todas as outras portas doutrinárias do cristianismo. Os cristãos crêem em todas as suas muitas doutrinas não porque raciocinaram e as encontraram como conclusões de um inquérito teológico, ou como resultado de experiências místicas, mas com base na autoridade divina daquele que as ensinou, como estão registradas na Bíblia e como foram transmitidas pela Igreja. Se Cristo fosse apenas humano, poderia ter cometido erros. Portanto, qualquer pessoa que quiser discordar dos ensinos pouco populares de Cristo terá de negar a divindade dele. E com certeza haverá aspectos de Seus ensinamentos que todos consideraremos ofensivos – se observarmos a totalidade desses ensinos, em vez de atermo-nos àqueles que consideramos aceitáveis ou familiares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Se Cristo é divino, então sua encarnação foi o evento mais importante da história. É o divisor de águas, e mudou tudo. Se Cristo é o Filho de Deus, possui a mesma essência divina; se é o Cordeiro que tira o pecado do mundo, então, quando morreu na cruz, a porta do céu, fechada pelo pecado, foi aberta para nós pela primeira vez desde o Éden. Nenhum evento na história poderia ser mais importante para todos os seres humanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A divindade de Cristo é uma doutrina que possui uma qualidade existencial incisiva e sem paralelos. Se Cristo possui a mesma natureza divina do Pai, se está à destra de Deus, se Ele e o Pai são um, então Jesus é Deus, e como tal é onipotente e onipresente; Ele está presente agora mesmo, e pode transformar nossa vida neste instante como nenhuma outra pessoa poderia fazer. Somente Deus pode responder ao clamor desesperado do salmista: Cria em mim um coração puro, ó Deus (Sl 51.10). Apenas Deus pode criar. Existe até uma palavra especial em hebraico para essa ação: é bara’.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Se Cristo é divino, Ele tem direito sobre toda nossa vida, incluindo nosso íntimo e nossos pensamentos. Se Cristo é divino, nossa obrigação absoluta é acreditar em tudo que Ele diz e obedecer a todas as suas ordens. Se Cristo é divino, o significado de liberdade passa a ser nossa conformidade para com Ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: "Manual de defesa da fé" de Peter Kreeft e Ronald K. Tacelli.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comentários do blog:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei se concordo com tudo que está escrito. Por exemplo, ele coloca a divindade de Jesus como crucial para o cristianismo. Creio que apesar de ser crucial, a ressurreição talvez seja mais ainda, pois a divindade dEle só pode ser evidenciada através dessa ressurreição. Sem ela é vã a fé cristã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, a própria necessidade de se acreditar em tudo o que Jesus disse vem inicialmente de sua autoridade divina que nos é provada por meio da ressurreição. Deus poderia ter escolhido outros meios, mas esse é o que nós podemos saber disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse seria o ponto de principal discordância. Talvez não discordância, mas um comentário complementar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro ponto seria que, mesmo que Ele não fosse Deus (o que discordo) não significaria necessariamente que ele poderia errar em ensino, pois não é necessário que seja Deus, bastaria que fosse enviado por Ele e seja guiado pelo seu Poder. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você nunca pensou nas consequências da Divindade ou não de Jesus, é um bom momento para pensar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8265214593946749220-3172049787255476127?l=porquecreio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquecreio.blogspot.com/feeds/3172049787255476127/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://porquecreio.blogspot.com/2012/01/divindade-de-jesus-importancia-da.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265214593946749220/posts/default/3172049787255476127'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265214593946749220/posts/default/3172049787255476127'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquecreio.blogspot.com/2012/01/divindade-de-jesus-importancia-da.html' title='Divindade de Jesus – A importância da questão. - Peter Kreeft e Ronald K. Tacelli.'/><author><name>Jonadabe Rios</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09620595583578169937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Yrx9HqXO5ug/TETrJj12R3I/AAAAAAAAAYA/JI2nts9q8bg/S220/of.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8265214593946749220.post-2213590188015132991</id><published>2012-01-11T11:13:00.000-08:00</published><updated>2012-01-11T11:13:57.695-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofia'/><title type='text'>Desonestidades em debates.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-OtF63-aybuE/Tw3fCSJYk9I/AAAAAAAAAnE/5E13-rAjBS0/s1600/schopenhauer.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://2.bp.blogspot.com/-OtF63-aybuE/Tw3fCSJYk9I/AAAAAAAAAnE/5E13-rAjBS0/s200/schopenhauer.jpg" width="150" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Andei lendo o livro de Schopenhauer sobre o assunto, e já faz cerca de um mês que digitalizei essa parte. Só estava esperando que um amigo corrigisse (&lt;a href="http://rodrigogospel.blogspot.com/" target="_blank"&gt;seu blog&lt;/a&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro foi traduzido pelo filósofo Olavo de Carvalho. Essa digitalização é apenas dos estratagemas sem a introdução de Olavo, de Shopenhauer, além dos comentários desses&amp;nbsp;filósofos que poderão ser vistos de forma completa no&lt;a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/resenha/resenha.asp?sid=6249712511357637041710460&amp;amp;nitem=87849" target="_blank"&gt; livro&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero que tirem bom proveito, não para ganhar debates sem ter razão, mas para estarmos precavidos quanto a pessoas desonestas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom proveito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;1 - Ampliação indevida&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Ampliação. Levar a afirmação do adversário para além de seus limites naturais, interpretá-la do modo mais geral possível, tomá-la no sentido mais amplo possível e exagerá-la. Restringir, em contrapartida, a própria afirmação ao sentido mais estrito e ao limite mais estreito possíveis. Pois quanto mais geral uma afirmação se torna, tanto mais ataques se podem dirigir a ela. O antídoto é a exposição precisa dos puncti (os pontos que se debatem ou status controversiae (a maneira de apresentar a controvérsia).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exemplo 1. Eu disse: “Os ingleses são a primeira nação no gênero dramático.” O adversário quis tentar uma instância e rebateu: &amp;nbsp;“Todo mundo sabe que na música e, por conseguinte, na ópera, eles nunca foram importantes.” Repliquei recordando que "a música não está compreendida no gênero dramático; este corresponde unicamente à tragédia e à comédia”; coisa que ele sabia perfeitamente, pretendendo generalizar minha afirmação de modo que compreendesse todas as representações teatrais e, portanto, a opera a música, para assim abater-me com segurança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inversamente, podemos salvar nossa primeira afirmação restringindo-a mais ainda do que era nossa primeira intenção, se a expressão utilizada se prestar a isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exemplo 2. A diz: “A paz de 1814 restituiu a independência a todas as cidades hanseáticas alemãs.” &amp;nbsp;B replica com a instância in contrariam, isto é, que, com aquela paz, Danzig perdeu a independência que Napoleão lhe havia concedido. A salva-se assim: "Eu disse todas as cidades hanseáticas alemãs. Danzig é uma cidade hanseática polonesa”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este estratagema encontra-se em Aristóte¬les, Tópicos', Livro VIII, cap. 12, 11.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exemplo 3. Lamarck (Philosophie zoologique vol. I, p. 203) afirma que os pólipos carecem de toda sensibilidade e estão desprovidos de nervos. Entretanto, é certo que eles têm alguma percepção, já que seguem a luz quando se movem, com certa técnica, de ramo em ramo, e agarram suas presas. Por isto, supõe-se que neles a massa nervosa esteja dispersa uniformemente pela massa de todo o seu corpo e, &amp;nbsp;de alguma maneira, &amp;nbsp;esteja fundida nela, pois eles têm evidentemente percepções, sem possuir órgãos sensitivos específicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como isto derruba a hipótese de Lamarck, ele então argumenta dialeticamente: “Então todas as partes dos corpos dos pólipos deveriam ser capazes ter todos os tipos de sensações e também de movimento, de vontade e de pensamento, neste caso o pólipo teria em cada ponto de seu corpo todos os órgãos do animal mais perfeito, e cada um destes pontos poderia enxergar, cheirar, degustar, ouvir, etc, além de pensar, julgar, concluir: cada partícula de seu corpo seria um animal perfeito, e deste modo este mesmo pólipo estaria em um nível superior ao do homem, pois cada uma de suas minúsculas partículas teria a capacidade que o homem só tem em conjunto. Ademais, não haveria nenhuma razão para que aquilo que se afirma do pólipo não se estendesse à mônada, o mais imperfeito de todos os seres, e, por fim, às plantas, que também são seres vivos, etc.” Mediante o uso de tais estratagemas dialéticos, um escritor se trai, denunciando que, no íntimo, está convencido de que não tem razão. Pois apenas por ter sido dito que: “Todo o seu corpo tem sensibilidade para &amp;nbsp;a luz e, &amp;nbsp;portanto, &amp;nbsp;é &amp;nbsp;de natureza nervosa”, ele infere que seu corpo inteiro pensa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;2 - Homonímia sutil&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Usar a homonímia para tornar a afirmação apresentada extensiva também àquilo que, fora a identidade de nome, pouco ou nada tem em comum com a coisa de que se trata; depois refutar com ênfase esta afirmação e dar a impressão de ter refutado a primeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NOTA: Synonyma são duas palavras que designam o mesmo conceito, Homonyma são dois conceitos designados pela mesma palavra (veja-se Aristóteles, Tópicos, Livro I, cap. 13). Baixo, agudo, alto são termos usados ora para os corpos, ora para os sons — são homônimos. Honesto, sincero, são sinônimos.&lt;br /&gt;Este estratagema pode ser considerado idêntico ao sofisma ex homonymia. &amp;nbsp;Mas o sofisma da homonímia, se evidente, não enganará seriamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Omnes lumen potest extingui. Intellectus est lumen. Intellectus potest extingui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda luz pode apagar-se.&lt;br /&gt;O intelecto é luz.&lt;br /&gt;O intelecto pode apagar-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui observamos desde logo que há quatro termos: lumen em sentido literal e lumen em sentido figurado. Mas casos mais sutis podem levar a um engano, particularmente quando os conceitos designados pela mesma expressão são afins e se fundem um com o outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exemplo 1. (Os casos intencionalmente inventados não são suficientemente sutis para ser enganadores. E preciso, portanto, ir buscá-los na própria experiência concreta. Seria excelente se pudéssemos dar a cada um dos estratagemas um nome conciso e ade¬quado, por meio dos quais se poderia rejeitar imediatamente &amp;nbsp;qualquer estratagema, &amp;nbsp;assim que os casos acontecessem.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A.: "Você ainda não está iniciado nos mistérios da filosofia de Kant.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;B.: "Ah! De mistérios nem quero saber."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exemplo 2. Critiquei como incompreensível o princípio da honra, segundo o qual um homem perde sua honra quando recebe uma ofensa, a menos que responda com outra ofensa maior ou a lave com sangue, seja do adversário, seja de si mesmo. Aleguei como motivo para isso que a verdadeira honra não pode ser ofendida por algo que alguém sofra, e sim apenas por aquilo que faça, pois a qualquer um de nós pode suceder qualquer coisa. O adversário atacou diretamente o fundamento de minha afirmação: mostrou, de modo evidente, que, quando um comerciante é falsamente acusado de enganar, de cometer ilegalidades ou de ser negligente no seu negócio, sofre um ataque em sua honra por algo que lhe acontece, e pode recuperar a honra fazendo com que o caluniador seja castigado ou desminta a acusação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui ele trocou, graças à homonímia, a honra civil, também chamada bom nome*, e que pode ser ferida pela calúnia, pelo conceito de honra cavalheiresca também chamada point d’honneur , que é ofendida pela injúria. Como o ataque à primeira não pode ser tolerado sem reação, mas deve ser rechaçado com uma refutação pública, com o mesmo direito não deve ficar impune um ataque à última, que deve ser rechaçada com uma injúria maior ou com um duelo. Em resumo, houve uma confusão de duas coisas essencialmente distintas, em virtude da homonímia da palavra honra. A homonímia deu origem a uma mutatio controversiae (uma mudança do ponto conflitivo em discussão).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;3 - Mudança de modo&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A afirmação que foi apresentada em modo relativo, [kata ti]*, relative é tomada como se tivesse sido apresentada em modo absoluto, universalmente, simpliciter ([aplos], absolute) ou &amp;nbsp;pelo &amp;nbsp; menos &amp;nbsp; é &amp;nbsp; compreendida &amp;nbsp; em &amp;nbsp; um sentido totalmente diferente, e assim refutada com base neste segundo contexto. Aristóteles dá o seguinte exemplo: o mouro é negro, mas, nos dentes, é branco. Portanto, é ao mesmo tempo negro e não negro. Este é um exemplo inventado, que na realidade a nin¬guém enganaria. Tomemos, ao contrário, um exemplo da experiência concreta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exemplo 1. Numa conversação sobre filosofia, reconheci que meu sistema defendia e elogiava os quietistas. Pouco depois surgiu uma conversa sobre Hegel e afirmei que grande parte dos seus escritos não tem sentido ou, ao menos, em muitas de suas passagens o autor colocava as palavras e o leitor tinha de colocar o sentido. Meu adversário não tentou refutar esta crítica ad vem, mas se contentou por formular o argumentum ad hominem: eu havia elogiado os quietistas e estes escreveram também muitas coisas sem sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aceitei este fato, mas corrigi sua afirmação dizendo que não elogiara os quietistas enquanto filósofos e escritores, e, portanto, não por suas realizações teóricas, mas somente enquanto pessoas, por seus atos, apenas sob um ponto de vista pratico. Mas no caso de Hegel, tratava-se, ao contrário, de realizações teóricas. Deste modo, o ataque cessou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estes três primeiros estratagemas são afins. Têm em comum o fato de que o adversário, na realidade, fala de uma coisa distinta daquela que se havia colocado. Quando nos deixamos levar por este estratagema cometemos, então, uma ignoratio elenchi (ignorância do contra-argumento). De fato, em todos os exemplos apresentados, o que o adversário diz é verdadeiro, só que não está em contradição real, mas apenas aparente, com a nossa tese. Deste modo, ele nega a conseqüência do ataque à sua conclusão. Negamos que seja correta a conclusão, isto é, que da verdade de sua afirmação se deduza a falsidade da nossa. Trata-se, pois, de uma refutação direta de sua refutação, per negationemum consequentiae.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se admitem premissas verdadeiras quando se prevêem as conseqüências que delas se seguem. Como antídoto, os dois seguintes meios: regras 4 e 5.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;4 - Pré-silogismos&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se queremos chegar a uma certa conclusão, devemos evitar que esta seja prevista, e atuar de modo que o adversário, sem percebê-lo, admita as premissas uma de cada vez e dispersas sem ordem na conversação; do contrário ele buscará toda sorte de argúcias; ou, quando temos dúvida de que o adversário as admitirá, apresentaremos as premissas dessas premissas, fazendo pré-silogismos, procurando fazer com que admita as premissas de muitos desses pré-silogismos, sem ordem e confusamente, ocultando assim nosso jogo, até que tenhamos reunido tudo aquilo de que precisamos. Chega-se, portanto, à questão seguindo um longo caminho. Estas regras são apresentadas por Aristóteles nos Tópicos, Livro VIII, Cap. 1. Não é necessário dar exemplos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;5 - Uso intencional de premissas falsas&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podemos também, para comprovar nossas proposições, fazer antes uso de proposições falsas, se o adversário não quiser aceitar as verdadeiras, seja porque não as reconhece como verdadeiras, seja porque percebe que delas a tese será deduzida como conseqüência imediata. Então adotaremos proposições que são falsas em si mesmas mas verdadeiras ad hominem e argumentaremos ex concessis a partir do modo de pensar do adversário. Pois o verdadeiro também pode seguir-se de premissas falsas, mas não o falso de premissas verdadeiras. Deste modo, podemos também refutar teses falsas do adversário por meio de outra tese falsa que ele aceite como verdadeira. Devemos adaptar-nos a ele e usar o seu modo de pensar. Se, por exemplo, ele é militante de alguma seita com a qual não estamos de acordo, podemos adotar contra ele, como principia, as máximas dessa seita. Aristóteles, Tópicos, Livro VIII, cap. 9.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;6 - Petição de princípio oculta.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ocultamos uma petitio principii, ao postular o que desejamos provar: 1) usando um nome distinto, por exemplo, "boa reputação” em vez de "honra”, "virtude” em vez de "virgindade”, etc, ou ainda usando conceitos intercambiáveis: "animais de sangue vermelho” em vez de "vertebrados”; &amp;nbsp;2) fazendo com que se aceite de um modo geral aquilo que é controvertido num caso particular; por exemplo, afirmamos a incerteza da medicina postulando a incerteza de todo saber humano; 3) se, em contrapartida, duas coisas são conseqüência uma da outra, demonstraremos uma postulando a outra; 4) se preci¬samos demonstrar uma verdade geral e faze¬mos que se admitam todas as particulares (o contrário do número 2). (Aristóteles, Tópicos, Livro VIII, cap. 11.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Tópica de Aristóteles contém boas regras para o exercício da dialética.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;7 - Perguntas em desordem&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Quando a disputa é conduzida de modo rigoroso e formal e queremos fazer com que nos entendam com perfeita clareza, então aquele que apresentou a afirmação e deve prová-la procede contra o adversário fazendo perguntas para concluir a verdade a partir das próprias concessões do adversário. Este método erotematico era particularmente usado pelos antigos (chama-se também método socrático) e é a ele que se referem o presente estratagema e alguns dos seguintes. (Todos reelaborados livremente a partir do Liber de elenchis sophisticis, cap. 15, de Aristóteles.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazer de uma só vez muitas perguntas pormenorizadas, e assim ocultar o que, na realidade, queremos que seja admitido. Em contrapartida, expor rapidamente a sua própria argumentação, fundada nas concessões de outra parte, pois os que compreendem com lentidão não conseguirão acompanhar a discussão e não se darão conta das eventuais falhas e lacunas da demonstração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;8 - Encolerizar o adversário&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Provoca-se a cólera do adversário, para que, em sua fúria, ele não seja capaz de raciocinar corretamente e perceber sua própria vantagem. Podemos incitar sua cólera fazendo-lhe algo francamente injusto, vexando-o e, sobretudo, tratando-o com insolência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;9 - Perguntas em ordem alterada&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazer as perguntas numa ordem distinta da exigida pela conclusão que dela pretendemos, com mudanças de todo gênero; assim, o adversário não conseguirá saber aonde queremos chegar e não poderá prevenir-se. Neste caso, poderemos também servir-nos de suas respostas para tirar várias conclusões, até mesmo contraditórias, conforme as respostas o permitam. Este procedimento é análogo ao estratagema número 4, pois trata-se de mascarar o nosso modo de proceder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;10 - Pista falsa&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se percebemos que o adversário, intencionalmente, responde pela negativa às perguntas cuja resposta afirmativa poderia confirmar nossas proposições, então devemos perguntar o contrário da proposição que queremos usar, como se quiséssemos que fosse aprovada, ou então, pelo menos, por as duas à escolha, de modo que não se perceba qual delas queremos afirmar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;11 - Salto indutivo&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se fazemos alguma indução e o adversário admite os casos particulares em que esta se baseia, não devemos perguntar-lhe se admite também a verdade geral que deriva desses casos, mas devemos introduzi-la desde logo como se estivesse estabelecida e aceita, pois às vezes ele poderá crer que a admitiu, e o mesmo pode acontecer aos ouvintes, já que recordarão as muitas perguntas feitas sobre os casos singulares, que não podem deixar de levar à conclusão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;12 - Manipulação semântica&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o discurso é sobre um conceito geral que não tem um nome próprio e que deve ser designado figurativamente por uma metáfora, é preciso escolher a metáfora que mais favoreça a nossa tese. Assim, por exemplo, na Espanha os nomes com que são designados os dois partidos políticos, serviles e libertes, foram, certamente, escolhidos por estes últimos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O nome protestantes foi escolhido por eles mesmos, assim como o de evangélicos. O nome hereges, em contrapartida, foi escolhido pelos católicos. Este princípio vale também para nomes de coisas, mesmo quando se aplique a elas mais literalmente. Se, por exemplo, o adversário propôs uma transformação, a chamaremos de "subversão”, porque esta é uma palavra hostil, e, entretanto, atuaremos de modo inverso se formos nós que fizermos a proposta. No primeiro destes casos, o oposto chama-se "ordem constituída", &amp;nbsp;no &amp;nbsp;segundo, &amp;nbsp;"regime opressor”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que uma pessoa totalmente sem intenção nem partidarismo chamaria de "culto” ou "doutrina pública da fé”, quem deseje falar a favor chamaria "devoção”, "piedade”, e um adversário "crendice”, "fanatismo”. No fundo, trata-se de uma sutil petitio principii: aquilo que se quer dizer é introduzido já na palavra, na denominação, da qual se deriva por um simples juízo analítico. O que um chama "manter uma pessoa em segurança” ou “colocá-la sob custódia”, seu adversário chama "encarcerá-la”. Um orador delata com freqüência sua intenção pelos nomes que dá às coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um diz: “o clero”, o outro, “os padres”. De todos os estratagemas, este é o que se usa mais freqüentemente de maneira instintiva. Fervor religioso / fanatismo; passo em falso ou caso amoroso / adultério; equívoco / obscenidade; desequilíbrio econômico /bancarrota; "mediante influência e ligações" / “mediante suborno e nepotismo”; "reconhecimento sincero” / "uma boa remuneração”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;13 - Alternativa forçada&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para que o adversário aceite uma tese, devemos apresentar-lhe também a contrária e deixar que ele escolha, ressaltando essa oposição com estridência, de modo que ele, se não quiser ser contraditório, tenha de se decidir pela nossa tese que, em comparação à outra, se mostra muito mais provável. Por exemplos desejamos que ele admita que um homem tem de fazer tudo o que seu pai lhe ordene. Para isso, perguntamos: “Deve-se obedecer ou desobedecer os pais em todas as coisas?” Ou ainda, se ele qualifica alguma coisa como "freqüente", perguntamos se por freqüente se quer dizer muitos ou poucos casos. O adversário dirá: “muitos”. É como o cinzento que, colocado junto ao negro, parece branco e, junto ao branco, parece negro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;14 - Falsa proclamação de vitória&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um golpe descarado é quando, depois de o adversário responder a muitas perguntas sem que as respostas fossem adequadas à conclusão que tínhamos em mente, declaramos e proclamamos triunfalmente demonstrada a conclusão que pretendíamos, ainda que de fato não se siga de suas respostas. Se o adversário for tímido ou tolo, e se tivermos boa dose de descaramento e uma bela voz, este golpe poderá funcionar. Este estratagema corresponde à falácia non causae ut causae (tratar como prova o que não é prova).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;15 - Anulação do paradoxo&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se apresentamos uma proposição paradoxal e temos dificuldades para prová-la, proporemos ao adversário, para que a aceite ou recuse, uma proposição correta mas cuja exatidão não seja totalmente evidente, como se dela quiséssemos construir a demonstração. Se ele, suspeitando de alguma coisa, a recusar, faremos a redução ad absurdum e triunfaremos; se ele a aceitar, então já teremos dito alguma coisa de razoável e poderemos protelar a conclusão. Ou então aplicaremos o estratagema anterior e declararemos que nosso paradoxo está demonstrado. Para isto requer-se grande dose de descaramento, mas na experiência humana isto acontece, e há quem pratique este estratagema de modo instintivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;16 - Várias modalidades do argumentum ad hominem&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Argumenta ad hominem ou ex concessis. Se o adversário faz uma afirmação, devemos perguntar-lhe se não está, de algum modo — ainda que seja só em aparência — em contradição com algo que anteriormente disse ou aceitou, ou com os princípios de uma escola ou seita que ele elogie ou aprove, ou com o comportamento de membros dessa seita (ainda que se trate de membros não autênticos ou só aparentes), ou com a conduta do adversário mesmo, Se, por exemplo, defende o suicídio, logo gritamos: “Por que você não se enforca?” Ou, se afirma que Berlim é uma cidade incômoda, gritamos de imediato: "Por que você não vai embora na primeira diligência?” De uma maneira ou de outra sempre estamos sujeitos a nos deixar apanhar por semelhante tramóia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;17 - Distinção de emergência&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se percebemos que o adversário nos acossa com uma prova contrária à nossa, com frequência poderemos nos salvar mediante alguma distinção sutil, na qual não havíamos pensado anteriormente, caso a questão admita algum tipo de dupla interpretação ou dois casos diferentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;18 - Uso intencional da mutatio controversiae&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se notamos que o adversário faz uso de uma argumentação com a qual ameaça nos abater, não devemos consentir que prossiga neste rumo e chegue até o fim, mas devemos interromper o debate a tempo, sair dele ou desviá-lo e levá-lo para outra questão. Em suma, trazer à baila uma mutatio controversiae.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;19 - Fuga do específico para o geral&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o adversário solicita expressamente que apresentemos alguma objeção contra um ponto concreto de sua tese, mas não encontramos nada apropriado, devemos enfocar o aspecto geral do tema e atacá-lo assim. Por exemplo, se temos de dizer por que uma determinada hipótese física não é crível, falaremos da incerteza geral do saber humano, ilustrando-a com toda sorte de exemplos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;20 - Uso da premissa falsa previamente aceita pelo adversário&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se já interrogamos o adversário acerca de nossas premissas, e ele as aceitou, não devemos perguntar-lhe mais nada. Devemos, isto sim, tirar nós mesmos a conclusão diretamente a partir dessas premissas. Assim, ainda que esteja faltando uma ou outra premissa, nós a presumiremos como aceita e tiraremos a conclusão. Isto é um uso da falácia non causae ut causae.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;21 - Preferir o argumento sofistico&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando nos vemos diante de um argumento adversário que é meramente aparente ou sofistico, podemos liquidá-lo ao desvendarmos seu caráter capcioso e ilusório. Mas é ainda melhor se o combatemos e despachamos com um argumento igualmente sofistico e aparente. Pois aqui não se trata da verdade, mas da vitória. Se, por exemplo, ele apresenta um argumentum ad hominem, é suficiente tirar sua força com um contra-argumento ad hominem (ex concessis). E, acima de tudo, será mais rápido, utilizar um argumento ad hominem, se isto for possível, em lugar de uma longa explicação sobre a verdadeira natureza das coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;22 - Falsa alegação de petitio principii&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o adversário exigir que admitamos algo do qual derivaria imediatamente o problema em discussão, nos recusaremos a fazê-lo, considerando tal exigência uma petitio principii. De fato, nosso adversário e os ouvintes facilmente enxergarão como sendo idêntica ao problema uma proposição que lhe seja muito afim. Deste modo, lhe subtrairemos seu melhor argumento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;23 - Impelir o adversário ao exagero&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A contradição e a luta impelem a exagerar as afirmações. Por isso, podemos provocar o adversário contradizendo-o e induzi-lo assim a exagerar para além do que é verdade uma afirmação que, em si e em certo contexto, pode ser verdadeira; e, uma vez refutado o exagero, é como se tivéssemos refutado também a proposição original.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em contrapartida, quando o adversário nos contradisser, deveremos prestar atenção para não exagerar ou estender nossa tese. Com freqüência o adversário buscará também estender nossa afirmação para além do que havíamos exposto. Neste caso, é preciso detê-lo imediatamente e reconduzi-lo aos limites de nossa afirmação com um: “Eu disse isto e nada mais.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;24 - Falsa reductio ad absurdum&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A arte de criar consequências. Da proposição do adversário tiram-se à força, através de falsas conseqüências e distorções dos conceitos, outras proposições que não estão ali contidas e que de fato não correspondem à sua opinião e que são, e, em contrapartida, são absurdas ou perigosas. Como agora parece que tais proposições, que estão em contradição entre si ou com verdades geralmente admitidas, procedem de suas afirmações, isto equivale a uma refutação indireta, apagoge. É um novo uso de falácia non causae ut causae.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;25 - Falsa instância&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Refere-se à apagoge baseada numa instância exemplum in contrarium. A [epagogê] inductio , necessita de um grande numero de casos para assentar o princípio geral; a ([apagogê]), ao contrário, basta que apresente um caso único para o qual o princípio não seja válido, para que este seja demolido. Um caso deste gênero chama-se instância, [enotasis], exemplum in contrarium, instantia. Por exemplo, a proposição “todos os ruminantes têm chifres” é demolida pelo único exemplo do camelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A instância é um caso de aplicação da verdade geral sob cujo conceito é preciso assumir algo com respeito ao qual aquela verdade não é válida; por conseguinte, fica completamente demolida. Mas neste raciocínio pode haver também enganos. E, por isto, quando no debate o adversário faz uso da instância, é preciso ter em conta o seguinte: 1) Se o exemplo é, na realidade, conforme à verdade. Há problemas cuja única solução autêntica é que o caso não é verdadeiro: por exemplo, muitos milagres, histórias de fantasmas, etc. 2) Se realmente entra no conceito da verdade apresentada: com freqüência isto acontece só em aparência e é preciso esclarecê-lo com uma distinção precisa. 3) Se está efetivamente em contradição com a verdade apresentada: muitas vezes isto é assim só em aparência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;26 - Retorcio Argumenti&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um golpe brilhante é a retorcio argumenti , quando o argumento, que o adversário quer usar a seu favor, pode com mais razão ser utilizado contra ele. Por exemplo, ele diz: “É apenas um menino, devemos deixá-lo fazer o que quiser”. Retorcio: “Precisamente porque é um menino, deve-se castigá-lo para que não persevere em seus maus hábitos.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;27 - Provocar a raiva&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se, diante de um argumento, o adversário inesperadamente fica zangado, devemos utilizar assiduamente esse argumento; não apenas porque é bom deixá-lo irado, mas também porque presumimos que a esta altura tocamos o lado mais fraco de seu raciocínio, e que o adversário, neste ponto, já não consegue tirar de nossas mãos o domínio da situação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;28 - Argumento ad auditores&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em geral, adota-se este estratagema quando uma pessoa culta discute com um auditório inculto. Se não dispomos de nenhum argumentum ad rem e nem mesmo de um ad hominem, formulamos um ad auditores, isto é, uma objeção inválida, mas cuja invalidade só um conhecedor do assunto pode captar. E, ainda que o adversário seja um conhecedor do assunto, não o são os ouvintes. Aos olhos destes, ele estará derrotado, tanto mais se nossa objeção conseguir que sua afirmação apareça, de algum modo, sob um aspecto ridículo. As pessoas são inclinadas ao riso fácil, e os que riem estão do lado daquele que fala. Para demonstrar que a objeção é nula, o adversário deverá entrar numa longa discussão e remontar aos princípios da ciência ou a qualquer outro recurso. Mas não é fácil encontrar um auditório interessado nisso Exemplo. O adversário diz: "Na formação da crosta rochosa primária, a massa que mais tarde se cristalizou para formar o granito e outro tipo de rochas era líquida por efeito do calor e, portanto, fundida. A temperatura tinha de ser por volta de 250° C. A massa cristalizou-se sob a superfície marítima que a cobria”. Replicamos com o argumentum ad auditores, assinalando que, a tal temperatura, e até mesmo muito antes, aos 100° C, o mar teria estado fervendo e teria se evaporado no ar. Os ouvintes riem. Para vencer-nos, o adversário terá de demonstrar que o ponto de ebulição não depende só do grau de calor, mas também da pressão atmosférica, e esta, assim que apenas a metade da água dos mares tivesse se evaporado, aumentaria até o ponto em que nem mesmo aos 250° C poderia ocorrer a ebulição. Mas isto ele não consegue demonstrar porque, para ouvintes sem conhecimentos de física, seria preciso expor todo um tratado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;29 -Desvio&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se percebemos que vamos ser derrotados, recorremos a um desvio, isto é, começamos de repente a falar de algo totalmente diferente, como se fosse pertinente à questão e constituísse um argumento contra o adversário. Isto se faz com alguma modéstia se tal desvio ainda se mantém no campo do thema questionis; e de modo bastante insolente, quando vai simplesmente contra o adversário e nada fala do tema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exemplo. Elogiei o fato de na China não existir uma nobreza hereditária e de os cargos serem preenchidos tão somente na base de examina. Meu adversário afirmou que ter conhecimentos não prepara para exercer um cargo mais do que os privilégios de nascimento (que ele tinha em alta consideração). Mas isto foi contestado. Ele imediatamente fez um desvio, dizendo que, na China, cidadãos de todas as classes são punidos com castigos corporais, e associou isto com beber muito chá, reprovando nos chineses ambas as coisas. Quem se deixar levar por todas estas objeções acabará se desviando da discussão e deixará escapar uma vitória que já estava em suas mãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desvio insolente acontece quando aban¬dona completamente o assunto da quaestio e começa mais ou menos assim: “Sim, pois bem, como você dizia há pouco, etc...” Isto pertence, certamente, ao caso da "Ofensa pessoal”, do qual falaremos no último estratagema. Considerada em sentido estrito, o desvio é o grau intermediário entre o argumentum ad personam, que iremos discutir, e o argumentum ad hominem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qualquer discussão entre pessoas comuns mostra como este estratagema é, por assim dizer, instintivo. Se um debatedor lança ao outro reprovações pessoais, este não responde com uma refutação, mas sim com reprovações pessoais ao primeiro, deixando subsistir os lançados contra ele e, portanto, quase os admitindo. Atua como Cipião, que atacou os cartagineses, não na Itália, mas na África. Na guerra, às vezes um tal desvio pode ser válido. Numa discussão, não é bom utilizá-lo, pois ele acolhe as reprovações anteriormente feitas, e porque o ouvinte escuta as piores coisas de ambas as partes. Na discussão, só se deve usá-lá faute de mieux (na falta de algo melhor).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;30 - Argumentum ad verecundiam&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O argumento ad verecundiam (dirigido ao sentimento de honra). Em vez de fundamentos, utilizamos autoridades, segundo os conhecimentos do adversário. Diz Sêneca: Unuscuiusque mavult credere quam judicare ("qualquer um prefere crer a julgar por si mesmo”). Portanto, o jogo nos é mais fácil quando temos de nosso lado uma autoridade respeitada pelo adversário. E para este haverá tanto mais autoridades válidas quanto mais limitados sejam seus conhecimentos e suas capacidades. Se estas capacidades são de primeira ordem, haverá para ele muito poucas autoridades ou quase nenhuma. Quando muito, ele respeitará a autoridade de pessoas competentes numa ciência, arte ou profissão que para ele sejam pouco conhecidas ou de todo ignoradas; e mesmo assim com desconfiança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em contrapartida, as pessoas comuns têm profundo respeito ante os especialistas de todo gênero. Ignoram que quem faz de um assunto sua profissão não ama o assunto em si, e sim o lucro que ele lhe dá; e que aquele que ensina um assunto raras vezes o conhece a fundo, porque àquele que o estuda a fundo não resta, em geral, tempo para dedicar-se ao ensino. No entanto, para o Vulgus há muitas autoridades que gozam de seu respeito; portanto, se não encontramos nenhuma autoridade adequada, podemos apelar a uma aparentemente adequada, ou citamos o que alguém disse com outro sentido ou num contexto diferente. E são as autoridades que o adversário não entende aquelas que, geralmente, mais efeito obtêm.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os ignorantes têm um respeito muito particular pelos floreios retóricos gregos e latinos. Pode-se também, caso necessário, não só deformar o sentido dessas autoridades, mas diretamente falsificá-las e inclusive citar algumas que são pura invenção. Geralmente o adversário não tem o livro à sua disposição nem tampouco sabe consultá-lo. O mais belo exemplo disto nos é dado pelo cura francês que, para não pavimentar a rua em frente a sua casa, como tinham de fazer os demais cidadãos, citou uma frase da Bíblia: paveant illi ego non pavebo (“eles que se apavorem; eu não me apavorarei”, mas, para os ouvintes de língua francesa, soava como paver, “pavimentar”). Isto convenceu o Conselho da comunidade. Também podemos usar os preconceitos gerais como autoridade. A maior parte das pessoas pensa, com Aristóteles, que [a men pollois doxei tauta ge einai phanen] (“as coisas que parecem justas a muitos, dizemos que o são”). De fato, não existe nenhuma opinião, por absurda que seja, que os homens não se lancem a torná-la sua, tão logo se tenha chegado a convencê-los de que é universalmente aceita. O exemplo vale tanto para suas opiniões quanto para sua conduta. São ovelhas que vão atrás do carneiro-guia aonde quer que as leve. Para eles, é mais fácil morrer do que pensar. É estranho que a universalidade de uma opinião tenha para eles tanto peso, pois basta-lhes observar a si mesmos para constatar como eles mesmos aceitam opiniões sem julgar, pela força do mero exemplo. Mas, na realidade, não o vêem porque estão desprovidos de todo conhecimento de si mesmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só os melhores dizem, com Platão: [pollois polla dokei] (“os muitos têm muitas opiniões”), isto é, o Vulgus tem muitas lorotas na cabeça, e quem desejar livrar-se delas terá muito trabalho pela frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A universalidade de uma opinião, se falamos a sério, não é uma prova nem um indício de veracidade. Os que afirmam isto devem admitir: que a distância no tempo priva aquela universalidade de sua força probatória; do contrário, deveriam estar em vigor todos os antigos erros que num tempo eram universalmente considerados verdade. Por exemplo, seria preciso aceitar de novo o sistema ptolemaico ou, em todos os países protestantes, o catolicismo; 2) que a distância no espaço produz o mesmo efeito; do contrário, a diversidade de opinião entre os que professam o budismo, o cristianismo e o islamismo os &amp;nbsp; poria &amp;nbsp; em &amp;nbsp; apuros. &amp;nbsp; (Segundo Bentham, Tactique des assemblées legislatives, vol. 2, p. 79.f22)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que se chama opinião geral reduz-se, para sermos precisos, à opinião de duas ou três pessoas; e ficaríamos convencidos disto se pudéssemos ver a maneira como nasce tal opinião universalmente válida. Então descobriríamos que, num primeiro momento, foram dois ou três que pela primeira vez as assumiram e apresentaram ou afirmaram e que os outros foram tão benevolentes com eles que acreditaram que as haviam examinado a fundo; prejulgando a competência destes, outros aceitaram igualmente essa opinião e nestes acreditaram por sua vez muitos outros a quem a preguiça mental impelia a crer de um golpe antes que tivessem o trabalho de examinar as coisas com rigor. Assim crescem dia após dia o número de tais seguidores preguiçosos e crédulos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De fato, uma vez que a opinião tinha um bom número de vozes que a aceitavam, os que vieram depois supuseram que só podia ter tantos seguidores pelo peso concludente de seus argumentos. Os demais, para não passar por espíritos inquietos que se rebelam contra opiniões universalmente admitidas e por sabichões que quisessem ser mais espertos que o mundo inteiro, foram obrigados a admitir o que todo mundo já aceitava. Neste ponto, a concordância torna-se uma obrigação. E, de agora em diante, os poucos que forem capazes de julgar por si mesmos se calarão, e só poderão falar aqueles que, totalmente incapazes de ter uma opinião e juízo próprios, sejam o eco das opiniões alheias. E estes, ademais, são os mais apaixonados e intransigentes defensores dessas opiniões. Pois estes, na verdade, odeiam aquele que pensa de modo diferente, não tanto por terem opinião diversa daquela que ele afirma, quanto pela sua audácia de querer julgar por si mesmo, coisa que eles nunca poderão fazer, sendo por dentro conscientes disto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em suma, são muito poucos os que podem pensar, mas todos querem ter opiniões. E que outra coisa lhes resta senão tomá-las de outros em lugar de formá-las por conta própria? E, dado que isto é o que sucede, que pode valer a voz de centenas de milhões de pessoas? Tanto, por exemplo, quanto um fato histórico que se encontre em cem historiadores, quando se constata que todos se copiaram uns aos outros, com o que, enfim, tudo se reduz a um só testemunho. (Segundo Bayle, Pensées sus les Cometes, vol. I, p. 10.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dico ego tu dicis, se denique dixit et Me: Dictaquepost toties, nil nisi dieta vides.&lt;br /&gt;("Eu digo, tu dizes e, no fim, o diz também ele; depois de dar-lhe tantas voltas, ninguém mais vê aquilo que se disse.”)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não obstante, quando se discute com pessoas comuns pode-se fazer uso da opinião geral como autoridade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em geral, veremos que, quando duas cabeças comuns disputam entre si, a arma comum que escolheram é a autoridade: é com isto que eles combatem um ao outro. Se uma cabeça mais refinada tem de enfrentar-se com alguém deste tipo, o melhor será lhe aconselhar que se resigne a utilizar também esta arma, escolhendo-a conforme os pontos fracos de seu adversário. Pois contra a arma dos fundamentos, este é, ex hipothesi, um Siegfried com chifres, imerso na maré da incapacidade de pensar e julgar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos tribunais disputa-se recorrendo exclusivamente a autoridades; à autoridade da lei, que é firme. O papel próprio da autoridade judicial é encontrar a lei, isto é, a autoridade aplicável a um caso concreto. Mas a dialética tem um espaço de ação suficiente quando, numa situação determinada, o caso concreto e a lei, na realidade alheios um ao outro, são girados até que se possa considerar que têm uma relação entre si; e também ao contrário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;31 - Incompetência irônica&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando não se sabe opor nenhum fundamento aos do adversário, pode-se declarar com alegação irônica de incompetência: “O que você diz ultrapassa minha débil capacidade de compreensão; pode estar certo, mas não posso compreendê-lo e renuncio a todo julgamento.” Com isto insinuamos aos demais ouvintes, entre os quais gozamos de consideração, que se trata de coisa insensata. Muitos professores da velha escola eclética, ao aparecer a Crítica da Razão Pura e, sobretudo, quando começou a despertar interesse, disseram: “Não entendemos nada disso”, e com isto pensavam que a haviam demolido. Mas quando alguns professores da nova escola lhes mostraram que tinham razão e que, simplesmente, eles não a haviam compreendido, mudaram bruscamente de humor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este estratagema podemos utilizar tão somente quando estamos seguros de que, ante os ouvintes, gozamos de estima superior ao que têm pelo adversário. Por exemplo, um professor frente a um estudante. Na realidade, isto corresponde ao estratagema anterior e é um modo especialmente malicioso de se valer da própria autoridade em lugar de razões. O contra-ataque é: “Permita-me, com sua grande penetração você não teria a menor dificuldade para compreendê-lo, e só pode ser culpa da minha exposição”, e dar-lhe a coisa tão mastigada que ele nolens volens tenha que entendê-la e fique claro que ele, no princípio, em realidade não entendeu nada. Assim se retorce o argumento: ele queria insinuar-nos um “absurdo” e nós provamos uma "incompreensão". Ambas as coisas, com requintada gentileza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;32 - Rótulo odioso&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um modo rápido de eliminar ou, ao menos, de tornar suspeita uma afirmação do adversário é reduzi-la a uma categoria geralmente detestada, ainda que a relação seja pouco rigorosa e tão só de vaga semelhança . Por exemplo: “Isso é maniqueísmo”, “É arianismo”, “É pelagianismo”, “É idealismo”, “É panteísmo”, “É brownianismo”, “É naturalismo”,”"É ateísmo”, “É racionalismo”, “É espiritualismo”, “É misticismo”, etc. Com isto, fazemos duas suposições: 1) que aquela afirmação é efetivamente idêntica a essa categoria ou, ao menos, está compreendida nela e estamos dizendo: “Ah, isto nós já sabemos!”; e 2) que esta categoria já está de todo refutada e não pode conter nenhuma palavra verdadeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;33 - Negação da teoria na prática&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Isso pode ser verdade em teoria; mas na prática é falso.” Com este sofisma, aceitam-se os fundamentos mas negam-se as conseqüências; em contradição com a regra: a ratione ad rationatum valet consequentia (“da premissa à conseqüência a conclusão é obrigatória”). Essa afirmação expressa algo que é impossível: o que é certo na teoria tem de sê-lo também na prática. E, se não o é, há uma falha na teoria: algo foi ignorado e não foi avaliado; por conseguinte, é falso também na teoria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;34 - Resposta ao meneio de esquiva&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o adversário não dá uma informação ou resposta direta a uma questão ou a um argumento, e se esquiva com uma contrapergunta ou uma resposta indireta, refugiando-se numa proposição que não tem a ver com o tema e indo para qualquer outro lugar, isto é um sinal claro de que nós (às vezes sem sabê-lo) encontramos um ponto fraco, pois esta atitude, por sua vez, corresponde a um mutismo relativo. Devemos portanto persistir no ponto e não deixar o adversário sair do lugar, mesmo quando não vejamos ainda em que consiste a debilidade que aí encontramos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;35 - Persuasão pela vontade&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O qual, se puder ser utilizado, tornará supérfluos todos os demais: em vez de fornecer razões ao entendimento, influi-se com motivações na vontade, e o adversário, do mesmo modo que os ouvintes quando têm um interesse em comum com ele, são subitamente ganhos para a nossa opinião, mesmo que esta tenha sido tomada de empréstimo num manicômio. Pois na maior parte das vezes, pesam mais umas migalhas de vontade que uma tonelada de compreensão e persuasão. Naturalmente, isto só funciona em circunstâncias muito particulares. Fazemos o adversário perceber que sua opinião, desde o momento em que seja aceita, faria um dano notável a seus próprios interesses e ele a deixará cair com a mesma rapidez com que soltaria um ferro candente que inadvertidamente tivesse agarrado . Por exemplo, um eclesiástico defende um dogma religioso. Fazemo-lo observar que isso está indiretamente em contradição com um dogma fundamental de sua igreja, e ele o abandonará.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um proprietário de terras afirma a excelência da mecânica na Inglaterra, onde uma máquina a vapor realiza o trabalho de muitos homens. Fazemo-lo observar que logo também os veículos serão arrastados por máquinas a vapor; com isso cairá o preço dos cavalos de seus numerosos estábulos; e veremos o que ele diz. Em tais casos a reação mais freqüente é: Quam temere in nosmet legem saneimus iniquam ("Com que rapidez sancionamos uma lei que vai contra nós!”).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sucede assim quando os ouvintes, mas não o adversário, pertencem a uma seita, corporação, sindicato, clube, etc. A tese que ele sustenta pode ser justa, mas é suficiente aludir o fato de que vai contra os interesses comuns da referida corporação, etc, e todos os ouvintes acharão os argumentos do adversário frouxos e mesquinhos, ainda que sejam excelentes, e os nossos justos e acertados, ainda que sejam mera burla. O coro se proclamará ruidosamente a nosso favor, e o adversário, envergonhado, terá de abandonar o campo. Sim, os ouvintes geralmente acreditarão ter dado sua aprovação por pura convicção. Na realidade, o que nos desfavorece parece, na maior parte das vezes, absurdo ao entendimento. Intellectus luminis sicci non est, etc. (citação completa): “O entendimento não é uma luz que arde sem óleo, mas é alimentado pela vontade e pelas paixões.” Este estratagema poderia ser designado como “colher a árvore pela raiz”; geralmente é chamada argumentam ah utili.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;36 - Discurso incompreensível&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desconcertar, aturdir o adversário com um caudal de palavras sem sentido. Isto baseia-se em que&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Gewonlich glaubt der Mensh,&lt;br /&gt;Wenn er nur Worte hort,&lt;br /&gt;Es musse sich dabei doch auch was&lt;br /&gt;denken lassen."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Normalmente o homem, ao escutar ? palavras, acredita que também deve haver nelas algo para pensar” (Goethe, Fausto).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se no fundo está convencido de sua própria debilidade, se está habituado a escutar todo tipo de coisas que não compreende e faz como se as entendesse, podemos impressioná-lo oferecendo, com ar grave, um absurdo que soe como algo douto e profundo, face ao qual careça de vista, ouvido e pensamento, e apresentá-lo como prova incontestável de nossa própria tese. Como se sabe, em tempos recentes, alguns filósofos adotaram este estratagema frente a todo o público alemão, com êxito brilhantíssimo. Mas, como se trata de exemplar odiosa, recorreremos a outro exemplo, antigo, tomado de Goldsmith, Viçar of Wakefield, p. 34.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;37 - Tomar a prova pela tese&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(O qual deveria ser um dos primeiros.) Se o adversário tem de fato razão e felizmente escolheu, para defender-se, uma prova ruim, será fácil refutarmos essa prova, e daremos isto como uma refutação da tese mesma. No fundo, isto reduz-se a apresentar um argumentum ad hominem por um ad vem. Se ao adversário ou aos ouvintes não lhes vem à mente uma prova melhor, vencemos. Por exemplo, se alguém emprega, para provar a existência de Deus, o argumento ontológico que é fácil refutar. Esta é a forma pela qual bons advogados perdem uma causa boa. Querem defendê-la com uma lei que não é aplicável e aquela que é aplicável não lhes vem à mente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;38 - Ultimo estratagema&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando percebemos que o adversário é superior e que acabará por não nos dar razão, então nos tornamos pessoalmente ofensivos, insultuosos, grosseiros. O uso das ofensas pessoais consiste em sair do objeto da discussão (já que a partida está perdida) e passar ao contendor, atacando, de uma maneira ou de outra, a sua pessoa. Isto poderia chamar-se argumentum ad personam para distingui-lo do argumentum ad hominem. Este se afasta do objetivo propriamente dito para dirigir-se aquilo que o adversário disse ou admitiu. Em troca, quando argumentamos ad personam, o objeto é deixado completamente de lado e concentramos o ataque na pessoa do adversário, e a objeção se torna insolente, maldosa, ultrajante, grosseira. É um apelo desde as forças do espírito às do corpo, à animalidade. Esta regra é muito popular, pois todo mundo é capaz de aplicá-la e, por isto, é usada com freqüência. Mas é preciso perguntar-nos que contra-ataque poderá empregar a parte contrária, pois, se quiser pagar na mesma moeda, se chegará a uma rixa, a um duelo ou a um processo por injúria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria um grande erro pensar que basta evitar toda alusão pessoal. Na realidade, o fato de demonstrar a alguém, com todo comedimento, que não tem razão e que, por conseguinte, julga e pensa de maneira equivocada — e assim se dá em todo triunfo dialético — o amargura mais do que qualquer expressão rude e ultrajante. Por que Porque, como diz Hobbes (De eive, cap. I): Omnis animi voluptas omnisque alaeritas in eo sita est quod quis habeat, quibuseum eonferens se, possit magnifiee sentide de se ipso (“Todo prazer do espírito e todo contentamento consistem em termos alguém em comparação com o qual possamos ter alta estima de nós mesmos”). Nada supera, para o homem, a satisfação de sua vaidade e nenhuma ferida dói mais do que aquela que a atinge. (Daí procedem expressões como “a honra vale mais que a vida”, etc.) Esta deleitação da vaidade provém principalmente da comparação de nós mesmos com os demais em todos os aspectos, mas especialmente no que se refere às capacidades intelectuais. E esta comparação se dá de maneira efetiva e muito violenta nas controvérsias. Daí o furor do derrotado, mesmo quando não lhe fazem injustiça, e daí que ele se refugie, como ultimo recurso, neste último estratagema, sem que isto possa ser evitado com simples gentileza da nossa parte. Ter muito sangue frio pode ser de enorme utilidade nessas ocasiões, se, quando o adversário passa aos ataques pessoais, respondemos com calma que isso não tem nada a ver com o tema discutido e retornamos rapidamente a este e continuamos a demonstrar que objetivamente o adversário não tem razão, sem prestar atenção às suas ofensas; portanto, mais ou menos como diz Temístocles dirigindo-se a Euribíades: [patakson men, akouson de] (Bate, mas escuta.) Mas isto não é dado a todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O único contra-ataque seguro é, portanto, a que já Aristóteles indicava no ultimo capítulo dos Tópicos: não entrar em controvérsia com qualquer um que chegue, mas só com aqueles que conhecemos e dos quais sabemos que têm inteligência suficiente para não propor coisas absurdas que levem ao ridículo, e que têm suficiente talento para discutir à base de razões e não com bravatas, para escutar e admitir tais fundamentos, e que, enfim, apreciem a verdade, prestem com gosto o ouvido às razões, mesmo quando procedam da boca do adversário, e sejam o bastante equitativos para suportar que não se lhes dê razão, quando &amp;nbsp; a &amp;nbsp;verdade &amp;nbsp; está &amp;nbsp;do &amp;nbsp; outro &amp;nbsp;lado. Disto segue-se que, entre cem pessoas, há apenas uma com a qual valha a pena discutir. Aos demais, deixemos que digam o que querem, porque desipere est júris gentium (ser idiota é um dos direitos do homem) e pensemos no conselho de Voltaire: La paix vaut ene ore tnieux que Ia vérité (“A paz vale ainda mais que a verdade”) e um provérbio árabe diz: “Da árvore do silêncio pende, como fruto, a paz”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em todo caso, a controvérsia é, com frequência, útil para os dois lados, como um roçar de cabeças que serve para cada um retificar os próprios pensamentos e também para adquirir novos pontos de vista. Mas os dois contendores devem ser similares em cultura e inteligência. Se um carece da primeira, não capta tudo, não está au niveau. Se carece da segunda, o rancor que este fato produz o instigará à deslealdade, à astúcia, à vilania.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre a disputa in colloquio privato s. familiari e a disputatio solemnis, pro gradu, etc, não existe uma diferença essencial. A diferença é tão só que, nesta ultima, se requer que o respondens (aquele que responde) deva sempre ter razão face a seu opponens (contendor) e, quando preciso, o praeses (aquele que preside o debate) virá em sua ajuda. Ou também que, nesta ultima, se argumenta de um modo mais oficial e os contendores revestem os argumentos de uma forma silogística rigorosa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8265214593946749220-2213590188015132991?l=porquecreio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquecreio.blogspot.com/feeds/2213590188015132991/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://porquecreio.blogspot.com/2012/01/desonestidades-em-debates.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265214593946749220/posts/default/2213590188015132991'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265214593946749220/posts/default/2213590188015132991'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquecreio.blogspot.com/2012/01/desonestidades-em-debates.html' title='Desonestidades em debates.'/><author><name>Jonadabe Rios</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09620595583578169937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Yrx9HqXO5ug/TETrJj12R3I/AAAAAAAAAYA/JI2nts9q8bg/S220/of.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-OtF63-aybuE/Tw3fCSJYk9I/AAAAAAAAAnE/5E13-rAjBS0/s72-c/schopenhauer.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8265214593946749220.post-3106164375057977400</id><published>2012-01-01T10:04:00.000-08:00</published><updated>2012-01-21T13:23:56.180-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Catolicismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Bíblia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cristianismo'/><title type='text'>O cristianismo é culpado pela escravidão? - Ravi Zacharias</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-uErn24ZyX_M/TwCgGH4bb5I/AAAAAAAAAl8/QU95OlyYGHQ/s1600/escravidao-7.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-uErn24ZyX_M/TwCgGH4bb5I/AAAAAAAAAl8/QU95OlyYGHQ/s1600/escravidao-7.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Sam Harris também critica o cristianismo pela escravidão, o que eu acho muitíssimo irônico (ver Carta, 14-19). Na superfície, ele defende a igualdade da dignidade humana (ver Carta 18). Ao mesmo tempo, ele faz piada com a crença de bilhões de pessoas e quer erradicar essas crenças com base na sua crença de que o cientista que crê somente na matéria é, de fato, intelectualmente superior. Ele diz expressamente que 93% dos cientistas não reconhecem a idéia de Deus (Carta 39). De onde ele tirou esse número? De que cientistas ele está falando? Eles são ocidentais ou orientais, comunistas ou capitalistas? E se uma porcentagem de cientistas orientais mais alta que a de cientistas ocidentais acredita em Deus? Isso provaria que os ocidentais são superiores do ponto de vista intelectual aos orientais? Já vi dados estatísticos afirmando que 40% dos cientistas realmente acreditam em Deus. [1]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo se o número de Harris for verdadeiro, não podemos contestar que, só porque uma porcentagem alta de pessoas acredita em algo, isso não torna esse algo moralmente correto? Existe um motivo porque a escravidão não é tratada diretamente na Bíblia, como Harris deseja que fosse. Evidentemente ele não leu Jó 31.13-15, em que Jó defende a justiça para aqueles que trabalham para ele e que tanto ele quanto seus trabalhadores são iguais na condição humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Novo Testamento contém uma carta bela e terna escrita pelo apóstolo Paulo a Filemom, um proprietário de escravo. Nessa carta, Paulo pede a Filemom que trate seu escravo fugido não como a um servo, mas como a um irmão. Numa frase importante, Paulo escreve: “Mesmo tendo em Cristo plena liberdade para mandar que você cumpra seu dever” (v. 8); mas não manda. Em vez disso, ele apela não meramente para o direito terreno, mas para o direito mais sublime do amor: “Assim, se você me considera companheiro na fé, receba-o como se estivesse recebendo a mim. Se ele o prejudicou em algo ou lhe deve alguma coisa, ponha na minha conta” (v. 17,18). O que mais Sam Harris gostaria que ele dissesse?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao contrario do igualitarismo que a fé cristã ensina expressamente, os escritos de renomados ateus são contra o igualitarismo. Igualitarismo não é dogma do ateísmo. Ouça Nietzche: “A igualdade é uma mentira inventada por pessoas inferiores que querem se reunir em bandos para superar o poder daqueles que são naturalmente superiores a elas. A moral dos ‘direitos iguais’ é a moral de rebanho e, porque se opõe ao cultivo de indivíduos superiores, leva à corrupção da espécie humana” [2]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos aqui um deles nos dizendo que existem seres humanos “superiores” e “inferiores”. Já trilhamos o caminho ateísta antes e ele nos levou ao Holocausto. Foi a crença numa moral absoluta, num igualitarismo divino verdadeiro, que pôs fim à escravidão. O motivo por que Jesus não fala nada sobre o problema da escravidão é muito simples. Ele não se manifestou sobre muitas questões que o “direito” poderia tratar sem mudar o coração, entre eles a derrubada de Roma – o império que havia escravizado sua amada Jerusalém e seu povo. Seus discípulos queriam que ele falasse ousadamente contra as leis de Roma, que os explorava e lhes restringia a prática da fé. Na verdade, aqueles que queriam calar Jesus até opuseram Roma contra ele, mas ainda assim ele não falou contra a tirania romana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Notas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;1 – Ver Larson, E. J.; Witham, L. Scientists Are Still Keeping the Faith, Nature 386, 1997, p. 435-36; ver também Collins, Francis. Why This Scientist Believes in God, 6 de abril de 2007. Disponível em: HTTP://www.cnn.com/2007/US/04/03/collins.comentary/index.html&amp;gt; Acesso em: 1 de outubro de 2007.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 – Citado em Novak, Philip. The Visiono f Nietzche, London: Veja, 2001, p. 16.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Texto retirado do livro "A morte da Razão - Uma resposta aos neoateus" &lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8265214593946749220-3106164375057977400?l=porquecreio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquecreio.blogspot.com/feeds/3106164375057977400/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://porquecreio.blogspot.com/2012/01/o-cristianismo-e-culpado-pela.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265214593946749220/posts/default/3106164375057977400'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265214593946749220/posts/default/3106164375057977400'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquecreio.blogspot.com/2012/01/o-cristianismo-e-culpado-pela.html' title='O cristianismo é culpado pela escravidão? - Ravi Zacharias'/><author><name>Jonadabe Rios</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09620595583578169937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Yrx9HqXO5ug/TETrJj12R3I/AAAAAAAAAYA/JI2nts9q8bg/S220/of.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-uErn24ZyX_M/TwCgGH4bb5I/AAAAAAAAAl8/QU95OlyYGHQ/s72-c/escravidao-7.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8265214593946749220.post-5875996823111797492</id><published>2011-12-22T07:25:00.000-08:00</published><updated>2011-12-22T07:25:19.552-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Catolicismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Bíblia'/><title type='text'>Protestantes a favor das imagens?</title><content type='html'>No séc. XVI, a Reforma Protestante retomou a luta contra as imagens e passou a arrancar e destruir as obras sacras. Alguns historiadores indicam Martinho Lutero como o responsável por tal "violência", ao combater o culto aos santos. Entretanto, tomando contato com alguns livros , parece que a versão tradicional não condiz com a realidade, já que alguns &lt;b&gt;protestantes tradicionais&lt;/b&gt; parecem não se posicionar contra o uso das imagens. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_G1Oapdh8fLc/S8xjBxpL9lI/AAAAAAAABDI/2PxvDcd2a2E/s1600/093.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/_G1Oapdh8fLc/S8xjBxpL9lI/AAAAAAAABDI/2PxvDcd2a2E/s320/093.jpg" width="228" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;O teólogo e &lt;b&gt;historiador luterano&lt;/b&gt; Martin N. Dreher, sustenta uma posição bem favorável ao uso das imagens. Seguem alguns trechos em sua obra, em especial do capítulo 5, entitulado "Palavra e Imagem":&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote class="tr_bq" style="color: #073763;"&gt;"Na primavera de 1522 aconteceu, em Wittenberg, o início de uma das maiores catástrofes na história da humanidade. O conselho da cidade determinara a retirada das imagens das igrejas. Quando se começou a executar a decisão dos conselheiros municipais, a multidão reunida na frente da igreja da cidade invadiu o templo, arrancou as imagens das paredes, quebrou-as e terminou por queimar tudo do lado de fora. Em questão de minutos, uma paixão brutal destruiu o que para gerações de cristãos fora objeto de veneração religiosa. Onde os iconoclastas passaram, os templos ficaram como lavouras após uma chuva de granizo. Igual a uma epidemia o iconoclasmo se alastrava por todas as regiões. E o mais interessante é que são poucos os historiadores que se referem a ele, permitindo que o iconoclasmo continue a ser praticado até os nossos dias. O terrível disso tudo é que cristãos, munidos de machados e martelos, se levantaram contra objetos sacros, em locais consagrados, ante os quais até há pouco se haviam ajoelhado. Cristãos destruíram a linguagem da imagem que durante séculos havia orientado os cristãos. E o culpado pela destruição não foi o povo, mesmo que ele tenha realizado a ação; os culpados foram os pregadores que, a partir do púlpito, incitaram ao iconoclasmo. O mentor intelectual do iconoclasmo em Wittemberg foi Andreas Bodenstein, de Karlstadt. Ardoroso em sua maneira de ser, mas falho no tocante à reflexão sobre a consequência de seus atos, Karlstadt assumiu a direção do movimento reformatório em Wittemberg enquanto Lutero se encontrava no Wartburgo. No inverno de 1521/22, Karlstadt escreveu e publicou livreto com o título 'Da Eliminação das Imagens'. O livro é diminuto, tem poucas páginas, mas teve grandes consequências, provocando a destruição de muitas obras-de-arte. Segundo Karlstadt, não se pode tolerar imagens nas igrejas, pois afrontam o primeiro mandamento. Os 'ídolos de óleo' colocados sobre os altares, são invenção do demônio. Karlstadt tomou posição não somente contra esculturas, mas contra pinturas, a nova tendência na arte do Renascimento e da Reforma. Há autores que consideram Karlstadt o primeiro puritano. Assim, o emergente puritanismo seria responsável pelo iconoclasmo. Um outro momento parece ser importante para entender a onda iconoclasta: o biblicismo. Na Reforma se expressou a convicção de que somente a palavra havia de vencer. Para o mundo da Reforma, que tomava o cristianismo primitivo como norma e exemplo, não podia haver lugar para a imagem. Não é de se admirar que parte considerável do protestantismo tenha assumido as concepções de Karlstadt e que Calvino tenha em sua 'Institutas' um capítulo dedicado a todos os argumentos que podem ser usados contra as imagens. Quais as consequências desse fato? O século XVI não mais entendeu a linguagem das imagens e, por isso, as destruiu, produzindo consequências caóticas e cegueira. [...] Com a retirada das imagens do interior das igrejas protestantes destruiu-se o pensamento simbólico tão constitutivo para o cristianismo. E o pensamento simbólico é pensamento religioso propriamente dito. É na linguagem simbólica que se expressa a experiência do espiritual. Quando essa forma de pensamento não-conceitual deixa de ser usada ou é ridicularizada, produz-se a destruição de uma das disposições religiosas do ser humano. Quando se destruíram as imagens, destruiu-se o elemento que deixa o que é cristão transformar-se em sentimento. A imagem provoca e confirma o pensamento simbólico, sem o qual não se pode imaginar religiosidade viva. Observando imagens religiosas aprendemos a sentir simbolicamente. A melhor forma de introduzir crianças no mundo de concepções cristãs é através de imagens. Quando aprendemos a ver a imagem apenas como 'ídolo', destruímos a percepção para o pensamento simbólico. [...] Quando o ser humano não é mais capaz de pensar e de ver símbolos em uma tradição cristã viva, sua consciência religiosa fica esclerosada. [...] No início, Lutero tinha dificuldades com as imagens e afirmava que seria melhor se não existissem. [...] Mas quando Karlstadt deu início à onda iconoclasta, nela nada mais viu do que vandalismo, que estava prestes a destruir a liberdade evangélica e a reintroduzir a lei. Por isso, Lutero passou pouco depois a afirmar que imagens são memoriais e testemunhos e como tais devem ser toleradas. Além disso, chegou a afirmar que, se pudesse, mandaria pintar toda a Bíblia dentro e fora das casas. Sua postura em favor da pintura e das imagens tornou-se mais do que evidente desde a publicação dos catecismos (1529). As imagens movem a fé das crianças e dos simples. A fé cristã não se dirige, para ele, apenas aos ouvidos, mas também aos olhos das pessoas. A arte sacra deve ser meditada, e meditação não é pensamento lógico. Meditar é silenciar para que Deus possa falar. Nos últimos 500 anos, em razão do iconoclasmo, o pecado humano não tem deixado Deus falar; só fala o homem".&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;As palavras acima demonstram que o mundo protestante vem se abrindo para o uso das imagens. É interessante notar como a posição de Dreher é semelhante à da Igreja Católica, especialmente por repudiar o iconoclasmo e por reconhecer a importância que as imagens representam para o pensamento abstrato e catequético. Antes disso, em 1956, um congresso luterano lançou a questão: "&lt;b&gt;por que admitir as impressões auditivas na catequese e rejeitar as impressões visuais?&lt;/b&gt; Estas parecem ainda mais eficientes do que aquelas".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Retirado do &lt;a href="http://veritatis.com.br/apologetica/123-imagens-santos/596-protestantes-a-favor-das-imagens" target="_blank"&gt;Veritatis Splendor&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comentários do blog:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse é um assunto já batido e refutado há muito tempo e desde que surgiu, mas ironicamente é o principal "argumento" dos protestantes brasileiros (em especial os pentecostais e neopentecostais). Isso acontece pois não percebem a diferença entre ter imagem, venerar, e idolatrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por esse motivo não custa nada trazer algum texto novo sobre um tema antigo, como esse, onde há a defesa feita por um protestante em relação aos equivocos sobre o uso de imagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais textos do blog sobre o assunto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://porquecreio.blogspot.com/2010/07/os-catolicos-sao-idolatras-porque-quero.html%20" target="_blank"&gt;http://porquecreio.blogspot.com/2010/07/os-catolicos-sao-idolatras-porque-quero.html &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://porquecreio.blogspot.com/2011/09/prova-biblica-para-o-culto-de-deus.html" target="_blank"&gt;http://porquecreio.blogspot.com/2011/09/prova-biblica-para-o-culto-de-deus.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://porquecreio.blogspot.com/2011/02/imagens-outras-perspectivas.html" target="_blank"&gt;http://porquecreio.blogspot.com/2011/02/imagens-outras-perspectivas.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://porquecreio.blogspot.com/2010/11/as-catacumbas.html" target="_blank"&gt;http://porquecreio.blogspot.com/2010/11/as-catacumbas.html&lt;/a&gt; (também de um protestante)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8265214593946749220-5875996823111797492?l=porquecreio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquecreio.blogspot.com/feeds/5875996823111797492/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://porquecreio.blogspot.com/2011/12/protestantes-favor-das-imagens.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265214593946749220/posts/default/5875996823111797492'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265214593946749220/posts/default/5875996823111797492'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquecreio.blogspot.com/2011/12/protestantes-favor-das-imagens.html' title='Protestantes a favor das imagens?'/><author><name>Jonadabe Rios</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09620595583578169937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Yrx9HqXO5ug/TETrJj12R3I/AAAAAAAAAYA/JI2nts9q8bg/S220/of.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_G1Oapdh8fLc/S8xjBxpL9lI/AAAAAAAABDI/2PxvDcd2a2E/s72-c/093.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8265214593946749220.post-1535688501056455745</id><published>2011-12-06T11:10:00.001-08:00</published><updated>2011-12-06T11:11:29.901-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Diversos'/><title type='text'>Enquanto isso...</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://soatoa.files.wordpress.com/2009/02/ultrassom_gemeos_g.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" src="http://soatoa.files.wordpress.com/2009/02/ultrassom_gemeos_g.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;No ventre de uma mulher grávida, dois gêmeos dialogam:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Você acredita em vida após o parto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Claro! Deve haver algo após o nascimento. Talvez estejamos aqui principalmente porque precisamos nos preparar para o que seremos mais tarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Bobagem, não há vida após o nascimento! Afinal, como seria essa vida?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Não sei exatamente, mas certamente haverá mais luz do que há aqui. Talvez caminhemos com nossos próprios pés e comamos com a nossa boca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Isso é um absurdo! Caminhar é impossível. E comer com a boca? É totalmente ridículo! O cordão umbilical nos alimenta. Além disso, andar não faz sentido, pois o cordão umbilical é muito curto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Sinto que há algo mais. Talvez seja apenas um pouco diferente do que estamos habituados a ter aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Mas ninguém nunca voltou de lá. O parto apenas encerra a vida. E, afinal de contas, a vida é nada mais do que a angústia prolongada na escuridão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Bem, não sei exatamente como será depois do nascimento, mas, com certeza, veremos a mamãe e ela cuidará de nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Mamãe? Você acredita em mamãe? Se ela existe, onde está?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Onde? Em tudo à nossa volta! Nela e através dela nós vivemos. Sem ela não existiríamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Eu não acredito! Nunca vi nenhuma mamãe, por isso é claro que ela não existe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Bem, mas, às vezes, quando estamos em silêncio, posso ouvi-la cantando, ou senti-la afagando nosso mundo. Penso que após o parto a vida real nos espera; e, no momento, estamos nos preparando para ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Autor desconhecido)&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8265214593946749220-1535688501056455745?l=porquecreio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquecreio.blogspot.com/feeds/1535688501056455745/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://porquecreio.blogspot.com/2011/12/enquanto-isso.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265214593946749220/posts/default/1535688501056455745'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265214593946749220/posts/default/1535688501056455745'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquecreio.blogspot.com/2011/12/enquanto-isso.html' title='Enquanto isso...'/><author><name>Jonadabe Rios</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09620595583578169937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Yrx9HqXO5ug/TETrJj12R3I/AAAAAAAAAYA/JI2nts9q8bg/S220/of.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8265214593946749220.post-886805258949684817</id><published>2011-11-11T15:29:00.001-08:00</published><updated>2011-12-06T11:11:45.213-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Catolicismo'/><title type='text'>Da suposta desunião da Igreja Católica</title><content type='html'>&lt;br /&gt;Rodrigo, um grande amigo, andou comentando &lt;a href="http://porquecreio.blogspot.com/2011/10/so-para-recapitular.html" target="_blank"&gt;uma postagem do blog&lt;/a&gt;, e com isso fez uma &lt;a href="http://rodrigogospel.blogspot.com/2011/11/da-suposta-unidade-de-roma.html" target="_blank"&gt;postagem no seu blog sobre o assunto&lt;/a&gt; (que tem &lt;a href="http://rodrigogospel.blogspot.com/2011/09/bomba-norueguesa-era-crista-respondendo.html" target="_blank"&gt;alguns ótimos artigos&lt;/a&gt;). Não pude respondê-lo antes pois sofri um capotamento de carro, mas graças a Deus não aconteceu nenhuma tragédia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A critica dele é que os católicos alegam a desunião protestante, enquanto a própria Igreja Católica seria desunida. Em sua postagem ele cita alguns exemplos que irei comentar. Ele também cita algumas questões relativas ao primado de Pedro, no Concílio de Jerusalém, que resolvi não tratar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rodrigo não nega que o protestantismo é dividido (e não sei como ele responde essa questão com a unidade ensinada por Jesus, e vista na Igreja primitiva), no entanto ele alega que não há diferença entre a desunião protestante e a católica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mostrarei aqui que a desunião católica (que é um mau) não é na essência, ao contrário da desunião protestante. Citarei o que ele postou, seguido de resposta.&lt;br /&gt;&lt;blockquote class="tr_bq"&gt;Você precisa ir dizer isso para teus correligionários tradicionalistas, que pensam de forma diferente. Para comprovar o que eu digo, confira este singelo parágrafo:&lt;br /&gt;Recordando-me desta doutrina certíssima e irrevogável da Madre Igreja [da Eucaristia] e observando as transformações, convulsões e experiências peculiares do que atualmente ousam qualificar de renovação litúrgica, sou como que forçado a concluir que esta balbúrdia se rege por uma doutrinaoposta à doutrina ortodoxa. (http://permanencia.org.br/drupal/node/2118, as enfases são todas do autor)&lt;br /&gt;E este artigo segue dizendo que as mudanças litúrgicas comprometem a transubstanciação e a doutrina do Sacrifício de Cristo. Não que eu concorde com isso, repito (sendo protestante, não creio na transubstanciação), estou apenas demonstrando a que ponto os católico-romanos divergem entre si.&lt;br /&gt;E o que vem a seguir é quase uma admissão disto, pela boca de outro tradicionalista:&lt;br /&gt;Então quem está dentro da Igreja? Aqueles que aceitam e procuram por em pratica as falsas doutrinas do Vaticano II ou aqueles que as recusam abertamente para permanecer fieis ao que o Magistério, assistido pelo Espírito Santo, ensinou durante dezenove séculos?&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Isso na verdade só demonstra que não dizemos que há mais de uma Igreja, ou que ambos podem estar certos ao mesmo tempo. Mas que um grupo está com a Igreja e outro não. Um é católico, outro não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao dizer que quem está com a Igreja é quem acredita no que Ela sempre afirmou, só se está dizendo que não é católico quem acredita em inovações que contradizem o que sempre foi ensinado. Um exemplo disso foi Ário, com sua inovação de que Jesus não é Deus. Ora, quando ele veio com este ensino, mesmo dentro de templos católicos, isso não passou a significar que esse era também um ensino católico. O ensino da Igreja foi o que ela sempre acreditou: que Jesus é Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessa forma a pergunta citada por Rodrigo também se aplica nesse caso: é católico quem acredita no que a Igreja sempre ensinou, ou quem acredita em inovações? É católico Atanásio que defende o que sempre foi ensinado, ou Ário? É óbvio que a resposta é que Atanásio é católico, e Ário não. Apesar de estar em templos católicos, a fé dele não é. Essa não é uma divisão DENTRO da Igreja, mas alguém que ensina algo diferente do que ela ensina, e portanto está fora dela. Esse é o foco do que foi mencionado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É isso que está ocorrendo na atual crise da Igreja. No entanto, apesar de discordarem de questões como a validade do Concílio Vaticano II, e das formas litúrgicas, ambos concordam com os elementos que são citados na liturgia. Por exemplo, os tradicionalistas defendem que a liturgia da Nova Missa é perigosa, e que a transubstanciação vai depender da intenção do padre. Os que defendem a Nova Missa discordam desse perigo, no entanto ambos acreditam na transubstanciação. E assim ocorre com os demais dogmas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas diferenças em relação aos protestantismos são imensas, onde um acredita na transubstanciação, enquanto outro não acredita, fazendo com que a diferença não seja só na liturgia (quando existe liturgia), mas nos dogmas, no que pode ou não ser considerado revelação de Jesus. Realmente não sei como ele consegue conciliar isso com o ensino de Jesus e dos apóstolos em relação à unidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8265214593946749220-886805258949684817?l=porquecreio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquecreio.blogspot.com/feeds/886805258949684817/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://porquecreio.blogspot.com/2011/11/da-suposta-desuniao-da-igreja-catolica.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265214593946749220/posts/default/886805258949684817'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265214593946749220/posts/default/886805258949684817'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquecreio.blogspot.com/2011/11/da-suposta-desuniao-da-igreja-catolica.html' title='Da suposta desunião da Igreja Católica'/><author><name>Jonadabe Rios</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09620595583578169937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Yrx9HqXO5ug/TETrJj12R3I/AAAAAAAAAYA/JI2nts9q8bg/S220/of.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8265214593946749220.post-3493704714694702016</id><published>2011-11-10T13:44:00.000-08:00</published><updated>2011-11-10T14:24:51.503-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Catolicismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Bíblia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Debates'/><title type='text'>Um diálogo fictício sobre o batismo infantil.</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-0xeNOzphlaU/TrxFkB5ZSiI/AAAAAAAAAlY/58QJDtp-ghM/s1600/batismo-catolico-romano.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-0xeNOzphlaU/TrxFkB5ZSiI/AAAAAAAAAlY/58QJDtp-ghM/s320/batismo-catolico-romano.jpg" width="249" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Esse é um diálogo fictício criado por &lt;a href="http://socrates58.blogspot.com/" target="_blank"&gt;Dave Amstrong&lt;/a&gt; e “traduzido” por mim. Ainda não sei inglês o suficiente para fazer uma boa tradução, e tenho feito algumas como forma de praticar pelo menos a leitura. Ainda falta muito para que eu faça leituras e traduções sem dificuldade e sem apelar o tempo todo a um dicionário, mas mesmo com certa dificuldade estarei disponibilizando algumas pequenas traduções. Espero que façam bom proveito. Originalmente os personagens se chamavam “Zeke” (Protestante) e "Cathy” (Católica), mas resolvi trocar para nomes mais familiares aos brasileiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;-&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;João Flavio:&lt;/b&gt; Alexandre, por que os católicos batizam bebês? É sem sentido, pois eles não sabem o que está acontecendo e não podem arrepender-se, segundo Atos 2:38 e Marcos 6:16.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Alexandre:&lt;/b&gt; Mas onde está proibido na Bíblia especificamente o batismo de bebês?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;João Flavio:&lt;/b&gt; Bem... Eu acho que não diz isso, mas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Alexandre: &lt;/b&gt;Mas você não segue apenas o que é ensinado claramente nas páginas das Escrituras?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;João Flavio: &lt;/b&gt;É a conclusão que vem a partir de idéias claras na Escritura. Por isso é uma doutrina bíblica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Alexandre: &lt;/b&gt;Essa é uma grande diferença! Agora estamos no mesmo barco, já que a Bíblia não ensina explicitamente sobre o batismo de crianças. Devemos fazer inferências. Os católicos observam que lá existem muitas indicações de nossa visão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;João Flavio: &lt;/b&gt;Onde? Eu nunca vi nenhuma em 17 anos de convertido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Alexandre: &lt;/b&gt;Em Atos 16:15, 33; 18:8 (cf. 11:14), e 1Corintios 1:16 afirma-se um indivíduo e sua “casa inteira” foram batizados. E seria difícil, para não dizer impossível, não haver nenhuma criança. Paulo em Colossenses 2:11-13 faz conexão entre o batismo e a circuncisão. Israel era a igreja antes de Cristo (Atos 7:38, Romanos 9:4). Circuncisão, dada ao oitavo dia, foi o selo do pacto com Deus feito a Abraão, que também se aplica a nós (Gálatas 3:14,29). Ela era o sinal de arrependimento e fé futura (Romanos 4:11). Crianças eram parte do pacto tanto quanto os adultos (Genesis 17:7, Deuteronômio 29:10-12, cf. Mateus 19:14). Da mesma forma, o batismo é o selo do Novo Testamento em Cristo. Ela significa a purificação do pecado, precisamente o que a circuncisão fez (Deuteronômio 10:16, 30:6, Jeremias 4:4, 9:25, Romanos 2:28-9, Filipenses 3:3). Crianças são salvas totalmente pela graça de Deus da mesma forma que os adultos são, exceto pelo consentimento intencional racional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;João Flavio: &lt;/b&gt;Isso é impossível. Você tem que se arrepender e nascer de novo para receber salvação, como João 3:5.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Alexandre: &lt;/b&gt;Ele não diz exatamente isso. Ele diz que primeiro é preciso “nascer da água e do Espírito”. Os católicos, juntamente com os Pais da Igreja, como Santo Agostinho, e muito protestantes (Luteranos e Anglicanos, por exemplo), interpretam com referência ao batismo e uma prova da necessidade do batismo infantil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;João Flavio: &lt;/b&gt;Isso não faz sentido. A água referida aqui é do saco amniótico quando o bebê nasce. Bebês não podem nascer novamente. Jesus está contrastando o nascimento natural e espiritual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Alexandre:&lt;/b&gt; Você está dizendo que o bebê não pode ser salvo, e vai morrer antes da “idade da razão”?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;João Flavio: &lt;/b&gt;Não, eu não disse isso. Deus também é misericordioso demais para deixar que isso aconteça a um bebê inocente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Alexandre: &lt;/b&gt;Se você diz que o bebê será salvo, então há claramente uma justificação para batizar crianças, já que existem outros fatores para a salvação além de seu consentimento. Dessa forma você chega a mais um ponto comum, a aliança de salvação (veja, por exemplo, 1 Co 7:14, 12:13), diferente da noção individualista que a maioria dos evangélicos possuem. A realidade do pecado original faz com que o batismo seja desejado o mais rápido possível, já que remove a punição e conseqüência do pecado e infunde a graça santificante. É por isso que muitos protestantes como Luteranos, Anglicanos, Metodistas, Reformados e Presbiterianos, ao longo da história tem batizado bebês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;João Flavio: &lt;/b&gt;Espere um minuto. Você realmente acredita que o batismo faz algo? Ele é somente um simbolismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Alexandre: &lt;/b&gt;Vocês sempre negam que a matéria pode ser um meio de transmitir graça, e também frequentemente fazem cara feia com a idéia dos sacramentos, que são os meios físicos pelo qual a graça é conferida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;João Flavio: &lt;/b&gt;Não acreditamos neles, pois são anti-bíblicos. A Bíblia fala que o Espírito que confere a Graça (Jo 6:63, Rm 8:1-10), não a matéria. Os católicos sempre acreditam nessas coisas bizarras, como as estátuas, relíquias, rosário, a hóstia da comunhão e água benta. Isso geralmente vira idolatria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Alexandre: &lt;/b&gt;Eu discordo. O próprio Deus se fez carne em Jesus Cristo. O lenço de Paulo curou doentes (At 19:12), também a sombra de Pedro (At 5:15). Assim, o batismo é feito para a regeneração dos pecados. Atos 2:38 fala do batismo "para a remissão dos seus pecados.", 1 Pedro 3:21 que " agora vos salva, o batismo" (cf. Mc 16:16, Rm 6:3-4). Paulo lembra que Ananias disse "batiza-te, e lava os teus pecados" Atos 22:16. Em Co 6:11 Paulo parece inferir uma conexão orgânica entre batismo (lavagem), santificação e justificação, enquanto os evangélicos separam todos os três. Tito 3:5 diz que Ele "nos salvou pela lavagem da regeneração e da renovação". O que mais de prova bíblica é preciso? É para explicar isso tudo como simbolismo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;João Flavio: &lt;/b&gt;Estou de saída. Tenho algumas perguntas para meu pastor...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto original:&amp;nbsp;&lt;a href="http://socrates58.blogspot.com/2005/11/fictional-dialogue-on-infant-baptism.html" target="_blank"&gt;http://socrates58.blogspot.com/2005/11/fictional-dialogue-on-infant-baptism.html&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8265214593946749220-3493704714694702016?l=porquecreio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquecreio.blogspot.com/feeds/3493704714694702016/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://porquecreio.blogspot.com/2011/11/um-dialogo-ficticio-sobre-o-batismo.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265214593946749220/posts/default/3493704714694702016'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265214593946749220/posts/default/3493704714694702016'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquecreio.blogspot.com/2011/11/um-dialogo-ficticio-sobre-o-batismo.html' title='Um diálogo fictício sobre o batismo infantil.'/><author><name>Jonadabe Rios</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09620595583578169937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Yrx9HqXO5ug/TETrJj12R3I/AAAAAAAAAYA/JI2nts9q8bg/S220/of.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-0xeNOzphlaU/TrxFkB5ZSiI/AAAAAAAAAlY/58QJDtp-ghM/s72-c/batismo-catolico-romano.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8265214593946749220.post-214713179993535012</id><published>2011-11-08T08:53:00.001-08:00</published><updated>2011-11-08T08:54:08.570-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Missa Tridentina'/><title type='text'>Epístola - Missa Tridentina.</title><content type='html'>"Depois da Coleta e das outras orações que, muitas vezes, são acrescentadas com o nome de memórias, vem a Epístola, que é quase sempre uma passagem das Epístolas dos Apóstolos, e algumas vezes tiradas de outro livro da Sagrada Escritura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-4HDNJQjqb2Q/Trleb516Y6I/AAAAAAAAAlQ/EGQZDsxBJAE/s1600/espistola-a-los-romanos.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-4HDNJQjqb2Q/Trleb516Y6I/AAAAAAAAAlQ/EGQZDsxBJAE/s320/espistola-a-los-romanos.jpg" width="234" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;O uso de ler só uma epístola não é um costume primitivo da Igreja; remonta, no entanto, a mil anos, ao menos. Nos primeiros séculos lia-se, primeiro, uma lição do Antigo Testamento, seguida então por uma passagem dos escritos dos Apóstolos. Agora só se lê uma epístola na missa, exceto nos dias das Quadro Têmporas e em certos dias da Féria. O uso de ler as lições do Antigo Testamento antes da epístola desapareceu quando compuseram o missal que é usado hoje, contendo tudo o que se diz na missa ,seja pelo padre, seja pelo coro, e chamado por esta razão de “Missal integral”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O missal de antigamente, ou Sacramentário, só continha, como já dissemos, as orações, os prefácios e o Cânon. Para o restante, havia o Antifonário, a Bíblia e um Evangeliário. Perdemos com a mudança que se operou, porque cada missa tinha seu prefácio próprio, e ficamos reduzidos a um pequeno número dessas peças litúrgicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Observa-se para o ofício o mesmo modo de agir, já que não havia ainda breviário, usava-se então o saltério, o hinário, a Bíblia, o passionário – no qual se liam os atos dos santos – e o homiliário, que continha os discursos dos Padres da Igreja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante muito tempo, o primeiro domingo do Advento guardou o privilégio de ter duas epístolas na missa. Acabou-se por deixar só uma aí também. O ofício desse domingo foi tratado com grande cuidado e representa, mais fielmente que a maior parte dos outros ofícios, os usos da antiguidade; também, apesar de semi-duplice [1], não se lhe atribuía nunca um sufrágio, assim como até a Epifania. Os sufrágios só apareceram depois do século XI.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim tudo procede com ordem no Santo Sacrifício: o padre expôs primeiramente os pedidos e exprimiu os votos da assistência; a Santa Igreja falou por sua boca. Logo escutaremos a palavra do Mestre, no Evangelho, mas a Santa Igreja quer nos preparar para isso por seu servidor, e põe primeiramente a Epístola, indo assim do Profeta, do Apóstolo, a Nosso Senhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #999999;"&gt;[1] Antes de 1962 as rubricas dividiam as festas em Dúplice de 1ª e 2ª classe, Semi-duplice e Simples. O missal de 1962 simplificou esta nomenclatura. As festas passaram a ser de 1ª, 2ª, 3ª e 4ª classe.&lt;/span&gt;"&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8265214593946749220-214713179993535012?l=porquecreio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquecreio.blogspot.com/feeds/214713179993535012/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://porquecreio.blogspot.com/2011/11/epistola.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265214593946749220/posts/default/214713179993535012'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265214593946749220/posts/default/214713179993535012'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquecreio.blogspot.com/2011/11/epistola.html' title='Epístola - Missa Tridentina.'/><author><name>Jonadabe Rios</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09620595583578169937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Yrx9HqXO5ug/TETrJj12R3I/AAAAAAAAAYA/JI2nts9q8bg/S220/of.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-4HDNJQjqb2Q/Trleb516Y6I/AAAAAAAAAlQ/EGQZDsxBJAE/s72-c/espistola-a-los-romanos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8265214593946749220.post-2523212694022873581</id><published>2011-11-08T08:50:00.000-08:00</published><updated>2011-11-08T08:50:36.068-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Missa Tridentina'/><title type='text'>Coleta - Missa Tridentina.</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_MyMaJWEqHFk/SsfKBZPnaAI/AAAAAAAACf4/hXYAeLFS3zU/s320/missa+tridentina+508.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_MyMaJWEqHFk/SsfKBZPnaAI/AAAAAAAACf4/hXYAeLFS3zU/s320/missa+tridentina+508.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Coleta é a oração onde se apresenta os pedidos a Deus. É a primeira oração propriamente dita da Missa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Esta primeira oração da Missa se encontra nos ofícios de Vésperas, Laudes e Matinas, do ofício monástico; mas não no romano, salvo no natal, antes da Missa da meia noite. Não se encontra em Prima, porque este ofício foi instituído mais tarde; nem em Completas, que é como uma oração da noite, a qual só se tornou parte da liturgia com São Bento. Mas é reencontrada em Terça, Sexta e Nona".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O padre diz a Coleta de braços estendidos, observando o antigo costume dos primeiros cristãos. Esse costume pode ser observado nas imagens das catacumbas, além dos escritos patrísticos, que, como bem diz o autor, "teríamos perdido para sempre" muitos detalhes dos primeiros séculos sem os primeiros cristãos. Detalhes esses até mesmo importantes para a interpretação das escrituras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"No Oriente, esse uso se conservou para todo o mundo; no Ocidente tornou-se muito raro e está restrito a casos particulares; só o padre reza desta maneira, porque representa Nosso Senhor oferecendo uma prece muito eficaz a Seu Pai enquanto estava na cruz."&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8265214593946749220-2523212694022873581?l=porquecreio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquecreio.blogspot.com/feeds/2523212694022873581/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://porquecreio.blogspot.com/2011/11/coleta-missa-tridentina.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265214593946749220/posts/default/2523212694022873581'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265214593946749220/posts/default/2523212694022873581'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquecreio.blogspot.com/2011/11/coleta-missa-tridentina.html' title='Coleta - Missa Tridentina.'/><author><name>Jonadabe Rios</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09620595583578169937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Yrx9HqXO5ug/TETrJj12R3I/AAAAAAAAAYA/JI2nts9q8bg/S220/of.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_MyMaJWEqHFk/SsfKBZPnaAI/AAAAAAAACf4/hXYAeLFS3zU/s72-c/missa+tridentina+508.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8265214593946749220.post-3557864372385879845</id><published>2011-11-03T15:05:00.000-07:00</published><updated>2011-12-06T11:11:57.915-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cristianismo'/><title type='text'>Cristofobia, JÁ CHEGA!</title><content type='html'>&lt;br /&gt;Criticar alguma personalidade, algum judeu (que não seja Jesus), os homossexuais, dentre outras pessoas e grupos é querer acabar com a liberdade de expressão e incitar ódio e preconceito (basta lembrar o alarde que certos grupos fizeram com o filme "A Paixão de Cristo", em algumas falas de judeus, ou coisas do tipo)... Agora criticar Jesus é ser politicamente correto, mente aberta, em alguns casos - como esse - é fazer arte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazer ataques a Cristo e aos cristãos tem que ser permitido, temos que ser "tolerantes", isso é liberdade de expressão. O contrário não pode ser permitido, pois é querer impor a religiosidade e dogmas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como disse Reinaldo Azevedo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote class="tr_bq"&gt;"Cristo — sim, aquele, o Jesus — é alvo das maiores vilezas. E ai de quem se atrever a contestar o agressor. Há o risco de ser linchado sob a acusação de cercear a liberdade alheia. Malhar o Nazareno pode; chamá-lo eventualmente de “impostor” é um sinal de progressismo, de independência e de caráter superior. Mas Chico Buarque é intocável. Não foi assim, em passado recente, com Che Guevara, o porco fedorento?"&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Segue aí um vídeo do que consideram liberdade de expressão. Ao mesmo tempo que criticava os poucos jovens que protestavam contra a peça em que se atira pedras numa imagem de Jesus Cristo, a platéia grita reafirmando essa "liberdade". Ironicamente os jovens que protestavam não possuem tal liberdade, tendo que ser tirados por policiais enquanto a platéia aplaudia o espetáculo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é raro encontrar grupos que protestam de forma zombeteira em eventos organizados pela Igreja. Cito por exemplo um que jogava camisinhas na cara de jovens que oravam no JMJ, se não me falha a memória. Ou o tão comum hoje "beijaço gay" (que parece já até mesmo um certo fetiche). Agora compare-os com o protesto desse vídeo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que está na claro é que querem ter um tipo estranho de liberdade: liberdade para impor. Impor seus dogmas com aparência de mera opinião politicamente correta. Você não pode criticá-los, isso é intolerância. Não podem prendê-los em seus protestos contra a igreja (e falo agora das demais igrejas cristãs, não apenas a Católica). No atual conceito de "liberdade de expressão" se pode tolerar imagens de santos com formas eróticas, como fizeram numa parada gay, e ao mesmo tempo é intolerável que se diga o que tais santos diziam sobre essas práticas, o que fazia parte da vida dessas pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podem zombar e atirar pedras em imagens que simbolizam a crença de milhares de pessoas no mundo inteiro, mas se você fizer uma música contrária a o que muita gente pensa, um filme em que apenas coloca o que está relatado em um documento antigo e considerado autêntico ou afirmar que não concorda com eventos como o holocausto por não existir evidências suficientes (que não é o meu caso), será acusado de incitar o ódio, ser intolerante e um fundamentalista fanático. Vão considerar uma ofensa, um crime digno de castigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles podem criticar a família, a correção dos filhos, a defesa da vida dos bebês e a dignidade desses seres vivos que são assassinados no ventre de suas próprias mães em prol de uma obsessão ao consumo de coisas e de pessoas, além de uma fuga de responsabilidade como seres humanos. Mas criticar qualquer uma dessas coisas é intolerância e algo injustificável. É isso que querem impor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não estou criticando a liberdade de se expressar, a questão aqui é a falsa tolerância. Então está aí meu recado: chega de Cristofobia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/EuPCF238ejI?rel=0" width="460"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/JzldOzVho6w?rel=0" width="460"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8265214593946749220-3557864372385879845?l=porquecreio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquecreio.blogspot.com/feeds/3557864372385879845/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://porquecreio.blogspot.com/2011/11/cristofobia-ja-chega.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265214593946749220/posts/default/3557864372385879845'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265214593946749220/posts/default/3557864372385879845'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquecreio.blogspot.com/2011/11/cristofobia-ja-chega.html' title='Cristofobia, JÁ CHEGA!'/><author><name>Jonadabe Rios</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09620595583578169937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Yrx9HqXO5ug/TETrJj12R3I/AAAAAAAAAYA/JI2nts9q8bg/S220/of.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/EuPCF238ejI/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8265214593946749220.post-5943468278925907571</id><published>2011-10-31T07:53:00.000-07:00</published><updated>2011-12-06T11:12:16.450-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Catolicismo'/><title type='text'>Só para Recapitular...</title><content type='html'>31 de outubro... dia da "reforma" protestante, mas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos protestantes ainda não sabem que a &lt;a href="http://fimdafarsa.blogspot.com/2011/05/os-embustes-em-torno-das-95-teses-de.html" target="_blank"&gt;95 teses não foram para protestar contra a Igreja.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O protestantismo ainda não trouxe de volta as crenças apostólicas primitivas, &lt;a href="http://porquecreio.blogspot.com/2010/11/um-resumo-das-primeiras-perspectivas.html" target="_blank"&gt;a não ser boa parte das heresias primitivas.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns sabendo que os Pais da Igreja ainda não apoiam suas heresias, os quais sem eles não teríamos a Bíblia, &lt;a href="http://porquecreio.blogspot.com/2010/08/pais-da-igreja-importancia-nula.html" target="_blank"&gt;tentam até mesmo desqualificá-los&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://sadoutrina.wordpress.com/category/biblia/" target="_blank"&gt;Os protestantes ainda não conseguiram provar a Sola Scriptura&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://porquecreio.blogspot.com/2010/07/os-catolicos-sao-idolatras-porque-quero.html" target="_blank"&gt;Também não conseguiram refutar a veneração dos santos. Aliás, boa parte dos protestantes não tem outra coisa a criticar...&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O protestantismo continua se dividindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda não há uma única coisa que os protestantes concordem entre si, &lt;a href="http://blogdorevrodrigo.blogspot.com/2011/08/pastor-ateu-na-holanda-tem.html" target="_blank"&gt;nem mesmo a existência de Deus ou sua natureza.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.portadeassis.com.br/v2/2011/08/13/11-mil-luteranos-voltam-a-igreja-catolica-a-reforma-foi-um-%C2%ABtragico-erro-de-proporcoes-epicas-que-nunca-devia-ter-acontecido%C2%BB/" target="_blank"&gt;O número de ex protestantes (principalmente pastores e conhecidos anti-catolicismo) têm aumentado cada vez mais.&lt;/a&gt; Não por meio de emocionalismos, depois de ouvir alguma musica melosa e se sentir “tocado”, ou alguma pregação “ungida”, mas por meio da busca pela verdade. (&lt;a href="http://www.comshalom.org/blog/carmadelio/20811-mais-padres-anglicanos-se-tornam-catolicos" target="_blank"&gt;Mais&lt;/a&gt;, e &lt;a href="http://www.acidigital.com/noticia.php?id=11760" target="_blank"&gt;mais&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://testemunhoscatolicos.blogspot.com/" target="_blank"&gt;Isso não é diferente no Brasil.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://porquecreio.blogspot.com/2011/01/10-coisas-que-muitos-protestantes-nao.html" target="_blank"&gt;Ao contrário da maioria de ex-“católicos”, os ex-protestantes eram protestantes de fato, enquanto a maioria dos que se diziam católicos, não conheciam e ainda não conhecem o que a Igreja ensina.&lt;/a&gt;&amp;nbsp;( &lt;a href="http://porquecreio.blogspot.com/2010/11/10-coisas-que-muitos-catolicos-deveriam.html" target="_blank"&gt;Veja também&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda tem gente que divulga mentiras como que a Igreja proibia &lt;a href="http://caiafarsa.wordpress.com/lutero-o-primeiro-tradutor-alemao/" target="_blank"&gt;traduções da Bíblia&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://caiafarsa.wordpress.com/igreja-catolica-proibe-a-leitura-da-biblia/" target="_blank"&gt;além de sua leitura&lt;/a&gt;, sobre a &lt;a href="http://caiafarsa.wordpress.com/inquisicao-matanca-geral-%E2%80%93-fernando/" target="_blank"&gt;Inquisição&lt;/a&gt;, entre &lt;a href="http://sadoutrina.wordpress.com/category/historia-da-igreja/" target="_blank"&gt;outros tipos de mentira&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto você está lendo isso, provavelmente já abriram alguma outra igreja protestante dividindo ainda mais o que já nasceu em divisão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://porquecreio.blogspot.com/2010/12/igreja-de-cristo-pode-ser-protestante.html" target="_blank"&gt;A Igreja Católica continua Una, Católica, Apostólica e Romana.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E enquanto algum protestante tentar responder alguma coisa postada aqui, também estará surgindo alguma nova denominação com uma nova doutrina/revelação do que os apóstolos teriam ensinado. Alguém quer chutar algum nome de denominação que podem inventar?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8265214593946749220-5943468278925907571?l=porquecreio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquecreio.blogspot.com/feeds/5943468278925907571/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://porquecreio.blogspot.com/2011/10/so-para-recapitular.html#comment-form' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265214593946749220/posts/default/5943468278925907571'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265214593946749220/posts/default/5943468278925907571'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquecreio.blogspot.com/2011/10/so-para-recapitular.html' title='Só para Recapitular...'/><author><name>Jonadabe Rios</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09620595583578169937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Yrx9HqXO5ug/TETrJj12R3I/AAAAAAAAAYA/JI2nts9q8bg/S220/of.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8265214593946749220.post-5792538546376152813</id><published>2011-10-26T14:31:00.000-07:00</published><updated>2011-10-26T14:34:08.869-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Missa Tridentina'/><title type='text'>Missa Tridentina - Glória in Excelsis</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-0RnFVku6mpY/Tqh8tkrMcPI/AAAAAAAAAlA/XP8JO6SaeXo/s1600/ANGEL1.GIF" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="242" src="http://4.bp.blogspot.com/-0RnFVku6mpY/Tqh8tkrMcPI/AAAAAAAAAlA/XP8JO6SaeXo/s320/ANGEL1.GIF" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Este é um hino muito antigo (Segundo século), e está em &lt;b&gt;todos &lt;/b&gt;os missais do oriente, ou seja, faz parte da liturgia oriental de forma universal (principal evidência para apostolicidade, além da antiguidade).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A principio é dirigido a Deus, a natureza divina, o princípio criador ( o "quê"), sem distinguir ainda a personalidade (o "quem"), o louvando, bendizendo e glorificando, pois o louvor pertence a Ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele é Bendito e glorificado na criação e redenção e por nos ter criado e redimido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso &lt;i&gt;LAUDAMUS TE, BENEDICIMUS TE e GLORIFICAMUS TE&lt;/i&gt;, meu Senhor!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Gratias agimus tibi propter magnam gloriam tuam.&lt;/i&gt; Damos graças por causa de sua grande glória. E qual é sua grande glória? A Encarnação, ou seja, Jesus Cristo se fazendo carne para os propósitos divinos é sua grande Glória. Por isso damos graças, pois foi por nós que o Logos se fez carne, que Deus adicionou a humanidade ao seu Logos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Igreja então continua a glorificar, e passa a ser mais específica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro é dado glória ao Pai: &lt;i&gt;Domine Deus Rex Caelestis, Deus Pater Omnipotens. &lt;/i&gt;O Senhor é Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois é dada glória ao Senhor Jesus, Filho Unigênito, e acrescenta mais ainda, além de ser "único gerado": Domine Deus, Agnus Dei, Fillius Patris. Senhor Deus, Cordeiro de Deus e Filho do Pai, ou seja, não é apenas um "filho de Deus", mas do Pai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui é mais clara a diferenciação de Pessoa. Pai e Filho do Pai. Por ser Filho, Filho Único Gerado do Pai, possui a mesma natureza, portanto não há erro em chamá-lo de Domine Deus - Senhor Deus. Se o Pai é por Natureza (quê) Senhor, o Filho também o é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois se pede misericórdia ao Esposo, o Verbo, que tira o pecado do mundo, além de pedir para que receba nossas preces. Declara que Ele está a direita do Pai, e afirma que só Ele é Santo, Senhor e Altíssimo. Ele quem? Jesu Christe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São afirmações sobre sua natureza co-eterna com o Pai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas Tu solus Sanctus, Tu solus Dominus, Tu solus Altissimus, Jesus, cum Sancto Spiritu in glória Dei Patris. Assim, a Terceira pessoa da Trindade é mencionada. O Pai, Filho e Espírito Santo são igualmente o único (quê) Santo, Senhor, Altíssimo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa é mais uma das várias evidências pré-nicenas da Divindade do Logos, e pré-constantinopolitana da Divindade e personalidade do Espírito Santo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse hino, assim como vários trechos neotestamentários e outros textos primitivos não têm por objetivo &lt;b&gt;explicar&lt;/b&gt;. São apenas expressões da fé revelada e repassada pela tradição apostólica de maneira universal (como as músicas e poemas são expressões), que &lt;b&gt;posteriormente&lt;/b&gt; seriam explicadas, &lt;b&gt;ligadas&lt;/b&gt; e reafirmadas num concílio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O número de evidências pré-nicenas de várias localidades diferentes demonstram que essa era a fé universal, e as explicações dos concílios apenas reafirmaram essa fé, além de combaterem as inovações que contradiziam tudo que a Igreja sempre acreditou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela sempre acreditou que Jesus era tanto Deus, como Cordeiro, Profeta, etc... O que se faz após isso é mostrar como as verdades de fé não são impossíveis de serem compreendidas ou explicadas até o limite em que verdades Divinas possam ser explicadas pela limitada razão humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;ps.: Quando se fala da Natureza divina, se fala do &lt;b&gt;quê&lt;/b&gt; Deus é. Quando se trata da personalidade, a referência é a &lt;b&gt;quem&lt;/b&gt; possui esse quê. Então há separação entre &lt;b&gt;quê&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;quem,&lt;/b&gt; impossibilitando qualquer contradição lógica. Não há um [quê] e três [quês] ao mesmo tempo, nem um [quem] e três [quem] ao mesmo tempo. E sim um [quê] e três [quem], assim como num triângulo (quê) há três pontas ("quem", como analogia). Exigir que entendamos completamente isso? Não conseguimos compreender completamente o mundo material e temporal, portanto é pura soberba e vontade de criticar exigir que se entenda completamente o que é Eterno e além da matéria. Este blog possui alguns textos sobre o assunto, mas por agora basta citar um que trato de &lt;a href="http://porquecreio.blogspot.com/2010/10/isla-religiao-de-jesus-parte-1.html" target="_blank"&gt;algumas afirmações de muçulmanos.&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8265214593946749220-5792538546376152813?l=porquecreio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquecreio.blogspot.com/feeds/5792538546376152813/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://porquecreio.blogspot.com/2011/10/missa-tridentina-gloria-in-excelsis.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265214593946749220/posts/default/5792538546376152813'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265214593946749220/posts/default/5792538546376152813'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquecreio.blogspot.com/2011/10/missa-tridentina-gloria-in-excelsis.html' title='Missa Tridentina - Glória in Excelsis'/><author><name>Jonadabe Rios</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09620595583578169937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Yrx9HqXO5ug/TETrJj12R3I/AAAAAAAAAYA/JI2nts9q8bg/S220/of.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-0RnFVku6mpY/Tqh8tkrMcPI/AAAAAAAAAlA/XP8JO6SaeXo/s72-c/ANGEL1.GIF' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8265214593946749220.post-1290428037810934960</id><published>2011-10-25T16:08:00.001-07:00</published><updated>2011-10-25T16:10:54.863-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Missa Tridentina'/><title type='text'>Missa Tridentina - Kyrie</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/NB-i_V9QPt8?rel=0" width="420"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;"Em seguida, vem o Kyrie, que o padre, nas missas cantadas, deve dizer no lado do altar onde leu o Intróito. Os seus ministros o acompanham quando ele vai para o meio do altar, e colocam-se atrás do padre em diferentes degraus. Nas missas privadas o Kyrie é dito no meio do altar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta prece é um grito pela qual a Santa Igreja implora às três Pessoas da Santíssima Trindade. As três primeiras invocações se dirigem ao Pai, que é o Senhor: Kyrie, eleison; as três seguintes dirigem-se ao Filho encarnado, ao Cristo, e dizemos: Christe, eleison; enfim, as três últimas dirigem-se ao Espírito Santo, Senhor com o Pai e o Filho, e por isso repetimos: Kyrie, eleison – Senhor, tende piedade de nós. Para o Filho dizemos igualmente Senhor com o Pai e o Espírito Santo, mas a Santa Igreja emprega Ele a palavra Cristo, Christe, por causa da relação desta palavra com a encarnação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso, o coro canta este Kyrie que o padre recita. Antigamente punham-se muitas palavras nessas invocações como no Missal do Mans, de 1705.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Missão de São Pio V retirou o uso desses Kyries, chamados “enfeitados”. Na missa Papal cantam-se diversos Kyries; mas isto hoje é uma exceção. Os três gritos diferentes repetidos por três vezes, como quer atualmente na liturgia, nos mostra a relação que existe aqui em baixo com os nove coros que cantam no céu a glória do Altíssimo. Esta união com os anjos prepara para o Glória que vai seguir: cântico angélico trazido para a Terra pelos Espíritos bem-aventurados."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8265214593946749220-1290428037810934960?l=porquecreio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquecreio.blogspot.com/feeds/1290428037810934960/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://porquecreio.blogspot.com/2011/10/missa-tridentina-kyrie.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265214593946749220/posts/default/1290428037810934960'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265214593946749220/posts/default/1290428037810934960'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquecreio.blogspot.com/2011/10/missa-tridentina-kyrie.html' title='Missa Tridentina - Kyrie'/><author><name>Jonadabe Rios</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09620595583578169937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Yrx9HqXO5ug/TETrJj12R3I/AAAAAAAAAYA/JI2nts9q8bg/S220/of.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/NB-i_V9QPt8/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8265214593946749220.post-8793330997374052866</id><published>2011-10-25T16:07:00.000-07:00</published><updated>2011-10-25T16:07:19.583-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Missa Tridentina'/><title type='text'>Missa Tridentina - Incensação</title><content type='html'>&lt;br /&gt;"O altar representa Jesus Cristo. As relíquias dos Santos que se encontram sobre o altar nos lembram que os santos são membros de Jesus Cristo. Porque, depois de ter tomado nossa natureza humana, não somente Nosso Senhor sofreu sua paixão, triunfou na Ressurreição e entrou na glória pela Ascensão, mas também fundou sua Igreja, sendo a cabeça do Corpo Místico, e todos os santos são seus membros. Neste ponto de vista, Nosso Senhor só está completo se for acompanhado pelos seus santos, e é por esta razão que os santos que estão com Ele na Glória, devem estar unidos a Ele no altar que o representa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o padre termina a oração que disse inclinado e com as mãos sobre o altar, prepara-se para a incensação. Duas incensações terão lugar durante o Santo Sacrifício, ambas com grande pompa, por respeito a Nosso Senhor, representado pelo altar, como acabamos de dizer. No entanto, o padre fará a primeira incensação sem o acompanhamento de uma oração; contenta-se em incensar todo o altar para perfumá-lo por inteiro. Vemos pelo Levítico, que desde cedo o incenso serviu ao culto do Senhor. A bênção que o incenso recebe do padre, na missa, eleva esse produto da natureza À ordem sobrenatural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Santa Igreja toma essa cerimônia do próprio céu, onde São João a contemplou. Em seu Apocalipse, ele vê o anjo com um turíbulo de ouro junto do altar do Cordeiro, cercado pelos 24 anciãos: Ângelus venit, ET stetit ante altare habens thuribulum aureum – E veio outro anjo e parou diante do altar, tendo um turíbulo de ouro (Ap 8, 3). Mostra-nos este anjo oferecendo a Deus as preces dos santos representadas pelo incenso. Assim, a Santa Igreja, fiel esposa do Cristo, procura imitar o céu e, aproveitando que o véu de seus mistérios foi um pouco levantado pelo Apóstolo amado, toma para a terra aquilo que se faz lá no alto para a glória do seu Esposo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste momento da missa, só o altar e o padre são incensados: a incensação dos fiéis é reservada para a segunda vez. É costume da Santa Igreja expor sobre o altar imagens de santos e relíquias que também recebem o incenso."&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8265214593946749220-8793330997374052866?l=porquecreio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquecreio.blogspot.com/feeds/8793330997374052866/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://porquecreio.blogspot.com/2011/10/missa-tridentina-incensacao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265214593946749220/posts/default/8793330997374052866'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265214593946749220/posts/default/8793330997374052866'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquecreio.blogspot.com/2011/10/missa-tridentina-incensacao.html' title='Missa Tridentina - Incensação'/><author><name>Jonadabe Rios</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09620595583578169937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Yrx9HqXO5ug/TETrJj12R3I/AAAAAAAAAYA/JI2nts9q8bg/S220/of.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8265214593946749220.post-2838396348972322815</id><published>2011-10-24T15:15:00.001-07:00</published><updated>2011-10-25T16:07:28.533-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Missa Tridentina'/><title type='text'>Missa Tridentina - Confiteor</title><content type='html'>&lt;br /&gt;É um tipo de confissão criada pela Igreja onde os pecados veniais são perdoados, caso exista o devido arrependimento. Assim, na missa, isso serve também para que nos lembremos de pedir perdão, caso tenhamos esquecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O padre começa a se acusar, e confessa-se não apenas a Deus, mas a tudo que é santo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não porque se deve pedir perdão aos santos, como se os tivessem ofendido, mas para que possam pedir por ele e com ele. Isso porque, dada a crença na comunhão dos santos, não se peca apenas diante de Deus, mas também diante de uma nuvem de testemunhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Certas ordens religiosas podem acrescentar o nome de seu fundador. Assim, os beneditinos, acrescentam São Bento; os dominicanos, São Domingos; e os franciscanos, São Francisco, etc."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois se acusa também diante dos presentes, especificando as formas em que alguém pode pecar: pensamentos, palavras e obras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Batendo a mão no peito, como o publicano, afirma que pecou por vontade própria: Mea culpa, mea maxima culpa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso também serve para nos lembrarmos desse fato. Ou seja, o tempo todo somos ensinados e relembrados de certas verdades importantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo o autor, essa confissão pode ser suficiente "para uma pessoa em perigo de morte e impossibilitada de fazer uma confissão mais explícita."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os ministros também fazem essa confissão. Não aos irmãos (et vobis fratres(, mas ao padre (et tibi Pater).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Terminada a confissão, o padre se inclina novamente, menos profundamente para que o Confiteor, e diz: Deus, tu conversus vivificabis nos - Ó Deus, com um só olhar nos dareis a vida; e os ministros: Et plebs tua laetabitur inte -e nosso povo se alegrará em vós. Em seguita: Ostende nobis, Domine, Misericordiam tuam - Mostrai-nos, Senhor, vossa misericórdia, com a resposta: Et salutare tuum da nobis - dai-nos o Salvador que vós preparastes."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estas citações baseadas nas Escrituras (Sl 84, 1), demonstram que pedimos a Deus a Jesus, que é a própria Misericórdia, assim como os judeus pediam e esperavam o Messias. Assim, nas missas pedimos que Jesus continuamente venha a nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo após o "Dominus vobiscum" o padre sobe para o Altar e vai orar, pedindo que seus pecados sejam apagados, por menores que sejam ao se aproximarmos de Deus "mais nos pesa a menor mancha".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após isso vem a incensação, que será comentada depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o que se pode perceber é um culto, com a comunhão de todos os santos (e nisso entenda-se todos os cristãos vivos e mortos mas que estão na presença de Cristo), onde eles oram por nós e conosco, porém o culto é totalmente voltado para nosso Senhor Jesus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E isso vai ficar mais claro com o passar do tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos apenas ansiosos, vamos assim dizer, pela chegada do Rei, e por isso nos preparamos para sua chegada. Esse Rei que vem a nós todos os dias nas Missas, e que virá também no futuro claramente para todos como Rei Eterno.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8265214593946749220-2838396348972322815?l=porquecreio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquecreio.blogspot.com/feeds/2838396348972322815/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://porquecreio.blogspot.com/2011/10/missa-tridentina-confiteor.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265214593946749220/posts/default/2838396348972322815'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265214593946749220/posts/default/2838396348972322815'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquecreio.blogspot.com/2011/10/missa-tridentina-confiteor.html' title='Missa Tridentina - Confiteor'/><author><name>Jonadabe Rios</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09620595583578169937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Yrx9HqXO5ug/TETrJj12R3I/AAAAAAAAAYA/JI2nts9q8bg/S220/of.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8265214593946749220.post-6827468040905355344</id><published>2011-10-15T08:48:00.000-07:00</published><updated>2011-10-15T08:48:53.109-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ateísmo'/><title type='text'>Erros ateus comuns...</title><content type='html'>Um ótimo texto escrito por um &lt;a href="http://commonsenseatheism.com/?p=884" target="_blank"&gt;ateu&lt;/a&gt;, e traduzido por &lt;a href="http://charlesgomes.wordpress.com/especiais/erros-ateus-comuns/" target="_blank"&gt;Charles Gomes&lt;/a&gt;. Existem vários outros erros, assim como os teístas também cometem muitos erros, mas achei interessante esse texto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;-&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;Todo homem, onde quer que vá, é cercado por uma nuvem de convicções confortantes, que se movem com ele como moscas em um dia de verão.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;Bertrand Russell&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Ateístas são humanos como todo mundo. Eles encontram conforto em “saber” que estão certos. Absoluta certeza é gostoso. Ateístas podem escorregar em falsos pensamentos assim como crentes podem. De fato, é natural para nossos cérebros manter idéias contraditórias ao mesmo tempo, e todos nós precisamos lutar contra isso. Anteriormente escrevi sobre Quatro Erros Cristãos Comuns. Nesse post, eu quero trazer à luz alguns erros comuns no pensamento ateísta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Culpar a Religião por Tudo&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Religião não é a raiz de todo o mal, mas alguns ateus gostam de achar que é. Richard Dawkins fez um documentário na TV sobre religião chamado “A Raiz de Todo o Mal”, e o subtítulo do último livro de Christopher Hitchens é “Como Religião Envenena Tudo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obviamente, muitos males – incluindo os genocídios ateístas mencionados acima – não vieram da religião. O Mal pode vir de ganância, pobreza, vergonha, desejo, boas intenções, amor, raiva, drogas, e muitas outras fontes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu acho difícil acreditar que religião envenena tudo. Religião envenena a matemática? Arte Renascentista? Navegação? Chapéus?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Mitos Pró-Ateístas&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Todo grupo de pessoas recontam a história de uma maneira que lhes favorece. Liberais e conservadores, socialistas e anarquistas, cristãos e budistas, fãs de hockey e loucos por NASCAR – todos nós temos alguns mitos que nos fazem parecer bem. Ateístas não são exceção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para mostrar que ateus são moralmente melhores que Cristãos, alguns ateus afirmam que menos de um por cento da população carcerária americana são de ateus, mesmo que ateístas representam 10% da população. Essas estatísticas são fabricadas ou baseadas num questionável estudo de 1925. Em verdade, “o segmento da população carcerária que se identifica como não-religioso é aproximadamente duas vezes mais que a encontrada na população em geral”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns ateus afirmam que muçulmanos destruíram a livraria de Alexandria, o maior tesouro de conhecimento do mundo antigo. Supostamente, o cruzado islâmico Umar proclamou que “os livros ou irão contradizer o Corão, nesse caso eles são heréticos, ou eles irão concordar com ele, neste caso eles são supérfluos,” e então queimou a livraria. Isso aparenta ser uma boa história, mas a história mostra que provavelmente não aconteceu dessa forma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outros ateus dizem que a idéia de Jesus como Deus não surgiu até 300 anos após a morte de Cristo, no Concílio de Nicéia. Mas ambas fontes cristãs e seculares mostram que algumas pessoas cultuavam Jesus como Deus muito antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E finalmente, para exagerar o conflito histórico entre religião e ciência, ateístas dizem que Galileu foi torturado pela igreja por afirmar que a terra girava em torno do sol. De fato, Galileu ofereceu falsas provas do Heliocentrismo, mentiu descaradamente na corte, e foi sentenciado a uma honrosa detenção onde ele continuou trabalhando em outros assuntos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses e outros mitos ateístas emperram a busca pela verdade e a conversação entre crentes e descrentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Maus Estudos&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Há muitos estudos desonestos tanto de ateus quanto de cristãos. Por agora, vou apontar duas instâncias de maus estudos ateístas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ateístas apontam que a palavra para Deus em Genesis 1:1 é elohim, o plural de el. Portanto, eles dizem, deve ser traduzido como “No princípio, os deuses criaram os céus e a terra,” revelando as raízes pagãs do Judaísmo. Agora, é provavelmente verdade que elohim foi emprestado das antigas religiões Canaanitas, onde o termo era usado para denotar um panteão de deuses. Mas nesse verso e centenas de outros, elohim é usado com um verbo singular, bara. Aqui, elohim pode ser um substantivo coletivo para um Deus singular de várias pessoas, assim como dizemos “Os Estados Unidos é cheio de pessoas gordas” em vez de “Os Estados Unidos estão…” Também, é provável uma instância de pluralidade majestática, um jeito hebreu de demonstrar grandeza por pluralizar substantivos, como em Jó 40:15 onde se refere ao Behemoth, significando a maior de todas as bestas (o singular de besta é behemah). Seria bom para ateus se o primeiro verso da bíblia traísse as origens politeístas do judaísmo, mas uma leitura cuidadosa do Hebreu não demonstra isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro exemplo. O Documentário conspiracionista Zeitgeist argumenta que Jesus foi fabricado de uma mistura de deuses antigos. Por exemplo, afirma que o deus egípcio Horus foi nascido de uma virgem, adorado por três reis, batizado na idade de 30, teve 12 discípulos, caminhou sobre as águas, foi crucificado e enterrado por três dias, e então foi ressurecto. De fato, se você ler qualquer &amp;nbsp;fonte sobre Horus que não está tentando traçar paralelos com Jesus, você encontrará que aproximadamente todas essas afirmações são simplesmente falsas. Assim como maior parte das afirmações feitas nessa parte do filme. Ainda, essas afirmações sao repetidas amplamente por muitos ateus, incluindo Bill Maher no seu filme Religulous.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Materialismo Dogmático&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Alguns ateus começam com o pressuposto de Carl Sagan de que “o cosmos é tudo já foi, o que é e o que será”. Tudo é matéria. Nada é sobrenatural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles podem estar corretos. Eu não espero encontrar evidência do sobrenatural. Mas todos precisamos estar abertos à descoberta. O Universo é um lugar surpreendente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De fato, cientistas recentemente descobriram que apenas 4% do universo é matéria e energia – ao menos, matéria e energia como nós sempre compreendemos. Os outros 96% do universo consiste de coisas que nós não sabemos quase nada sobre – “matéria negra” e “energia negra”. Essas coisas podem não ser sobrenaturais, mas certamente é antinatural!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lewis Thomas escreve, “A maior de todas as conquistas da ciência do século vinte foi a descoberta da ignorância humana”. Quase tudo que nós antes pensávamos que sabíamos virou falso, e nós muitas vezes descobrimos verdades que nossas intuições menosprezam. Dogmatismo e certeza absoluta não pertencem à mentes humanas limitadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ateus devem olhar para a religião e ateísmo com o mesmo senso comum.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8265214593946749220-6827468040905355344?l=porquecreio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquecreio.blogspot.com/feeds/6827468040905355344/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://porquecreio.blogspot.com/2011/10/erros-ateus-comuns.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265214593946749220/posts/default/6827468040905355344'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265214593946749220/posts/default/6827468040905355344'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquecreio.blogspot.com/2011/10/erros-ateus-comuns.html' title='Erros ateus comuns...'/><author><name>Jonadabe Rios</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09620595583578169937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Yrx9HqXO5ug/TETrJj12R3I/AAAAAAAAAYA/JI2nts9q8bg/S220/of.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8265214593946749220.post-961303442067272166</id><published>2011-10-14T06:05:00.000-07:00</published><updated>2011-10-25T16:07:37.647-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Missa Tridentina'/><title type='text'>Missa Tridentina - O Salmo Judica me</title><content type='html'>&lt;br /&gt;Como a Igreja geralmente escolhe algo que deseja exprimir, o Salmo 42 foi escolhido por causa do versículo "Introibo ad altare Dei - me aproximo do altar de Deus".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não esteve sempre no missal, sendo fixado por São Pio V.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde o primeiro versículo se demonstra que o padre está in Persona Christi: Ab homine iniquo et doloso erue me - livra-me do homem fraudulento e perverso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessa forma o Salmo abre bem a Missa, porque se refere a vinda de Jesus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como é um salmo cheio de alegria, não se faz uso na missa dos defuntos "porque estamos suplicando o sufrágio de uma alma, cuja partida nos deixa com saudades e luto. Também no tempo da Paixão, durante o qual a Santa Igreja está toda ocupada com os sofrimentos de seu Esposo, e não pensa em se alegrar".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas duas exceções mostram um tipo de didática na própria vida do povo. As pessoas são ensinadas das verdades cristãs pelo costume. Assim, elas são constantemente relembradas do sofrimento de Jesus no tempo da Paixão, e como simbolismo e demonstração litúrgica, não se faz o uso desse salmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terminando o salmo, com o uso do Gloria Patri (Gloria Patri, et Filio, et Spiritui Sancto.&lt;br /&gt;Sicut erat in principio, et nunc, et semper et in saecula saeculorum, Amen), o padre pede ajuda a Deus dizendo: Adjutorium nostrum in nomine Domini - nosso auxílio está no nome do Senhor", onde é respondido: Qui fecit caelum et terram - que fez o céu e a terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedindo, assim, auxilio a Deus para dar continuidade, pois mesmo sendo pecador e não merecendo, esse sacrifício foi algo que Deus quis, instituído pelo próprio Cristo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8265214593946749220-961303442067272166?l=porquecreio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquecreio.blogspot.com/feeds/961303442067272166/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://porquecreio.blogspot.com/2011/10/missa-tridentina-o-salmo-judica-me.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265214593946749220/posts/default/961303442067272166'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265214593946749220/posts/default/961303442067272166'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquecreio.blogspot.com/2011/10/missa-tridentina-o-salmo-judica-me.html' title='Missa Tridentina - O Salmo Judica me'/><author><name>Jonadabe Rios</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09620595583578169937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Yrx9HqXO5ug/TETrJj12R3I/AAAAAAAAAYA/JI2nts9q8bg/S220/of.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8265214593946749220.post-226373160259973580</id><published>2011-10-13T10:49:00.000-07:00</published><updated>2011-10-14T05:57:07.106-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Missa Tridentina'/><title type='text'>Missa Tridentina - Orações e cerimônias.</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-Prp_tG4BULY/TpckjlMKQkI/AAAAAAAAAk4/hVl9MdkLkD0/s1600/open_missal.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="242" src="http://1.bp.blogspot.com/-Prp_tG4BULY/TpckjlMKQkI/AAAAAAAAAk4/hVl9MdkLkD0/s320/open_missal.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Preparação&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;-&amp;gt; O Salmo Judica me - Século XII.&lt;br /&gt;-&amp;gt; Confiteor - Século XII.&lt;br /&gt;-&amp;gt; Incensação - Costume grego do século, III introduzido no século XII.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Ante-missa&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;-&amp;gt; Introito - Século V.&lt;br /&gt;-&amp;gt; Kyrie - Século V.&lt;br /&gt;-&amp;gt; Gloria in Excelsis - Composto no século II, introduzido no século V.&lt;br /&gt;-&amp;gt; Coleta - Composto entre os séculos III e V.&lt;br /&gt;-&amp;gt; Epístola - Costume judaico herdado pela Igreja.&lt;br /&gt;-&amp;gt; Gradual - Século V.&lt;br /&gt;-&amp;gt; Aleluia - Trato - Século V.&lt;br /&gt;-&amp;gt; Sequência - IX.&lt;br /&gt;-&amp;gt; Evangelho - Costume judaico herdado pela Igreja.&lt;br /&gt;-&amp;gt; Credo - Século V.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Sacrifício&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;-&amp;gt; Ofertório - Século V.&lt;br /&gt;-&amp;gt; Incensação - Século IX.&lt;br /&gt;-&amp;gt; Lavabo - Entre os séculos VII e VIII.&lt;br /&gt;-&amp;gt; Suscipe, Sancta Trinitas - Século X.&lt;br /&gt;-&amp;gt; Orate Fratres - Século X.&lt;br /&gt;-&amp;gt; Prefácio - II.&lt;br /&gt;-&amp;gt; Sanctus - II.&lt;br /&gt;-&amp;gt; Te Igitur - Século V.&lt;br /&gt;-&amp;gt; Memento dos Vivos - Século V.&lt;br /&gt;-&amp;gt; Communicates - Século V.&lt;br /&gt;-&amp;gt; Hanc Igitur - Século V.&lt;br /&gt;-&amp;gt; Quam Oblationem - Século IV.&lt;br /&gt;-&amp;gt; Consagração da Hóstia - Século I.&lt;br /&gt;-&amp;gt; Consagração do Vinho - Século I.&lt;br /&gt;-&amp;gt; Unde et Memores - Século IV.&lt;br /&gt;-&amp;gt; Supra Quae Propitio - Século IV.&lt;br /&gt;-&amp;gt; Supplices te Rogamus - Século IV.&lt;br /&gt;-&amp;gt; Memento dos Mortos - Costume do século III, introduzido no século V.&lt;br /&gt;-&amp;gt; Nobis Quoque Peccatoribus - Século V.&lt;br /&gt;-&amp;gt; Per Quem Haec Omnia - Século III.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Comunhão&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;-&amp;gt; A Oração Dominical - Século III.&lt;br /&gt;-&amp;gt; Libera Nos, Quesumus V - Século V.&lt;br /&gt;-&amp;gt; Agnus Deu - Século VIII.&lt;br /&gt;-&amp;gt; Orações antes da Comunhão - Século X.&lt;br /&gt;-&amp;gt; Comunhão - Século IX.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Conclusão&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;-&amp;gt; Póscomunhão&lt;br /&gt;-&amp;gt; Ite, Missa Est - Século V.&lt;br /&gt;-&amp;gt; Bênção - Composto entre os séculos VII e VIII.&lt;br /&gt;-&amp;gt; Último Evangelho - Século XIII.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O autor não deixou muito claro se todas as cerimônias passaram a existir nessa época, ou só começaram a fazer parte da liturgia nas datas citadas. Isso porque o Ultimo Evangelho, por exemplo, se não me falha a memória, é o prólogo de João, e esse prólogo é do primeiro século.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As orações mais antigas penso que são as melhores para sabermos o que os cristãos primitivos pensavam. Nesse caso, faço referência especial ao "Gloria in Excelsis", comentarei mais adiante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como será notado, a Missa irá relembrar, inclusive nos gestos, a Paixão de Jesus Cristo. Cada detalhe possui um significado (e provavelmente irei deixar passar em branco vários detalhes)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tentarei colocar algumas fotos como exemplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8265214593946749220-226373160259973580?l=porquecreio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquecreio.blogspot.com/feeds/226373160259973580/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://porquecreio.blogspot.com/2011/10/missa-tridentina-oracoes-e-cerimonias.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265214593946749220/posts/default/226373160259973580'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265214593946749220/posts/default/226373160259973580'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquecreio.blogspot.com/2011/10/missa-tridentina-oracoes-e-cerimonias.html' title='Missa Tridentina - Orações e cerimônias.'/><author><name>Jonadabe Rios</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09620595583578169937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Yrx9HqXO5ug/TETrJj12R3I/AAAAAAAAAYA/JI2nts9q8bg/S220/of.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-Prp_tG4BULY/TpckjlMKQkI/AAAAAAAAAk4/hVl9MdkLkD0/s72-c/open_missal.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8265214593946749220.post-470418735688956469</id><published>2011-10-13T10:35:00.000-07:00</published><updated>2011-10-14T05:57:23.835-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Missa Tridentina'/><title type='text'>Missa Tridentina - Introdução.</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-0j0CH0WY2qA/TpcgNNEKbZI/AAAAAAAAAkw/2yFjkhfUsk8/s1600/capa_tridentina_site.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-0j0CH0WY2qA/TpcgNNEKbZI/AAAAAAAAAkw/2yFjkhfUsk8/s320/capa_tridentina_site.jpg" width="214" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Já faz algum tempo que não posto nada, principalmente porque não tenho lido muita coisa sobre as controvérsias em relação a Igreja, e me dedicado mais a entender melhor a riqueza de fé que há nela. Dentre os tesouros, posso citar a Missa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou lendo um livro sobre o assunto que se chama “Missa Tridentina – Explicações das orações e das cerimônias da Santa Missa”, de Dom Prosper Guéranger. Ao contrário do que muitos pensam, a Missa Tridentina não foi abolida. Por lei eclesiástica, ela nunca poderá ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O objetivo inicial do livro não foi ser uma defesa da Missa Tridentina em relação à Missa Nova, embora a Editora Permanência tenha editado o livro com esse objetivo. Isso porque, dentre outros motivos, muitos fiéis passam a desejar o Rito Tridentino quando o conhece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro em si é um conjunto de comentários sobre as orações e outras formas litúrgicas encontradas no rito, e o liturgista, Dom Prosper Guérange, comenta em ordem, além de informar as datas em que as orações ou cerimônias foram compostas e passaram a ser usadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O interessante é que ele foi escrito antes do Vaticano II, o que significa que havia algum interesse de demonstrar o significado da Missa ao povo (que é uma obrigação da Igreja, mas infelizmente nem mesmo hoje há interesse em certos lugares). Certamente antes do livro foram desenvolvidos outros meios de explicar as cerimônias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje muitos dizem que a Missa Tradicional não era algo bom, principalmente porque o povão não entendia nada, e muitas vezes ficava a tratar de outros assuntos dentro da Igreja (embora mesmo em português muita gente não dá o devido valor, muito menos sabe o que ocorre, e têm a Missa como um passatempo, uma diversão, um meio de "sentir" a presença de Deus, como fazem os protestantes, ao cantar hinos). Há também muitas outras objeções, mas não irei tratar dela aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem deseja conhecer a Missa Tridentina e seus significados, o livro é ótimo. Estes comentários serão feitos com o objetivo de aumentar o interesse pelo assunto para quem ainda não possui o livro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada postagem será sobre uma oração ou cerimônia. Quando o texto do autor for pequeno, colocarei na integra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de tudo, para quem não sabe, o que é a Missa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela é O Sacrifício de Jesus, que por ter sido imolado antes da fundação do mundo, é apenas renovado, sem ser repetido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso é O Sacrifício, e não os sacrifícios. Jesus morreu apenas uma vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com ele nós realmente morremos com Cristo, participamos de sua morte, ficamos literalmente presentes diante do calvário. É como se estivéssemos ao pé da cruz junto com a Virgem, João, os que zombavam, etc...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A única diferença é que "Ele tomou as nossas dores" (Isaías 53, 4), e por isso, para nós, é um sacrifício incruento, enquanto para Ele, ainda hoje é mastigado. No entanto é com isso que temos vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se Deus pôde, por sua Majestade, adicionar a natureza humana a si, constantemente Ele também se faz pão. Não deixa de ser Deus. Isso deve ser entendido de uma forma parecida com a Encarnação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por esse motivo, a hóstia é dada na boca, não na mão. E por isso também a pessoa deve examinar a si mesma (1Co 11, 28), tendo pecado mortal, deve se confessar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, a Missa está longe de ser um culto como os cultos protestantes, que na sua maioria são&amp;nbsp;antropocêntricos onde as pessoas vão buscar alguma "benção" ou apenas "sentir" e se emocionar com músicas e pregações que apelam mais a emoção do que ensinam a verdade, enquanto a Missa é voltada para Deus. É o Santo Sacrifício que Jesus fez a Deus em favor da humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;"Porque não basta as rubricas bem celebradas - não basta o direito reconhecer sua legitimidade imortal - é preciso ainda conhecê-la por dentro, nos detalhes de vida espiritual que brilham em cada oração, em cada gesto."&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8265214593946749220-470418735688956469?l=porquecreio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquecreio.blogspot.com/feeds/470418735688956469/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://porquecreio.blogspot.com/2011/10/missa-tridentina-introducao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265214593946749220/posts/default/470418735688956469'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265214593946749220/posts/default/470418735688956469'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquecreio.blogspot.com/2011/10/missa-tridentina-introducao.html' title='Missa Tridentina - Introdução.'/><author><name>Jonadabe Rios</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09620595583578169937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Yrx9HqXO5ug/TETrJj12R3I/AAAAAAAAAYA/JI2nts9q8bg/S220/of.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-0j0CH0WY2qA/TpcgNNEKbZI/AAAAAAAAAkw/2yFjkhfUsk8/s72-c/capa_tridentina_site.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8265214593946749220.post-1788043023933649059</id><published>2011-10-08T09:52:00.001-07:00</published><updated>2011-10-08T09:52:39.933-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Apologética'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ateísmo'/><title type='text'>É possível provar a inexistência de algo? William Lane Craig.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/xBaM7P5enwE?rel=0" width="420"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8265214593946749220-1788043023933649059?l=porquecreio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquecreio.blogspot.com/feeds/1788043023933649059/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://porquecreio.blogspot.com/2011/10/e-possivel-provar-inexistencia-de-algo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265214593946749220/posts/default/1788043023933649059'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265214593946749220/posts/default/1788043023933649059'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquecreio.blogspot.com/2011/10/e-possivel-provar-inexistencia-de-algo.html' title='É possível provar a inexistência de algo? William Lane Craig.'/><author><name>Jonadabe Rios</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09620595583578169937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Yrx9HqXO5ug/TETrJj12R3I/AAAAAAAAAYA/JI2nts9q8bg/S220/of.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/xBaM7P5enwE/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8265214593946749220.post-4372570774594040762</id><published>2011-09-06T07:52:00.000-07:00</published><updated>2011-09-06T07:57:31.274-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Antigo Testamento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Catolicismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Calúnias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cristianismo'/><title type='text'>Prova bíblica para o culto de Deus através de uma imagem.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-nsuuMIU9Ti8/TgUVU6_sSeI/AAAAAAAADfc/sMcptAVFB3g/s1600/PillarofCloud.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-nsuuMIU9Ti8/TgUVU6_sSeI/AAAAAAAADfc/sMcptAVFB3g/s320/PillarofCloud.jpg" width="248" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Por Dave Amstrong&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Às vezes perdemos coisas na Bíblia, embora elas estejam bem na nossa frente. Alguns de nossos irmãos protestantes (principalmente os calvinistas, mas algumas outras denominações também) têm medo quase obsessivo de qualquer imagem associada com a adoração em tudo, pensando que todas as manifestações são exemplos de idolatria e exaltação indevida a “imagem de escultura”. Isto levou alguns elementos fanáticos a se opor até mesmo por crucifixos e estátuas de Cristo como ídolos. Em outras palavras, todas as imagens desabaram como “imagem de escultura” nos Dez Mandamentos, por conta dessa mentalidade equivocada. Mas a Bíblia não toma esse ponto de vista. Aqui está um exemplo impressionante:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;E acontecia que, saindo Moisés à tenda, todo o povo se levantava, e cada um ficava em pé à porta da sua tenda; e olhava para Moisés pelas costas, até ele entrar na tenda. E sucedia que, entrando Moisés na tenda, &lt;b&gt;descia a coluna de nuvem&lt;/b&gt;, e punha-se à porta da tenda; &lt;b&gt;e o SENHOR falava com Moisés&lt;/b&gt;. E, &lt;b&gt;vendo&lt;/b&gt; todo o povo a coluna de nuvem que estava à porta da tenda, &lt;b&gt;todo o povo se levantava e cada um, à porta da sua tenda, adorava.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É também uma manifestação sobrenatural, que é uma grande diferença com qualquer ídolo verdadeiro feito por mãos de homens, mas que não faria nenhuma diferença para aqueles que equivocadamente sustentam que é inadmissível que Deus seja associado a qualquer imagem. O problema surge quando o próprio Deus expressamente sanciona tais imagens e a adoração em conjunto com elas, como aqui. Os iconoclastas (opositores de imagens) têm que explicar coisas como a sarça ardente (Ex 3,2-6), que não é somente fogo, mas também chamada de “anjo do Senhor” (Ex 3,2), “Deus” (3:4,6,11,13-16,18, 4:5, 7-8) e “O Senhor” (3:7, 16,18, 4:2, 4-6, 10-11, 14) alternadamente. Um anjo é uma criação (como também é o fogo e a nuvem), porém, Deus escolheu usar um ser criado e objetos inanimados para representá-lo de forma visível. Vários casos semelhantes ocorrem no Velho Testamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Original:&amp;nbsp;&lt;a href="http://socrates58.blogspot.com/2011/06/biblical-evidence-for-worship-of-god.html" target="_blank"&gt;http://socrates58.blogspot.com/2011/06/biblical-evidence-for-worship-of-god.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comentários do blog:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar da questão das imagens ser pequena, pois talvez seja a objeção mais ridícula feita a Igreja Católica, ela é a que é mais usada. Motivo? Suspeito que os principais são uma falta de entendimento do que as Sagradas Escrituras ensinam, bem como do conceito de imagens, ídolos, ícones, idolatria e veneração. Muitas pessoas sabem que segundo as Escrituras não há condenação para o uso de imagens, no entanto ainda não são a favor, e o principal motivo para isso é que foi colocado em suas mentes uma associação para o mal em relação as imagens. Tanto é que o mais comum é chamarem "Imagens de Escultura" mesmo fotos, que claramente não são escultura. Ou seja, por tanto afirmarem isso e colocarem em suas mentes (um tipo de lavagem cerebral), qualquer imagem é vista [emocionalmente] como algo ruim. Não pelo seu intelecto, pois admitem racionalmente que o uso de imagens não é idolatria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você conversar com qualquer evangélico sobre a Igreja Católica, é muito provável que seja o primeiro assunto a ser tocado. Para muitos, é a única objeção à Igreja, pois se não existissem imagens, ela seria como as&amp;nbsp;evangélicas! Ora, há muito mais diferenças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, peço aos&amp;nbsp;evangélicos&amp;nbsp;que ainda continuam a criticar o uso de imagens, bem como a veneração de Santos e sua intercessão (que são coisas diferentes), que deixem de lado essa associação ao que é ruim. Não faz sentido continuar em um conjunto de grupos (protestantismo) em que suas objeções à Igreja Católica são falsas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deus estava sendo representado por essa coluna de nuvem. Eles não adoravam a coluna de nuvem, mas&amp;nbsp;a Deus representado por ela,&amp;nbsp;uma imagem&amp;nbsp;feita pelo próprio Deus. Assim somo nós católicos. Também não veneramos a imagem (veja a mudança de termo, pois "venerar" não é "adorar"), pois ela em si não é nada, e sim a pessoa representada pela imagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes que venham postar dizendo que não é proibido usar imagens, mas se ajoelhar, ou venerar santos, leiam esses textos::&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;a href="http://porquecreio.blogspot.com/2011/02/imagens-outras-perspectivas.html" target="_blank"&gt;Imagens, outras perspectivas.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;- &lt;a href="http://porquecreio.blogspot.com/2010/07/os-catolicos-sao-idolatras-porque-quero.html" target="_blank"&gt;Católicos são idólatras, porque quero, porque quero e porque quero!&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;- &lt;a href="http://porquecreio.blogspot.com/2010/11/as-catacumbas.html" target="_blank"&gt;As catacumbas.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda há vários outros textos bíblicos sobre o uso de imagens, veneração de santos e consciência pós-morte. Sempre diferenciando o uso de imagens, de venerar, e de se pedir intercessão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto mais vejo certas objeções à Igreja Católica, mais percebo que os protestantismos não faz sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ps: Comentários &lt;i&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Argumentum_ad_hominem" target="_blank"&gt;ad hominem&lt;/a&gt;&lt;/i&gt; não serão aceitos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8265214593946749220-4372570774594040762?l=porquecreio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquecreio.blogspot.com/feeds/4372570774594040762/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://porquecreio.blogspot.com/2011/09/prova-biblica-para-o-culto-de-deus.html#comment-form' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265214593946749220/posts/default/4372570774594040762'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265214593946749220/posts/default/4372570774594040762'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquecreio.blogspot.com/2011/09/prova-biblica-para-o-culto-de-deus.html' title='Prova bíblica para o culto de Deus através de uma imagem.'/><author><name>Jonadabe Rios</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09620595583578169937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Yrx9HqXO5ug/TETrJj12R3I/AAAAAAAAAYA/JI2nts9q8bg/S220/of.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-nsuuMIU9Ti8/TgUVU6_sSeI/AAAAAAAADfc/sMcptAVFB3g/s72-c/PillarofCloud.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8265214593946749220.post-5897844312798132541</id><published>2011-08-30T08:15:00.000-07:00</published><updated>2011-08-30T08:15:06.335-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ateísmo'/><title type='text'>Dicas para seres um militante ateu intelectualmente realizado</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/--8vSY5zPb6M/Tlz-QbIxU6I/AAAAAAAAAkk/xikUnJe7oIc/s1600/1.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://3.bp.blogspot.com/--8vSY5zPb6M/Tlz-QbIxU6I/AAAAAAAAAkk/xikUnJe7oIc/s320/1.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Com que então tu viste a luz e decidiste entregar a tua vida à militância ateísta. Muito bem. Agora que vais lutar por um mundo melhor (livre do crenças religiosas, principalmente o Cristianismo) há certas coisas que não podes dizer ou pensar. Podes pensar, mas tens que ter o cuidado de nunca dizê-las.&lt;br /&gt;Há certos chavões e atitudes que podem fazer toda a diferença na tua vida. Ficam aqui algumas dicas que te podem ajudar a seres um militante ateu intelectualmente realizado:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) Sempre que te apresentarem evidências da existência de Deus, diz que é um “argumento homem-palha“, “circularidade de raciocínio” ou “falácia da bifurcação“. Se alguma coisa for transcrita de outro lugar, diz que é “quote-mining“. Se a afirmação for de um evolucionista, diz que “foi tirada do contexto“.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) Sempre que um Cristão disser que “coisas criadas implicam um criador”, rejeita esse argumento de senso comum, dizendo: “Isso é o velho argumento do relógio de William Paley“. Toma o cuidado de nunca dizeres como é que isso refuta o que o Cristão disse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3) Sempre que um Cristão te disser que, ao aceitar Cristo, tens tudo a ganhar e nada a perder, diz que isso é a velha “aposta de Pascal“.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4) Sempre que um Cristão te disser que existem dezenas de historiadores antigos que referem o Senhor Jesus como Figura Histórica, diz que “os relatos foram todos adulterados pela Igreja Católica“. Atenção: nunca digas que a Igreja tinha pouco ou nenhum controle sobre a composição do Novo Testamento uma vez que, em vez de andarem a adulterar Textos que consideram Sagrados, os Cristãos andavam em fuga pelas suas vidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5) Mete na tua cabeça que a Bíblia está cheia de contradições e erros, mesmo sem leres as passagens em questão. Aprende a respeito da Bíblia, não a lê-la, mas a partir de sites ateístas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6) Diz que, em tempos, já foste um “Cristão genuíno” que “ia sempre à igreja” e até ensinava lições às crianças e aos adolescentes (uma das coisas que há de bom nisto de ser ateu é que podes mentir à vontade, já que não acreditas em valores morais absolutos). Se um cristão contestar esta tua afirmação, dizendo: “Mas se deixaste de acreditar em Deus é porque nunca foste um cristão de verdade”… diz que isso é a falácia do “Nenhum escocês de verdade“.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca reveles que, ao contrário da falácia do escocês, a Bíblia tem um critério segundo o qual pode-se ver que quem deixa a Igreja nunca foi Cristão (1 João 2:19.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7) Decora os ensinamentos dos grandes militantes ateus da tua década. Aprende aquilo que tipos como Sam Harris, Richard Dawkins e Christopher Hitchens dizem a respeito da religião e vai dizê-lo nos blogues dos Cristãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah… uma coisa muito importante: não te dês ao trabalho de fazer distinções entre as religiões. Cristianismo e Islamismo são a mesma coisa, tanto em doutrina como em valores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8 ) Quando estiveres a debater com um Cristão no chat ou num blogue e ele te fizer alguma pergunta, responde-lhe com 2 ou 3 links (Se possível, textos grandes e que não estejam na língua materna do Cristão com quem estás a debater). Depois, quando ele te disser que isso é uma boa maneira de fugires ao debate, diz que ele só está é a dar desculpas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9) Diz que “nenhum ser humano pode ter certezas absolutas de nada” e completa dizendo: “Só a ciência [que é feita por seres humanos] nos pode dar certezas absolutas“.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10) Quando estiveres a debater com um Cristão, faz com que os teus argumentos sejam acompanhados de insultos (como “burro“, “estúpido“, “ignorante“) e tácticas intimidatórias (como “vou pôr o que tu disseste na comunidade das pérolas cristãs“). Isso dá mais força ao teu argumento e se tiveres a sorte de apanhar um Cristão mais inseguro, poderás fazer com que ele pare de debater e ficarás apto para dizer que ganhaste o argumento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11) Não te esqueças de ter à mão certos clichés como “vai estudar!” ou “até uma criança de 5 anos percebe isto!“.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;12) Culpa o Cristianismo pela Santa Inquisição e pelas Cruzadas. Se algum cristão te responder à letra e disser que regimes ateístas como o Comunismo, em menos de 200 anos, foram responsáveis pela morte de mais pessoas do que todas as guerras religiosas em 2000 anos, diz que um ateu não pode ser culpado por aquilo que outro ateu faz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;13) Diz aos Cristãos que os cientistas já mostraram que Deus não foi preciso para o Universo e a Vida aparecerem. Se algum cristão disser que há muitos cientistas que acreditam em Deus, diz que esses “não são verdadeiros cientistas“.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se te perguntarem como é que distingues um verdadeiro cientista dum falso cientista, diz com confiança “os verdadeiros cientistas não acreditam em fantasmas do céu”. Se o Cristão te mostrar a circularidade dessa alegação, rejeita-a escrevendo “LOL!!”&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-4iY6EklMjco/Tlz-Yrk0jHI/AAAAAAAAAko/94fFWzEPpKc/s1600/2.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="317" src="http://2.bp.blogspot.com/-4iY6EklMjco/Tlz-Yrk0jHI/AAAAAAAAAko/94fFWzEPpKc/s320/2.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;14) Finalmente, mas não menos importante, procura desenvolver boas relações com militantes ateus mais experientes. Procura fazer-te amigo daqueles ateus que já dominam estes princípios. Usa e abusa de conceitos como a moralidade, a lógica e a justiça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não te esqueças: ser ateu é dizer que Deus não existe mas ao mesmo tempo utilizar conceitos que só fazem sentido se Deus existe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S.: Imprime uma cópia deste texto e leva-o sempre como um guia de bolso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Retirado do blog&amp;nbsp;&lt;a href="http://darwinismo.wordpress.com/" target="_blank"&gt;http://darwinismo.wordpress.com&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8265214593946749220-5897844312798132541?l=porquecreio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquecreio.blogspot.com/feeds/5897844312798132541/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://porquecreio.blogspot.com/2011/08/dicas-para-seres-um-militante-ateu.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265214593946749220/posts/default/5897844312798132541'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265214593946749220/posts/default/5897844312798132541'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquecreio.blogspot.com/2011/08/dicas-para-seres-um-militante-ateu.html' title='Dicas para seres um militante ateu intelectualmente realizado'/><author><name>Jonadabe Rios</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09620595583578169937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Yrx9HqXO5ug/TETrJj12R3I/AAAAAAAAAYA/JI2nts9q8bg/S220/of.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/--8vSY5zPb6M/Tlz-QbIxU6I/AAAAAAAAAkk/xikUnJe7oIc/s72-c/1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8265214593946749220.post-5157635224433761734</id><published>2011-08-14T18:09:00.000-07:00</published><updated>2011-08-14T18:09:55.443-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Novo Testamento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Bíblia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cristianismo'/><title type='text'>Novo Testamento - As ferramentas e o texto</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-qWuNCr-hqEY/TkhxiFIWehI/AAAAAAAAAkU/xmwcrysollo/s1600/papiro.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="180" src="http://4.bp.blogspot.com/-qWuNCr-hqEY/TkhxiFIWehI/AAAAAAAAAkU/xmwcrysollo/s200/papiro.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;i&gt;Por Ben Witherington III&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para pessoas modernas como nós, é difícil imaginar o mundo antes das máquinas de impressão. De fato, é difícil para alguns de nós imaginar o mundo antes dos computadores, da internet, da TV ou, antes, das modernas bibliotecas, jornais ou revistas de notícias. Entretanto, o NT não só foi escrito antes de todas essas invenções, como o foi numa época em que a alfabetização ainda era restrita a uma parcela muito pequena da população. Além disso, foi escrito muito antes do registro sonoro de alguma coisa dita por alguém. Os antigos raramente esperavam uma transcrição ao pé da letra de uma fala, exceto ocasionalmente, quando se tratava de atas legais ou pronunciamentos do rei. Mesmo assim,obter a reprodução ao pé da letra de discursos proferidos durante um julgamento era novidade da época de Júlio César. Tiro, o famoso secretário e companheiro de viagens de Cícero, foi muito elogiado por causa da adaptação de uma “recente” invenção, a “taquigrafia” (espécie de escrita abreviada), que lhe permitia anotar ipsis litteris os discursos feitos nas cortes de Roma, no primeiro século antes de Cristo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mundo do NT, a palavra falada reinava soberana. Aliás, o NT foi escrito numa cultura predominantemente oral, na qual a escrita não tinha a primeira nem a última palavra. Pense, por exemplo, no que Platão disse antes da época do NT, quando menciona a advertência de Sócratis contra a substituição das tradições orais pela palavra escrita, porque as pessoas deixariam de usar a memória (Fedro, 274-275)! Os mesmos sentimentos são também expressos por autores que escreveram mais próximos da época do NT, como Xenofonte (Simpósio, 3.5) e Diógenes Laércio (7.45.56). Papias, um dos primeiros pais da igreja, que viveu no final do primeiro século d.C. e início do segundo, é famoso por sua observação sobre quanto ele preferia a palavra viva e as testemunhas vivas a qualquer escrita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devemos dar atenção à advertência de H. Gamble, de que “fazer uma distinção marcante entre os modos oral e escrito é anacrônico, no sentido que pressupõe tanto a moderna noção de estabilidade de um texto quanto os modernos hábitos de leitura. Os manuscritos, como eram todos os textos anteriores à invenção da imprensa, eram muito menos estáveis que os atuais textos impressos, porque estavam sujeito a modificações acidentais ou propositais, a cada nova transcrição. Além disso, na antiguidade, quase toda leitura, pública ou privada, era eita em voz alta; os textos eram rotineiramente convertidos no modo oral. Sabendo disso, os escritores antigos escreviam tanto para o ouvido quanto para os olhos” [1].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas atitudes em relação à oralidade e as dimensões desse modo de comunicação prevaleceram durante toda a época do NT, e simplesmente salientam o quão espantoso é o fato de os 27 documentos que constituem o NT terem chegado até nós. Então, como esses 27 documentos foram gerados numa época anterior à produção de textos em massa e à disseminação da alfabetização? É uma história notável, e infelizmente, sabemos muito pouco sobre ela. Mas o que sabemos merece ser contado e, espero, bem contado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós, que estamos acostumados a ler a Bíblia, gostamos de repetir a frase “No princípio era o Verbo”. Logo ficará bem claro quanto essa frase é verdadeira. Antes que houvesse quaisquer palavras escritas para compor os livros do NT, havia palavras faladas – milhares delas. Provavelmente, o NT é apenas a ponta do iceberg de uma abundância de palavras sobre Jesus que foram comunicadas no primeiro século d.C. Podemos quase sentir a frustração do autor do evangelho de João, quando diz: “Jesus, na verdade, realizou na presença de seus discípulos ainda muitos outros sinais que não estão registrados neste livro” (Jo 20.30). Por que eles não foram registrados? Porque um rolo de papiro tinha um determinado tamanho, e o papiro era caro. Além disso, escrever e copiar um texto à mão era uma tarefa extremamente tediosa. Essas são limitações que raramente experimentamos na maioria dos lutares hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejamos a questão sob outro ângulo. Os evangelhos abrangem, basicamente, o período da história em que Jesus exerceu seu ministério na Terra Santa, aproximadamente de 27 a 30 d.C. Não encontramos em nenhum lugar dos evangelhos uma passagem que mencione Jesus ou qualquer um dos discípulos escrevendo enquanto aqueles eventos ocorriam. Provavelmente, a narrativa da história na forma escrita surgiu mais tarde.Semelhantemente, todas as epístolas de Paulo foram escritas para congregações que já haviam sido fundadas e tinham recebido a palavra oralmente muito antes de receberem qualquer comunicação por escrito. De fato, as cartas de Paulo funcionam como uma espécie de substituto das conversas orais que ele gostaria de ter tido, se pudesse estar presente. Tanto isso é verdade que as cartas trazem as marcas características desse tipo de comunicação – elas refletem padrões e técnicas da antiga retórica Greco-romana, a arte oral da persuasão. No caso dos evangelhos e das epístolas, a Palavra era oral muito antes de ser escrita. Hoje em dia, invertemos o processo quando lemos o texto do NT em voz alta e, em seguida, proclamamos ou discursamos com base no que foi lido. Portanto, é justo dizer que, quando contamos a história do NT, estamos contando a história de um fenômeno de segunda ordem, a história do resíduo literário de um movimento primordialmente oral que cresceu fundamentado na pregação e no ensino, na oração e no louvo e em outras formas de comunicação oral. No período inicial da história cristã, não foi principalmente por intermédio dos textos que a Palavra se espalhou, mas sim pela proclamação oral. A exceção à regra foi o uso das Escrituras Hebraicas ou, mais freqüentemente, sua tradução grega, a Septuaginta, como podemos ver na passagem [2] de 2 Timóteo 3,16. Precisamos ter essas coisas em mente agora que vamos examinar os maravilhosos e desafiadores textos do NT.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AS FERRAMENTAS DO OFÍCIO E SEUS USUÁRIOS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar das afirmações tão seguras de inúmeras introduções ao NT, não sabemos muito sobre quem realmente escreveu alguns dos seus livros. Quando digo “escreveu”, estou me referindo a quem realmente fez os apontamentos. E, mesmo quando temos certeza de quem foi a fonte de determinado documento, por exemplo, de que a carta aos Romanos saiu da mente de Paulo, somos informados de que a pessoa que efetivamente redigiu o documento foi um desconhecido chamado Tércio (Rm 16.22). [3]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vemos, então,que foi necessário certo trabalho de equipe para escrever alguns documentos do NT, e que teremos de discutir as relações entre os autores e escribas, e entre os que passavam adiante as tradições e os editores, antes de terminarmos. Alguns documentos, tais como os três primeiro evangelhos, são formalmente anônimos, já que o nome do autor não é mencionado em nenhuma parte do livro. Tampouco são mencionadas os nomes dos escribas. Os sobrescritos desses evangelhos refletem tradições posteriores da igreja a respeito da autoria ou fontes primária do material.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também temos, é claro, um documento como Hebreus, que é claramente anônimo, embora tenham surgido várias hipóteses sobre quem seria seu autor. Só quando o nome do autor é mencionado no próprio documento (como ocorre na maioria das cartas do NT) é que temos um ponto de partida concreto para definir quem produziu um determinado livro do NT. Mas o que realmente sabemos é que, fosse quem fosse, a pessoa que produziu o primeiro exemplar de cada um desses documentos sabia ler e escrever grego, que, obviamente, é a língua em que foi escrito todo o NT, pois era a língua franca do mundo Greco-romano. [4] Portanto, vamos primeiramente examinar a habilidade e o ofício de escrever em grego na antiguidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como a taxa de alfabetização nunca ultrapassou cerca de dez por cento, durante a época em que os documentos do NT foram redigidos, [5] É lógico que a maioria das pessoas, quando desejava que alguma coisa fosse escrita, recorria a um escriba, um escritor profissional. Normalmente, essas habilidades profissionais eram requisitadas para a elaboração de documentos muito práticos – contratos, testamentos, cartas comerciais, certidões de casamento e assemelhados. Os livros do NT não eram nada disso. Porém, numa cultura predominantemente oral, com alta taxa de anafalbetismo, não é de admirar que os escribas, ou amanuenses, fossem fáceis de encontrar e aceitassem escrever quase todo tipo de documento, mediante remuneração. Contudo, não devemos nos apressar em concluir que todos os documentos do NT foram escritos por escribas. E por quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os variados níveis de habilidade na redação do grego do NT mostram que, com certeza, esses documentos não foram todos redigidos por profissionais fluentes em grego, embora isso tenha ocorrido algumas vezes, como no caso de Romanos. Também é interessante observar que o próprio conteúdo dos documentos do NT os teria enquadrado como um tipo de literatura que, normalmente, só era lida pela elite letrada. Esse não era o tipo de documento prático ou comercial que pessoas comuns da sociedade Greco-romana teriam redigido ou mandado copiar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além da classe dos escribas, a alfabetização também era encontrada entre pessoas que não pertenciam à elite da sociedade, como soldados, médicos, comerciantes, artesãos e engenheiros. Podemos conjeturar com certo grau de segurança que pelo menos dois dos maiores documentos do NT, Lucas e Atos, foram escritos por alguém que não era um escriba mas era letrado por causa de sua profissão (i.e. , era médico). Uma suposição igualmente razoável é a de que um documento como Apocalipse foi escrito por alguém cuja primeira língua era o aramaico, mas que tinha o grego como segunda língua, porquanto ele escreve em grego com certa dificuldade. [6] O NT como um todo provavelmente não é resultado do trabalho de escribas; e, como a maioria ou todos os documentos foram elaborados para serem lidos em voz alta, o objetivo de seus redatores não foi produzir literatura pura, no sentido moderno do termo. Eram texto com funções predominantemente não-literárias. [7]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, como se iniciou o processo? Depois de um período em que as histórias do evangelho foram divulgadas em diversos contextos e de diversas maneiras, e exortações de vários tipos foram feitas oralmente na igreja primitiva, chegou um momento em que fatores ligados à distância espacial e temporal provocaram certa urgência de colocar várias coisas por escrito. No caso dos evangelhos, a urgência se devia, provavelmente, ao fato de que as testemunhas oculares e auditivas estavam morrendo, por volta da segunda metade do primeiro século d.C., e se fazia necessário preservar as tradições que elas haviam transmitido oralmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certamente, não é impossível que, em alguns lugares, essa necessidade tenha surgido mais cedo e tenha gerado coisas como: (1) uma coleção de ditos de Jesus em aramaico, feita pela igreja de Jerusalém; (2) uma coleção de histórias de milagres envolvendo Jesus; (3) um esboço em aramaico de grande parte da história do evangelho; [8] (4) uma narrativa por escrito da última semana de vida terrena de Jesus; e (5) um documento composto, principalmente, dos ensinamentos de Jesus, a que tanto o primeiro quanto o terceiro evangelista tiveram acesso, e que hoje chamamos de Q. [9] Esses antigos percussores dos nossos evangelhos não existem mais, e a maioria dos estudiosos acredita que nenhum evangelho em grego tenha sido produzido ou estivesse disponível na forma escrita antes de 60 d.C. Isso significa que as cartas, e em particular as cartas paulinas, são os mais antigos documentos do NT, cronologicamente falando, [10] e as cartas são os documentos do NT mais nitidamente ligados aos escribas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É importante ressaltar a esta altura que, com toda certeza, não devemos pensar em “livros”, no sentido moderno da palavra, quando falamos dos documentos do NT. Em primeiro lugar, naquela época eles não eram manufaturados em forma de livro ou códice, mas sim escritos em rolos de papiro. Em segundo lugar, evidentemente, eles não eram produzidos em massa. Inicialmente, apenas algumas cópias devem ter sido feitas, por causa do tempo necessário e do custo elevado. Em alguns casos, como nas cartas, talvez tivesse sido feito apenas um exemplar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando nos referimos à cultura literária daquela época, estamos falando de pequenos círculos da elite letrada do mundo Greco-romano, que tinha dinheiro para mandar reproduzir documentos e fazer cópias para os amigos, além de ter tempo para lê-los ou mandar que alguém o fizesse em voz alta. A cultura liveira, no sentido moderno de publicações para as massas, não existia. Os autores da antiguidade, normalmente, dependiam de patronos abastados para poderem custear a produção e a circulação de suas obras. Na minha opinião, Teófilo, mencionado no início de Lucas e Atos, provavelmente era o patrono de Lucas, que escrevia para ele e seu círculo de amizades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas como a escrita era feita, e em que tipos de materiais? A forma padrão de produzir um documento na antiguidade era escrever em papiro. Normalmente um rolo tinha de 20 a 25 centímetros de altura e até 10,5 metros de comprimento. Em geral, só se escrevia de um lado, já que o papiro não é um material muito denso. O texto era disposto em duas colunas de 5 a 10 centímetros de largura, com cerca de 25 a 45 linhas por coluna. Além disso, por causa do custo e do espaço necessário, normalmente não havia pontuação nem divisão de palavras, sentenças e parágrafos. Tudo era escrito em letras maiúsculas, e, portanto, uma linha desse texto ficava mais ou menos assim: SÓUMANÃODISSESEUNOME. É claro que podemos ler “Só uma não disse seu nome” ou “Só um anão disse seu nome”. Questões de interpretação surgem simplesmente pela falta de separação entre as letras ou pela ausência de pontuação. Além disso, não havia capítulos nem versículos nos manuscritos originais do NT antes do início da Idade Média!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A leitura na Antiguidade geralmente era feita em voz alta, mesmo em particular. A razão disso é que os textos eram redigidos em escrita contínua [...] sem divisões entre palavras, frases, orações, parágrafos e sem pontuação, de modo que era necessário pronunciar e ouvir as sílabas para poder organizá-las em padrões semânticos reconhecíveis. Dessa forma, quase todos os textos antigos eram compostos tendo em vista o modo como soariam quando seriam lidos em voz alta.” [11] Foi só no próximo fim do primeiro século d.C. que a forma de &amp;nbsp;texto chamada códice ou caderno de notas se popularizou, e parece que os antigos cristãos estavam entre os primeiros a reconhecer sua utilidade e adotá-la. [12]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa época em que não existiam direitos autorais, o que acontecia quando um patrono recebia um manuscrito era o seguinte: “A publicação [...] consistia em entregar esse original a um patrono amigo, o qual, então, o disponibilizaria para ser copiado por outras pessoas interessadas. Desse modo, as cópias eram multiplicadas em série, uma de cada vez. Uma vez que o texto estivesse em circulação e disponível para a cópia, qualquer um que estivesse interessado e tivesse acesso a ele poderia mandar fazer uma cópia. Assim, os livros eram produzidos e adquiridos por meio de um processo informal e não regulado”. [13]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maioria das composições da antiguidade eram escritas com uma pena e tinta sobre o papiro, embora às vezes fosse usada pele de ovelhas para produzir pergaminho ou velo, um tipo de pele animal altamente refinada. A qualidade da superfície de escrita, a tinta e as penas variavam. Cícero, que escreveu por volta de 54 a.C., resume muito bem a situação: “Para esta carta, usarei uma boa pena, uma tinta bem misturada e um papel polido de marfim, pois você escreve que quase não conseguiu ler minha última carta [...] porque eu costumo usar a primeira pena que me aparece, sem me preocupar se é boa ou não” (Carta a Quinto 2.15.1). A cana de junco era a melhor pena da antiguidade e foi substituída pelas penas de pássaros (calamos) por volta do sétimo século d.C. A tinta era feita com carbono ou fuligem diluídos em água.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo depois de ter comprado os pedaços de papiro necessários, a pessoa ainda não estava pronta para tomar nota de um ditado ou escrever. O papiro tinha de ser preparado para a escrita, e um dos principais motivos é que não existia papel pautado. O escriba ou escritor pegava uma régua e um disco de chumbo e traçava linhas finas no papel. Ele precisava também de um apontador de pena, que era uma pedra abrasiva, e uma faca para fazer novas pontas, à medida que ia escrevendo. Nem o papiro, nem as penas, nem a tinta, nem os instrumentos para fazer linhas e apontar a pena eram baratos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, por que o papiro era tão caro? Em primeiro lugar, porque quase todo ele era produzido num único lugar, o Egito, e perto do Nilo, para que se pudesse colher o tipo de junco apropriado. Além disso, ainda havia o processo exigido para sua produção. Plínio, o Velho, diz que a cana do papiro, que tem perfil triangular, tinha de ser fatiada com uma agulha (!) em tiras largas e muitos finas. O miolo do talo ou da cana era a porção mais “carnuda” e, portanto, a parte mais útil. A casca verde provavelmente deveria ser eliminada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As tiras, assim que eram cortadas, tinham de ser quase imediatamente colocadas sobre uma prancha de madeira umidecida com água do Nilo. Ocasionalmente, era adicionado um tipo de goma de farinha suave para auxiliar o processo, mas, normalmente, a própria seiva do junco era suficiente para unir as tiras e formar uma peça de papiro. Quando a peça de papiro estava pronta, as pontas eram aparadas para deixar as bordas retas. As tiras eram dispostas horizontal e verticalmente, formando um padrão de linhas cruzadas e, em essência, entrelaçadas. A peça de papiro recém-produzida era, então, pendurada ou estendida para secar ao sol. Por último, umas vinte peças de papiro eram costuradas umas às outras para formar um rolo (Plinio, Natural History 13.74-77). Quando um rolo ou peça de papiro chegava às mãos do escriba, este ainda tinha de alisá-lo com uma concha ou um pedaço de marfim. Era preciso tomar cuidado para que o papel não ficasse polido demais a ponto de não absorver a tinta com facilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em vista de todo o exposto, entende-se por que as pessoas comuns recorriam a um escriba quando precisavam ter algum documento redigido ou, se pudessem arcar com a despesa, contratavam um secretário pessoal, como mostra, por exemplo, a relação entre Cícero e Tiro. Em geral, quanto mais longo o documento maior a necessidade de um escriba profissional, e, pelos padrões antigos, muitos documentos do NT são realmente longos. Todos os evangelhos, Atos, as maiores cartas de Paulo e Apocalipse podem ser classificados como documentos muito longos, pelos padrões antigos. Até mesmo algumas cartas que consideramos curtas (e.g., Filipenses, Tiago, 1Pedro) eram muito grandes para uma carta, pelos padrões antigos. Vários autores do NT eram prolixos (v., p. ex., At 20.7-11) e, como muitos documentos do NT são apenas substitutos de uma conversação ou proclamação oral, eles também são muito longos. Os primeiros cristãos, que produziram esses documentos, obviamente tinham muito o que dizer!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não dissemos nada até agora sobre a caligrafia, mas, na antiguidade, assim como hoje, as pessoas diferentes tinham diferentes estilos e modelos de escrita manual. Era crucial para ao escriba ter uam caligrafia bonita e legível, e não borrar a página enquanto escrevia. Falando em termos práticos, isso significava que o contratante preferia ter um destro para escrever em latim ou grego e um canhoto para escrever em aramaico ou hebraico, porque as duas primeiras línguas se escrevem da esquerda para a direita, enquanto as últimas são escritas da direita para a esquerda. Observe como Paulo acrescenta, de tempos em tempos, uma nota de próprio punho, em letras grandes, no fim do documento. Em Gálatas 6.11 está escrito: “Vede com que grandes letras vos escrevo de próprio punho”. [14] Como o espaço era precioso, ele teria preferido uma letra menor e mais concisa para redigir a maior parte do documento, para não desperdiçar espaço demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ideal era que o escriba conhecesse tanto o autor quanto seu público. Os povos antigos acreditavam que as cartas deveriam ou refletir a personalidade do autor e, até certo ponto, levar em conta também o leitor. [15] Um secretário poderia ou não ter aprendido a técnica da estenografia; se não tivesse, o processo de composição poderia ser muito demorado. Muitos têm sugerido que, em alguns trechos do NT, principalmente nas cartas de Paulo, em que temos uma frase incompleta, isso talvez tenha ocorrido porque o escriba não sabia estenografia e não conseguia acompanhar a velocidade do ditado. E é claro que, se um assunto fosse urgente, poderia não haver tempo ou papiro à mão para tomar notas estenográficas e depois escrever o texto completo. O que podemos afirmar com certeza é que, normalmente, não era prática corrente do primeiro século os secretários redigirem documentos para os autores, exceto, talvez, quando se tratasse de matéria meramente formal, como um comunicado de que alguma coisa fora recebida. [16] Quando um secretário escrevia em nome de alguém, era costume informar isso no documento (v. Cícero, Carta aos amigos, 8.1.1).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando uma pessoa, que não fosse o autor, era mencionada no inicio de um documento, normalmente tinha algo a ver com o documento. Por exemplo, em 1Coríntio 1.1, Sóstenes, um cristão, foi provavelmente o escriba que redigiu esse documento para Paulo. [17] Já em 1 e 2Tessalonicenses, poderíamos considerar seriamente a questão da co-autoria envolvendo Paulo, Timóteo e Silvano, diante do modo como o documento começa. Não era costume dizer “nós” num documento como esse, a menos que se tratasse realmente de “nós”. Da mesma forma, no evangelho de João (21.24) o “nós” [implícito] significa, no mínimo, uma pessoa falando pela comunidade da qual o discípulo amado fazia parte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando se tratava de cartas, o procedimento normal era fazer duas cópias, uma para o remetente e a outra para ser enviada (Cícero, Carta aos amigos 9.26.1). Nas terras de Roma, antes de Augusto, não havia serviço de correio regular para ser usado por pessoas comuns, nem mesmo um serviço postal oficial do governo. Desse modo, quando as pessoas tinham uma carta para enviar, aproveitavam alguma viagem que seus amigos, parentes ou pessoas com quem mantinham relações de negócios estivessem para fazer e pediam-lhes que entregassem a correspondência ao destinatário. No caso dos cristãos, essa tarefa parece ter ficado a cargo de outros cristãos; e, no caso de Paulo, aparentemente o encarregado era algum de seus colaboradores. Romanos 16.1,2 e Colossenses 4.7-9 não parecem indicar que Paulo confiaria seus documentos a uma pessoa qualquer que estivesse viajando na direção certa. A questão das redes sociais dos primeiros cristãos precisa ser considerada quando pensamos na disseminação das boas novas em várias formas escritas. Naturalmente, a rapidez com que um documento chegava a um grupo de pessoas ou a um indivíduo dependia do modo e da velocidade do meio de transporte, assim como outros fatores. Muitas vezes, as mensagens escritas não chegavam ao destinatário, e as conseqüências podiam ser desastrosas. Existe um famoso ditado inglês que diz: “Por causa de um prego, a ferradura se perdeu. Por causa do mensageiro, a mensagem se perdeu. Por causa da mensagem, perdeu-se a batalha. Por causa da batalha, perdeu-se a guerra; e tudo por causa de um prego”. Parece claro que alguns importantes documentos cristãos da época do NT realmente estão perdidos para nós. Por exemplo, em 1Coríntios 5.9, Paulo menciona que já havia escrito àquela igreja, advertindo-os de que não se associassem com pessoas imorais. Isso significa que houve uma carta aos coríntios anterior a 1Coríntios. Mas ela, provavelmente, perdeu-se nas areias do tempo. O que temos no NT é só uma amostra representativa da comunicação e do discurso dos primeiros cristãos. Talvez ainda encontremos alguns dos documentos perdidos desse período.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: História e histórias do Novo Testamento.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8265214593946749220-5157635224433761734?l=porquecreio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquecreio.blogspot.com/feeds/5157635224433761734/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://porquecreio.blogspot.com/2011/08/novo-testamento-as-ferramentas-e-o.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265214593946749220/posts/default/5157635224433761734'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265214593946749220/posts/default/5157635224433761734'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquecreio.blogspot.com/2011/08/novo-testamento-as-ferramentas-e-o.html' title='Novo Testamento - As ferramentas e o texto'/><author><name>Jonadabe Rios</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09620595583578169937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Yrx9HqXO5ug/TETrJj12R3I/AAAAAAAAAYA/JI2nts9q8bg/S220/of.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-qWuNCr-hqEY/TkhxiFIWehI/AAAAAAAAAkU/xmwcrysollo/s72-c/papiro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8265214593946749220.post-5085536510973831870</id><published>2011-08-11T08:21:00.000-07:00</published><updated>2011-08-11T08:21:10.016-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Catolicismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Apologética'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Verdade ou mentira?'/><title type='text'>Não foi o dogma católico da Virgindade de Maria importado do paganismo? Não nasceram todos os deuses de mães virgens: Mitra da Pérsia, Adônis, Osíris e Chrisna?</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-_YM-ySBDZHM/TkPzSlv-IPI/AAAAAAAAAkQ/u45MtAs08Ss/s1600/icone_virgem.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://3.bp.blogspot.com/-_YM-ySBDZHM/TkPzSlv-IPI/AAAAAAAAAkQ/u45MtAs08Ss/s200/icone_virgem.jpg" width="164" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Não. Ainda que algumas vezes haja traços de semelhança entre o Cristianismo e as várias religiões pagãs, não se dá isso com a Virgindade de Maria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O racionalista Harnack escreve:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A conjectura de Usener de que a idéia da virgindade de Maria é um mito pagão, recebido pelos cristãos, é inteiramente contradito pelo desenvolvimento da tradição cristã” (History of Dogma, I, 100).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de mais nada. Mitra nem sequer teve mãe humana: era invariavelmente considerado “filho de uma rocha”, representada por uma pedra cônica que figurava a abóbada celeste, onde apareceu a primeira vez o deus da luz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adônis, ou Tamuz (Ez. 8, 14), era um semideus que representava a luz do sol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vários mitos o fazem o filho de Ciniras, de Fênix, e do Rei Teias da Assíria e de sua filha Mirra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Osíris era filho, ou de “Seb”, Terra, e de “ Nuit”, Firmamento, ou do coração do “Atum”, que foi o primeiro dos deuses e o primeiro dos homens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chrisna, o mais popular entre os avatares ou encarnações de Vishnu, não nasceu de mãe virgem, pois a mãe deste deus preto, antes dele nascer, já tinha dado muitos filhos a seu marido Vasudeva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As lendas que o fazem semelhante a Jesus Cristo foram extraídas de documentos posteriores muitos séculos ao Cristianismo e aos Evangelhos (Trisdall: Mystic Christs, 27)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os antigos mitos pagãos foram tomados da natureza e representam a sucessão do dia e da noite, das várias estações do ano, o mistério da vida e sua transmissão de criatura a criatura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não são datados, nem localizados, e pertencem geralmente a períodos vagos e imaginados, anteriores a aparição do homem sobre a terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o que se conta de Jesus Cristo – desde o seu nascimento até a sua Ascensão ao Céu – tem todas as características não de um mito, mas de história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lugares, datas, pessoas, contemporâneos, sucessos, tudo especificado, tudo não entretecido com a textura de história universal, que ela não pode prescindir dos fatos da vida de Jesus Cristo, contados pelo Evangelho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Fonte: Caixa de Perguntas, p. 203, 204, Rev. Bertrand L. Conway.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8265214593946749220-5085536510973831870?l=porquecreio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquecreio.blogspot.com/feeds/5085536510973831870/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://porquecreio.blogspot.com/2011/08/nao-foi-o-dogma-catolico-da-virgindade.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265214593946749220/posts/default/5085536510973831870'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265214593946749220/posts/default/5085536510973831870'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquecreio.blogspot.com/2011/08/nao-foi-o-dogma-catolico-da-virgindade.html' title='Não foi o dogma católico da Virgindade de Maria importado do paganismo? Não nasceram todos os deuses de mães virgens: Mitra da Pérsia, Adônis, Osíris e Chrisna?'/><author><name>Jonadabe Rios</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09620595583578169937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Yrx9HqXO5ug/TETrJj12R3I/AAAAAAAAAYA/JI2nts9q8bg/S220/of.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-_YM-ySBDZHM/TkPzSlv-IPI/AAAAAAAAAkQ/u45MtAs08Ss/s72-c/icone_virgem.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8265214593946749220.post-7986635156706094860</id><published>2011-08-11T08:19:00.000-07:00</published><updated>2011-08-11T08:21:49.281-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Catolicismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Apologética'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Verdade ou mentira?'/><title type='text'>Não falou Jesus Cristo com severidade à Virgem, nas “Bodas de Cana”, quando lhes disse: “Mulher, que tenho eu contigo?”</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-akq49rX0rj8/TkPyjhxRkoI/AAAAAAAAAkM/JS2F5frvlig/s1600/cana_new.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://3.bp.blogspot.com/-akq49rX0rj8/TkPyjhxRkoI/AAAAAAAAAkM/JS2F5frvlig/s200/cana_new.jpg" width="149" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;A versão católica é mais exata: “Mulher, que me vai a mim e a ti nisso?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O P. Lagrange diz que os árabes da Palestina usam desta mesma expressão “que a Ti?” com duas significações diferentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas vezes significa: “Cuida de ti; atende aos teus negócios”. Em outras, se é acompanhada de um sorriso, significa: “Não te aflijas, que tudo terminará bem”&amp;gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certamente com esta segunda significação a empregaria então Jesus Cristo, como o indica o milagre que pouco depois operou, convertendo a água em delicioso vinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O emprego da palavra “Mulher”, em vez de “Mãe”, também não significa desrespeito ou aspereza, como que para indicar a infinita distância que mediava entre Ela , simples criatura, e Ele, Filho de Deus. Semelhante interpretação não é admissível, porque não é verdadeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era simplesmente um modo solene de alguém se dirigir às senhoras, por isso vemos que Jesus Cristo usou novamente dele na hora mais solene de sua vida: moribundo na cruz (Jô 19, 26).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns comentadores protestantes, como: Westcott, Bloomfield, Ellicott, Alford, Trench, admitem que o Senhor não falou com aspereza sua Mãe nesta passagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trench escreve: “É verdade que não há severidade nem aspereza alguma na palavra “Mulher”, com que Jesus Cristo se dirigiu a sua Mãe, por mais que soe assim a muitos ouvidos ingleses. Atenda-se que foi esta precisamente a palavra que o Senhor escolheu nos momentos mais ternos e mais solenes de sua vida, os últimos momentos: ‘Mulher, eis aí teu filho’. Não há nesse vocábulo severidade alguma; há, sim, ao contrário, certa solenidade; e deve havê-la, quando se sente em verdade a dignidade da mulher. O mesmo se diga da expressão ‘Mulher, que tenho eu contigo?’ ... Estas palavras parecem-nos revestidas de certa severidade. Se de fato houve, Jesus Cristo envolveu-a certamente em um tom de voz, que mitigou toda a dureza exterior da frase, pois vemos que logo a seguir acedeu de bom grado ao pedido de sua Mãe, a que aparentemente se recusara” (On Miracles, Ser. 1)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Fonte: Caixa de perguntas, p. 197, 198, Rev. Bertrand L. Conway.&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8265214593946749220-7986635156706094860?l=porquecreio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquecreio.blogspot.com/feeds/7986635156706094860/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://porquecreio.blogspot.com/2011/08/nao-falou-jesus-cristo-com-severidade.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265214593946749220/posts/default/7986635156706094860'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265214593946749220/posts/default/7986635156706094860'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquecreio.blogspot.com/2011/08/nao-falou-jesus-cristo-com-severidade.html' title='Não falou Jesus Cristo com severidade à Virgem, nas “Bodas de Cana”, quando lhes disse: “Mulher, que tenho eu contigo?”'/><author><name>Jonadabe Rios</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09620595583578169937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Yrx9HqXO5ug/TETrJj12R3I/AAAAAAAAAYA/JI2nts9q8bg/S220/of.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-akq49rX0rj8/TkPyjhxRkoI/AAAAAAAAAkM/JS2F5frvlig/s72-c/cana_new.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8265214593946749220.post-3664609409570931573</id><published>2011-07-20T07:10:00.001-07:00</published><updated>2011-07-20T07:10:41.531-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Diversos'/><title type='text'>Bela música...</title><content type='html'>&lt;iframe width="425" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/ND-L8vG9LsM" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8265214593946749220-3664609409570931573?l=porquecreio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquecreio.blogspot.com/feeds/3664609409570931573/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://porquecreio.blogspot.com/2011/07/bela-musica.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265214593946749220/posts/default/3664609409570931573'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265214593946749220/posts/default/3664609409570931573'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquecreio.blogspot.com/2011/07/bela-musica.html' title='Bela música...'/><author><name>Jonadabe Rios</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09620595583578169937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Yrx9HqXO5ug/TETrJj12R3I/AAAAAAAAAYA/JI2nts9q8bg/S220/of.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/ND-L8vG9LsM/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8265214593946749220.post-3105861944904265867</id><published>2011-07-12T10:10:00.000-07:00</published><updated>2011-07-12T10:23:34.642-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Calúnias'/><title type='text'>A Noite de São Bartolomeu - B. L. Conway</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-2R7FoELJsu0/Thx_8rfpgsI/AAAAAAAAAiw/rS9AXdL_3mI/s1600/massacre.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="120" src="http://2.bp.blogspot.com/-2R7FoELJsu0/Thx_8rfpgsI/AAAAAAAAAiw/rS9AXdL_3mI/s200/massacre.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;Não mandaram Carlos IX da França e Catarina de Medicis, sua mãe, a pedido do Papa, degolar cem mil huguenotes, a 24 de Agosto de 1572, dia de S. Bartolomeu? Não foi o Papa Pio V, com a Corte da França, o instigador deste crime, e não mandou o Papa Gregório XIII cantar um solene Te Deum em Roma pelo bom êxito que tivera?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Papas nada tiveram com a matança do dia de S. Bartolomeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pio V não planeou com Catarina de Medicis, nem ela incitou a Corte da França; Gregório XIII nunca a aprovou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mandou cantar um Te-Deum em Roma por ter saído salvo dela o Rei com a Família Real, e isso a instantes rogos da Corte da França.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As congratulações do papa não são de estranhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda hoje é praxe, quando um rei, um príncipe, um presidente da república, sai ileso de um grande perigo, ou atentado, saudarem-no, congratularem-se com ele os outros soberanos, príncipes e governos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A matança foi um crime político de Catarina de Médicis, por ela planejado na tarde anterior, para evitar as possíveis conseqüências do frustrado assassínio de Coligny, ocorrido a 33 de Agosto, 2 dias antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Catarina de Médicis não morria de amores pela religião católica. Era livre-pensadora da escola de Machiavelli, criada nas péssimas tradições dos tiranos da Itália e rainha de uma das Cortes então mais corruptas da cristandade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A grande aspiração de sua vida era governar pessoalmente a França e robustecer o seu poder, colocando os seus filhos no trono da Inglaterra, Espanha e Polônia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para conseguir os seus fins, não trepidava em inimizar os príncipes católicos com os príncipes huguenotes, ciumenta de uns e de outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando Coligny começou a fazer-lhe sombra e a minar-lhe a influencia, ela, com seu filho Carlos, deliberou tirar-lhe a vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje ninguém sustenta que a matança de S. Bartolomeu foi premeditada. Foi planejado e executado com tanta rapidez, que a Corte da França não sabia como defender-se perante as outras Cortes da Europa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mesmo dia em que se deu a matança o rei Carlos escreveu ao seu Embaixador na Inglaterra, notificando-lhe que se dera um encontro sangrento entre a facção do Duque de Guisa e a de Coligny, acusando-o de haver assassinado seu pai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como o Duque de Guisa recusasse aceitar toda a responsabilidade daquele crime infame, o Rei escreveu no dia seguinte, dizendo que a assumia a ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Declarava que tinha ordenado a matança, para evitar, frustrar, uma conspiração de Coligny e seus amigos, em que ele devia perecer com toda a Família Real.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda a Europa admitiu esta enorme mentira diplomática, menos a Alemanha e Suíça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como conseqüência, Carlos IX recebeu mensagens congratulatórias do Senado de Veneza, do Duque da Toscana, de Filipe II da Espanha e de Isabel da Inglaterra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É verdade que Pio V urgiu freqüentemente com a Corte da França, que tomasse medidas enérgicas contra os huguenotes, que ele, com toda a razão, considerava inimigos da Igreja e do Estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escreveu a Carlos e a Catarina, que “declarassem guerra aos inimigos da Igreja e os destruíssem a todos sem dar tréguas aos rebeldes, para libertar de vez a França de sedições e cenas sangrentas.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não nos arvoramos em juízes das razões políticas que motivaram este particular interesse do Papa pela conservação da monarquia francesa; se bem que pensamos que uma decisão enérgica teria evitado o derramamento de sangue, que se lhe seguiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Papa insistia em que era necessário obter uma vitória decisiva até submeter completamente os rebeldes e sentia-se incomodado, quando lhe notificavam que as vitórias do Rei enriqueciam e fortificavam os inimigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas uma coisa é guerra oficialmente declarada, e outra são assassínios pessoais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem um só Bispo esteve presente, quando a “junta” maquinou a matança; nem um só a aprovou depois de perpetrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Cardeal de Lorena, que tantas vezes nos pintam a abençoar as adagas dos assassinos de Paris, estava em Roma, quando se deu a catástrofe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os historiadores, católicos e protestantes, estão de acordo que a inspiradora e autora deste tristíssimo acontecimento foi Catarina de Médicis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um escritor protestante, que publicou recentemente a sua vida, diz: “Sobre &amp;nbsp;Catarina pesará sempre a responsabilidade da matança de S. Bartolomeu”. E acrescenta: “Ninguém, que conheça alguma coisa do seu caráter através de suas cartas, ou tenha estudado com atenção a sua tortuosa política de governo, pode suspeitar, sequer por um momento, que andou nisto alguma coisa que se parecesse com fanatismo religioso” (Van Dyck: Catherine de Medicis, 2., 88)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto ao número de mortos durante as seis semanas que durou a matança, nada se sabe de positivo; tudo é conjectural; e os cálculos fazem-nos lembrar dos geólogos modernos acerca da idade do mundo. Basta dizer que vão de 2.000 a 110.000.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lorde Acton e Van Dyck calculam de 3.000 e 4.001, em Paris; e outros tantos nas Províncias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo um antigo livros de contas do Hotel da Cidade de Paris, citado pelo P. Caveirac na sua “Apologia de Luiz XIV”, foram sepultado os cadáveres de 1.190 vitimas, no Cemitério dos Inocentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O “Martirologio Huguenote”, publicado em 1581, só apresenta 786 nomes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe-se, pelo “Relatório de Beauviller”, mensageiro do rei da França, pelas cartas ao embaixador francês De Ferals, do Cardeal de Borbão e do Núncio, que a Corte Francesa não vacilou em mentir ao Papa, informando-o de que a matança tinha sido um justo castigo imposto aos conspiradores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brantôme diz nas “Memórias” que quando o Papa, mais tarde, teve conhecimento da verdadeira causa do morticínio, chorou lágrimas amargas e condenou-o como “ilegal e proibido por Deus”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte:&amp;nbsp;Caixa de Perguntas, B. L. Conway, p. 387-389&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8265214593946749220-3105861944904265867?l=porquecreio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquecreio.blogspot.com/feeds/3105861944904265867/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://porquecreio.blogspot.com/2011/07/noite-de-sao-bartolomeu-b-l-conway.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265214593946749220/posts/default/3105861944904265867'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265214593946749220/posts/default/3105861944904265867'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquecreio.blogspot.com/2011/07/noite-de-sao-bartolomeu-b-l-conway.html' title='A Noite de São Bartolomeu - B. L. Conway'/><author><name>Jonadabe Rios</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09620595583578169937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Yrx9HqXO5ug/TETrJj12R3I/AAAAAAAAAYA/JI2nts9q8bg/S220/of.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-2R7FoELJsu0/Thx_8rfpgsI/AAAAAAAAAiw/rS9AXdL_3mI/s72-c/massacre.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8265214593946749220.post-366624208820334545</id><published>2011-05-31T16:58:00.000-07:00</published><updated>2011-06-05T12:22:57.755-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Deforma Protestante'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Novo Testamento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Catolicismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Bíblia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História'/><title type='text'>As Escrituras e a Tradição</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;i&gt;O texto a seguir são partes digitadas do vídeo que coloquei na última postagem onde um Ortodoxo defende a relação das Sagradas Escrituras com a Sagrada Tradição, refutando a heresia da "Sola Scriptura". Algumas partes foram cortadas para se referir somente ao assunto proposto. Outro detalhe importante: por ter sido feito por um ortodoxo, algumas partes da argumentação é mais importante e faz sentido para a Igreja Ortodoxa, e não para a Católica. Um exemplo, talvez o principal, são as traduções bíblicas. É claro que uma grande quantidade de traduções foi feita enquanto não houve o cisma, no entanto, muitos lugares de origem ocidental realmente não tiveram traduções bíblicas (por motivos diversos que podem ser tratados posteriormente), apesar de existirem traduções para a lingua vernácula antes da "reforma" protestante.&lt;/i&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Entre a Escritura e a Tradição não há nenhum conflito ou contradição.&amp;nbsp; A falsa oposição entre elas apareceu apenas no século XVI quando o protestantismo proclamou o princípio da "Sola Scriptura", dizendo que a Bíblia é a única fonte de doutrina, suficiente para a salvação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O significado inicial de Sola Scriptura, tal como Lutero entendeu, se refere a rejeição das supostas inovações Católicas - O próprio Lutero tirou da tradição Católica idéias de Santo Agostinho (A predestinação, o ensino sobre o Filoque, etc). Lutero, por exemplo, reconhecia o batismo dos bebês, apesar dos neoprotestantes considerá-lo antibíblico. Foram os discípulos neoprotestantes de Lutero que deram um caráter exclusivista para o princípio "Sola Scriptura", rejeitando qualquer idéia de Tradição. Apesar disso, protestantes e neoprotestantes também têm sua tradição, e espero que quem for honesto reconheça isso, pois é um fato. Eles interpretam a Bíblia a partir da perspectiva estrita de alguns pontos de doutrina que não estão escritos na Bíblia, de alguns livros, catecismos ou revistas publicados pela sua denominação ou da opinião de pessoas consideradas carismáticas. Assim, o princípio da Sola Scriptura, como veremos, não funciona, porque os critérios de interpretação da Bíblia estão fora dela. Se a Bíblia pudesse ser interpretada somente através dela seria impossível a aparição de inúmeras denominações e interpretações todas afirmando se basear "Somente nas Escrituras", mas, ao mesmo tempo, se contradizendo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de terem sua tradição, os protestantes e neoprotestantes não reconhecem a Santa Tradição, trazendo contra nós falsos argumentos, que não se referem à Tradição, mas a "tradições humanas" como as chama a Bíblia. Em três lugares da Escritura, onde a tradição parece ser condenada, o Senhor se refere claramente aos "ensinamentos dos homens" (Mateus 15, 2-6; Marcos 7, 3-13 e Colossenses 2,8), E se os neoprotestantes preferem citar Mateus, eu vou citar Marcos 7, 8: ""Porque, afastando-se da Lei de Deus, vocês mantém as regras dos homens: lavar os copos e jarros, e muitos outros como estes.". Aqui podemos ver claramente não só a condenação de uma tradição, mas também o seu conteúdo: a lavagem de copos e garrafões e outros hábitos irrelevantes para a salvação. Mas quando nós falamos sobre a Tradição, nos referimos a outra coisa e quero que entendam claramente isso. Nós não consideramos parte da Tradição aquele elemento&amp;nbsp; que contradiz a Revelação e a Divina Escritura. Escritura e Tradição não podem ser vistas como duas fontes complementares de doutrina, mas como duas realidades que estão numa relação de mútua interioridade (cada uma contém a outra). Se fizermos uma analogia a Santíssima Trindade, podemos dizer que a Escritura e a Tradição são um só ser, esse ser é a Verdade única e imutável, e, ao mesmo tempo, elas são distintas. É por isso que a sua separação e contraposição pode ser comparada com a separação e contraposição das Pessoas da Santíssima Trindade. Vou expandir a idéia mais tarde e quero que entendam a analogia da Santíssima Trindade somente como uma comparação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como a Bíblia ensina, a nossa salvação trazida por Cristo foi realizada objetivamente pela paixão, morte e ressurreição de Cristo e, subjetivamente, pela nossa cooperação com Deus e a Igreja que ele fez, não com a base nas idéias pessoais ou de algum grupo, mas baseada na Sua Pessoa Divino-Humana (Mateus 16, 16; 1 Timóteo 3, 15-16). Ele prometeu que Sua Igreja sempre vai existir, por isso nem "as portas do inferno prevaleverão contra ela". (Mateus 16, 18). Quando Ele levantou ao céu, Ele prometeu que vai estar conosco até o fim do mundo (Mat 16, 16) e que o Espírito Santo será enviado no mundo para levar-nos a toda a verdade (Mateus 28, 20). Esta verdade é a respeito de Cristo e é o próprio Cristo (João 14, 6), que "ontem, hoje e sempre é o mesmo" (Hebreus 13, 8) e nossa fé nEle é a fé que tem sido dada para sempre aos santos (Judas 1, 3). Tendo isso em conta, é evidente que a verdade da fé não pode ser uma no primeiro século, outra no quarto, outra no século XVI e outra no século XXI. Ela deve ser a mesma até o fim do mundo. Quem admitir que a verdade pode ser mudada está longe da verdade, pois ele está contrariando as Escrituras. É por isso que consideramos que a verdade deve ser a mesma em todos os tempos e lugares e sua manutenção intecta é devida a presença eterna de Cristo e do Espírito Santo na Igreja do Deus Vivo, que é o "pilar e sustentáculo da verdade" ( 1 Tomóteo 3, 15). E se a verdade é uma só, também a Igreja só pode ser uma, porque uma cabeça não pode ter vários corpos, uma cabeça tem um só corpo (Efésios 1, 22-23; 2, 3-6). Deduzimos que a Igreja de Cristo e sua doutrina deve existir a partir do momento da sua criação até o fim do mundo, sem interrupção. Então, pode pretender ao nome de "Igreja de Cristo" só aquela assembléia cristã que tem existido, sem interupção e consideramos que essas condições só nossa Igreja corresponde a partir dos primeiros séculos, sendo a mesma Igreja dos apóstolos e dos primeiros cristãos. Foi nesta Igreja que a Bíblia foi escrita e interpretada junto com muitos outros &lt;br /&gt;ensinamentos necessários para a salvação. Foi nela que o Espírito Santo guiou os santos bispos a estabelecer corretamente o canon bíblico (o número dos livros bíblicos, seus autores e sua ordem), rejeitando todos os apócrifos heréticos. E isso aconteceu a partir do século IV até mais tarde, quando a Igreja tinha as mesmas cerimônias e organizações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grandes diferenças entre a Igreja do século quando foi proclamado o canone bíblico e a nossa Igreja de hoje não existem. Nesta Igreja, a Bíblia era escrita, interpretada e transmitida adiante, com muitos outros ensinamentos baseados na mesma fé e pregação apostólicas. O principio da Sola Scriptura não existia e não tinah como existir. Os Santos Padres que estabeleceram o canon bíblico foram aceitando e difundindo muitos ensinamentos que não estavam claramente expressos na Bíblia, mas que foram retirados da Santa Tradição, e, mesmo assim, em acordo com a Bíblia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O texto e a cerimônia da Sagrada Eucaristia que não são mencionados na Bíblia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A tripla imersão no batismo, sugerida na Didaquê, escritura do primeiro século, que, muitas vezes era incluida no canon, sabemos que os protestantes de hoje batisam com uma só imersão, e seria interessante saber de onde tiraram isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A veneração das reliquias, claramente mencionada no século II, vinculada ao martírio de S. Policarpo de Esmirna, discipulo direto de São João Teólogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O sinal da cruz, confirmado no século II.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De onde os protestantes têm a Bíblia? Em que eles estão baseados, quando dizem que um Evangelho pertence a Mateus ou a Marcos? De onde eles sabem que existem 27 livros autênticos no Novo Testamento e não menos ou mais? Nós dizemos que todas essas informações e, às vezes, até a maneira de interpretar as Escrituras, eles plagiaram da Santa Tradição da nossa Igreja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daqui derivam outras perguntas: Por que tiraram apenas uma parte da Tradição da Igreja e com base em que critérios eles consideram que, no estabelecimento do Canon bíblico a Tradição da nossa Igreja foi correta e em outras, a mesma Tradição errou? E se esta Igreja errou em alguma coisa, tendo "mancha ou ruga" (Efésios 5, 27), então ela não é mais Igreja e o que Cristo estabeleceu foi derrotado pelo diabo e Cristo era um mentiroso, pois fez falsas profecias (Mateus 16, 18). E se o que Ele criou não foi destruído, então essa Igreja existiu e existe e é a ela que devemos pertencer, porque todas as outras supostas "igrejas" são mentirosas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero detalhar alguns aspectos sobre a relação Escritura-Tradição-Igreja. Depois da descida do Espírito Santo sobre os apóstolos (Atos 2, 1-4), os cristãos perseveraram "na doutrina dos apóstolos, na comunhão, no partir do pão e nas orações." (Atos 2, 42). A atividade de cada apóstolo não era limitada a pregação, porque os apóstolso não espalhavam Bíblais pelo mundo, como os protestantes fazem, mas eles espalhavam a Igreja de Cristo, em toda a sua integridade. "A sabedoria de Deus, de muitos tipos, foi dada a conhecer através da Igreja" (Efésios 3, 10), não através da Bíblia. E a Igreja incluiu e inclui batismo, eucaristia, sacerdócio, pregação e muitas outras coisas das quais, me desculpem, os protestantes, às vezes, nunca ouviram falar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que uma ênfase especial na missão dos apóstolos era dada a pregação da "palavra de Deus" e esta expressão se refere, em primeiro lugar, a pregação oral. (Atos 6, 2-7; 11,1; 13,7-44; 16, 32; 18, 11). a "Palavra de Deus" mão se referia a palavra escrita (as Escrituras), como os protestantes dizem, considerando apenas a Bíblia como "Palavra de Deus". As Escrituras mostram claramente que a pregação oral era a Palavra de Deus e ela "crescia e se multiplicava" (Atos 12, 21), ou seja, foi passada adiante em formas enriquecidas pela ação do Espírito Santo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro aspecto extremamente importante e crucial na pregação da Palavra de Deus coexiste em que os apóstolos exortavam os seus discípulos a manter e passar adiante o que receberam do Senhor. Aqui aparece a noção de "Tradição", como revelação completa dada a Igreja através dos apóstolos e transmitida adiante sem alterações. Vejam alguns textos bíblicos que falam sobre esse significado da tradição (paradosis) e da necessidade de guardá-la: "Louvo-vos, irmãos, que vos lembreis de mim em todas as coisas, e mantenham as tradições como lhes entreguei. Porque as recebi do Senhor e o que recebi repassei para vós" (1 Coríntios 11, 2-23); "Irmãos, estai firmes e retende as tradições que vos foram ensinadas, seja por palavra, seja por epístola nossa" (2 Tessalonissenses 2, 15); "Agora, o compando-vos, irmãos, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que vos apartei de todo irmão que anda desordenadamente, e não seguindo a Tradição que de nós recebeu" (2 Tessalonisenses 3,6); "Essas coisas, que vós aprendestes, recebestes, ouvistes, e vistes em mim, façam: o Deus da paz estará convosco" (Filipenses 4, 9); Não disse "o que lestes". Vemos que a transmissão da doutrina por meio oral e a retransmissão dela inalterada não era apenas uma alternativa para a palavra escrita, mas, na maioria das vezes, a única maneira de pregar o Evangelho, porque:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) Cristo não escreveu nada (com exceção de algumas palavras na areia) e não ordenou aos apóstolos que escrevessem alguma coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) Assim como no Antigo Testamento, até Moisés, ninguém escreveu nada, também os Santos Apóstolos não escreveram nada nos quase 20 anos de pregação e São João escreveu seus cinco livros no final da sua vida, após 60 anos de pregação ora, que representa mais de uma geração. Surge a pergunta: Esse povo sabia que "Deus é amor" (1 João 4, 8)? A Epístola de S. João não estava escrita ainda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3) Por causa de alguns problemas concretos de algumas comunidades, mas, sobretudo, por causa das heresias daquele tempo. os apóstolos escreveram apenas uma parte da doutrina, sem dizer ou deixar claro que o que eles escreveram continha tudo, mas pelo contrário, claramente mostraram que a atividade e, especialmente, a doutrina de Jesus, diretamente ou através dos apóstolos dada, é muito mais vasta, que "nem mesmo o próprio mundo poderia conter os livros que deveriam ser escritos". Em Atos 20, 35, São Paulo, que não conheceu diretamente a Cristo, apresenta um ensinamento dele que não aparece em nenhum dos quatro evangelhos: "Há mais felicidade em dar do que em receber". Mas o que chama a atenção é que, antes disso, em Atos 20, 31, São Paulo diz que, durante três anos, nunca parou, dia e noite, a exortar os seus apóstolos de Eféso, mas não encontramos na Bíblia o conteúdo dessas pregações sistemáticas durante três anos. E se essas pregações continham centenas de ensinamentos que vieram diretamente de Jesus, mas que não estão escritos no Evangelho, como o versiculo acima? Este caso não é o único, porque também não temos, na Bíblia, o conteúdo da pregação durante um ano e meio, de Corinto (Atos 18, 11), que não é o mesmo que o das duas epístolas aos Coríntios que temos. Certamente, São Paulo disse aos coríntios muito mais sobre a Eucaristia do que ele disse depois, em alguns versículos do capítulo 11, da primeira epístola. Podemos pensar o mesmo sobre a celebração do domingo, sobre o qual, nas epístolas, ele fala apenas um pouco (1 Coríntios 16, 2).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4) Mais do que isso, os apóstolos preferiam falar com os seus discípulos, diretamente, cara a cara, as epístolas sendo apenas uma alternativa para os casos em que a reunião e a conversa direta não eram possíveis. Vejam apenas dois exemplos, ambos a partir do final do século apostólico, em que vemos os apóstolos, mesmo naquela época, preferiam a palavra oral, não a escrita: "Apesar de ter mais coisas que vos escrever, não o quis fazer com papel e tinta, mas espero estar entre vós e conversar de viva voz, para que a vossa alegria seja perfeita." (2 João 1, 12) Se a alegria não era completa, também a graça não era completa, segundo São Paulo. "Tinah muitas coisas para te escrever, mas não quero fazê-lo com tinta e pena. Espero ir ver-te em breve e então falaremos de viva voz." (3 João 1,13-14).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5) Os apóstolos não podiam pretender aos primeiros cristãos ter ou ler a Bíblia, pois isso era técnicamente impossível. Foi apenas nos séculos II e III que as igrejas das cidades grandes começaram a recolher os livros do Novo Testamento adotando também a tradução grega do Antigo Testamento (Septuaginta), mas esse processo de colheita era muito difícil por causa do grande custo dos pergaminhos ou papiro e das grandes distâncias entre as igrejas. que tinham um certo livro herdado dos apóstolos. A possibilidade de algumas pessoas terem uma parte dos livros bíblicos era extremamente reduxida (também a maioria não sabia ler). Se aceitarmos a concepção errada dos protestantes podemos concluir que os primeiros cristãos não podiam ser salvos, já que não liam nem estudavam a Bíblia. E se é assim que aconteceu nos primeiros séculos e mais tarde com a Bíblia, então uma pergunta aparece: Como e de que forma os cristãos recebiam a palavra salvadora? A resposta é muito simples: na Igreja. onde os bispos ordenados e ajudados pelo Espírito Santo (Atos 20, 28) estavam passando de geração em geração o "tesouro" recebido pelos apóstolos (2 Timóteo 1, 13-14).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa sucessão apostólica incluía o direito de sacrificar a Eucaristia e o direito de pregar o Evangelho, realidades que nem a Igreja primária, nem depois, foram separadas. Irineu de Lyon, discípulo de S. Policarpo de Esmirna, que foi discípulo de São João, que era o "apóstolo amado" do Senhor, disse: "A nossa fé está de acordo com a Eucaristia". Duas gerações depois de S. João, a fé e a Eucaristia estavam unidas. Assim também são hoje, na nossa Igreja. Não falei sobre a sucessão apostólica gratuitamente, porque, na Igreja, esta sucessão pode ser vista em toda parte e permanentemente. Lógica e teologicamente, está claro que a quebra desta sucessão sacramental e doutrinária significa a separação da Igreja Apostólica, cuja cabeça é Cristo. Ficaríamos felizes em ver esta sucessão no protestantismo também, mas não temos chance. Ao enfatizar o papel da sucessão sacramental, não quero dizer que os leigos não conheciam a "palavra de Deus", mas que a Bíblia era lida e pregada somente na Bíblia; Igreja é a comunhão de cristãos, reunidos em torno da Eucaristia e guiada pelo Espírito Santo, mas também o lugar concreto onde esses livros (que nem todos tinham mas que estavam a disposição de todos) estavam guardados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mito que diz que a Igreja proibia os leigos de lerem a Bíblia é uma grande mentira. Os protestantes também desinformam com outro mito: que a Igreja proibia a tradução da Bíblia para os outros povos. Havia a tradução siríaca, nos séculos 4-5, a tradução gótica, no século 9, a tradução eslava, no século 15, a tradução romena. Quando Lutero apareceu na face da Terra, todos o grandes povos antigos tinham a Bíblia traduzida em suas línguas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou fazer algumas especificações sobre a natureza e o conteúdo da Tradição. Por Santa Tradição, entendemos a revelação completa, dada a Igreja, através dos apóstolos e passada adiante inalterada. Então, a Tradição não é um conjunto de ensinamentos ou costumes, mas a "respiração do Espírito Santo na Igreja", presente na doutrina da Igreja, na oração e na vivência dos seus membros. Nós já argumentamos que a Bíblia é apenas [uma parte] desta revelação a sua importância e autoridade não são devidas ao seu conteúdo exaustivo (como dizem os evangélicos, que a Bíblia contém tudo) mas ao fato de a Bíblia ser aquela parte ao fato de a Bíblia ser aquela parte da revelação que foi escrita diretamente pelos apóstolos, testemunhas oculares auditivas do Senhor e em sua base, todos os outros elementos da Tradição podem ser certificados. E por isso que a Bíblia tem autoridade: por ser uma fonte de primeira mão, não porque conteria tudo e fora dela não haveria nada. Então, a Bíblia não e não pode ser considerada auto-suficiente, separada da memória viva da Igreja, que é a Tradição. Tirar a Bíblia do contexto da Tradição Igreja é tirar um versículo do contexto de um livro bíblia. Assim como separar o versículo de um contexto pode levar a perdição, também separar a Bíblia da Tradição leva a perdição. Então, a Bíblia, como ela mesma diz, só pode ser interpretada através da Tradição. Vejam alguns trechos bíblicos sobre isso: "Nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação. Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos falaram da parte de Deus conforme eram movidos pelo Espírito Santo" (2 Pedro 1, 20-21). Então, a Bíblia não se interpreta por si mesma ou em particular, como os protestantes dizem, mas sua interpretação só pode ser feita por "homens santos", "guiados pelo Espírito Santo". Para nós, eles são Santos Padres, que os batistas, Às vezes, plagiam, sem ter a coragem e sinceridade de dizer que certos ensinos pertencem a João Crisóstomo ou a S. Vasilios, mas nem mesmo a eles, mas ao Espírito Santo, que falou, através deles, devido a sucessão herdada dos apóstolos, mas também devido a santidade deles. Até o eunuco da Etiópia reconheceu que não poderia compreender corretamente o texto da Escritura sem guia (Atos 8, 31), especialmente porque, na Bíblia, há "muitas coisas difíceis de entender, que os ignorantes e instáveis torcem, para sua própria perdição" (2 Pedro 3, 16).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Tradição da Igreja não só nos deu a Bíblia, mas também a chave da sua significação, sem a qual é impossível não errar, atraindo a perda da alma. A Santa Tradição tem os seguintes elementos básicos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) A Bíblia, elemento infalível e com máxima autoridade, com base na qual as outras fontes são verificadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) Os antigos símbolos de fé e confissões, incluindo os mártires (Mateus 10, 19-20). Cristo disse que na hora do martírio, não vão ser os cristãos quem falarão, mas o Espírito Santo falará através deles. Isso significa que eles serão revelados. E se os evangelistas foram revelados e são obedecidos, também os mártires devem ser escutados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3) As decisões canônicas e dogmáticas dos Concílios Locais e Ecumênicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4) Os escritos dos Santos Padres, universalmente reconhecidos pela Igreja (por meio do principio "consensum patrum" = os escritos que não contradizem a Escritura e não se contradizem entre si, mas são baseadas no consenso teológico, como obra do Espírito Santo, que falou através deles, com palavras diferentes, mas da mesma forma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5) Os vestígios liturgicos: ícones, hinografia, etc. Na Igreja primária, existia uma definição simples para os ícones: "A Bíblia dos analfabetos".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os critérios em base do qual que os elementos 2, 3, 4, 5 são aceitos ou rejeitados na Tradição é o mesmo critério base do qual os livros bíblicos foram aceitos e pregados. Este critério foi formulado no século 4 por São Vicênio de Leryn: "A verdadeira Tradição é o que todas as pessoas acreditaram sempre e em todos os lugares". A ação do Espírito Santo consiste nesta concordância universal no espaço e no tempo, que faz da Tradição uma espécie de filtro, que só aceita o que é útil e em concordância com o ensinamento oral e escrito herdado de Cristo e dos apóstolos, rejeitando todos os escritos contrários a esses ensinamentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta revelação não é só informação, assim como também a Bíblia não é só informação e nem a Tradição é só informação, mas também espiritu=ação viva do Espírito Santo, na Igreja. O espírito da Tradição precede e dá valor à informação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) Através da Tradição, nos é transmitido o espírito apostólico da leitura e interpretação da Bíblia e, apenas depois, aparece a informação (o conteúdo dessas interpretações). Primeiro, foi transmitido o espírito da compreensão e formulação dos dogmas cristãos e, apenas depois, encontramos o conteúdo desses dogmas formulado na Tradição. Em conclusão, a Igreja poderá formular outros dogmas também, se for preciso. E o espírito da compreensão dos dogmas&amp;nbsp; que vai nos manter longe das formulações erradas e contraditórias. Os protestantes, tendo isso em conta, não foram e não são capazes de operar conforme a informação dos dogmas, porque não tem mais o espírito da Tradição dogmática. O espírito e modelo da oração foram transmitidas pelos apóstolos aos seus discípulos e gravitavam em torno da Eucaristia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito antes da oficialização do cristianismo como religião (313) as orações e praticas litúrgicas dos cristãos eram semelhantes e, às vezes, idênticas, como o texto e forma das que vemos hoje, mesmo sem nem existirem na Bíblia. Tudo isso demonstra, mais uma vez, a ação do Espírito Santo na Igreja não somente através da letra da Bíblia mas também através da letra e espirito da Tradição da nossa Igreja Una, Santa, Católica e Apostólica.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8265214593946749220-366624208820334545?l=porquecreio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquecreio.blogspot.com/feeds/366624208820334545/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://porquecreio.blogspot.com/2011/05/as-escrituras-e-tradicao.html#comment-form' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265214593946749220/posts/default/366624208820334545'/><link rel='self' type='application/atom+xml' 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term='Catolicismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Bíblia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História'/><title type='text'>As escrituras e a Tradição descritas por um ortodoxo.</title><content type='html'>Bom, discordo dele quanto a questão da não validade dos sacramentos e sacerdócio Católico, entretante ele refuta as principais objeções protsetantes e demonstra, como várias vezes já foi demosntrado em outros meios, que a Sola Scriptura não faz sentido algum, pelo contrário, nem a Bíblia nem a Igreja desde o principio acreditava em algo do tipo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe width="425" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/-P0R8n-1brM?rel=0" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe width="425" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/bXaqiJgscmk" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe width="425" height="349" 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href='http://porquecreio.blogspot.com/2011/05/as-escrituras-e-tradicao-descritas-por.html' title='As escrituras e a Tradição descritas por um ortodoxo.'/><author><name>Jonadabe Rios</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09620595583578169937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Yrx9HqXO5ug/TETrJj12R3I/AAAAAAAAAYA/JI2nts9q8bg/S220/of.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/-P0R8n-1brM/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8265214593946749220.post-262648492180531370</id><published>2011-05-03T09:23:00.000-07:00</published><updated>2011-05-03T09:23:06.512-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Deforma Protestante'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Catolicismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Diversos'/><title type='text'>Acaso Cristo está dividido?</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-hyXbaqCmvAY/TcArnsglFYI/AAAAAAAAAiI/35yieMjlWlI/s1600/Untitled-2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="372" src="http://4.bp.blogspot.com/-hyXbaqCmvAY/TcArnsglFYI/AAAAAAAAAiI/35yieMjlWlI/s400/Untitled-2.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8265214593946749220-262648492180531370?l=porquecreio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquecreio.blogspot.com/feeds/262648492180531370/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' 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url='http://4.bp.blogspot.com/-hyXbaqCmvAY/TcArnsglFYI/AAAAAAAAAiI/35yieMjlWlI/s72-c/Untitled-2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8265214593946749220.post-2021219935743732841</id><published>2011-05-01T17:50:00.000-07:00</published><updated>2011-05-03T09:16:12.417-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Deforma Protestante'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Catolicismo'/><title type='text'>Quatro perguntas que os protestantes não conseguem responder de forma satisfatória.</title><content type='html'>Achei interessante essas quatro perguntas que encontrei enquanto fazia uma pesquisa na internet. Antes de me tornar católico já havia perguntado algo parecido. Originalmente são cinco, no entanto a primeira pergunta pode ser respondida de maneira parecida tanto por católicos quanto por protestantes.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Depois, tentei encontrar alguma resposta protestante. Não achei nenhuma. Pode ter passado desapercebido, ou posso não ter pesquisado da maneira correta, no entanto resolvi postar e ver se algum protestante quer tentar responder.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A resposta pode ser enviada da forma que desejar. Por e-mail (jonadabe.rios@hotmail.com), em seu blog (indicando o link nos comentários) ou até mesmo comentando diretamente aqui.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Vamos às perguntas:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;1&lt;/b&gt; - Por favor, diga-me porquê você aceita apenas uma parte da Bíblia (afinal, a lista de livros que compõem o Novo e o Antigo Testamento foi determinada ao mesmo tempo - aliás, junto com o título de Mãe de Deus para Nossa Senhora - e você aceita apenas parte do Antigo Testamento), e com que autoridade você o faz.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;2&lt;/b&gt; - Por favor, diga-me porque a Bíblia teria precisado de quase 1600 anos para ser entendida corretamente, se ela é teoricamente algo que qualquer um pode ler e entender.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;3&lt;/b&gt; - Por favor, explique como alguém pode saber se entendeu a Bíblia corretamente, se ele só pode confiar na Bíblia, e em mais nada; afinal existem cerca de 30.000 seitas protestantes no mundo, cada uma entendendo a Bíblia de maneira diferente e todas achando que estão certas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;4&lt;/b&gt; - Por favor, prove usando apenas a Bíblia que ela é o que você considera que ela seja (ou seja, a única fonte de Verdade Revelada, composta pelos livros que você aceita, todos eles e só eles). Claro que todo mundo sabe que a Bíblia é Palavra de Deus, boa para o ensino, etc. e tal, mas por favor, tente provar que ela é a única fonte de Palavra de Deus, composta pelos livros que você aceita, todos eles e só eles.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Gostaria de avisar que não irei tentar responder raciocinios em circulos ou pregações. Um exemplo disso é quando se pressupõe a heresia da Sola Scriptura sem apresentar fundamentos. Assim, antes de tentarem defender a Sola Scriptura, peço que tenham um pouco de paciência (e para alguns, &lt;b&gt;vergonha na cara&lt;/b&gt;), e leiam os seguintes artigos do Veritatis:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.veritatis.com.br/apologetica/solascriptura/910-a-autoridade-biblica" target="_blank"&gt;A autoridade bíblica.&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.veritatis.com.br/apologetica/solascriptura/857-examinando-a-qsola-scripturaq" target="_blank"&gt;Examinando a Sola Scriptura&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.veritatis.com.br/apologetica/solascriptura/851-a-sagrada-tradicao-e-igual-a-sagrada-escritura" target="_blank"&gt;A Sagrada Tradição é igual a Sagrada Escritura?&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.veritatis.com.br/apologetica/protestantismo/791-pergunta-aos-catolicos-sobre-a-qsola-scripturaq-resposta-ao-cacp" target="_blank"&gt;Resposta ao CA"C"P&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.veritatis.com.br/patristica/patrologia/497-os-primitivos-padres-da-igreja-acreditavam-na-qsola-scripturaq" target="_blank"&gt;Os Pais da Igreja acreditavam na Sola Scriptura?&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.veritatis.com.br/apologetica/solascriptura/607-o-problema-da-autoridade-na-sola-scriptura" target="_blank"&gt;O problema da autoridade na Sola Scriptura&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.veritatis.com.br/apologetica/solascriptura/662-2-tim-316-17-e-a-sola-scriptura" target="_blank"&gt;2 Timóteo e a Sola Scriptura&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Caso a resposta dada leve em consideração os argumentos Católicos apresentados, terei o prazer de postar no blog antes de tentar responder.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8265214593946749220-2021219935743732841?l=porquecreio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquecreio.blogspot.com/feeds/2021219935743732841/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://porquecreio.blogspot.com/2011/05/cinco-perguntas-que-os-protestantes-nao.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265214593946749220/posts/default/2021219935743732841'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265214593946749220/posts/default/2021219935743732841'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquecreio.blogspot.com/2011/05/cinco-perguntas-que-os-protestantes-nao.html' title='Quatro perguntas que os protestantes não conseguem responder de forma satisfatória.'/><author><name>Jonadabe Rios</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09620595583578169937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Yrx9HqXO5ug/TETrJj12R3I/AAAAAAAAAYA/JI2nts9q8bg/S220/of.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8265214593946749220.post-9071269316174551751</id><published>2011-04-13T16:07:00.000-07:00</published><updated>2011-04-13T16:07:19.852-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Deus'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ateísmo'/><title type='text'>O deus dos palpiteiros - Olavo de Carvalho</title><content type='html'>Se há um Deus onipotente, onisciente e onipresente, é óbvio que não podemos conhecê-Lo como objeto, ou mesmo como sujeito externo, mas apenas como fundamento ativo da nossa própria autoconsciência, maximamente presente como tal no instante mesmo em que esta, tomando posse de si, se pergunta por Ele. Tal é o método de quem entende do assunto, como Platão, Aristóteles, Sto. Agostinho, S. Francisco de Sales, os místicos da Filocalia, Frei Lourenço da Encarnação ou Louis Lavelle.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando um Richard Dawkins ou um Daniel Dennett examinam a questão de um “Ser Supremo” que teria “criado o mundo” e chegam naturalmente à conclusão de que esse Ser não existe, eles raciocinam como se estivessem presentes à criação enquanto observadores externos e, pior ainda, observadores externos de cuja constituição íntima o Deus onipresente tivesse tido a amabilidade de ausentar-se por instantes para que pudessem observá-Lo de fora e testemunhar Sua existência ou inexistência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse Deus objetivado não existe nem pode existir, pois é logicamente autocontraditório. Dawkins, Dennett e tutti quanti têm toda a razão em declará-lo inexistente, pois foram eles próprios que o inventaram. E ainda, por uma espécie de astúcia inconsciente, tiveram o cuidado de concebê-lo de tal modo que as provas empíricas da sua inexistência são, a rigor, infinitas, podendo encontrar-se não somente neste universo mas em todos os universos possíveis, de vez que a impossibilidade do autocontraditório é universal em medida máxima e em sentido eminente, não dependendo da constituição física deste ou de qualquer outro universo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você não “acredita” no Deus da Bíblia, isso não faz a mínima diferença lógica ou metodológica na sua tentativa de investigar a existência ou inexistência d’Ele, quando essa tentativa é honesta. Qualquer que seja o caso, você só pode discutir a existência de um objeto previamente definido se o discute conforme a definição dada de início e não mudando a definição no decorrer da conversa, o que equivale a trocar de objeto e discutir outra coisa. Se Deus é definido como onipotente, onisciente e onipresente, é desse Deus que você tem de demonstrar a inexistência, e não de um outro deus qualquer que você mesmo inventou conforme as conveniências do que pretende provar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O método dos Dawkins e Dennetts baseia-se num erro lógico tão primário, tão grotesco, que basta não só para desqualificá-los intelectualmente nesse domínio em particular, mas para lançar uma sombra de suspeita sobre o conjunto do que escreveram sobre outros assuntos quaisquer, embora seja possível que pessoas incompetentes numa questão que julgam fundamental para toda a humanidade revelem alguma capacidade no trato de problemas secundários, onde sua sobrecarga emocional é menor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Longe de poder ser investigado como objeto do mundo exterior, Deus também é definido na Bíblia como uma pessoa, e como uma pessoa sui generis que mantém um diálogo íntimo e secreto com cada ser humano e lhe indica um caminho interior para conhecê-La. Só se você procurar indícios dessa pessoa no íntimo da sua alma e não os encontrar de maneira alguma, mesmo seguindo precisamente as indicações dadas na definição, será lícito você declarar que Deus não existe. Caso contrário você estará proclamando a inexistência de um outro deus, no que a Bíblia concordará com você integralmente, com a única diferença de que você imagina, ou finge imaginar, que esse deus é o da Bíblia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o inimigo da fé faz um esforço para ater-se à definição bíblica, ele o faz sempre de maneira parcial e caricata, com resultados ainda piores do que no argumento da “criação”. Dawkins argumenta contra a onisciência, perguntando como Deus poderia estar consciente de todos os pensamentos de todos os seres humanos o tempo todo. A pergunta é aí formulada de maneira absurda, tomando as autoconsciências como objetos que existissem de per si e questionando a possibilidade de conhecer todos ao mesmo tempo ex post facto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a autoconsciência não é um objeto. É um poder vacilante, que se constitui e se conquista a si mesmo na medida em que se pergunta pelo seu próprio fundamento e, não o encontrando dentro de seus próprios limites, é levado a abrir-se para mais e mais consciência, até desembocar numa fonte que transcende o universo da sua experiência e notar que dessa fonte, inatingível em si mesma, provém, de maneira repetidamente comprovável, a sua força de intensificar-se a si próprio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dez linhas de Louis Lavelle sobre este assunto, ou o parágrafo em que Aristóteles define Deus como noesis noeseos, a autoconsciência da autoconsciência, valem mais do que todas as obras que Dawkins e Dennett poderiam escrever ao longo de infinitas existências terrestres. Um Deus que desde fora “observasse” todas as consciências é um personagem de história da carochinha, especialmente inventado para provar sua própria inexistência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em vez de perguntar como esse deus seria possível, sabendo de antemão que é impossível, o filósofo habilitado parte da pergunta contrária: como é possível a autoconsciência? Deus não conhece a autoconsciência como observador externo, mas como fundamento transcendente da sua possibilidade de existência. Mas você só percebe isso se, em vez de brincar de lógica com conceitos inventados, investiga a coisa seriamente desde a sua própria experiência interior, com a maturidade de um filósofo bem formado e um extenso conhecimento do status quaestionis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que mata a filosofia no mundo de hoje é o amadorismo, a intromissão de palpiteiros que, ignorando a formulação mesma das questões que discutem, se deleitam num achismo inconseqüente e pueril, ainda mais ridículo quando se adorna de um verniz de “ciência”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.olavodecarvalho.org/semana/090318dc.html" target="_blank"&gt;http://www.olavodecarvalho.org/semana/090318dc.html&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8265214593946749220-9071269316174551751?l=porquecreio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquecreio.blogspot.com/feeds/9071269316174551751/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://porquecreio.blogspot.com/2011/04/o-deus-dos-palpiteiros-olavo-de.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265214593946749220/posts/default/9071269316174551751'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265214593946749220/posts/default/9071269316174551751'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquecreio.blogspot.com/2011/04/o-deus-dos-palpiteiros-olavo-de.html' title='O deus dos palpiteiros - Olavo de Carvalho'/><author><name>Jonadabe Rios</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09620595583578169937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Yrx9HqXO5ug/TETrJj12R3I/AAAAAAAAAYA/JI2nts9q8bg/S220/of.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8265214593946749220.post-7522738635350942994</id><published>2011-04-11T06:01:00.000-07:00</published><updated>2011-04-13T16:07:43.890-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Besteiras'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Diversos'/><title type='text'>A Bíblia e o Celular.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-YuLhTR3iUhM/TaL7XNu_P9I/AAAAAAAAAh0/uEWbKQwlyb8/s1600/celular.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="197" src="http://4.bp.blogspot.com/-YuLhTR3iUhM/TaL7XNu_P9I/AAAAAAAAAh0/uEWbKQwlyb8/s200/celular.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Acabaram de me enviar pela milésima vez aquele texto onde se pergunta como seria se tratássemos a Bíblia do jeito que tratamos o celular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso resolvi fazer uma brincadeira com a pessoa que me enviou (e não gostou nada, por sinal), e mostrar que as pessoas usam a Bíblia sim como o célular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Mas é bom destacar: É só uma brincadeira, e não estou a zombar da Bíblia (Livro que considero inspirado). O objetivo é criticar algumas formas de uso.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas então, não é que utilizamos a Bíblia como o celular?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se carrega no bolso ou na bolsa pra dizer que tem, apenas porque todo mundo tem que ter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Várias vezes ao dia são dada certas olhadas, no entanto nada profundo ou contextualizado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas vezes se olha pra ver se tem um SMS do céu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem a versão de brinquedo para se dar de presente as crianças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem que se levar a Igreja e dar 10% do seu salário para ter crédito com Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A qualidade do sinal vai depender da denominação que freqüenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só [eu] e meu [grupo] sabe usar direitinho e tem o melhor sinal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se escolhe a operadora pelas vantagens e promoções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As operadoras ganham muito dinheiro dando sinal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se sabe onde e como foi fabricada, ou se ignora, mas pensam que caiu do céu pronta para a venda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por utilizá-la para futilidades, muitos acabam enjoando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Possui várias versões: Almeida, Almeida Corrigida, Almeida Corrigida e Fiel, Almeida Corrigida e Fiel Atualizada, e por aí vai...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe uma feita para cada tipo de pessoa: Bíblia da mulher, do homem, criança, empresário, bíblia gay, do Paraguai (onde é incompleta).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você pode comprar capas personalizadas proteger.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns fazem coleção de Bíblias, mas nunca usam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outros roubam dinheiro de otários utilizando de forma errada seus serviços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nela encontramos alguns telefones de emergência:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Está triste, prestes a perecer e amargurado? Ligue Pr 31, 6&lt;br /&gt;- Estão zombando de você? Ligue Sl 80, 6&lt;br /&gt;- Em caso de emergência, disque Sl 91, na superstição de que o Salmo tem algum poder especial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-----&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você vê mais semelhanças, pode colocar nos comentários rsrsrs&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8265214593946749220-7522738635350942994?l=porquecreio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquecreio.blogspot.com/feeds/7522738635350942994/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://porquecreio.blogspot.com/2011/04/biblia-e-o-celular.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265214593946749220/posts/default/7522738635350942994'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265214593946749220/posts/default/7522738635350942994'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquecreio.blogspot.com/2011/04/biblia-e-o-celular.html' title='A Bíblia e o Celular.'/><author><name>Jonadabe Rios</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09620595583578169937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Yrx9HqXO5ug/TETrJj12R3I/AAAAAAAAAYA/JI2nts9q8bg/S220/of.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-YuLhTR3iUhM/TaL7XNu_P9I/AAAAAAAAAh0/uEWbKQwlyb8/s72-c/celular.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8265214593946749220.post-3965107382918671649</id><published>2011-04-08T09:40:00.000-07:00</published><updated>2011-04-08T09:40:41.954-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Islã'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História'/><title type='text'>O dia original da "Queima do Alcorão"</title><content type='html'>Normalmente muitos muçulmanos desavisados, outros nem tanto, afirmam que a Bíblia foi modificada com o tempo, e que por isso não podemos confiar nela. Muitos do que afirmam isso, que nem sempre são muçulmanos, apelam para escritores como Bart Ehrman, crendo que o mesmo tenha demonstrado o "consenso" de que a Bíblia, em especial o Novo Testamento, não é digna de confiança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema é que boa parte nem mesmo entendeu a proposta do livro. Muitos se empolgaram mesmo foi com o titulo&amp;nbsp;tendencioso, diferente do original, e a partir daí tiveram uma idéia falsa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ruim nisso é que pouco se sabe sobre a história da Igreja e a composição das escrituras, muito menos o que significa a&amp;nbsp;inspiração&amp;nbsp;da Bíblia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso tem feito muitos abandonarem a fé na Bíblia e na Igreja, embora quem conheça de fato as doutrinas da Igreja não a abandona, isso porque boa parte das criticas são infundadas e não são direcionadas as doutrinas em si, e sim a certos tipos de espantalhos mal feitos em questões como a Divindade de Jesus e os escritos de Paulo, por exemplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segue aí um vídeo interessante, e engraçado, sobre o Alcorão. Há muito o que estudar sobre o assunto, mas os muçulmanos devem rever as afirmações que aceitam sem contestar, principalmente de uma falsa base histórica contra a Igreja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/bBoz7p4Tr1U?rel=0" title="YouTube video player" width="425"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8265214593946749220-3965107382918671649?l=porquecreio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquecreio.blogspot.com/feeds/3965107382918671649/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://porquecreio.blogspot.com/2011/04/o-dia-original-da-queima-do-alcorao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265214593946749220/posts/default/3965107382918671649'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265214593946749220/posts/default/3965107382918671649'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquecreio.blogspot.com/2011/04/o-dia-original-da-queima-do-alcorao.html' title='O dia original da &quot;Queima do Alcorão&quot;'/><author><name>Jonadabe Rios</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09620595583578169937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Yrx9HqXO5ug/TETrJj12R3I/AAAAAAAAAYA/JI2nts9q8bg/S220/of.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/bBoz7p4Tr1U/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8265214593946749220.post-2035511981810625055</id><published>2011-03-29T18:24:00.000-07:00</published><updated>2011-03-29T18:28:32.993-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Deforma Protestante'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Catolicismo'/><title type='text'>Lutero, “católico”? Nem sonhando.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;Por Thomas Ricci, 30Giorni&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Tradução &lt;a href="http://www.montfort.com.br/index.php/sem-categoria/lutero-catolico-nem-sonhando/" target="_blank"&gt;montfort.org.br&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Entrevista com Theobald Beer, 81 anos, um sacerdote católico, autor de um livro que revoluciona a tese mais difundida acerca de Lutero. Dissipou muitos estereótipos: o monge de Wittenberg despreza Santo Agostinho, não é occanista, é contradito por Melanchthon. Mas, o problema real é a sua falsa cristologia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O trono de José Lortz e seus discípulos, incluindo os eminentes professores, como Erwin Iserloh e Peter Manns, começa a ruir? Sua interpretação de Lutero, durante décadas, considerado o melhor no campo católico, está sofrendo fortes críticas por parte de muitas áreas novas e inexploradas da pesquisa. Um livro em particular, tem feito uma reviravolta de todo o ambiente “luteranófilo” despertando a ira  da escola lortziana: se trata de “Der Wechsel und Streit Fröhliche”, “O Intercâmbio e a Feliz Disputa”, lançado na Alemanha Oriental já 1974 e republicado no Ocidente em 1980 por Johannes Verlag, editora suiça dirigida pelo teólogo Hans Urs von Balthasar. O autor é Theobald Beer, um sacerdote católico já ancião, agora com 81 anos, que foi pároco     durante quase quarenta anos em Leipzig, desde 1949 cidade da República Democrática Alemã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Theobald Beer é um personagem singular, simpatissíssimo. Vive sozinho em Regensburg (República Federal da Alemanha), a antiga Ratisbona, Bispado da Baviera Oriental. Ele mora em um apartamento modesto, repleto de livros em todas as paredes, os quais se destacam os volumes da Ausgabe Weimarer de textos de Martinho Lutero. “Eu comprei para meu irmão que morava em Mônaco, no oeste. Eu sei que certamente não poderia pagá-lo”, diz ele, entristecido. Por seu livro recebeu o doutoramento em teologia honoris causa em 1977 na Universidade de Regensburg.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;&lt;b&gt;O sr. objeta que Lutero tenha construído uma cristologia falsa. Não é apenas uma acusação gratuita…&lt;/b&gt;&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Theobald Beer: &lt;/b&gt;Não é uma acusação minha. É um fato. Os textos de Lutero sobre esta questão são inequívocos. Num texto de 1509, especificamente as anotações De vera religione di Agostino, Lutero diz: “Cristo é feito (factus) à imagem de Deus, hipostaticamente (ou seja, como uma substância real ndr), mas um acréscimo (additus) a esta”. Bem, os padres da igreja diriam àqueles que afirmassem isso sobre Cristo, anathema sit.&lt;br /&gt;A afirmação de Lutero está, entre outras coisas, em claro contraste com Santo Agostinho, que, ao contrário, argumenta que Cristo é Imago Dei e não factus ad imagem Dei, como  se fosse qualquer parte da criação de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;&lt;b&gt;A idéia de um Lutero profundamente “agostiniano” é, portanto, falsa…&lt;/b&gt;&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Beer:&lt;/b&gt; Não resta a menor dúvida. Lutero rejeita Agostinho. Há inúmeras passagens em que ele comenta Santo Agostinho com ironia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;&lt;b&gt;Pois então, quem é Cristo para Lutero?&lt;/b&gt;&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Beer: &lt;/b&gt;Respondo com as palavras do próprio Lutero. Em uma anotação de 1511, ele escreve: “Quando perguntei que coisa – atenção: Lutero não diz quem é Cristo, mas, que coisa é Cristo – lógicamente respondo que ele é pessoa. (Lutero rejeitava a lógica ndr.). O teólogo ao contrário disse: Cristo é a rocha, pedra angular “. Lutero explica o que ele quis dizer com isso. Cristo é a rocha que nos protege da ira de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;&lt;b&gt;Cristo como “função” e não como “pessoa”?&lt;/b&gt;&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Beer: &lt;/b&gt;Exatamente. Lutero faz uso da palavra hipostáse, mas a anula acrescentando a expressão sed additus. Lutero diz abertamente que Cristo não é uma pessoa; sobrando apenas a função de cobertura da ira de Deus. Cessando a “função” também Cristo deixa de ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;&lt;b&gt;As interpretações em voga na Alemanha são prevalentemente do tipo “histórica”, e particularmente atendendo uma atmosfera ecumênica. Francamente, cheguei a ler uma interpretação “supraconfessional” ou “preconfessional” de Lutero. Ao contrário, o sr.  concentra sua análise sobre a cristologia de Lutero, sobre a questão “Quem é Cristo para Lutero”. Por quê?&lt;/b&gt;&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Beer:&lt;/b&gt; A Cristologia é o cerne da questão. A partir da posição que ele assume frente a Cristo, depende todo o resto. Lutero não compreende a profunda unidade presente na encarnação. Em 1508, ele escreveu: “Se dizemos que Cristo é composto (compositus) e se se entende o termo em seu sentido estrito (proprie), então ele está certo. Se, ao contrário, se afirma que Cristo é constituído (constitutus), então ele é falso”. Como se vê, Lutero tende a divisão. Não foi por acaso que um dos seus contemporâneos, Hieronymus Dungersheym, o acusou de arianismo. Também Scbwenckfeld, um nobre da Silésia, que foi inicialmente ligado à Lutero, em um ponto escreveu-lhe: “Seu discípulo Vadian em St. Gallen está sustentando que a humanidade em Cristo é uma adição. Mas isso não está de acordo com o que dizem os padres da Igreja”. O próprio Lutero, em 1511, andava fazendo afirmações como esta: Cristo é feito pelo Pai, nascido pela Mãe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;&lt;b&gt;Como é que ninguém percebeu esses gravíssimos erros cristológicos?&lt;/b&gt;&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Beer: &lt;/b&gt;A pouco se acorda da condição de atribuir a Melanchthon esses erros, que se sabe ter “propagado” Lutero na Alemanha. Na verdade Melanchthon é um humanista cristão que apoia exatamente o oposto de Lutero. Quanto a questão da redenção e da criação, Lutero diz: humanitate nihil cooperande (Yves Congar notou que se trata de uma espécie de monergismo, que equivale a dizer que a humanidade de Cristo não coopera com a justificação), Melanchthon fala ao contrário, de natura conditrix; a natureza humana de Cristo participa da criação. Mas ninguém se preocupa em confrontar os dois autores.&lt;br /&gt;Claro que também há razões bem objectivas que explicam esse atraso. As anotações milequinhentistas de Lutero ficaram à margem de numerosos textos, e só foram descobertos por volta de 1900! E elas são a prova decisiva. Para entendê-las, é necessário também conhecer Santo Agostinho, Pedro Lombardo, Tauler, Gabriele Biel, este último um teólogo excelente. O desconhecimento destes autores é um obstáculo para muitos. O Concílio de Trento não sabia desses textos, ou, de outra forma, Lutero teria sido diretamente condenado.&lt;br /&gt;&lt;u&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;&lt;b&gt;Seu livro suscitou uma inflamada controvérsia, especialmente nos círculos católicos.&lt;/b&gt;&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Beer:&lt;/b&gt; As revisões críticas que recebi desconsideram a maior parte do que Lutero escreveu sobre o tema da cristologia. Para esses críticos vale o critério que posto que não deve ser, não pode ser. Lutero não pode ter escrito essas coisas a respeito de Cristo: e ainda assim ele o fez. Lutero não poderia ter utilizado fontes neoplatônicas para seu pensamento, mas ainda assim o fez, com a Theologia Deutsch. Lutero não poderia ter feito extensa referência a Hermes Trismegisto: mas isso é exatamente o que ele fez!&lt;br /&gt;Lutero está repleto de referências anti-bíblicas e é estranho que não se queira ver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;&lt;b&gt;E os protestantes, que dizem sobre os especialistas católicos que estudam Lutero?&lt;/b&gt;&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Beer:&lt;/b&gt; Eu poderia citar o nome de proeminentes estudiosos protestantes que têm me perguntado: “mas porque a Igreja Católica deve repetir todos os disparates que fizemos no passado?”. Certa vez, um exegeta protestante me disse: “Quando eu vejo os exegetas católicos que adotam os mesmos princípios que nós havíamos abandonado, me dá um medo infernal. Penso se seremos punidos por isso”.&lt;br /&gt;&lt;u&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;&lt;b&gt;Com seu livro, o sr. pensa ter dificultado o diálogo ecumênico?&lt;/b&gt;&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Beer: &lt;/b&gt;O verdadeiro ecumenismo eu o conheci em minhas conversas com os protestantes do leste. Além disso, não se pode fazer ecumenismo se nem mesmo se pode falar de Lutero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;T.R.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[De "30 Giorni", ano I, n. 04 de junho de 1983, pp 56-58, apud Contro la leggenda nera]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;---&amp;gt; Comentários do Blog: &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já faz um tempo que tenho me espantado cada vez mais com a capacidade que certas pessoas tiveram para esconder a verdadeira face de Lutero. A imagem apresentada dele, como de um bom católico que só queria reformar a Igreja. Hoje muitos historiadores já não consideram o que muitos chamam de "reforma protestante" como uma reforma, e sim uma revolução protestante. Também já se sabe que uma reforma de fato passou a ocorrer antes da "reforma protestante", que erroneamente passou a ser chamada contra-reforma, como se fosse apenas uma reação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando me tornei católico, tinha essa mesma ideia. Deixei de ser protestante pelas evidencias históricas e bíblicas, além da total falta de fundamento do protstantismo (engraçado que quando um católico me falou que o protestantismo não tem fundamento, cheguei a me sentir quase ofendido, tamanha a "arrogância" dele). Achava que pela falta de comunicação e a diferença da velocidade de informações em relação a os tempos atuais, por exemplo, teriam sido uma das principais causas da falta de entendimento. Isso porque a imagem que hoje ainda se apresenta de Lutero, que já está a mudar, era de um bom católico, e suas doutrinas normalmente apresentadas eram bem parecidas com as da Igreja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o tempo vi que varios estudiosos protestantes sabem disso, mas não divulgam, alias, ainda fazem questão de dar a entender a mesma idéia de Lutero como quase um santo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente, vários malabarismos intelectuais têm sido feitos por certas pessoas, com afirmações de que não devemos dar credito em muitas coisas que Lutero disse, pois podem estar descontextualzadas, e que ele passava por muita pressão (tadinho, rs). Ora, é pelo fogo que se prova as obras de cada um. É claro que na época havia um certo perigo em algumas questões, pois boa parte das pessoas viviam com medo do diabo, purgatório, inferno, e assim vai, porém, não esse fato não justifica a defesa de erros teolóticos e blasfêmias. Mesmo que ele pensasse, ora, todos pensam coisas ruin é óbvio, mas porque dizer ou escrever? Isso significa apenas que se pensava e acreditava seriamente nisso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode-se tentar demonstrar as causas, mas não se pode mudar o fato de que ele disse tais coisas absurdas, como citarei no final do comentário. Assim, penso que até mesmo os protestantes (os que forem honestos) devem mostrar de fato como o "reformador" era. Principalmente porque ele não era esse coitado apresentado em filmes e certos livros de "história". Ele teve o apoio de vários poderosos. Em um filme, coitado, enquanto ele estava em um lugar escondido traduzindo a bíblia (que supostamente ninguém lia), houve revoltas que posteriormente foram criticadas por ele. A história de fato mostra que ele incitou várias revoltas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, há muito o que se dizer sobre a revolução protestante. Quem se interessar no assunto indico o os &lt;a href="http://www.quadrante.com.br/pages/loja_produtos.asp?LivrosDoAutor=15" target="_blank"&gt;livros de Daniel Rops sobre o tema&lt;/a&gt;. Deixo, então, algumas poucas (mas fortes) citações de do &lt;a href="http://porquecreio.blogspot.com/2011/01/reforma-protestante-e-o-papa-lutero.html" target="_blank"&gt;"Papa" Lutero&lt;/a&gt;:.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp;"Cristo Adúltero. Cristo cometeu adultério pela primeira vez com a mulher da fonte [do poço de Jacó] de que nos fala São João. Não se murmurava em torno dele: "Que fez, então, com ela?" Depois, com Madalena, depois, com a mulher adúltera, que ele absolveu tão levianamente. Assim, Cristo, tão piedoso, também teve que fornicar, antes de morrer"&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;"Deus age sempre como um louco"&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;"Certamente Deus é grande e poderoso, e bom e misericordioso, e tudo quanto se pode imaginar nesse sentido, mas é estúpido"&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;“Não devemos ceder aos ímpios papistas (...) Nossa soberba contra o Papa é necessária (...) Não havemos de ceder nem a todos os anjos do céu, nem a Pedro, nem a Paulo, nem a cem imperadores, nem a mil Papas, nem a todo mundo (...) a ninguém, cedo nulli.”&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8265214593946749220-2035511981810625055?l=porquecreio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquecreio.blogspot.com/feeds/2035511981810625055/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://porquecreio.blogspot.com/2011/03/lutero-catolico-nem-sonhando.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265214593946749220/posts/default/2035511981810625055'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265214593946749220/posts/default/2035511981810625055'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquecreio.blogspot.com/2011/03/lutero-catolico-nem-sonhando.html' title='Lutero, “católico”? Nem sonhando.'/><author><name>Jonadabe Rios</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09620595583578169937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Yrx9HqXO5ug/TETrJj12R3I/AAAAAAAAAYA/JI2nts9q8bg/S220/of.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8265214593946749220.post-5105600679680292464</id><published>2011-03-26T07:08:00.000-07:00</published><updated>2011-03-26T07:08:24.612-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Deus'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Apologética'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ateísmo'/><title type='text'>William Lane Craig x Austin Dacey - LEGENDADO</title><content type='html'>&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/ALtK4u8tpYk?rel=0" title="YouTube video player" width="425"&gt;&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;ót&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ótimo debate que encontrei no blog &lt;a href="http://teismoracional.blogspot.com/" target="_blank"&gt;TEÍSMO RACIONAL&lt;/a&gt;. Espero que goste também.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8265214593946749220-5105600679680292464?l=porquecreio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquecreio.blogspot.com/feeds/5105600679680292464/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://porquecreio.blogspot.com/2011/03/william-lane-craig-x-austin-dacey.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265214593946749220/posts/default/5105600679680292464'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265214593946749220/posts/default/5105600679680292464'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquecreio.blogspot.com/2011/03/william-lane-craig-x-austin-dacey.html' title='William Lane Craig x Austin Dacey - LEGENDADO'/><author><name>Jonadabe Rios</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09620595583578169937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Yrx9HqXO5ug/TETrJj12R3I/AAAAAAAAAYA/JI2nts9q8bg/S220/of.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/ALtK4u8tpYk/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8265214593946749220.post-6420295379989996832</id><published>2011-03-20T15:07:00.000-07:00</published><updated>2011-03-20T15:07:53.265-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Catolicismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Islã'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Diversos'/><title type='text'>Testemunha do massacre da igreja de Bagdá, ocorrido em 31 de outubro de 2010</title><content type='html'>Já havia postado um video sobre esse massacre, mas só hoje vi esse testemunho de alguém que estava lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vídeo que me refiro é esse: &lt;a href="http://porquecreio.blogspot.com/2010/11/video-do-massacre-na-catedral-catolica.html"&gt;http://porquecreio.blogspot.com/2010/11/video-do-massacre-na-catedral-catolica.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fica aí registrado para nós, que negamos a Cristo por qualquer tentação:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/ali7Y6jrABQ?rel=0" title="YouTube video player" width="425"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8265214593946749220-6420295379989996832?l=porquecreio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquecreio.blogspot.com/feeds/6420295379989996832/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://porquecreio.blogspot.com/2011/03/testemunha-do-massacre-da-igreja-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265214593946749220/posts/default/6420295379989996832'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265214593946749220/posts/default/6420295379989996832'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquecreio.blogspot.com/2011/03/testemunha-do-massacre-da-igreja-de.html' title='Testemunha do massacre da igreja de Bagdá, ocorrido em 31 de outubro de 2010'/><author><name>Jonadabe Rios</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09620595583578169937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Yrx9HqXO5ug/TETrJj12R3I/AAAAAAAAAYA/JI2nts9q8bg/S220/of.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/ali7Y6jrABQ/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8265214593946749220.post-3073213657161155306</id><published>2011-03-09T09:26:00.000-08:00</published><updated>2011-03-09T09:27:06.103-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Catolicismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História'/><title type='text'>Pretextos da revolução protestante e sua refutação</title><content type='html'>Bom, já há algum tempo não chamo mais a "reforma" protestante de reforma. De fato ela não foi. Alias, vários protestantes hoje em dia também não chamam mais de reforma, e sim de revolução, como alguns hoje que pregam uma nova revolução protestante, quando criticam (com razão) o que as igrejas evangélicas se tornaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses dias encontrei na internet um texto bem interessante sobre a "reforma" protestante, e como já faz um tempo que não posto sobre nenhum assunto, resolvi colocar esse texto aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sugiro também a leitura do livro, que está&amp;nbsp;disponível&amp;nbsp;para download no link que será citado no final do texto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Pretexto&lt;/b&gt; - A Igreja Católica encontrava-se em uma fase de decadência. Os abusos proliferavam. A venda de cargos eclesiásticos, a vida de luxo em que vivia o alto clero, a corrupção de muitos prelados escandalizavam os fiéis. A reforma foi uma reação contra este estado de coisas, com o objetivo de restaurar a Igreja e restabelecer a sua simplicidade primitiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Refutação&lt;/b&gt; - Descontados todos os exageros apresentados por certos livros de História, lamentavelmente havia na época muitos abusos, e era grande a decadência dos costumes eclesiásticos. A par, aliás, de muita virtude e muita santidade. Entretanto, os historiadores modernos reconhecem que isto não foi verdadeiramente a causa da revolução protestante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdadeira reforma católica, e que corrigiu verdadeiramente os abusos existentes, teve início antes de Lutero começar a difundir os seus erros. Portanto, quando explodiu a Pseudo-reforma, as condições da Igreja haviam melhorado sensivelmente. Os verdadeiros reformadores católicos já haviam iniciado a sua obra regeneradora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ademais, a vida corrupta de Lutero e de outros falsos reformadores desmente essa alegação, pois de fato eles contribuíram para aumentar a decadência dos costumes, permitindo a introdução do divórcio e até autorizando a bigamia, além de abolir o celibato eclesiástico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente, o que os protestantes atacavam não eram os eventuais abusos, mas a própria instituição hierárquica do clero e o que a doutrina católica tinha de mais essencial. A doutrina de Lutero mostra bem que ele pregava uma nova religião, e não uma reforma na Igreja Católica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Pretexto&lt;/b&gt; - A Bíblia, palavra de Deus, era desconhecida dos fiéis. Os padres escondiam a Bíblia, para impor ao povo simples uma religião que não correspondia aos verdadeiros ensinamentos de Cristo, e assim conservar os seus privilégios pessoais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Refutação&lt;/b&gt; - Em qualquer época histórica, a Igreja recomenda aos fiéis cautela na leitura da Bíblia, dada a grande dificuldade de interpretação de certos textos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto entretanto não significa que naquela época os fiéis não pudessem ler os Livros Sagrados. Muito antes de Lutero, com o desenvolvimento da imprensa, a Bíblia era largamente difundida pelos vários países da Europa. Desde o aparecimento da imprensa até 1520, surgiram 156 edições da Bíblia am latim. Para atender ao público que não entendia o latim, foram feitas numerosas traduções para a língua vernácula. Entre 1466 e 1520 surgiram 22 edições da Bíblia traduzida para o alemão. A primeira tradução italiana surgiu em 1471; a holandesa em 1477; a francesa em 1487; e a espanhola em 1485. A tiragem de cada edição variava de 250 a 1600 exemplares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, a afirmação de que foram os protestantes que possibilitaram ao povo a leitura da Bíblia não passa de uma das muitas invenções criadas pelo ódio à Igreja Católica, sem qualquer fundamento histórico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Pretexto&lt;/b&gt; - A Religião, como aliás toda a sociedade humana, é fruto da economia. As grandes transformações econômicas do século XVI tiveram grandes repercussões no terreno religioso, dando origem à reforma protestante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Refutação&lt;/b&gt; - Essa tese corresponde à interpretação marxista da História. O materialismo histórico é que coloca a economia como sendo o eixo em torno do qual giram os acontecimentos humanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se esta tese fosse verdadeira, a reforma protestante deveria ter estourado na Itália, que era sem dúvida a mais "avançada" região européia da época. A Itália prosperava enormemente, e seus homens de negócio manobravam grande parte da economia de então. Basta lembrar o exemplo dos Médicis, para se ter uma idéia do desenvolvimento econômico da Península. A burguesia italiana era uma das mais prósperas e importantes do século XVI. Pelo contrário, a revolução protestante encontrou seus primeiros sucessos na Alemanha, menos desenvolvida economicamente naquele tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Convém lembrar ainda que os grandes homens de negócio, os que manobravam as grandes fortunas, até o século XVII eram em sua maioria católicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Pretexto&lt;/b&gt; - A reforma foi uma conseqüência da ambição dos príncipes alemães, que queriam apoderar-se dos bens da Igreja e subtrair-se à autoridade do Imperador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Refutação&lt;/b&gt; - É certo que a ambição dos príncipes alemães contribuiu poderosamente para a consolidação e expansão do protestantismo, como também é certo que alguns deles procuraram tirar vantagens políticas e econômicas da luta religiosa. Mas é historicamente certo também que a maioria dos príncipes que apoiaram Lutero agiu por razões religiosas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, a posição dos príncipes que apoiavam a revolução protestante não era tão cômoda como parece. Na Alemanha, por exemplo, os príncipes protestantes tiveram que travar uma guerra prolongada com o Imperador Carlos V. Portanto, apoiar os protestantes não era tão vantajoso assim. Inclusive corriam o risco de perderem os próprios bens, em caso de derrota.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, houve na mesma época príncipes católicos que, apesar de perseguir os protestantes, também confiscaram bens eclesiásticos, como foi o caso do Rei Francisco I, da França.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Pretexto&lt;/b&gt; - O protestantismo foi fruto da revolta das classes humildes contra as oligarquias eclesiásticas e civis dominantes na época.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Refutação&lt;/b&gt; - Esta tese pode ser refutada apenas pela demonstração de que havia protestantes em todas as classes sociais, desde os camponeses até a mais alta nobreza. A parte mais propulsora do protestantismo era precisamente a formada pelo alto clero, alta burguesia e alta nobreza. Basta citar o exemplo da Inglaterra, em que o Rei Henrique VIII, com o apoio do episcopado e da nobreza, levou toda a nação à apostasia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Pretexto&lt;/b&gt; - O Papa Leão X, com o objetivo de conseguir dinheiro para a construção da Basílica de São Pedro, iludia o povo ignorante com a venda de indulgências. Lutero revoltou-se contra isso e procurou esclarecer o povo. Em conseqüência, foi excomungado e expulso da Igreja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Refutação&lt;/b&gt; - Indulgência, no sentido mais amplo da palavra, significa perdão da culpa ou pena merecida. Em linguagem teológica tem sentido mais restrito, e significa o perdão da pena que se deveria sofrer no Purgatório pelos pecados já cometidos, e já perdoados quanto á culpa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deus, ao perdoar os pecados, pode reservar-lhe certa pena ou castigo a sofrer no Purgatório. Para evitar essa pena, temos dois modos: um é praticar boas obras na graça de Deus; o outro é alcançar indulgências. Por estas, a autoridade eclesiástica perdoa-nos no todo ou em parte essa pena, aplicando em nosso favor as satisfações de Cristo e dos santos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para lucrar as indulgências, além dos requisitos que prescreve quem as concede, é necessário estar na graça de Deus. A doutrina das indulgências sempre foi aceita e posta em prática na Igreja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Papa Leão X, para conseguir fundos para a construção da Basílica de São Pedro, concedeu uma indulgência plenária a quem, estando nas disposições necessárias para lucrar a indulgência, entregasse uma esmola para esse fim. Lutero, que não admitia a necessidade da cooperação do homem na obra da salvação, não aceitava a doutrina da Igreja sobre as indulgências. Pode ter havido abusos, mas foi contra a própria doutrina católica a respeito desse ponto que Lutero se revoltou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, a "questão das indulgências" foi mero pretexto para a revolta. Vários anos antes, Lutero já defendia e propagava idéias abertamente heréticas. Por detrás da questão das indulgências estava a negação de vários outros pontos doutrinários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.revolucao-contrarevolucao.com/verartigo.asp?id=26" target="_blank"&gt;http://www.revolucao-contrarevolucao.com/verartigo.asp?id=26&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8265214593946749220-3073213657161155306?l=porquecreio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquecreio.blogspot.com/feeds/3073213657161155306/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://porquecreio.blogspot.com/2011/03/pretextos-da-revolucao-protestante-e.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265214593946749220/posts/default/3073213657161155306'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265214593946749220/posts/default/3073213657161155306'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquecreio.blogspot.com/2011/03/pretextos-da-revolucao-protestante-e.html' title='Pretextos da revolução protestante e sua refutação'/><author><name>Jonadabe Rios</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09620595583578169937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Yrx9HqXO5ug/TETrJj12R3I/AAAAAAAAAYA/JI2nts9q8bg/S220/of.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8265214593946749220.post-7979570189086095662</id><published>2011-03-02T15:57:00.000-08:00</published><updated>2011-03-02T15:57:53.750-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Diversos'/><title type='text'>Brooke Fraser - C.S. Lewis Song</title><content type='html'>&lt;iframe title="YouTube video player" width="425" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/lWMBJ-sdft0?rel=0" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8265214593946749220-7979570189086095662?l=porquecreio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquecreio.blogspot.com/feeds/7979570189086095662/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://porquecreio.blogspot.com/2011/03/brooke-fraser-cs-lewis-song.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265214593946749220/posts/default/7979570189086095662'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265214593946749220/posts/default/7979570189086095662'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquecreio.blogspot.com/2011/03/brooke-fraser-cs-lewis-song.html' title='Brooke Fraser - C.S. Lewis Song'/><author><name>Jonadabe Rios</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09620595583578169937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Yrx9HqXO5ug/TETrJj12R3I/AAAAAAAAAYA/JI2nts9q8bg/S220/of.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/lWMBJ-sdft0/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8265214593946749220.post-130494228277332235</id><published>2011-02-17T06:20:00.001-08:00</published><updated>2011-02-17T06:20:51.199-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Catolicismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Diversos'/><title type='text'>Noite Escura - São João da Cruz</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;“Em uma noite escura&lt;br /&gt;De amor em vivas ânsias inflamada&lt;br /&gt;Oh! Ditosa ventura!&lt;br /&gt;Saí sem ser notada,&lt;br /&gt;Estando já minha casa sossegada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na escuridão, segura,&lt;br /&gt;Pela secreta escada, disfarçada,&lt;br /&gt;Oh! Ditosa ventura!&lt;br /&gt;Na escuridão, velada,&lt;br /&gt;Estando já minha casa sossegada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em noite tão ditosa,&lt;br /&gt;E num segredo em que ninguém me via,&lt;br /&gt;Nem eu olhava coisa alguma,&lt;br /&gt;Sem outra luz nem guia&lt;br /&gt;Além da que no coração me ardia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa luz me guiava,&lt;br /&gt;Com mais clareza que a do meio-dia&lt;br /&gt;Aonde me esperava&lt;br /&gt;Quem eu bem conhecia,&lt;br /&gt;Em lugar onde ninguém aparecia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oh! noite, que me guiaste,&lt;br /&gt;Oh! noite, amável mais do que a alvorada&lt;br /&gt;Oh! noite, que juntaste&lt;br /&gt;Amado com amada,&lt;br /&gt;Amada no amado transformada!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em meu peito florido&lt;br /&gt;Que, inteiro, para ele só guardava,&lt;br /&gt;Quedou-se adormecido,&lt;br /&gt;E eu, terna o regalava,&lt;br /&gt;E dos cedros o leque o refrescava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da ameia a brisa amena,&lt;br /&gt;Quando eu os seus cabelos afagava,&lt;br /&gt;Com sua mão serena&lt;br /&gt;Em meu colo soprava,&lt;br /&gt;E meus sentidos todos transportava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esquecida, quedei-me,&lt;br /&gt;O rosto reclinado sobre o Amado;&lt;br /&gt;Tudo cessou. Deixei-me,&lt;br /&gt;Largando meu cuidado&lt;br /&gt;Por entre as açucenas olvidado.”&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8265214593946749220-130494228277332235?l=porquecreio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquecreio.blogspot.com/feeds/130494228277332235/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://porquecreio.blogspot.com/2011/02/noite-escura-sao-joao-da-cruz.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265214593946749220/posts/default/130494228277332235'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265214593946749220/posts/default/130494228277332235'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquecreio.blogspot.com/2011/02/noite-escura-sao-joao-da-cruz.html' title='Noite Escura - São João da Cruz'/><author><name>Jonadabe Rios</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09620595583578169937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Yrx9HqXO5ug/TETrJj12R3I/AAAAAAAAAYA/JI2nts9q8bg/S220/of.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8265214593946749220.post-9101967556023246086</id><published>2011-02-16T07:00:00.000-08:00</published><updated>2011-02-16T07:00:28.365-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Catolicismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Diversos'/><title type='text'>Tiro no próprio pé... G. K. Chesterton</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-2kT_bKpWRJ4/TVvmQN-HZoI/AAAAAAAAAgc/QPn8fJPua9E/s1600/chesterton.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="193" src="http://1.bp.blogspot.com/-2kT_bKpWRJ4/TVvmQN-HZoI/AAAAAAAAAgc/QPn8fJPua9E/s200/chesterton.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Há homens que destroem a si mesmos e destroem a própria civilização se também puderem destruir essa fantástica história [a história do cristianismo].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse é o fato supremo e mais aterrador envolvendo a fé: que seus inimigos usarão qualquer arma contra ela, as espadas que cortam os próprios dedos e as lenhas que queimam as próprias casas. Homens que começam a combater a Igreja em benefício da liberdade e da humanidade terminam jogando fora a liberdade e a humanidade só para poderem com isso combater a Igreja. Não é exagero. Eu poderia encher um livro com exemplos disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sr. Blatchford iniciou, como um demolidor bíblico comum, querendo provar que Adão não teve culpa em seu pecado contra Deus; manobrando para defender essa ideia, ele admitiu, como mera questão secundária, que todos os tiranos, de Nero ao rei Leopoldo, não tiveram culpa em nenhum de seus pecados contra a humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conheço um homem que tem tal paixão por provar que ele não terá uma existência pessoal depois da morte que recorre à tese de que ele não tem uma existência pessoal agora. Invoca o budismo e diz que todas as almas desaparecem uma na outra. Para provar que não pode ir para o céu ele prova que não pode ir para a cidade de Hartle-pool.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conheci pessoas que protestavam contra a educação religiosa com argumentos contra qualquer tipo de educação, dizendo que a mente da criança deve crescer livre ou que os mais velhos não devem ensinar aos jovens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conheci pessoas que demonstraram que não poderia existir nenhum julgamento divino mostrando que não pode haver nenhum julgamento humano, nem mesmo em prol de objetivos práticos. Elas queimaram o próprio trigo para atear fogo à Igreja; destruíram as próprias ferramentas para destruí-la; qualquer pedaço de pau era bom para bater nela, mesmo que fosse o último pedaço de sua mobília desmantelada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não admiramos, mal desculpamos o fanático que destroça este mundo pelo amor do outro. Mas que devemos dizer do fanático que destroça este mundo por causa do ódio pelo outro? Ele sacrifica a própria existência da humanidade à não-existência de Deus. Oferece suas vítimas não para o altar, mas simplesmente para afirmar a inutilidade do altar e o vazio do trono. Ele está disposto a destruir até mesmo aquela ética primária pela qual todas as coisas vivem, em prol de sua estranha e eterna vingança contra alguém que jamais sequer viveu. E, no entanto, a coisa pende dos céus, incólume. Seus opositores só conseguem destruir tudo aquilo a que eles mesmos com justiça dão valor. Não destroem a ortodoxia; destroem apenas o sentido comum e político de coragem. Não provam que Adão não foi responsável perante Deus; como poderiam fazê-lo? Provam apenas (a partir de suas premissas) que o czar não é responsável perante a Rússia. Não provam que Adão não deveria ter sido punido por Deus; provam apenas que o patrão explorador mais próximo não deveria ser punido pelos homens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com suas dúvidas orientais sobre a personalidade, não nos dão certeza de que não teremos uma vida pessoal depois da morte; apenas nos dão certeza de que não teremos uma vida muito divertida ou completa aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é apenas verdade que a fé é a mãe de todas as energias deste mundo, mas é também verdade que os inimigos dela são os pais de toda a confusão do mundo. Os secularistas não destruíram coisas divinas; destruíram coisas seculares, se isso servir de algum conforto para eles. Os Titãs não escalaram o céu; mas devastaram o mundo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8265214593946749220-9101967556023246086?l=porquecreio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquecreio.blogspot.com/feeds/9101967556023246086/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://porquecreio.blogspot.com/2011/02/tiro-no-proprio-pe-g-k-chesterton.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265214593946749220/posts/default/9101967556023246086'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265214593946749220/posts/default/9101967556023246086'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquecreio.blogspot.com/2011/02/tiro-no-proprio-pe-g-k-chesterton.html' title='Tiro no próprio pé... G. K. Chesterton'/><author><name>Jonadabe Rios</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09620595583578169937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Yrx9HqXO5ug/TETrJj12R3I/AAAAAAAAAYA/JI2nts9q8bg/S220/of.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-2kT_bKpWRJ4/TVvmQN-HZoI/AAAAAAAAAgc/QPn8fJPua9E/s72-c/chesterton.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8265214593946749220.post-8476546197642001248</id><published>2011-02-08T06:07:00.000-08:00</published><updated>2011-02-08T06:07:54.631-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Catolicismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comentários'/><title type='text'>Imagens: outras perspectivas.</title><content type='html'>Esse comentário foi feito por Marcos Biancardi em um tópico sobre a suposta idolatria dos católicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://porquecreio.blogspot.com/2010/07/os-catolicos-sao-idolatras-porque-quero.html" target="_blank"&gt;Quem se interessar pode ver aqui.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Achei bem interessante (por isso decidi postá-lo aqui), pois, além da acusação ser algo já ultrapassado e que já deveria ser superada há muito tempo, às vezes deixamos de lado outros aspectos interessantes do que são imagens e para que servem. Isso acontece quando nos limitamos a controvérsias como a "idolatria", que é uma das famosas falsas acusações que fazem aos católicos, pelo menos aqui no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segue parte do comentário:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #073763;"&gt;[...] creio que caberia também notar que o conceito de idolatria a imagem também pode ultrapassar a discussão imediata do objeto, seja de veneração ou adoração, o que se chama de imagem. De fato, se ampliarmos um pouco o campo de análise e conteúdo das coisas veremos que a definição de imagem pode e está contida também na formação das palavras e da fala e, de todas as falas em todas as línguas de todas as épocas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #073763;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #073763;"&gt;Assim, as palavras formadas pelos sons, pelos fonemas, representam sempre uma imagem que a ela palavra corresponde e, a própria sentença literal obedecerá também a essa lógica e realidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #073763;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #073763;"&gt;Ora, a própria Bíblia está repleta de imagens, de cenas, de milagres, de revelações que nos veem pelas palavras, frutos de imagens. Então, de modo rápido é fácil entender que a palavra é imagem para explicar o que se quer dizer.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #073763;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #073763;"&gt;Outras maneiras de representar pela escrita são os hieróglifos, ideogramas e assemelhados. Todas essas formas dispõem de imagens para falar de fatos, de conceitos, de idéias, do abstrato. Tudo é imagem. Somente Deus, o Senhor, não o é! Até mesmo, quando ficamos a escravizar - modo de dizer - nossa fé àquilo que cremos, estamos a praticar uma forma de idolatria, isto é, damos forma à fé e essa forma se baseia numa idéia particular, numa idéia que tem conteúdo no que cremos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #073763;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #073763;"&gt;Por outro lado, dever-se-ia ainda considerar que o cristianismo utilizou-se sempre sabiamente do que cada época pode oferecer e do que cada época era capaz de operar para entender a mensagem de Cristo e, nem todas as épocas tiveram a chance de ter à sua disposição a palavra escrita como domínio público. Sequer escolas haviam, elas foram disseminadas pela Igreja na Idade Média e, mais ainda, nem livros e nem bibliotecas e tudo o mais.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #073763;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #073763;"&gt;Assim, a imagem passou a fazer parte do mundo da educação e da transmissão dos conhecimentos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #073763;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #073763;"&gt;Por fim, considerar que Cristo Jesus é Deus e Deus que se fez carne e habitou entre nós é considerar também o o Indizível tomou forma e substância fazendo-se homem e, como homem, pode ser representado pela imagem do homem e como imagem de nós mesmos. Jesus teve pele, olho, cabelos, sangue e, chorou e sofreu e morreu e foi ressurreto ao Pai, ao Eterno, ao Inominável! Então, tudo o que é nominável o é também , por conseqüência do que é: imagem!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #073763;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #073763;"&gt;Enfim, não dá prá ficarmos, nós cristãos, presos a essa discussão que já deveria ter sido superada e, ao invés disso, vermo-nos como um só e mesma crença e fé. Mais ainda, olhar a cristandade a partir da sua origem e a ela estar vinculada para sempre, sob o trono de Pedro e sob a direção da única e verdadeira Igreja.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8265214593946749220-8476546197642001248?l=porquecreio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquecreio.blogspot.com/feeds/8476546197642001248/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://porquecreio.blogspot.com/2011/02/imagens-outras-perspectivas.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265214593946749220/posts/default/8476546197642001248'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265214593946749220/posts/default/8476546197642001248'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquecreio.blogspot.com/2011/02/imagens-outras-perspectivas.html' title='Imagens: outras perspectivas.'/><author><name>Jonadabe Rios</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09620595583578169937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Yrx9HqXO5ug/TETrJj12R3I/AAAAAAAAAYA/JI2nts9q8bg/S220/of.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8265214593946749220.post-6852366062718081317</id><published>2011-02-05T10:14:00.000-08:00</published><updated>2011-02-05T10:14:36.988-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Antigo Testamento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Judaismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jesus'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História'/><title type='text'>Jesus cumpriu a Lei? parte 3</title><content type='html'>A Mishná e o Talmude apresentam, como se ensina habitualmente, uma abordagem legal da Lei. Isto é geralmente verdadeiro no que diz respeito ao detalhe, mas não se aplica necessariamente quando está em jogo uma compreensão radical. Talvez o exemplo mais marcante figure na tentativa de R. Simlai, no terceiro século (bMak. 24ª), de reduzir a um único, em estágios sucessivos e em termos exclusivamente não haláhicos, os diversos mandamentos de Moisés:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Foram dados a Moisés seiscentos e treze mandamentos ... Veio Davi e os reduziu a onze. Ois está escrito: Salmo de Davi. Senhor, quem pode hospedar-se em tuas tendas? Quem pode habitar em teu monte sagrado? (1) Quem anda com integridade (2) e pratica a justiça (3) e fala a verdade no coração (4) e não calunia com sua língua (5) e não faz mal a seu próximo (6) e não difama seu vizinho (7) despreza o ímpio com o olhar (8) mas honra aos que temem o Senhor(9) é responsável por seus juramentos sem se retratar (10) não empresta dinheiro com usura, (11) nem aceita o suborno contra o inocente. Aquele que assim fizer jamais vacilará, (Sl 15,1-5) ... Veio Isaías e reduziu os mandamentos a seis, como está escrito; (1) Aquele que pratica a justiça (2) e fala o que é reto; (3) despreza o ganho da opressão, (4) recusa-se a aceitar suborno, (5) tampa os ouvidos para não ouvir falar em crimes de sangue, (6) e fecha os olhos para não ver o mal (Is 33,15) ... Veio Miquéias e os reduziu a três, como está escrito: O Senhor te mostrou, ó homem, o que é bom e o que o Senhor exige de ti: 91) apenas praticar a justiça, (2) e amar a bondade, (3) e caminhar humildemente com teu Deus (Mq 6,8)... Veio novamente Isaías e os reduziu a dois, como está escrito: Assim diz o Senhor: (1) Praticai a justiça (2) observai o que é direito. Veio Amós e reduziu a um, como está escrito: Assim falou o Senhor à casa de Israel: procurai-me e vivereis (Am 5,4).&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Enquanto os sábios rabínicos são retratados como especialistas práticos nos detalhes mais finos daquilo que é proibido ou permitido, melhor dizendo, a maneira correta de implementar a Torá, e apenas menos frequentemente como moralistas ou teólogos, o traço mais importante na atitude de Jesus é uma preocupação abrangente com o propósito final da Lei que ele percebia, de forma primária, como essencial e positiva, não como uma realidade jurídica mas como uma realidade ético-religiosa, revelando o que pensava ser o comportamento justo e divinamente ordenado para com os homens e para com Deus. [48]&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8265214593946749220-6852366062718081317?l=porquecreio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquecreio.blogspot.com/feeds/6852366062718081317/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://porquecreio.blogspot.com/2011/02/jesus-cumpriu-lei-parte-3.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265214593946749220/posts/default/6852366062718081317'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265214593946749220/posts/default/6852366062718081317'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquecreio.blogspot.com/2011/02/jesus-cumpriu-lei-parte-3.html' title='Jesus cumpriu a Lei? parte 3'/><author><name>Jonadabe Rios</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09620595583578169937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Yrx9HqXO5ug/TETrJj12R3I/AAAAAAAAAYA/JI2nts9q8bg/S220/of.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8265214593946749220.post-4831712226238524804</id><published>2011-01-28T08:31:00.000-08:00</published><updated>2011-01-28T08:43:55.776-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Catolicismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cristianismo'/><title type='text'>10 coisas que muitos protestantes não sabem, mas deveriam saber.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Yrx9HqXO5ug/TULvX8qXaFI/AAAAAAAAAgU/xiPJ8YBArVU/s1600/luther.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="152" src="http://1.bp.blogspot.com/_Yrx9HqXO5ug/TULvX8qXaFI/AAAAAAAAAgU/xiPJ8YBArVU/s200/luther.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;1 - &lt;a href="http://porquecreio.blogspot.com/2010/07/os-catolicos-sao-idolatras-porque-quero.html" target="_blank"&gt;Os católicos não adoram imagem&lt;/a&gt;. Quem adora qualquer coisa ou pessoa que não seja Deus automaticamente deixa de ser católico. A crença na intercessão dos santos é ensinada na Bíblia e pela tradição primitiva, ao contrário do que alguns pensam (alias, há alguns protestantes que admitem a intercessão, ou, pelo menos, essa possibilidade sem contradizer os ensinos básicos cristãos). As imagens não são nada mais que uma forma de ou relembrar, ou representar algo além delas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 - Nós não colocamos Maria acima de Jesus Cristo nem da Santíssima Trindade. Alias, a maioria dos títulos atribuidos a ela, em seu cerne, dão as glorias a Deus por sua obra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3 - Sinto dizer, mas em nenhum lugar da própria Bíblia há o ensino de que "devemos seguir somente a Bíblia".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4 - &lt;a href="http://porquecreio.blogspot.com/2010/06/historia-dos-escritos-neotestamentarios.html" target="_blank"&gt;Não existe Bíblia sem Igreja&lt;/a&gt;. A Bíblia foi escrita pela Igreja (pelos apóstolos e membros das comunidades cristãs, ou seja a Igreja), preservada por Ela, e reunida em um canon por esta Igreja. Por esses, e outros motivos, ninguém além dessa Igreja está autorizado a fazer uma lista de livros sem que estejam contrariando as doutrinas cristãs e o fundamento posto por Cristo. Apesar de já existir os livros do Velho Testamento, eles não eram suficientes para os cristãos, afinal, se fossem não se precisaria escrever novos livros para o chamado Novo Testamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5 -&lt;a href="http://porquecreio.blogspot.com/2010/11/igreja-catolica-adicionou-os-livros-no.html" target="_blank"&gt; A Igreja Católica não adicionou os livros deuterocanonicos por causa da reforma&lt;/a&gt;. A história primitiva sempre evidenciou a utilização desses livros, e ainda há biblias anteriores a reforma em que tais livros eram utilizados. O que aconteceu foi exatamente o contrário, os protestantes acabaram retalhando a Bíblia por sua conveniencia e pra poder criticar, obstinadamente, a Igreja. O interessante é que os protestantes foram convidados para participar do Concílio de Trento, e a participar ativamente podendo argumentar e dar opiniões, mas se recusaram. Por que será? Deixo o bom senso de cada um responder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;6 - &lt;a href="http://porquecreio.blogspot.com/2010/12/igreja-de-cristo-pode-ser-protestante.html" target="_blank"&gt;A Igreja não é algo subjetivo e a Igreja não é cada um de nós&lt;/a&gt;. A Igreja é algo como um organismo que se desenvolve, um organismo visível e invisível, formado por membros visíveis (os cristãos vivos) e invisíveis (Jesus e os cristãos que já estão com Ele). Por isso os cristãos primitivos sempre creram na comunhão visível e invisível dos santos, evidenciando a intercessão. A Igreja também não é cada um de nós, pois seria sem sentido. Jesus afirmou que cada pessoa é membro do corpo, simbolizando a Igreja, onde um não é independente do outro e que Jesus é o cabeça. Afirmar o contrário é, até mesmo, tirar a autoridade de Jesus como o cabeça da Igreja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7 - Assim como a Igreja é algo como um organismo vivo, se parte desse organismo é arrancado, tal parte apodrece, cria vermes, e morre. Pensem nisso quando forem defender a reforma que, em vez de união, só fez causar divisões e mais divisões (ao contrário de todo ensinamento de união de Jesus Cristo). Nem mesmo os primeiros reformadores concordaram entre si, ou seja, foi uma divisão causada por gente que já era dividida. Para terem idéia, vários dos famosos reformadores viviam ofendendo um ao outro com termos perjorativos, como chamar de endemoniados. &lt;a href="http://porquecreio.blogspot.com/2010/08/os-castelos-de-areia.html" target="_blank"&gt;Bela reforma essa!&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8 - Essa não é para todos os protestantes: A essencia da mensagem cristã não é nada disso do que fizeram. Nada desse "reboliço" ou histeria. Por conta de tais movimentos, alguns pentecostais mas a maioria neopentecostais, as pessoas acabaram por esquecer do que realmente é cristianismo (muitos deles, por conta de acreditarem muito nesses movimentos, acabam por sofrer lavagem cerebral).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9 - Essa também não é para todos: Os católicos são sim cristãos. Não adianta considerar o contrário, pois as evidencias são fortissimas. Os que pensam o contrário "sabem" da Igreja apenas por preconceito e mitos criados e que foram espalhados. Uma "reforma" (que disforma) que precisa inventar mentiras pra poder se dizer verdadeiro pode ser considerado algo de Deus?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10 - Só pra lembrar: Jesus afirmou que as portas do inferno não prevalecerão contra a sua Igreja. Ao afirmar que a Igreja foi corrompida ao ponto que deve retirar-se dela criando novos e novos movimentos, é dizer, mesmo que inconscientemente, que Jesus se enganou. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem quisar apresentar mais coisas que muitos protestantes não sabem, mas deveriam saber, é só comentar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8265214593946749220-4831712226238524804?l=porquecreio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquecreio.blogspot.com/feeds/4831712226238524804/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://porquecreio.blogspot.com/2011/01/10-coisas-que-muitos-protestantes-nao.html#comment-form' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265214593946749220/posts/default/4831712226238524804'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265214593946749220/posts/default/4831712226238524804'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquecreio.blogspot.com/2011/01/10-coisas-que-muitos-protestantes-nao.html' title='10 coisas que muitos protestantes não sabem, mas deveriam saber.'/><author><name>Jonadabe Rios</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09620595583578169937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Yrx9HqXO5ug/TETrJj12R3I/AAAAAAAAAYA/JI2nts9q8bg/S220/of.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Yrx9HqXO5ug/TULvX8qXaFI/AAAAAAAAAgU/xiPJ8YBArVU/s72-c/luther.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8265214593946749220.post-5209363852580498411</id><published>2011-01-25T08:42:00.000-08:00</published><updated>2011-01-25T08:42:08.701-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Deus'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Religiões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cristianismo'/><title type='text'>Precisamos de algum conhecimento de 2 mil anos atrás que não podemos fazer melhor hoje?</title><content type='html'>Me deparei com esta pergunta em um comentário aqui no blog, que, segundo quem comentou, é a pergunta que devemos fazer. A primeira coisa que pensei é que parece que muita gente se importa mesmo é com perguntas e respostas rápidas e fáceis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É bom notar que tal pessoa já pressupõe algumas coisas. (1) Que o conhecimento atual sobre qualquer assunto que seja é melhor do que o antigo, (2) e por isso podemos dar melhores explicações sobre as questões ultimas da vida com o conhecimento atual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha resposta a essa pergunta é que se as evidencias apontarem para a veracidade de tal conhecimento, então sim, precisamos, e muito. Caso contrário, não precisamos desse conhecimento, ou necessitamos dele da mesma forma de todos os outros tipos de conhecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O conhecimento que supostamente foi ensinado por Jesus Cristo, não é um tipo de conhecimento como outros, feitos por meios de pensamentos e questionamentos filosóficos. Segundo Jesus, o tipo de conhecimento ensinado ao mundo é um conhecimento [revelado] diretamente pelo Pai ao Filho (Jesus), de modo que, sozinhos e tateando, nunca conseguiríamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa revelação não foi meramente um conjunto de ensinamentos filosóficos e morais, como alguns parecem crer, mas algo que supostamente pode mudar a vida de cada pessoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que se fosse apenas outros tipos de conhecimentos não revelados, como os de vários outros lideres religiosos e filósofos, realmente não precisaríamos. A maioria delas dizem praticamente a mesma coisa: devemos ser bons, amar ao próximo e fazer boas obras (normalmente diferem do que seriam tais boas obras). Outras afirmam que devemos se desapegar ao mundo material, pois ele é mau ou é uma ilusão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poderíamos, então, a partir daí, observar a lógica de cada ensino e seguir o que consideramos mais coerente, ou seguir o que consideramos coerente em todas essas cosmovisões formando mais uma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas segundo o conhecimento supostamente revelado por Jesus, nós estamos caídos. Nós estamos distantes de Deus, e nossas obras não podem nos levar de volta Àquele que nos faz totalmente humanos, pois é a razão de nossa vida. Presos por nossas próprias más vontades, não desejávamos amar a Deus, e, sozinhos, não tinha como ser reconciliados com Ele. Toda a criação estava caída, sujeita a morte e ao pecado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, o próprio Deus interveio em nossa história. Ele não deixaria sua criação se corromper cada vez mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jesus foi o ponto central nessa nossa história. Ele não só nos deixou uma filosofia de vida supostamente verdadeira, mas ressuscitou dos mortos para cumprir a promessa divina de que não deixaria sua criação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não só a nova criação do mundo, mas do ser humano. Nós podemos nascer de novo e sermos considerados filhos de Deus. Podemos nos reconciliar com o Senhor do Universo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, se isso for verdade, então realmente precisamos de tal conhecimento. Não por ser um conhecimento como qualquer outro, mas por ser algo que pode mudar totalmente a nossa vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessa forma, não penso que a pergunta principal seja se precisamos de algum conhecimento antigo que não podemos fazer melhor hoje, pois não podemos fazer o que essa suposta revelação nos mostra, e sim outra pergunta: como posso saber se os acontecimentos há cerca de 2 mil anos referentes a Jesus foram verdadeiros?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos que já fizeram essa pergunta, acrescento outra: você tem feito sua busca com sinceridade?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8265214593946749220-5209363852580498411?l=porquecreio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquecreio.blogspot.com/feeds/5209363852580498411/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://porquecreio.blogspot.com/2011/01/precisamos-de-algum-conhecimento-de-2.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265214593946749220/posts/default/5209363852580498411'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265214593946749220/posts/default/5209363852580498411'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquecreio.blogspot.com/2011/01/precisamos-de-algum-conhecimento-de-2.html' title='Precisamos de algum conhecimento de 2 mil anos atrás que não podemos fazer melhor hoje?'/><author><name>Jonadabe Rios</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09620595583578169937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Yrx9HqXO5ug/TETrJj12R3I/AAAAAAAAAYA/JI2nts9q8bg/S220/of.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8265214593946749220.post-6459359030436912435</id><published>2011-01-22T21:00:00.000-08:00</published><updated>2011-01-22T21:00:15.089-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Deus'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Diversos'/><title type='text'>O Sol se levanta todas as manhãs.</title><content type='html'>Um video muito interessante, com um trecho do livro "Ortodoxia".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chesterton é um dos melhores escritores que conheço, talvez o melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além de suas idéias incriveis, a forma que dá segmento ao texto é muito boa, apesar de nem sempre ser fácil entendê-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A biografia de Chesterton se encontra &lt;a href="http://porquecreio.blogspot.com/2010/09/biografia-de-g-k-chesterton.html" target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" class="youtube-player" frameborder="0" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/ITUArebJxRc" title="YouTube video player" type="text/html" width="425"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8265214593946749220-6459359030436912435?l=porquecreio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquecreio.blogspot.com/feeds/6459359030436912435/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://porquecreio.blogspot.com/2011/01/o-sol-se-levanta-todas-as-manhas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265214593946749220/posts/default/6459359030436912435'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265214593946749220/posts/default/6459359030436912435'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquecreio.blogspot.com/2011/01/o-sol-se-levanta-todas-as-manhas.html' title='O Sol se levanta todas as manhãs.'/><author><name>Jonadabe Rios</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09620595583578169937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Yrx9HqXO5ug/TETrJj12R3I/AAAAAAAAAYA/JI2nts9q8bg/S220/of.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/ITUArebJxRc/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8265214593946749220.post-415057968372267285</id><published>2011-01-22T04:40:00.000-08:00</published><updated>2011-01-22T04:40:43.919-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Antigo Testamento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Bíblia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Judaismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jesus'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cristianismo'/><title type='text'>Jesus cumpriu a Lei? Pate 2</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Yrx9HqXO5ug/TTrQDQXNjAI/AAAAAAAAAgM/OOcldOOnxGs/s1600/icone.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_Yrx9HqXO5ug/TTrQDQXNjAI/AAAAAAAAAgM/OOcldOOnxGs/s1600/icone.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;Jesus e as leis morais&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A devoção filial&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;A maior parte do ensinamento de Jesus em matéria ética se prende a uma interpretação direta ou indireta do Decálogo. Sua adesão implícita ao quinto mandamento manifesta-se em suas admoestações quanto à irreligiosidade, dirigidas a um grupo de fariseus em Jerusalém ou a escribas que visitavam a Galiléia (Mc 7,1; Mt 15,10). Eles são acusados de terem elevado o cumprimento de um voto que requeria uma doação ao Templo, regra tradicional conhecida como qorban, acima do dever de prestar assistência aos pais, embora este último derive de uma injunção divina “Honra teu pai e tua mãe” (Ex 20,12; Dt 5,16). [21]&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;De qualquer modo, e apesar da ênfase habitual de Jesus ao caráter essencial dos Dez Mandamentos, não se pode negar que lhe são atribuídas três afirmações que não são de todo consoantes com a devoção filial. Assim, ele proclama que ouvir a palavra de Deus tem precedência sobre o mero parentesco natural, e também que a mãe e irmãos não ocupam lugar especial quando se trata de pregar o Reino do céu. Assim, Jesus declara:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;i&gt;Quem cumprir a vontade de Deus é meu irmão, minha irmã e minha mãe (Mc 3,35; cf Mt 12,50)&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Minha mãe e meus irmãos são aqueles que ouvem a palavra de Deus e a obedecem (Lc 8,210.&lt;/i&gt;&lt;/blockquote&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Do mesmo modo, assim como no pensamento rabínico o respeito ao mestre quase se iguala ao respeito ao céu (mAb. 4,12), de acordo com Jesus, um mestre reconhecido como mensageiro de Deus deve ter precedência sobre a família. Ou, segundo as densas formulações de Lucas, que são provavelmente as expressões originais de Q, comparadas com a versão mais serena de Mateus, onde a expressão “amar mais” é substituída por “odiar”:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;i&gt;Se alguém vier a mim e não odiar seu próprio pai e mãe e mulher e filhos, irmãos, irmãs e até a própria vida, não pode ser meu discípulo (Lc 14,26; Mt 10,37).&lt;/i&gt;&lt;/blockquote&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Embora estes dois pronunciamentos possam ser lidos como irremediavelmente em conflito com a devoção devida aos pais, é uma terceira – igualmente atribuída a Q e geralmente reconhecida como declaração genuína de Jesus – que se tornou, emm anos recentes, a principal fonte a partir da qual os pesquisadores se esforçam em deduzir que Jesus desobedecia a um dos preceitos básicos da Torá. Trata-se da ordem notória dirigida a um homem que desejava tornar-se discípulo mais se sentia impedido de seguir Jesus até que pudesse enterrar seu pai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;i&gt;Disse [Jesus] a outro: “segue-me”. Este respondeu: “Permite-me ir primeiro enterrar meu pai”. “Deixa que os mortos enterrem seus mortos; quanto a ti, vai anunciar o Reino de Deus”. (Lc 9,59-60; Mt 8,21-22).&lt;/i&gt;&lt;/blockquote&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Uma opinião comum entre os exegetas do Novo Testamento, que as palavras de Jesus não só pareceram chocantes a seus contemporâneos mas também que, efetivamente, elas ab-rogavam a Torá. Já que esta opinião foi exposta não só pelos estudiosos da velha escola, mas mesmo por um escritor de profundos conhecimentos e também simpatizante quanto aos estudos judaicos e ao judaísmo como E. P. Sanders, ela merece ser considerada seriamente. [22]&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Colocando o “Segue-me” de Jesus em relação ao dever mais fundamental, sólida e universalmente atestado no judaísmo e fora dele, de assegurar que pai ou mãe mortos recebam um enterro reverente, Sanders é levado, ao fim de um exame minucioso, a formular uma “modesta conclusão”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;i&gt;Ao menos por uma vez Jesus quis dizer que acompanhá-lo se sobrepunha às exigências da devoção e da Torá. Isto pode mostrar sua disposição, caso necessário, de desafiar a adequação do ensinamento mosaico. (J &amp;amp;J, 225).&lt;/i&gt;&lt;/blockquote&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;O que Sanders e seus colegas consideram é o caso de um homem cujo pai acabara de morrer e a quem Jesus ordena de juntar-se a ele e aos seus discípulos imediatamente, sem esperar as poucas horas necessárias para preparar e executar os rituais fúnebres que deveriam acontecer no mesmo dia da morte, antes do anoitecer, mesmo no caso de criminosos executados (Dt 21,23). Sanders distingue dois impulsos no pronunciamento, um positivo e o outro negativo. O primeiro, “o chamado ao discipulado ... que tem precedência sobre outras responsabilidades” (J &amp;amp; J, 253), é considerado no contexto do Evangelho como lógico e compreensível por si mesmo. O segundo, entretanto, tem implicações mais profundas que são usualmente negligenciadas, tal como determinar se a “desobediência às prescrições quanto aos deveres fúnebres a serem prestados ao pai ou à mãe constitui efetivamente uma desobediência a Deus” (IBID).&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Tal dicotomia é, creio, muito desnorteadora. Como anteriormente, defrontamo-nos com um conflito entre prescrições: deve-se ao mesmo tempo honrar (e logo enterrar) o pai, e estar pronto para se devotar à rápida realização do Reino de Deus; este é o problema real, e não uma simples afiliação ao grupo dos discípulos de Jesus. No caso destes deveres conflitantes, a responsabilidade pela inevitável “desobediência” a um dos preceitos pode ser unicamente atribuída a Deus. [23]&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Quanto à escolha a ser feita para a solução do dilema, os exemplos dados acima, bem como todo o ensinamento de Jesus referente ao Reino, não nos deixa em nenhuma dúvida sobre onde, em sua opinião, deveria se encontrar a prioridade. Se, neste contexto, o “movimento negativo” tenha sido sentido conscientemente, o evangelista poderia ter tratado dele na forma de um questionamento hostil. Porém não o fez.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Dito isto, e tendo reconhecido que o “movimento positivo” da declaração faz sentido, ainda me pergunto se a compreensão literal do episódio – o chamado de Jesus a um homem que tinha acabado de perder o pai – deveria ser aceito como evidente por si só. Porque, apesar da ausência de detalhes circunstanciais tanto em Lucas quanto em Mateus, a presumida realidade do diálogo requer um contexto válido, do ponto de vista histórico e psicológico.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Provavelmente o homem não era um desconhecido, abruptamente interpelado por Jesus; de fato Mt 8,21 o identifica como um “discípulo. Mas o que estava fazendo este homem entre os seguidores de Jesus quando deveria estar se ocupando com assuntos fúnebres, já que seu pai deveria ser enterrado dentro de poucas horas? Poderia ocorrer que as palavras do discípulo tivessem um significado menos direto? Acaso, de maneira levemente confusa e tímida, ele tencionasse sugerir que não desejava seguir Jesus imediatamente, e usou seu eventual dever filial de enterrar o pai (velho e doente?) como uma desculpa para a proscrastinação, a resposta cortante de Jesus não surpreenderia ninguém. Deixem os mortos (isto é, os outros membros de tua família que não demonstraram nenhum interesse em procurar a vida do Reino de Deus0 cuidar de seus mortos. [24]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo admitindo que esta exegese não possa ser considerada imperativa, ela certamente proporciona um sentido não menos satisfatório, e provavelmente mais, que as interpretações comumente sustentadas. Não é necessário dizer, ela nos liberta da falsa pista do desafio de Jesus quanto à “adequação do ensinamento mosaico, ou, mais exatamente e mesmo incrivelmente, à validade do Decálogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- As assim chamadas antíteses&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;O Sermão da Montanha contém 6 seções (ou cinco, se as máximas sobre o adultério e divórcio forem tomadas como uma seção) nas quais uma lei bíblica, introduzida pela expressão, “ouvistes o que foi dito aos homens antigamente”, ou simplesmente “ouvistes o que foi dito”, é contrastada pela declaração de Jesus “mas eu vos digo”. As palavras em questão estão preservadas nesta forma apenas pelo evangelista Mateus. A atitude dos pesquisadores em relação a elas varia: sua autenticidade, completa ou parcial, é reconhecida por alguns, porém questionada por outros. Curiosamente, os julgamentos críticos são freqüentemente baseados nas razões mais inesperadas. As antíteses são consideradas genuínas por pesquisadores que nelas descobriram munição para suas teses “antijudaicas”, ou seja, que Jesus rejeitou a Torá, enquanto alguns deles que adotam uma posição “pró-judaica” as declaram inautênticas porque refletem um retrato de Jesus não suficientemente distinto do de um fariseu. [25]&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;De nossa perspectiva, a autenticidade verbal realmente não importa se pudermos nos certificar que a essência do ensinamento pode ser seguramente atribuída a Jesus. Em outras palavras, estamos mais interessados na mensagem [ad sensum] do que nas[ ipsissima verba] do mensageiro. Além disso, a principal tarefa é determinar a atitude de Jesus para com a Torá; a efetiva inclinação doutrinal revelada nessas passagens será investigada mais tarde, no decorrer de nossa tentativa de delinear o retrato da personalidade religiosa de Jesus (cf. o cap. 7 do Livro).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jesus e o homicídio (Mt 5, 21-26) – A forma desta declaração e das que seguem é muito particular e sem paralelo quer no Novo Testamento quer em nenhuma outra parte na antiga literatura judaica. A formula “Ouvistes, etc.” introduz uma citação do Pentateuco, “Não matarás” (Ex 20,13; Dt 5,7) a qual aqui (como em Mt 5,43) um suplemento parafrástico, do tipo Targum é acrescentado: “e quem matar terá de responder no tribunal”. A assim chamada antítese não deve ser compreendida, em seu significado verdadeiro, como uma contradição. Não é relatado que Jesus, após a expressão solene “eu porém vos digo”, afirmastes que o homicídio é permissível ou mesmo obrigatório, mas que “todo aquele que se encolerizar contra seu irmão terá de responder no tribunal”. Ele antecipa, em outras palavras, a possibilidade de homicidio ao condenar sua principal causa, interna, a cólera, que pode primeiramente levar a insultos verbais e em seguida à viol~encia física. A correção deste raciocínio é reforçada pelo modelo rabínico. Uma linha similar de raciocínio, formulada explicitamente e por meio de citações da escritura, figura o midrash tanaítico, Sifre de Dt 19, 10-11 (186-7):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;i&gt;Para que sangue inocente não seja derramado ... e assim a culpa do derramamento de sangue recairá sobre ti ... Mas se um homem odeia seu vizinho, o espera no caminho e o ataca ... A este respeito foi dito; Um homem que transgredir um mandamento leve acabara por transgredir um mandamento passado. Se transgredir Amarás o teu próximo como a ti mesmo (Lv 19,18), acabará por transgredir Não te vingarás e não guardarás rancor (IBID) e Não odiarás teu irmão (Lv 19,17), e Que teu irmão posa viver a teu lado (Lv 25,36) até quando ele derramar sangue. [26]&lt;/i&gt;&lt;/blockquote&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;A panacéia prescrita por Jesus para neutralizar sentimentos de hostilidade e eliminar suas conseqüências é uma reconciliação rápida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;i&gt;Portanto, se estiveres para trazer tua oferenda ao altar e ali te lembrares do que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa tua oferenda diante do altar e vai primeiro reconciliar-te com teu irmão e depois virás apresentar tua oferenda. Reconcilia-te logo com aquele que te acusa ... (Mt 5,23-25)&lt;/i&gt;&lt;/blockquote&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Como estas palavras de Jesus e outras parecidas puderam ser compreendidas como equivalentes a “destruir a letra da Lei” nas palavras de Ernst Kasemann, não pode ser explicado apenas em bases de pesquisa. [27]&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Incidentalmente, as antíteses de Jesus não diferem, do ponto de vista estrutural, daquelas que, segundo Mc 7,19-13 (Mt 15, 4-6), se diz que os fariseus expuseram sua doutrina a propósito do qorban “Moisés disse ... vós porém dizeis” (Mc) ou, mesmo com mais força, “Deus ordenou ... vós porem dizeis” 9Mt). Não é necessário dizer que é possível debater a natureza dos contrastes em questão, mas aqui a questão central é que, se o ensinamento de Jesus “destrói a letra da Lei”, o ensinamento dos fariseus parece fazer o mesmo, o que é, realmente, um contra-senso. [28]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jesus sobre o adultério (Mt 5,27-300 – Assim como a cólera deve ser evitada ou controlada antes que leve ao homicídio, olhar uma mulher com desejo sexual deveria ser igualmente evitado não só porque leva ao adultério mas porque o próprio pensamento equivale ao adultério, Mas uma vez, a Torá (Ex 20-14; Dt 5,17) é reforçada e como que protegida ao invés de ser declarada obsoleta por implicação.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Ao identificar a culpa incorrida através da imaginação com a que corresponde ao próprio ato, Jesus reflete a visão religiosa básica distinta da legal, do judaísmo rabínico contemporâneo e posterior. As expressões “cobiçar com os olhos”, “caminhar com o coração cheio de pecado e olhos cobiçadores”, “seguir a inclinação da culpa e com olhos cobiçadores” para significar a fonte radical da ação pecaminosa, são familiares aos leitores dos Pergaminhos do Mar Morto (1QpHab 5,7; 1QS 1,6; 11QTS 59,4). A mesma perspectiva, expressa em termos gerais, é também testemunhada por Flávio Josefo quando escreve no seu sumário da lei mosaica em Contra Apionem (ii. 183): “Para nós ... a única sabedoria, a única virtude consiste em se abster de toda ação, de todo pensamento que seja contrário às leis originalmente formuladas”. E novamente 9ibid. 2170. ‘A mera intenção de fazer o mal aos próprios pais ou de cometer impiedade contra Deus é seguida de morte imediata”. [29]&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;A mesma tendência é também refletida nos escritos rabínicos posteriores. “Seguir teus olhos” é equacionado com “fornicação” por um exegeta anônimo em Sifre de Nm 15,39 (115). Exagerando o caso, o Talmude Babilônico (Yoma 29a) considera pensamentos luxuriosos como mais pecaminosos que sua realização. E o tratado pós-talmudico Kalá (1) apresenta a formula perfeita: “Aquele que olhar com luxúria para uma mulher é como aquele que manteve relações sexuais ilícitas com ela”.[30]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jesus sobre o divórcio (Mt 5,31-32) – A fórmula introdutória “Também foi dito”, precedendo a paráfrase da injunção mosaica relativa ao get, documento mediante o qual o divórcio é efetuado (Dt 24,10, é mais breve do que as duas anteriores e pode sugerir, como uma expressão similar, “e aquilo que Ele disse”, nos comentário pesher de Qumran, que a citação deve ser associada à passagem bíblica precedente. De modo que Mt 5,31-32 deveria ser lido em conjunto com os versículos 27-30, indicando que o divórcio é considerado como uma subseção do adultério. Para compreensão mais completa, a passagem deve ser considerada juntamente com as outras afirmações sobre o divórcio no Evangelho, em Mt 19,3-12; Mc 10,2-12; 9Lc 16,18), que têm sido sujeitas a um exame freqüente e exaustivo no contexto das idéias intertestamentarias judaicas referentes ao assunto. [31]&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Sem tentar expor todos os detalhes da questão, devemos notar que Jesus, assim como os essênios, segundo o Documento de Damasco (CD, 4,21), viu em Gn 1,27 (“macho e fêmea ele os criou”) e 2,24 (“eles se tornaram uma só carne”) a quintessência do casamento estabelecido por principio divino (Mt 19, 4-5; Mc 10, 6-80. Novo casamento após o divórcio conflita com esta unidade quase metafísica e, num mundo ideal, equivale ao adultério, quer dizer, á destruição do elo original. Poderia parecer que, implicitamente, a mesma idéia fundamenta a legislação do divórcio em Dt 24, 1-4, onde o caso especifico do intento de um homem de casar novamente com sua primeira mulher a qual, após o divorcio, ou tinha se casado com outro homem que a repudiou ou tinha enviuvado. Esta união não é permitida, já que o vinculo sexual com o segundo marido tinha tornado impura em relação ao primeiro, tornando-a então incapacitada para a restauração dos vínculos maritais. [32]&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Na versão de Marcos (10,11-12), ecoada em Paulo, que formula esta regra como um mandamento de Deus (1Co 7,10-11), qualquer casamento com um novo parceiro equivale a adultério enquanto que, no relato de Mateus (19,9), existe uma cláusula de exceção, a saber, o adultério anterior da mulher, mediante o qual a unidade do casal já tinha sido destruída. Neste caso, Jesus é mostrado por Mateus como aderindo à posição mais estrita da escola de Shamai, que autorizava o divórcio apenas com base em transgressões sexuais, contra o super-benevolente ensino da escola de Hilel, que permitia o divórcio praticamente por “qualquer causa” (Mt 19,3). [33]&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Porém, qualquer que seja o modo pelo qual Jesus considerava o vínculo conjugal, se o via como absoluta e incondicionalmente indissolúvel, sua mensagem, tal como se apresenta, não pode, em nenhuma circunstância, ser equacionada com uma condenação da concessão divina do divórcio, outorgada por Deus através de Moisés devido à fraqueza da natureza humana. [34]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jesus e juramentos (Mt 5, 33-37) – O mandamento relativo ao perjúrio é ainda menos citado na Bíblia do que a lei referente ao homicidio. “Não jurarás em falso mas cumpriras teus juramentos para com o Senhor” é, novamente, uma versão alterada, do tipo Targum, parafraseando Lv 19,12 (“Não jurareis falsamente em meu nome”) combinado com Dt 23,24 (23) (“Cuidarás de cumprir o voto que teus lábios proferiram uma vez que com tua própria boca ofereceste espontaneamente um voto ao Senhor teu Deus”). De modo que, estritamente falando, a “antítese” não se refere ao preceito mosaico. No final dos tempos, Jesus tenciona descartar toda a parafernália ligada a juramentos e votos como desnecessária. Por esta razão, ele declara redundante a multidão de termos substitutos para Deus, comumente usados. Existem alusões a estes [kinnuyim], como os chamavam os rabis, na Regra de Damasco (15,1); foram adotados pelos fariseus segundo Mt 23,16-22, e recomendados, quando juramentos eram inevitáveis, por Filo (Spec. Leg. Ii, 2-5). Estas medidas protetoras adicionais foram introduzidas para assegurar que o nome divino nunca fosse tomado em vão, nem mesmo por erro ou inadvertência. Mas o centro da doutrina de Jesus é que, em meio a pessoas sinceras, solenidades especiais não são necessárias: um “sim” ou um “não” deveriam bastar (Tg 5,12).&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;A abstenção deliberada de juramentos não é exclusividade do pensamento de Jesus. A mesma atitude é atribuída aos essênios, tanto por Filo quanto por Josefo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;i&gt;Eles mostram seu amor a Deus ... abstendo-se de juramentos, por sua veracidade ... (Omnis probus 84)&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Tudo o que eles dizem é mais certo que um juramento. Na verdade, jurar é rejeitado por eles como sendo pior que o perjúrio. Porque aquele que não merece crença sem invocar Deus já está condenado (Guerra ii, 135)&lt;/i&gt;&lt;/blockquote&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Além disso, Filo apresenta o excesso de juramentos como parte integral da vida virtuosa e conseqüência natural da moralidade:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;i&gt;A palavra de um homem bom... deveria ser um juramento, firme, inabalável, completamente livre de falsidade, firmemente plantado na verdade (Spec.Leg ii. 2; cf. Decal. 84).&lt;/i&gt;&lt;/blockquote&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;A aceitação dos Dez Mandamentos pelos israelitas foi marcada, de acordo com os sábios rabínicos, por um solene sim ou sim, sim, não ou não, não. Acredita-se que as palavras possuam a força obrigatória de um juramento. [35] Mais uma vez, o que é característico de Jesus é a grande ênfase que atribui a idéias que estão presentes, porém menos destacadas de forma absoluta, na antiga devoção judaica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jesus e a retaliação (Mt 5,38-42) – Numa hiperbólica negação da vingança, a [vetusta Lex talionis] – “Ouvistes que foi dito, um olho por um olho, um dente por um dente” (Ex 21,240 é contrastada não apenas com a resistência passiva – “Eu porém vos digo: não resistais ao homem mau” – mas com uma espécie de submissão provocativa, transmitida pelo conselho de oferecer a face esquerda a alguém que tinha sido golpeado na face direita (cf. Lc 6,29). O fato que os dois exemplos seguintes em Mateus, um deles ecoado em Lc 6,29, isto é, entregar uma túnica a alguém que pede apenas uma camisa ou andar o dobro da distância pedida, indica que a supererrogação é o tema central.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;É quase desnecessário lembrar que no ensinamento pós-bíblico, Ex 21,24 não era interpretado literalmente como exigindo que um dano correspondente fosse infligido à pessoa culpada de causar injúria corporal. Uma vingança sangrenta era substituída por uma compensação monetária judicialmente estabelecida. Josefo conhecia este procedimento (Ant. iv. 280), e este principio é pressuposto na Mishná (cf. Mbq 8,1). A Mekhilta de Ex 21,24 (III, 67) equaciona simplesmente “olho por olho” com mamon, isto é (olho-) dinheiro. Os Targums palestinianos oferecem uma paráfrase muito clara: “O valor de um olho por um olho; o valor de um dente por um dente; o valor de uma mão por uma mão, o valor de um é por um pé”, etc. [36]&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Para melhor compreensão dessa declaração impraticável – afinal, nem mesmo o Novo Testamento, na pessoa do quarto evangelista, faz Jesus aceder a ela literalmente, já que, quando golpeado por um guarda do Templo, ele não é descrito oferecendo a outra face mas protestando com dignidade (Jo 18, 23) – em Lc 6,27-36 “oferece a outra face” e “ama teus inimigos” se fundem para formar uma doutrina dentro de uma única perspectiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jesus e o amor aos inimigos (Mt 5,43-48) – “Ouvistes o que foi dito ‘Amarás teu próximo e odiarás teu inimigo’. Porém eu vos digo ‘Ama teus inimigos...’”. O versículo citado é Lv 19,18, “Amarás teu próximo”. [37] Está separado de sua conclusão “como a ti mesmo” ou talvez “pois ele é igual a ti” mas é seguido, por outro lado, de uma declaração complementar ausente na Bíblia, “e odeia teu inimigo”. O ensinamento derivado do preceito encotnrado em Mt 5,45-8, parafraseado livremente em Lc 6,32-6, é usualmente atribuído a Q. Seu significado fundamental é que o amor humano deve se esforçar em imitar o amor de Deus pela humanidade; deve ser desinteressado, não procurando recompensa, refletindo assim a generosidade, compaixão e perfeição divinas. A oportunidade extrema e hiperbólica para a demonstração desta bondade altruísta e como que sobre-humana, aparece naquele a quem nada é devido e do qual nenhuma compaixão, de qualquer espécie, pode ser esperada. O comportamento caridoso para com um inimigo é a receita para alguém que procura se tornar perfeito do mesmo modo que o Pai celestial é perfeito.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Embora “odeia teu inimigo” possa ser visto como a contrapartida negativa de “ama teu próximo” – e os dois, amor pelos filhos da Luz e ódio pelos filhos das Trevas, encontram-se instintivamente acoplados na Regra da Comunidade de Qumran (1QS 1,9-100 – a associação não tem fundamento bíblico e provém, mais provavelmente de Mateus do que de Jesus. A opinião de que possa ter sido tirada de um Targum perdido é pura especulação. [38] O paralelo mais próximo deste ensinamento de Jesus, tão debatido, pode ser encontrado na declaração sem duvida menos colorida de Josefo, que Moisés inculcava [epieikeia] (generosidade, consideração, gentileza) mesmo para com inimigos declarados (C. Ap. ii. 211).&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Em resumo, pode-se concluir que, enquanto as seus “antíteses”, apesar da possibilidade de Mateus ter introduzido alterações na redação, possam ser aceitas como transmitindo o sentido geral senão as palavras reais do ensino correspondente de Jesus, elas não podem, de modo algum, ser identificadas como um ataque frontal de Jesus à Lei de Moisés ou ao judaísmo tradicional.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8265214593946749220-415057968372267285?l=porquecreio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquecreio.blogspot.com/feeds/415057968372267285/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://porquecreio.blogspot.com/2011/01/jesus-cumpriu-lei-pate-2.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265214593946749220/posts/default/415057968372267285'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265214593946749220/posts/default/415057968372267285'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquecreio.blogspot.com/2011/01/jesus-cumpriu-lei-pate-2.html' title='Jesus cumpriu a Lei? Pate 2'/><author><name>Jonadabe Rios</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09620595583578169937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Yrx9HqXO5ug/TETrJj12R3I/AAAAAAAAAYA/JI2nts9q8bg/S220/of.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Yrx9HqXO5ug/TTrQDQXNjAI/AAAAAAAAAgM/OOcldOOnxGs/s72-c/icone.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8265214593946749220.post-8077587903092460985</id><published>2011-01-19T08:15:00.000-08:00</published><updated>2011-01-19T08:15:19.193-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Antigo Testamento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Bíblia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Judaismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jesus'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cristianismo'/><title type='text'>Jesus cumpriu a Lei? Parte 1</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Yrx9HqXO5ug/TTcNM0hIUkI/AAAAAAAAAgI/mBzMM5Afew4/s1600/Jesus.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/_Yrx9HqXO5ug/TTcNM0hIUkI/AAAAAAAAAgI/mBzMM5Afew4/s320/Jesus.jpg" width="250" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Estarei postando aos poucos um texto de Geza Vermes sobre o Jesus Histórico na medida em que for copiando os trechos de seu livro (A religião de Jesus, o judeu).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Detalhe: ele é judeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ao contrário dos que criticam as atitudes de Jesus sem conhecê-las de fato (e parece que sem conhecer o judaísmo, principalmente no primeiro século), apenas pra fazer ataques anti-missionários (como já vi alguns outros judeus), ele defende que Jesus cumpriu sim a lei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As notas colocarei em uma postagem final, onde vou listar os textos com um indice.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;- O Shabat&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As curas atribuídas a Jesus no Shabat são poucas e não muito freqüentes. Dos três eventos registrados, o caso do homem com a mão atrofiada é atestado por todos os três evangelistas sinóticos (Mc 3, 1-6; Mt 12, 9-14; Lc 6, 6-11) mas a cura da mulher encurvada (Lc 13, 10-17) e do homem que sofria de hidropsia são testemunhados apenas em Lucas (Lc 13, 10-17; 14, 1-6). Observadores conservadores e hostis julgaram perturbador o comportamento de Jesus, embora não patentemente ilegal. Daí, algumas questões tinham de ser levantadas. De acordo com os relatos do Evangelho, estas questões foram formuladas seja por críticos de Jesus, ‘É permitido curar no Shabat?” )Mt 12, 10), seja pelo próprio Jesus para finalidades didáticas, “É permitido, no Shabat, fazer o bem ou fazer o mal, salvar a vida ou matar?” (Mc 3, 4; Lc 6, 9; Lc 14, 3). [14]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confrontamo-nos aqui com o habitual conflito entre mandamentos e com a questão de qual dos dois é preponderante. O principio geral nunca esteve em dúvida no judaísmo: salvar vidas sempre teve a prioridade. Em relação a Ex 31, 13-16, o midrash tanaítico, Mekhilta de Rabi Ishmael (Ed. Lauterbach III, 197-9) faz a pergunta: “Como sabermos que o dever de salvar uma vida é mais importante que as leis do Shabat?” Dois rabis do segundo século A.D. respondem afirmativamente por meio de um raciocínio a fortiori: a circuncisão, que afeta apenas uma parte do corpo, é licita no Shabat (Eleazar bem Azariá); a execução de um assassino (ou seja, [tirar] uma vida) é mais importante que o serviço do Templo; o serviço do Templo tem precedência sobre o Shabat (R. Akiba); que dizer então de salvar todo um corpo, uma vida. Ou, mais concisamente, “Consideração pela vida prevalece sobre o Shabat” (bYoma 85b). Além disso, no caso de qualquer dúvida quanto à gravidade potencial de uma doença, a presunção legal favorece uma intervenção e a Mishná (Yoma 8,6) cita o principio: “Sempre que houver dúvida relativa a perigo de vida (o caso discutido é uma dor de garganta!), a questão é mais importante que o Shabat.” Caso o próprio Jesus sentisse ser necessário defender suas ações verbalmente, ou, mais provavelmente, seus seguidores judeus-cristãos o fizeram mais tarde, a atitude básica de Jesus e seus argumentos – ou de seus discípulos, são os mesmos que os dos rabis: um judeu pode levantar, no Shabat, uma ovelha que caiu numa vala; a fortiori uma vida humana pode ser salva (Mt 13, 11-12); pode tirar de um poço tanto seu filho quanto um boi 9Lc 14,5). [15]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resumindo, de acordo com as palavras colocadas por Mateus (12,12) nos lábios de Jesus, “é lícito praticar o bem no Shabat”. Todo o debate, entretanto, parece ser uma tempestade em copo de água já que nenhuma das curas de Jesus demandava ‘trabalho’ mas eram operadas por meio de palavras ou, no máximo, pela imposição de mãos ou outro contato físico simples. [16]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É digno de nota que, no relato de Lucas (13, 10-17), a cura da mulher que sofria de curvatura da espinha, retratada em linguagem mágica como uma pessoa “atada” pelo diabo, é descrita como um ato de “libertação”: “Cada um de vós, no sábado, não desata seu boi ou seu asno do estábulo para levá-lo a beber? E esta filha de Abraão que Satanás atou há dezoito anos, não convinha desatá-la no Shabat?” É interessante notar que, aqui, a expressão metafórica de atar e desatar é usada num argumento a fortiori contra o constumeiro amarrar e desamarrar de animais domésticos no Shabat embora, em seu principio, ambos atos sejam caracterizados com trabalho na Mishná (Shab. 7,2).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda alegação, de que Jesus teria desrespeitado a opinião geral no mesmo terreno do repouso sabático, prende-se a um episódio, sem dúvida mais didático que histórico, que figura em todos os sinóticos (Mc 2,23-28; Mt 12,1-8; Lc 6,1-50). Atravessando um campo no Shabat, os discípulos, mas não Jesus, arrancaram espigas de milho, possivelmente as debulharam com as mãos (Lc 6,1) e as comeram. Embora este ato, praticado em campo alheio, não fosse considerado crime segundo a lei bíblica (Dt 23,250, poderia ser compreendido como transgressão às normas do Shabat que, juntamente com trina e oito outros atos de “trabalho”, proíbe “colher” (mShab. 7,2), o que poderia se aplicar a arrancar espigas de milho. O argumento principal, preservado nos três sinóticos 9Mc 2,25-26; Mt 12,3-4; Lc 6,3-4), segundo o qual a violação do Shabat é relevada, é que a fome 9que pode levar a inanição e portanto a morte0, se insere na categoria do perigo de vida. Logo, aliviar a fome é mais importante que a lei do Shabat, do mesmo modo que é relevada, no caso de Davi e de seus soldados famintos, a proibição de leigos comerem do pão consagrado, destinado apenas aos sacerdotes 9cf. Lev 24, 5-9 e 1Sm21,1-7;. [17]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A resposta sucinta atribuída a Jesus em Mc 2,27. “O Shabat foi entregue ao homem e não o homem ao Shabat”, tem firmes raízes no pensamento rabínico. Ainda no mesmo extrato da Mekhilta, não influenciada pelo Novo Testamento, R. Simão bem Menasiá, mestre tanaítico do final do segundo século A.D., apregoa a mesma doutrina em relação a EX 31-14, ‘Guardarás o Shabat porque é santo para ti’; “O Shabat é dado a ti e não tu ao Shabat”. A mesma exegese é transmitida em nome de R. Jônatas bem José, discípulo de R. Ishmael 9bYoma 85b). A declaração atribuída a Jesus certamente não é a fonte da declaração rabínica; ela na verdade sugere que a idéia era corrente por algum tempo, antes que os tanaim do segundo século lhe dessem uma justificação exegética.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De maneira geral, a observação do Shabat no segundo século, e provavelmente também no primeiro, era subserviente ao bem-estar essencial de um judeu. Nas palavras de Rabi Natã, “Vede o que é dito, ‘Portanto, os filhos de Israel guardarão o Shabat e o observarão de geração a geração’ (Ex 31,16) – Um Shabat pode ser profanado para que se possa guardar muitos (outros) Shabats” (Mekhilta, Ed. Lauterbach III, 198-9).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;- As leis dietéticas&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixando de lado a controvérsia em Mc 7 e Mt 15, referente às regras tradicionais no que toca lavar as mãos antes das refeições e que pode ser devida a uma maior estima pela Bíblia que a costumes ancestrais – os culpados são, mais uma vez, os discípulos e não Jesus – a atenção pode ser focada na afirmação crucial de Marcos de que Jesus tinha declarado todos os alimentos puros (Mc 7, 19), revogando assim um segmento substancial da Torá de Moisés (cf. JWJ 46 e n. 100. O debate ainda não está encerrado e argumentos eruditos continuam a ser expostos com a finalidade de determinar a posição de Jesus face à Halahá corrente em sua época. [18]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poderia, no entanto, parecer que os pesquisadores do Novo Testamento se envem aqui em discussões laterais. Por um lado, consideram Jesus como um rabi, preocupado com filigranas legais, quando qualquer leitura séria dos Evangelhos deveria revelar que ele não pertencia a essa estripe. Mas particularmente, o que quer que fosse que ele desejava transmitir por “Ouvi e entendei: nada há no exterior do homem que, penetrando nele, o possa tornar impuro; mas o que sai do homem, é o que o torna impuro” (Mt 15, 11-12; Mc 7,14-15), máxima interpretada magistralmente por Sanders (Jewish Law, 28), não se tratava certamente de uma ab-rogação das leis dietéticas. Na verdade, se a expressão “purificar todos os alimentos” que aparece em Mc 7, 19, mas não em Mt 15, 17, estiver corretamente parafraseada como “Assim declarou puro todos os alimentos”, só pode ser vista como uma glosa introduzida pelo redator de Marcos, não tendo nada a ver com a narrativa original e muito menos com Jesus. Esta é a hipótese mais provável, já que a primeira geração dos seguidores de Jesus viviam em total ignorância da revogação da distinção entre alimento puro e impuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A reação de Pedro à ordem de uma voz celeste, “Mata e come!”, no decorrer de uma visão em que todas as espécies de animais desciam do céu seguros por um lençol, é instintiva e explosiva&amp;gt; “De modo nenhum, Senhor, pois jamais comi coisa alguma profana ou impura” (At 10, 13-140. Mais uma vez, para o aborrecimento de Paulo e Barnabé, Pedro “e o resto dos judeus”, na igreja cristã de Antioquia, sentiram-se obrigados a abandonar o convívio à mesa com cristãos gentios, o que faziam prazerosamente antes da visita dos “homens de Tiago” isto é, membros estritamente praticantes ou “judaizantes” da comunidade de Jerusalém 9Gl 2,11-14). Estes relatos não teriam nenhum sentido se Jesus tivesse de fato “declarado puro todos os alimentos”. [19]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em suma, quer ao âmbito das leis do Shabat ou dos regulamentos dietéticos, não se pode sustentar que Jesus se opunha à sua observância. Sua abordagem e percepção da mensagem principal da Torá podem trazer uma marca individual mas, nem de modo geral nem em qualquer ponto particular, ele pode ser identificado como um mestre antinomiano. [20]&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8265214593946749220-8077587903092460985?l=porquecreio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquecreio.blogspot.com/feeds/8077587903092460985/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://porquecreio.blogspot.com/2011/01/jesus-cumpriu-lei-parte-1.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265214593946749220/posts/default/8077587903092460985'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265214593946749220/posts/default/8077587903092460985'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquecreio.blogspot.com/2011/01/jesus-cumpriu-lei-parte-1.html' title='Jesus cumpriu a Lei? Parte 1'/><author><name>Jonadabe Rios</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09620595583578169937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Yrx9HqXO5ug/TETrJj12R3I/AAAAAAAAAYA/JI2nts9q8bg/S220/of.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Yrx9HqXO5ug/TTcNM0hIUkI/AAAAAAAAAgI/mBzMM5Afew4/s72-c/Jesus.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8265214593946749220.post-6898165313781470886</id><published>2011-01-15T06:58:00.000-08:00</published><updated>2011-01-15T06:59:58.956-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Deforma Protestante'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História'/><title type='text'>"Reforma" protestante, e o Papa Lutero.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Yrx9HqXO5ug/TTG15hhOR7I/AAAAAAAAAgE/u6d2KjNvlnM/s1600/saque-de-roma.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/_Yrx9HqXO5ug/TTG15hhOR7I/AAAAAAAAAgE/u6d2KjNvlnM/s1600/saque-de-roma.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Normalmente mostram Lutero praticamente como um santo, que lutou bravamente contra os interesses da Igreja Católica libertando as pessoas de sua tirania.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns filmes apresentam até mesmo os principes como pessoas ingenuas que só quiseram fazer com que lutero não morresse, apenas isso.... (Baita ingenuidade de quem acredita nisso).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade se fosse hoje, lutero seria considerado como um esquizofrenico, com idéias que nem mesmo os protestantes de admitem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um livro interessante que trata de maneira imparcial essas questões é "Lutero e a Igreja do Diabo", de Fernando Jorge.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segue um trecho:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"VIVA O NOSSO PAPA MARTINHO LUTERO!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia 6 de maio de 1527, quando saquearam Roma cerca de quarenta mil homens espalharam na Cidade Eterna o terror, a violência e a morte. Eram seis mil espanhóis, quatorze mil italianos e vinte mil alemães. Quase todos luteranos, esses últimos, indivíduos perversos, gananciosos, desprovidos de qualquer escrúpulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ávidos, incansáveis na busca das riquezas, dos despojos do inimigo, os lansquenetes luteranos e os outros invasores assaltam, saqueiam, incendeiam, trucidam, arrebentam as suas vítimas, jogam crianças pelas janelas ou as esmagam contra as paredes. Conforme disse Maurice Andrieux, esse ataque a Roma "superou em atrocidade todas as tragédias da História", até mesmo a destruição de Jerusalém e a tomada de Constantinopla.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Igrejas são devastadas, soldados bêbados profanam o túmulo de São Pedro, mexem nos restos mortais do papa Júlio II, do qual lhe arrancam do dedo o anel. A cruz do imperador Constantino é arrastada na lama. Cibórios, missais, cálices de ouro, relíquias, crucifixos, alfaias, paramentos, vestes litúrgicas, o sudário de Santa Verônica, tudo isto anda de mão em mão, no meio dos bêbados e das prostitutas, por todas as tabernas da cidade. Os selvagens roubam as tapeçarias de Rafael e transformam em manjedouras as capelas e as naves laterais da catedral de São Pedro. Bulas do papa, bem como os manuscritos do Vaticano, servem de colchões para o repouso dos cavalos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Montados em burros, os lansquenetes alemães aparecem vestidos de púrpura, com chapéus de cardeais e gritando: Viva o nosso papa Martinho Lutero!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os brutos iam violentando as virgens em cima das mães destas, e em seguida as próprias mães. Algumas mulheres punham termo à vida nas águas do Tibre, ou então, com os dedos, arrancavam os seus olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem as religiosas conseguiram escapar. Freiras são estupradas nos conventos, sobre os degraus dos altares, e se resistem, os monstros as degolam. Após a violência sexual, qualquer soldado tem o direito de novamente possui-las nos bordéis, em troca de dois ducados. E as leigas condessas, baronesas, marquesas, respeitáveis matronas saciam a luxúria dos vândalos até na presença de familiares, mas certos pais, a fim de eliminar estas cenas, não hesitam em matar as suas filhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os facínoras se valem de todos os meios para extorquir o dinheiro das vítimas: sangram as pessoas,&amp;nbsp; chicoteiam, esmurram, deitam chumbo derretido pela boca, enterram lascas finas debaixo das unhas, queimam as carnes com tenazes aquecidas ao rubro. Dante Alighieri, se visse estas crueldades, poderia acrescentar na Divina comédia, ao seu Inferno, uma segunda parte, mais alguns cantos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um nobre, chamado Gattinara, comunicou a Carlos V: "Neste exército [o dos invasores de Roma], não há nem comandante, nem soldados, nem obediência, nem regras... Os comandantes fazem o que podem, mas os lansquenetes se comportaram como verdadeiros luteranos."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Centenas de cadáveres apodreciam ao ar livre nas ruas de Roma, a população diminuiu, outras centenas de cadáveres se afundaram ou ficaram boiando nas águas do rio Tibre. Durou oito dias o saque e várias semanas as brutalidades. A truculência dos lansquenetes e a eleição do papa Martinho Lutero, indignou os católicos em todo o mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os apelos de Lutero a violência, durante a guerra dos camponeses, devem ter estimulado o furor insano dos soldados germânicos na capital da cristandade. Citamos aqui, as palavras do reformador, dirigidas aos príncipes da Alemanha: Esmagai! Degolai! Trespassai de todo modo! Matar um revoltoso é abater um cão danado. Um conselho adotado quando os lansquenetes luteranos se desembestaram pelas ruas de Roma."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Livro "Lutero e a igreja do pecado", do jornalista Fernando Jorge. Pág. 149-155. Editora Mercúrio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8265214593946749220-6898165313781470886?l=porquecreio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquecreio.blogspot.com/feeds/6898165313781470886/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://porquecreio.blogspot.com/2011/01/reforma-protestante-e-o-papa-lutero.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265214593946749220/posts/default/6898165313781470886'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265214593946749220/posts/default/6898165313781470886'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquecreio.blogspot.com/2011/01/reforma-protestante-e-o-papa-lutero.html' title='&quot;Reforma&quot; protestante, e o Papa Lutero.'/><author><name>Jonadabe Rios</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09620595583578169937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Yrx9HqXO5ug/TETrJj12R3I/AAAAAAAAAYA/JI2nts9q8bg/S220/of.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Yrx9HqXO5ug/TTG15hhOR7I/AAAAAAAAAgE/u6d2KjNvlnM/s72-c/saque-de-roma.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8265214593946749220.post-4367957509905497186</id><published>2011-01-06T05:44:00.000-08:00</published><updated>2011-01-06T05:44:54.722-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cristianismo'/><title type='text'>Meditações sobre o Inferno</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Yrx9HqXO5ug/TSXHQXQsknI/AAAAAAAAAfw/CMqMsCo6eYc/s1600/a+noiva+do+defunto+desenho.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://4.bp.blogspot.com/_Yrx9HqXO5ug/TSXHQXQsknI/AAAAAAAAAfw/CMqMsCo6eYc/s320/a+noiva+do+defunto+desenho.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Veio em mente uma analogia que explica muito bem o porque do inferno não ser logicamente contraditório com um Deus amoroso, além a aniquilação ser uma falta de respeito. Isso além de várias outras explicações coerentes que existem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já havia tratado da questão de que se Deus obrigasse o homem a viver com Ele, ou amá-lo seria uma falta de respeito, além de que seria imoral o Pai destruir (como diz a doutrina da aniquilação) o filho por este motivo. Outra analogia que me veio a mente é a de um Noivo e a Noiva. Sabemos que as Escrituras constantemente fazem alusão da Igreja como a Noiva e de Cristo como seu Noivo. Essa analogia também faz grande sentido com a questão do inferno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pense numa mulher que não ama os padrões de um homem que a ama, muito menos ama esse homem. Pense que esse homem faz de tudo para que ela o ame, mas ela possui essa livre escolha. Dessa forma, seria imoral obrigá-la a viver com ele e casar-se, até porque um homem que ama não obrigaria a isso. Seria mais imoral ainda matá-la porque não desejou viver com esse homem. Isso é muito imoral. A solução moral é deixar a mulher viver sem esse homem, viver segundo as suas vontades. O Inferno seria, então, a vida das pessoas sem o Noivo, onde as pessoas vivem segundo seus próprios pecados. Como Deus é Amor, por natureza ele não pode obrigar uma pessoa a amá-lo, muito menos irá aniquilar essa pessoa para sempre. Tirar a existência dessa pessoa só porque ela não desejou viver com Ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que nenhuma analogia explica por completo estas questões espirituais. Só quando a pessoa estiver totalmente com Cristo ou no Inferno saberá plenamente a alegria de estar com Deus plenamente ou a tristeza de estar separado eternamente de Deus, de não amar porque não quer amar (e de talvez não conseguir olhar nos olhos dos que também estão lá). De qualquer modo, não vejo como Deus possa ser Amor e ainda não existir o Inferno.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8265214593946749220-4367957509905497186?l=porquecreio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquecreio.blogspot.com/feeds/4367957509905497186/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://porquecreio.blogspot.com/2011/01/meditacoes-sobre-o-inferno.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265214593946749220/posts/default/4367957509905497186'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265214593946749220/posts/default/4367957509905497186'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquecreio.blogspot.com/2011/01/meditacoes-sobre-o-inferno.html' title='Meditações sobre o Inferno'/><author><name>Jonadabe Rios</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09620595583578169937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Yrx9HqXO5ug/TETrJj12R3I/AAAAAAAAAYA/JI2nts9q8bg/S220/of.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Yrx9HqXO5ug/TSXHQXQsknI/AAAAAAAAAfw/CMqMsCo6eYc/s72-c/a+noiva+do+defunto+desenho.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8265214593946749220.post-5442270875945513652</id><published>2011-01-04T13:01:00.000-08:00</published><updated>2011-01-04T13:01:17.212-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Deus'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ateísmo'/><title type='text'>Richard Dawkins: desonesto ou surdo?</title><content type='html'>&lt;object height="340" width="560"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/UyNeGGLoIok?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0&amp;amp;color1=0x2b405b&amp;amp;color2=0x6b8ab6"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/UyNeGGLoIok?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0&amp;amp;color1=0x2b405b&amp;amp;color2=0x6b8ab6" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="360" height="340"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que Dawkins é muito prepotente diante dos seus argumentos toscos, e que ele faz muita tempestade em copo d'água (sem contar de criticar muita coisa que ele desconhece, assim como os minidawkins que se vê por aí) isso eu já sabia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não prestar atenção nos argumentos de quem está debatendo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Digo "não prestar atenção" pra não afirmar logo que estava fingindo que não viu algo para apenas conintinuar afirmando a qualquer custo em um debate o suposto erro do outro debatedor e assim dar a impressão aos desavisados (ou ateus fanáticos) de que está certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E isso já percebi não só com Dawkins, mas até mesmo com pessoas que tive a oportunidade de debater.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E poucos foram os ateus sensatos que souberam de alguma forma mostrar os motivos de sua &lt;b&gt;crença,&lt;/b&gt; pois mesmo sem concordar, não foram motivos tolos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/ksvCMb24MF0?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0&amp;amp;color1=0x2b405b&amp;amp;color2=0x6b8ab6"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param 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href='http://www.blogger.com/feeds/8265214593946749220/posts/default/5442270875945513652'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265214593946749220/posts/default/5442270875945513652'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquecreio.blogspot.com/2011/01/richard-dawkins-desonesto-ou-surdo.html' title='Richard Dawkins: desonesto ou surdo?'/><author><name>Jonadabe Rios</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09620595583578169937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Yrx9HqXO5ug/TETrJj12R3I/AAAAAAAAAYA/JI2nts9q8bg/S220/of.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8265214593946749220.post-864888787926978366</id><published>2011-01-04T05:54:00.000-08:00</published><updated>2011-01-04T05:54:18.776-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Novo Testamento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Bíblia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jesus'/><title type='text'>Conflito sobre o nascimento de Jesus?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;object height="340" width="560"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/WnuyX4wGC6o?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0&amp;amp;color1=0x2b405b&amp;amp;color2=0x6b8ab6"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/WnuyX4wGC6o?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0&amp;amp;color1=0x2b405b&amp;amp;color2=0x6b8ab6" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="360" height="240"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' 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Rios</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09620595583578169937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Yrx9HqXO5ug/TETrJj12R3I/AAAAAAAAAYA/JI2nts9q8bg/S220/of.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8265214593946749220.post-7690650439281864844</id><published>2010-12-30T08:22:00.000-08:00</published><updated>2010-12-30T08:22:12.502-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Deus'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ateísmo'/><title type='text'>Terry Eagleton - Reflexões sobre o neo-ateismo</title><content type='html'>Achei interessante um ateu admitir, no final do video, que possui crença. É dificil pra muitos ateus admitirem o fato de também possuirem crenças, isso porque possuem uma visão equivocada sobre o que é crer. Além da visão equivocada, muitos (na verdade suspeito que a maioria) possuem problemas volitivos, em vez de intelectuais. Junta isso com o "espantalho divino" que é convenientemente criado e uma falta de entendimento dos argumentos para a existencia de Deus (que leva a perguntas como "se tudo que existe possui uma causa, então qual é a causa de Deus?"), mais uma pitadinha de pedantismo, surge o neo-ateismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="460" height="240"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/yKA1JN5ZVFo?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0&amp;amp;color1=0x2b405b&amp;amp;color2=0x6b8ab6"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/yKA1JN5ZVFo?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0&amp;amp;color1=0x2b405b&amp;amp;color2=0x6b8ab6" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="460" height="340"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8265214593946749220-7690650439281864844?l=porquecreio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquecreio.blogspot.com/feeds/7690650439281864844/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://porquecreio.blogspot.com/2010/12/terry-eagleton-reflexoes-sobre-o-neo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265214593946749220/posts/default/7690650439281864844'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265214593946749220/posts/default/7690650439281864844'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquecreio.blogspot.com/2010/12/terry-eagleton-reflexoes-sobre-o-neo.html' title='Terry Eagleton - Reflexões sobre o neo-ateismo'/><author><name>Jonadabe Rios</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09620595583578169937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Yrx9HqXO5ug/TETrJj12R3I/AAAAAAAAAYA/JI2nts9q8bg/S220/of.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8265214593946749220.post-1699490596273832238</id><published>2010-12-22T06:22:00.000-08:00</published><updated>2010-12-22T07:30:57.368-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Catolicismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cristianismo'/><title type='text'>"Reforma" protestante: Igreja deformada, sempre deformando.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Yrx9HqXO5ug/TRIJT3CAuxI/AAAAAAAAAfo/_LcFepguODc/s1600/confusao1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="246" src="http://3.bp.blogspot.com/_Yrx9HqXO5ug/TRIJT3CAuxI/AAAAAAAAAfo/_LcFepguODc/s400/confusao1.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Existem dois tipos de argumentações que normalmente são feitas e que mostram que o protestantismo não faz sentido. O primeiro tipo delas é mostrar que suas objeções não fazem sentido, o que na maioria das vezes é fácil, e, hoje, apesar dos empecilhos mais emocionais que racionais, estão vindo cada vez mais à tona. O que é ruim para a mentira pregada (mesmo que sinceramente) dos deformadores. Deformada, sempre deformando. No segundo tipo se encontram as incoerências do próprio protestantismo em relação à mensagem Cristã, o que mostra que é tudo, menos algo fundado por Jesus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentre esses do segundo tipo, a questão da unidade da Igreja (característica intrínseca de sua natureza) têm despertado as pessoas, um dos principais fatores, hoje, é a clara necessidade de união, sendo que o protestantismo só causa o contrário. Mas mesmo que não houvesse a necessidade, é fato que Jesus declarou que a Igreja deve ser uma. As Escrituras também mostram que as divisões não estão de acordo com o propósito de Deus para a sua Igreja. Cientes disso, algumas pessoas têm tentado contornar o óbvio com desculpas toscas. Ao ler alguns artigos do CACP (Centro Apologético Cristão de Pesquisas, ou, como um amigo gosta de chamar: Centro Apologético “Cristão” de Pesquisas, CA”C”P), encontrei mais um exemplo desse desespero em um texto escrito pelo Sr. João Flavio Martinez. Por isso decidi escrever sobre o assunto, não tratando diretamente palavra por palavra do que o artigo diz, mas mostrando os equívocos além de explicar elementos que foram deixados de lado pelo autor do artigo. Mas antes gostaria de citar algumas perguntas que o Sr. Flávio colocou em sua introdução:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;A suposta unidade do catolicismo é sinal de ortodoxia? Existe base lógica para condenar a diversidade nas igrejas evangélicas como sinal de heresia? Até que ponto essa unidade alegada pelo catolicismo é verdadeira? É realmente tão grave esta diversidade no protestantismo a ponto de não nos enquadrarmos na perícope de João 17.22? E a igreja cristã, sempre teve essa unidade que reivindica o catolicismo?&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Ele tenta responder as perguntas de moto que fique evidenciado que a Igreja Católica não é Una. Acaba por distorcer as verdades nas Sagradas Escrituras (e da Sagrada Tradição) para convenientemente apoiar sua visão preestabelecida de que as divisões não significam que as diversas igrejas protestantes não estão contrário ao ensinamento apostólico. Pior, tenta argumentar que a Igreja desde sempre possuía divisões. Houve vários equívocos, dentre eles que não existia hierarquia na Igreja primitiva, mas dentre esses equívocos o pior é utilizar de sofismas para defender que a Igreja pode ter diversos ensinos doutrinários e ainda ser uma. Por isso antes de tudo, vamos ver o que as Escrituras ensinam sobre a unidade da Igreja, e a Igreja como um corpo. Não desejo distorcer as escrituras para que seja conveniente a minha visão. Ou seja, mesmo que a passagem se torne algo difícil de explicar diante das supostas divisões da Igreja Católica. Estaria disposto a admitir que assim como os protestantes não são um, a Igreja Católica não é una, se fosse verdade. É claro que aí seria admitir que Jesus errou, pois instituiu uma Igreja Una, onde as portas do inferno não prevaleceriam, mas que o inferno teria triunfado (o que não concordo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Igreja é comparada a um corpo, onde cada parte do corpo possui sua função. A mão é diferente dos pés, os pés são diferentes dos olhos e os olhos são diferentes do nariz. Ambos devem estar em perfeita união e concordância. Mas uma pessoa não possui apenas mãos e pernas, mas [uma] mente, um só pensamento. Então, apesar de cada parte do corpo possuir uma [função] diferente, todas essas partes fazem parte do [único] corpo que possui um [pensamento]. Não vários pensamentos divergentes e contraditórios (estamos falando do corpo em que Cristo é a cabeça), mas um só pensamento. Se Jesus Cristo é a Cabeça e Ele é Deus, então não pode haver pensamentos divergentes e contraditórios, pelo contrário, deve haver uma união assim como Jesus é um com o Pai. Uma Igreja que possui divergências doutrinárias não é [uma] Igreja, muito menos é uma [Igreja] de Deus. Pode ser igreja de homens ou do demônio, mas não de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jesus disse que devemos ser um assim como ele é um com o Pai (João 17,22). “Como nós somos um”. Jesus demonstra nas Escrituras que é um com o Pai não só em amor, ou em pequenos detalhes, mas em propósito, vontade e, principalmente, ensino. Jesus não ensinava aquilo que seu Pai não havia ensinado, e também não ensinava aquilo contrário ao que seu Pai lhe dizia. Dessa forma, se a Igreja deve ser unida assim como Jesus é com o Pai, ela deve ser unida não somente em questões principais, esquecendo pequenos detalhes, mas até mesmo em questões doutrinárias mínimas (se é que qualquer questão de doutrina é mínima, sendo que a Verdade, que é Jesus, é o que importa, seja ela mínima ou não). Diante disso, vemos descrito por Lucas que "a multidão dos que haviam abraçado a fé tinha um só coração e uma só alma" Atos 4, 32. Antes de prosseguir, vejamos o que é colocado no texto sobre a Igreja como um corpo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;É uma unidade no Espírito, pois é a vontade de Deus para seu povo (Efésios 4.3 - João 17. 11,20,21).&amp;nbsp; Assim, a verdadeira igreja de Cristo é invisível e espiritual composta de todas as demais igrejas visíveis pelo vínculo da paz (Hebreus 12.23).&amp;nbsp; Contudo essa unidade não implica em uniformidade total. É um fato independente da diversidade exterior. A igreja é comparada a um corpo diversificado (I Coríntios 12.13-26) com diversos ministérios e dons; é a diversidade na unidade.&amp;nbsp; Um bom testemunho disso tem sido a “Marcha para Jesus”, um evento que é realizado no mundo todo e tem tido um crescimento vertiginoso a cada ano. Essa manifestação que inclui centenas de denominações evangélicas é um fato incontestável do que estamos falando.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Ainda comete a tolice de falar em relação a unidade que “com exceção das falsas igrejas (seitas), as igrejas evangélicas possuem de fato”. O que qualquer pessoa sabe que visita tais igrejas sabe que não é verdade. Nem mesmo a “marcha pra Jesus” (?), exemplo dado no texto, é sinal de unidade, pelo contrario, de conveniência, e, como está cada vez mais claro, politicagem. Tanto que nas próprias machas “para” existem evangélicos criticando essas posturas (o que é um sinal de bom senso). Alias, o próprio autor admite isso, falando que a unidade seria nos pontos principais que definem o que é ou não cristão, admitindo assim que, mesmo em questões aparentemente insignificantes (o que não concordo), não há essa unidade. Ou seja: um tipo de união totalmente subjetiva onde se tolera as diferenças mínimas de doutrina e pensamentos, todos considerados seguidores da Verdade, sendo que essa verdade é diferente em detalhes. O que conseqüentemente somos levados a concluir que não seguem A Verdade, pois várias verdades mesmo que diferentes em detalhes, não são uma única verdade, apesar de compartilharem de parte dEla. São diversas mentiras que compartilham características da Verdade, mas não a Verdade. Primeiro confunde a diversidade de [dons] e de [funções] com diversidade [pensamento] (doutrinas). Não dando atenção à exortação do Apóstolo Paulo: “guardai a concórdia com os outros, de sorte que não haja divisões entre vós; sede estreitamente unidos no mesmo espírito e no mesmo modo de pensar.” 1 Coríntios 1,10. O apóstolo (não esses supostos apóstolos descarados de hoje) fala, assim como já foi explicado através da conseqüência lógica das palavras de Jesus, que devemos estar unidos no mesmo espírito e no mesmo modo de pensar. Para não dar vazão a mais malabarismos, é bom destacar que esse “estreitamente” ligado não significa que apesar de deverem estar ligados em questões principais, podem discordar em questões não muito importantes, a não ser que alguém queira crer também que esse era o tipo de crença entre Jesus e o Pai a respeito de seus ensinos, a respeito da Verdade (que é o próprio Jesus).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Discordando do ensino apostólico, é dito que podemos discordar em questões negociáveis. Questões que definem quem ou o quê é cristão. Bom, gostaria que fosse sincero consigo mesmo: Se o batismo é apenas simbolismo ou um sacramento é importante ou não? É claro que é importante, mas a hipocrisia faz isso ser considerado negociável. Devemos negociar a Verdade? Jesus está presente no pão e vinho? Alguns protestantes ensinam que sim, outros que não, muitos (como eu antigamente) nem imaginava que a idéia de estar presente de fato no pão e vinho de forma que também é um sacramento. Isso é negociável? Não, não é negociável: a Verdade não é negociável. Mas as igrejas protestantes ensinam de forma diferente negociando a verdade. Parece até mesmo um novo tipo de mercadores da fé, onde não se visa o lucro, mas a conveniência. A Verdade é transformada em questões negociáveis ou não, onde em nome de uma suposta unidade de paz apenas essas diferenças são toleradas. Segundo o autor do texto, itens negociáveis não determinam se a pessoa é ou não cristã. Fico a me perguntar a partir de que padrão podemos determinar se uma pessoa é ou não cristã, e a partir de que padrão objetivo podemos saber quais são ou não os itens negociáveis de uma “verdade que diverge entre si” sendo que os apóstolos ensinaram constantemente o contrário, pois eles ensinaram sobre [uma] Igreja, e por ser [uma] é universal (Católica). Não toquei na questão a universalidade e unidade de crenças por acaso, e sim porque mais um equivoco (cada vez mais surgem equívocos sem tamanho) em relação a Igreja Católica. Ele dá a entender que há diversidade doutrinaria no catolicismo, sendo que não pode haver por definição, pois as crenças da Igreja Católica devem ser universais, por isso quem não possui uma crença contrária, pode ser qualquer coisa menos católico. Mas então, como pode possuir crenças universais se foram apresentadas tantas diferenças? A resposta é que as diferenças&amp;nbsp; não são em doutrinas estabelecidas, mas em costume e em doutrinas ainda não estabelecidas.&amp;nbsp; Para um melhor entendimento, decidi tratar em outro item.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;- Diversidade na Igreja Católica?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de explicar quais tipos de diferenças existem, penso que seja interessante fazer um resumo de como elas surgiram na história da Igreja. Essa questão então vai aos tempos apostólicos, quando as primeiras igrejas eram fundadas. Depois que os apóstolos fundaram várias comunidades cristãs, certos lideres eram instruídos, inclusive na forma de instruir os novos lideres. Eles possuíam uma mesma fé, passada de forma unanime pelos apóstolos, por isso a Igreja era uma, onde "a multidão dos que haviam abraçado a fé tinha um só coração e uma só alma”. É claro que algumas questões não estavam completamente desenvolvida, questões como a explicação e conciliação dos ensinos apostólicos. Com o passar do tempo essas comunidades cristãs passaram a expressar a fé de forma diferente, devido a sua cultura e língua. Mas eles não tinham diferenças nas doutrinas, pois acreditavam na Igreja Una, assim como dizem os credos, mas nas [expressões] dessa fé e sua forma de conciliar e explicar o que foi ensinado pelos apóstolos. Como algumas questões foram deixadas em aberto pelos apóstolos, surgiram aparentes divergências doutrinarias, e as vezes divergências de fato, entretanto todos sabiam a necessidade de ter um só pensamento, por isso eram feitos os concílios. Ambos observavam determinada doutrina, e se ela tivesse sido repassada pelos apóstolos aos seus sucessores (e assim por diante), então essa doutrina era aceita por ser Universal (católica). Essa era a forma de decidir os primeiros concílios e sínodos. Concílio, uma palavra que os protestantes poderiam aprender a usar. A forma de expressar era particular em cada igreja, mas a fé era universal (Católica). Os apóstolos também faziam isso, como é demonstrado em Atos 15. Os judeus tinham o costume da circuncisão, como determinava a lei, mas os gentios não precisavam seguir isso por conta da Nova Aliança, mesmo assim o costume dos judeus foi preservado, mesmo sabendo eles que não era algo necessário à Nova Aliança. Dessa forma é totalmente explicável que a questão doutrinaria possa divergir em sua expressão, ou até que ela seja conciliada posteriormente quando a questão se torna resolvida (como foi os exemplos, que não será necessário citar). Foi assim com a Divindade de Jesus, a Trindade, a Infalibilidade Papal e o Canon (não falo do Canon protestante retalhado).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fica evidente que não é o tipo de diferença que existe nas igrejas evangélicas. É claro que nas Igrejas evangélicas existem aparentes diferenças, mas em outras há diferenças doutrinárias de fato que estão contrárias ao ensino apostólico, principalmente o da unidade que não se pode mais assumir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mais, Sr. João Flavio Martinez, gostaria que mostrasse de forma mais detalhada os “77 pais que comentaram este verso apenas 17 opinaram que se refere a Pedro”, e o fato deles terem comentado como não se referindo a Pedro significasse que eles não acreditavam nisso. Várias pregações, por exemplo, são feitas sobre determinados trechos bíblicos, o que não significa que o pregador não acredita na questão fundamental ensinada. Seria interessante também notar a diferença da Igreja Católica no México que não faz parte da Igreja Católica Apostólica Romana, e é sim mais uma seita como as igrejas protestantes que surgem a cada descobrimento da América.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em resumo, a Igreja de Cristo deve ser uma, mas pode divergir em [expressões] da única fé que seguem (Romanos 14, por exemplo), mas não nas questões de fé (depois de terem sido resolvidas).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O protestantismo falha em ser um assim como o Pai é um com Jesus, e assim como os primeiros cristãos eram um: em vontade, crenças e amor (deixando de lado, assim, certos costumes). No entanto, se o Espírito de Deus tivesse dado inicio a “deforma protestante”, ambos reformadores saberiam das doutrinas que estavam erradas e não divergiriam tanto formando essa Babel Doutrinária onde a única coisa que concordam é que devem criticar a Igreja Católica a qualquer custo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Igreja de Cristo só pode logicamente subsistir na Igreja Católica, pois é este corpo em unidade que possui as características da Igreja que Jesus disse que as portas do inferno não prevaleceriam. Afinal, há um só Deus, um só Espírito Santo, um Senhor, uma só Igreja, e uma só fé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Autor: Jonadabe Rios &lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8265214593946749220-1699490596273832238?l=porquecreio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquecreio.blogspot.com/feeds/1699490596273832238/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://porquecreio.blogspot.com/2010/12/igreja-de-cristo-pode-ser-protestante.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265214593946749220/posts/default/1699490596273832238'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265214593946749220/posts/default/1699490596273832238'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquecreio.blogspot.com/2010/12/igreja-de-cristo-pode-ser-protestante.html' title='&quot;Reforma&quot; protestante: Igreja deformada, sempre deformando.'/><author><name>Jonadabe Rios</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09620595583578169937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Yrx9HqXO5ug/TETrJj12R3I/AAAAAAAAAYA/JI2nts9q8bg/S220/of.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Yrx9HqXO5ug/TRIJT3CAuxI/AAAAAAAAAfo/_LcFepguODc/s72-c/confusao1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8265214593946749220.post-2450929542802435177</id><published>2010-12-12T07:50:00.000-08:00</published><updated>2010-12-12T07:50:26.432-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Catolicismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cristianismo'/><title type='text'>Entendendo a Inquisição I: – A Igreja após a queda de Roma</title><content type='html'>Antes de falarmos diretamente sobre Inquisição, é preciso que entendamos como a Igreja estabeleceu-se de maneira tão profunda na cultura européia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É sabido por artigos anteriores que os primeiros católicos foram severamente perseguidos por Roma nos primeiros séculos da era cristã. Motivados pelo fato de os cristãos não aderirem aos cultos pagãos (em sua maioria a própria figura divinizada do imperador) e professarem uma fé universal (por isso católica) em Cristo Jesus, os romanos atiravam cristãos aos leões nos circos e arenas promovendo espetáculos que tinham intuito de promover entendimento e coibir a conversão ao cristianismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porem, como disse o escritor Tertuliano, convertido ao cristianismo depois de muitos anos combatendo-o veementemente, “O sangue dos mártires é a semente dos cristãos”. Assim, cumpria-se cada vez mais a promessa de Nosso Senhor a Pedro, garantindo que as portas do inferno não prevaleceriam e nem prevalecerão sobre a Igreja (Mt 16,18).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fruto desta Santa Resistência foi colhido apenas no século IV, quando o imperador Constantino no ano de 313 declarou licito o culto cristão e além disso o tornou religião oficial do Estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porem, crises financeiras e muitas disputas internas e externas por poder faziam com que o império se enfraquecesse. Os frutos deste enfraquecimento foram diversas guerras internas que inicialmente dividiram o império romano em dois. O Ocidental, com capital em Roma e um Oriental, com capital em Constantinopla.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este enfraquecimento fez com que diversas invasões de povos Bárbaros (palavra oriunda de blá-blá-blá, ou seja, povos que falavam línguas que não se compreendia em Roma) vindos de todas as direções e que avançavam aos poucos pelas fronteiras do Império Romano Ocidental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Godos, ostrogodos, visigodos, suevos, francos, germânicos, eslavos (compreendendo centenas etnias e tribos diferentes), vândalos, saxões, anglos, unos são exemplos de tribos bárbaras que aos poucos foram conquistando a Europa, reduzindo assim as fronteiras até o ponto de tomarem a capital romana oriental em 476 dc, o bárbaro Odorico depôs Rômulo Augusto e proclamou-se “patrício” dos romanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um longo processo de modificação do império teve inicio, sempre embaixo de guerras sangrentas, cruéis perseguições, massacres, intolerância que moldaram o que viria a ser a sociedade medieval dos séculos seguintes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você pode estar se perguntando, como a Igreja se enquadrou neste turbilhão de transformações politicas, sociais, ideológicas e religiosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem duvida nenhuma se hoje você está lendo este artigo, seja você católico ou não, deve muito a Santa Igreja de Cristo. O fato de ela ser Católica (professa a mesma fé da mesma maneira em todos os lugares, ou seja, universal) foi vital para que a sociedade ocidental que conhecemos hoje se estabelecesse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos esses povos que citamos acima, estavam longe de viverem em harmonia entre si. É fato conhecido que inúmeras e violentas guerras entre estas tribos foram travadas e a ação pacificadora da Igreja foi fundamental para que a paz fosse estabelecida entre esses povos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra coisa que é importante lembrar é que todos esses povos eram nômades, isto é, viviam em acampamentos temporários, consumindo os recursos de uma determinada região e quando estes se esgotavam, dirigiam-se para outro lugar, o que gerava conflitos com possíveis grupos que por acaso já estivesses na região. Não havia cultura entre esses povos. Arte e ciências eram extremamente escassas, assim como tratamentos de saúde, educação, e serviços básicos que os romanos já a muito gozavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste cenário, o conhecimento arreigado pela Igreja de agricultura, letras, ciências e medicina propiciaram que esses povos se fixassem em um local (sedentarismo), extinguindo a necessidade de deslocamentos e guerras por territórios provisórios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já no século III, um movimento maravilhoso surgiu no seio da igreja. O monaquismo (vida em regime monastico, ou seja, como um monge). Porem foi no século IV e V que o movimento se expandiu com força extraordinária, muito em função de um gigante da Igreja e com certeza uma das pessoas mais influentes e importantes da história humana. Este homem foi São Bento (480-547) que com sua humildade, cultura extraordinária e sua Regra propiciaram a crianção de um método simples e muito efetivo de evangelização e educação dos povos bárbaros, unindo-os pela fé no Cristo e na Santa Igreja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram os Beneditinos (Monges Seguidores da regra de São Bento) que literalmente colonizaram a Europa, aplacando conflitos e divergencias sociais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em nossos dias, podemos ver que diversas cidades européias tem seu marco zero um mosteiro, uma paróquia ou uma catedral (Pariz – Notre-Dame; Londres –Canterbury; Cassino – Abadia Monta Cassino, dentre outras) . Isto acontecia pelo fato desses monastérios possuirem escolas, hospitais, artes e catequese acessíveis a todos os níveis sociais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os monges ensinaram os bárbaros o cultivo da terra, leitura, escrita, artes, mossonaria (arte de construir com blocos de pedra, tijolos e alvenaria), ciência naturais e exatas (engenharia, geometria e matemática).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é dificil assim vermos que toda sociedade a partir da alta idade média (476-1000 DC) foi construída sobre as bases fundamentais do cristianismo católico e sem ele, a sociedade bárbara iria se auto-destruir por seus métodos violentos e desumanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É importante ver que muitos destes resquicios, apensar dos grandes esforços da Igreja, continuaram por muitos e muitos séculos subsequentes, impelindo a Igreja a combater tais costumes de maneira veemente e incansável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficamos por aqui. Espero que este artigo seja de muita utilidade para você amigo leitor intender a importância da Santa Igreja de Cristo para a história do mundo ocidental e os motivos pelo qual o Estado e a Igreja eram tão interligados. Afinal, sem a universalidade(catolicismo) da igreja, provavelmente o mundo seria bem diferente do que conhecemos hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No próximo artigo, abordaremos o comportamento social, politico e judicial na Idade Média. Iremos abordar a mentalidade popular deste período, costume e ver descobrir por quê alguns métodos jurídicos e penais atribuídas de maneira erronea a Igreja na Inquisição eram na verdade costumes bárbaros cuja Igreja era veemente contrária e feroz combatente, ao ponto de excomungar reis e membros do alto escalão da nobresa da época.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um abraço a todos e até o próximo artigo. Que o amor do Pai, a comunhão do Filho e a fortaleza do Espirito Santo estejam com todos vocês!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.veritatis.com.br/apologetica/artigospapaprimado/963-entendendo-a-inquisicao-i--a-igreja-apos-a-queda-de-roma" target="_blank"&gt;Fonte: www.veritatis.com.br&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8265214593946749220-2450929542802435177?l=porquecreio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquecreio.blogspot.com/feeds/2450929542802435177/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://porquecreio.blogspot.com/2010/12/entendendo-inquisicao-i-igreja-apos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265214593946749220/posts/default/2450929542802435177'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265214593946749220/posts/default/2450929542802435177'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquecreio.blogspot.com/2010/12/entendendo-inquisicao-i-igreja-apos.html' title='Entendendo a Inquisição I: – A Igreja após a queda de Roma'/><author><name>Jonadabe Rios</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09620595583578169937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Yrx9HqXO5ug/TETrJj12R3I/AAAAAAAAAYA/JI2nts9q8bg/S220/of.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8265214593946749220.post-5934939141604508403</id><published>2010-12-07T08:22:00.000-08:00</published><updated>2010-12-07T08:22:19.493-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Antigo Testamento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Bíblia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História'/><title type='text'>Forma e peculiaridade da literatura de Israel</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Yrx9HqXO5ug/TP5fHN4TLhI/AAAAAAAAAfU/-ztAg_EN42o/s1600/hebrew_bible.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/_Yrx9HqXO5ug/TP5fHN4TLhI/AAAAAAAAAfU/-ztAg_EN42o/s320/hebrew_bible.jpg" width="237" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;O Antigo Testamento é parte integrante de nossa Bíblia cristã. Justamente nos últimos anos ressurgiu mais e mais do esquecimento e tornou a assumir seu lugar incontestado na pregação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É, todavia, sempre um segmento reduzido do grande todo do Antigo Testamento que se nos apresenta. E quem procura penetrar mais fundo neste livro e lê, inclusive, trechos maiores do Antigo Testamento, deparar-se-á constantemente com dificuldades. Essas são, muitas vezes, de caráter externo. Simplesmente não compreendemos muitas coisas, esbarramos em contradições ou em fatos que nós cristãos achamos estranhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos, p. ex., logo no início da Bíblia, dois relatos distintos sobre a criação. O leitor imparcial imediatamente notará que um não é mero complemento do outro; pelo contrário, os relatos apresentam duas exposições bem diferentes do processo da criação do mundo. O primeiro relato é bem sistemático na seqüência das obras dos sete dias. (Compreende o trecho de Gn 1.1 até a primeira frase de Gn 2.4, que forma o epílogo.) De acordo com este relato, tudo se originou aos poucos do nada caótico, mediante a vontade criativa e ordenadora de Deus Criador, a começar pelos elementos inânimes, passando pelo reino vegetal e animal até o ser humano. Conforme esse relato, Deus cria apenas através de sua palavra eficaz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem diferente é o segundo relato. (Começa em Gn 2.4b: “Quando o Senhor Deus fez o céu e terra...”.) Aqui o estado caótico primitivo não é a água, mas a seca. No princípio da criação está o ser humano. Em seu redor são criados, então, o reino vegetal e o reino animal. Esse relato é bem mais ingênuo e plástico, representando, p. ex., a atividade criadora de Deus como a do oleiro que forma um vaso de barro. E em todo este conjunto é visado, exclusivamente, o espaço vital imediato do ser humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É evidente que aqui foram colocados lado a lado dois relatos de criação distintos que originalmente eram independentes. Originaram-se em tempos e de autores diferentes, que, com respeito à criação, foram movidos por interesses bem diferentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já este exemplo nos pode mostrar que no caso do Antigo Testamento temos diante de nós um livro que cresceu paulatinamente. Em sua forma atual constitui o resultado de uma longa história. Foi chamado, certa vez, de “o livro que cresceu durante mil anos”. Nele encontramos reunidos os testemunhos de fé do povo de Israel, procedentes de muitos séculos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em cada geração se levantavam de forma nova as perguntas que resultavam da fé de Israel em um só Deus e seu agir na história com seu povo. E cada geração tinha que dar as suas próprias respostas. Tudo isso se documentou, nas mais diversas formas, nos textos agora reunidos no Antigo Testamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No início deste processo de crescimento está a palavra falada e transmitida oralmente. As histórias vivas e coloridas sobre os patriarcas, p. ex., foram, com certeza, contadas e recontadas através de muitas gerações antes de serem fixadas por escrito. Neste transcurso, naturalmente, também alteraram, amiúde, sua forma, assumindo novos traços característicos enquanto que outros perderam sua importância para uma geração nova. Ou ainda, vejamos as palavras dos profetas: foram pronunciadas em uma determinada situação histórica e depois transmitidas, também, oralmente antes de alcançarem sua forma literária final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algo semelhante também sucedeu com os textos restantes do Antigo Testamento. Somente aos poucos formaram-se coleções menores ou maiores de textos congêneres ou da mesma origem. O resultado final desta história movimentada são os diversos “livros” do Antigo Testamento, na forma como atualmente os encontramos na Bíblia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;2&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;A história do Antigo Testamento se estende desde a imigração dos israelitas na Palestina, no século XIII a.C., até os últimos séculos antes da era cristã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os textos mais antigos são, com freqüência, cânticos ou ditos que facilmente se gravaram na memória e que, por isso, se conservaram por muito tempo. Um exemplo é a “canção de vitória” de Miriam, em Êx 15.21, que canta a destruição dos egípcios no mar. Outro é a canção de Lameque, em Gn 4.23-24, uma “fanfarronada” que fala de cruel vingança de morte; ou, então, a “canção do poceiro” em Nm 21.17-18, que se deve imaginar cantada durante a cavação de um poço. Mas também canções mais extensas, como p. ex., a magnífica canção de Débora em Jz 5, provêm de tempos muito mais remotos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tradições muito antigas estão conservadas também sob a forma de provérbios populares, como ocorre em toda parte do mundo. Citam-se tais provérbios explicitamente diversas vezes (p. ex. 1Sm 24.14; Ez 16.44), e ainda em muitas outras passagens podem ser descobertos durante a leitura. Os provérbios foram especialmente cultivados no Antigo Israel, quando, após a faina diária, as pessoas se reuniam junto ao portão. Os provérbios alcançavam forma artística na corte real, conforme relatam notícias do tempo de Salomão (1 Rs 5.11-12).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já em tempos antigos passou-se a colecionar estes provérbios e cânticos. Prova disso são algumas passagens em que se citam tais coleções, das quais, porém, nada mais sabemos. Assim é mencionado, em Js 10.13 e 2Sm 1.18, o “livro do valente”, e em Nm 21.14, o “livro das guerras de Javé”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, desde os tempos mais antigos, circulavam também contos. Exatamente como em outros povos, trata-se, sobretudo, de “sagas” (lendas) que falam dos acontecimentos e vultos da história primitiva de Israel. O termo “saga” expressa que esta não é motivada por interesse histórico, querendo fixar exatamente a seqüência dos eventos. A saga apresenta em cores vivas o que é o característico da época e dos respectivos personagens, conforme se conservou vivo na consciência do povo. Por isso, as sagas são mais do que simples contos de eventos passados. Nelas o passado está presente como parte integrante da própria história daqueles que as narram e ouvem. Reconhecem, naquilo que Abraão, Jacó e Moisés experimentaram, uma representação de suas próprias experiências que tiveram e ainda têm. Israel entende sua história sempre como a história com Deus. E como Ele agiu com os patriarcas, livro a geração posterior do Egito e a levou para a terra prometida, assim Deus está agindo com seus povo em todos os tempos. Deste modo, estas sagas representam, com toda a sua vivacidade narrativa, muitas vezes, uma profunda profissão de fé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma historiografia propriamente dita existiu em Israel mais ou menos desde o tempo de Davi. Ocupa-se, principalmente, com acontecimentos políticos. Assim, acham-se descritos, no 1º livro de Samuel, a origem do reinado e a ascensão de Davi; no 2º livro de Samuel trata-se da consolidação e expansão do reino de Davi e das tramas em torno do problema da sucessão no seu trono. Os livros dos Reis apresentam, a seguir, o governo de Salomão como o último período glorioso do Reino Unido, bem como a divisão em um Reino do Norte e um Reino do Sul e a queda paulatina até o fim total da existência política independente do povo de Israel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;3&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;As sagas do Antigo Testamento têm muitas vezes uma intenção explicativa específica. Fala-se, nesse caso, desagas etiológicas (do grego aitia, causa). Assim, p. ex., a narração da queda dos primeiros seres humanos quer explicar a origem dos distúrbios na vida humana. A sinistra inimizade mortal entre o ser humano e a serpente, os incômodos de maternidade da mulher, aliás, em tensão misteriosa com sua inclinação para o marido, e a fadiga do trabalho do ser humano são as conseqüências da primeira desobediência humana a Deus (Gn 3.14-19). A narrativa da construção da torre de Babel (Gn 11) responde à pergunta pelo motivo da divisão da humanidade em uma pluralidade de povos e línguas tão diferentes. Outras sagas etiológicas explicam a peculiaridade de tribos e povos, conhecidos de Israel por serem seus vizinhos. A posição subalterna dos aborígenes cananeus não expulsos pelos ismaelitas é explicada como conseqüência de uma falta grave do pai, Canaã (Gn 9.25). A natureza selvagem e agressiva dos beduínos ismaelitas é atribuída, na saga, ao comportamento rebelde de sua mãe, Hagar (Gn 16.12) etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Freqüentemente, essas sagas etiológicas também querem explicar determinados nomes. Para este fim, faz-se uso de trocadilhos de palavras hebraicas, dificilmente traduzíveis para o vernáculo. No nome Isaque, em hebraico, ressoa a palavra “rir” (Gn 21.6); o nome de Jacó se assemelha ao som das palavras “calcanhar” (Gn 25.26) e “enganar” (Gn 27.36); o nome Israel é interpretado como “o que luta com Deus” (Gn 32.29[28]). Tais etiologias encontram-se a cada passo e mostram a intenção destas sagas de interpretar e compreender seu passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma forma especial de saga etiológica constituem os textos que tencionam justificar a santidade de um lugar. Assim exclama Jacó, após o sonho da escada ao céu: “Quão temível é este lugar! Aqui é a casa de Deus (Bet-El)!”, e erige lá um santuário (Gn 28.17ss). Por causa desta aparição da divindade em sonho, portanto, o lugar é sagrado. Algo semelhante ocorre com os santuários de Manre, onde três homens aparecem a Abraão (Gn 18), e de Peniel, onde Jacó teve que travar uma luta noturna (Gn 32.25ss).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já em tempos mais remotos, “ciclos de sagas” formaram-se de várias sagas individuais que tratavam das mesmas pessoas. Assim, as ocorrências que sucederam entre Abraão e Ló foram contadas numa seqüência narrativa (Gn 13; 18-19); igualmente existia um ciclo de sagas de Jacó e Esaú (Gn 25.19ss; 27; 33), e outro de Jacó e Labão (Gn 29-31). Nestes dois últimos, pode-se ver nitidamente qual o processo que levou a estas coleções maiores. Os dois ciclos que tratam de Jacó foram estreitamente ligados entre si. Embora contivessem material muito heterogêneo, os narradores conseguiram plasmar uma imagem completa do personagem Jacó. Nisto se revela uma arte de contar mais desenvolvida. Sob aspectos literários, quase se poderia chamar este conjunto de “novela”. Ainda mais evoluída é a forma artística na história de José. Traço a traço é reconstituído o destino de José. Contudo, não se fala exclusivamente de José; entram em cena também diversos atores coadjuvantes. O resultado é uma contextura artística d vários fios magistralmente entrelaçados pelo narrador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;4&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Além de ditos, cânticos e sagas, foram transmitidas, desde os primórdios de Israel, também leis das mais diversas espécies. O seu conteúdo é muito abrangente: vai desde a exigência de adorar exclusivamente o Deus único até a regulamentação do dever de restituição em casos de danos causados por um animal; do mandamento do amor ao próximo até as prescrições exatas sobre o vestuário dos sacerdotes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mediante critérios externos e internos podem ser distinguidas, claramente, diversas classes de leis. Em primeiro lugar, há disposições que começam por “se” e expõem um “caso” com precisão (p. ex. Êx 21.18ss). Essas leis “casuísticas” tratam de casos litigiosos da vida diária e se destinam para o uso na comunidade judicial. Esta se reunia na praça junto ao portão sempre quando era preciso julgar um processo. Juízes profissionais não os havia, mas essa função era exercida pela totalidade dos cidadãos plenos, que também tinham direito a voz e voto. Ajuda importante neste julgamento representavam as sentenças casuísticas, que eram transmitidas de geração a geração. Um exemplo vivo de como funcionava a comunidade judicial encontramos no cap. 4 de Rute.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De natureza bem diferente são as sentenças que simplesmente expressam um mandamento ou uma proibição sem quaisquer condições ou restrições: “tu farás” ou “não farás” (p. ex. Êx 20.2ss). Este direito “apodítico” tem sua origem na esfera do culto. Era recitado de forma solene no culto, provavelmente por ocasião de uma festa que lembrava a renovação da Aliança entre Deus e o povo, estabelecida no monte Sinai. E nesta ocasião eram recitadas as leis apodíticas – especialmente o “Decálogo” – como sendo manifestação da vontade divina que estabelece esta Aliança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O “direito casuístico” é congênere, segundo sua forma e seu conteúdo, ao direito usado em todo o Antigo Oriente; o paralelo mais interessante, com correspondências parcialmente literais, oferece o Código babilônico de Hamurábi (por volta de 1700 a.C.).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O “direito apodítico”, por outro lado, é genuinamente israelita; é compreensível somente a partir da peculiaridade da fé veterotestamentária e pertence a seus elementos mais antigos. Ambos os gêneros legais se fundem no Antigo Testamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Outra espécie de norma legal ocupa-se com questões que afetam o culto. Assim, p. ex., são descritos minuciosamente os rituais que fazem parte do ato de sacrifício (Lv 1-5), são compilados, para uso por parte do sacerdote, detalhes técnicos sobre como oferecer o sacrifício (Lv 6-7), ou sobre pureza e impureza ritual ( Lv 11-15). Estes textos formam a base da instrução sacerdotal dos leigos sobre assuntos cultuais. Em geral, porém, provêm de épocas mais recentes do que as leis casuísticas e apodíticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Antigo Testamento, as diversas leis foram conservadas em uma série de coleções. A mais antiga é o “Código da Aliança” (Êx 20.22-23.19). Reúne em si leis apodíticas e casuísticas. O Deuteronômio contém, igualmente, muitas leis antigas nos caps. 12-26, que foram entremeadas e ampliadas por frases explicativas e exortativas: aqui a lei é pregada! Uma coleção semelhante, todavia com determinações preponderantemente cúlticas, encontramos também na “Lei de Santidade” (Lv 17-26). Sua exigência básica está resumida na sentença: “Santos sereis, porque eu, o Senhor vosso Deus, sou santo” (19.2). Finalmente, os caps. 1-16 de Levítico reúnem diversas coleções menores com disposições rituais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: A formação do Antigo Testamento, ROLF RENDTORFF&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8265214593946749220-5934939141604508403?l=porquecreio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquecreio.blogspot.com/feeds/5934939141604508403/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://porquecreio.blogspot.com/2010/12/forma-e-peculiaridade-da-literatura-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265214593946749220/posts/default/5934939141604508403'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265214593946749220/posts/default/5934939141604508403'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquecreio.blogspot.com/2010/12/forma-e-peculiaridade-da-literatura-de.html' title='Forma e peculiaridade da literatura de Israel'/><author><name>Jonadabe Rios</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09620595583578169937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Yrx9HqXO5ug/TETrJj12R3I/AAAAAAAAAYA/JI2nts9q8bg/S220/of.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Yrx9HqXO5ug/TP5fHN4TLhI/AAAAAAAAAfU/-ztAg_EN42o/s72-c/hebrew_bible.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8265214593946749220.post-5449849338474751441</id><published>2010-12-05T05:30:00.000-08:00</published><updated>2010-12-05T06:42:55.113-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Novo Testamento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Catolicismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Bíblia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jesus'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cristianismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='N. T. Wright'/><title type='text'>Afinal, qual a lógica da ressurreição?</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Yrx9HqXO5ug/TPuT1HwvwaI/AAAAAAAAAfQ/BobpAnTltk4/s1600/Ressurrei%25C3%25A7%25C3%25A3o.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="199" src="http://2.bp.blogspot.com/_Yrx9HqXO5ug/TPuT1HwvwaI/AAAAAAAAAfQ/BobpAnTltk4/s200/Ressurrei%25C3%25A7%25C3%25A3o.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Não pretendo tratar aqui a questão de como a ressurreição é possível e vai ser feita, já que se Deus existe e possui as características que a Teologia Cristã atribui, então não é impossível que ela ocorra. Algumas pessoas acham possível para Deus criar o mundo ex nihilo, espíritos com capacidades impressionantes e a possibilidade de reencarnações sucessivas de seres humanos, mas não a de uma “simples” ressurreição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parecem crer num Deus que possui a habilidade de criar a vida do nada, mas não consegue fazer com que essa vida que havia criado da matéria inanimada se torne animada mais uma vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que na ressurreição o que ressurge nem sempre se refere ao material exato que a pessoa possuía ao morrer, e sim a forma que o faz [alguém], um “eu” diferente dos outros e com suas características pessoais, o que só é problema para seres limitados e não a um Ser do qual nada maior se pode imaginar. Nós, por exemplo, constantemente somos regenerados com um novo material quando possuímos algum ferimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também não penso ser importante o que alguns citam como motivo para desacreditar na ressurreição questões como a idade das pessoas ressurretas. Isso, na minha sincera opinião, não passa de desculpas esfarrapadas pra quem quer arrumar um motivo pra dizer que possui algum porquê de não crer na ressurreição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão principal não é essa. Se Deus prometeu ressuscitar os seres humanos, e prometeu que o que há de vir será muito bom, Ele sabe mais do que nós mesmos o que vai ser melhor (afinal, é o nosso Projetista), inclusive a idade, que não importa sabermos pra poder ver sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As questões que realmente importam, e ultimamente tenho visto, são um pouco diferentes dessas primeiras (e bem mais importantes), e devem ser respondidas pressupondo que Jesus teria ressuscitado. Melhor, para um sentido completo, deve-se levar em consideração toda a história da salvação registrada nas escrituras. Não crer, apenas pressupor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas afinal, qual é a lógica, ou melhor, o sentido da ressurreição? Além do sentido da nossa ressurreição futura, qual é o sentido da ressurreição de Jesus além da repetida conseqüência expiatória? Teria alguma importância para sua mensagem se Ele (Jesus) ressuscitou de fato ou não? O que é que os cristãos primitivos ensinavam? E o que o real significado da ressurreição de Jesus implica para nossas vidas e para o mundo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo os primeiros cristãos, o mundo havia decaído e estava corrompido. O mundo precisava de restauração e Deus prometeu restaurá-lo. De tempos em tempos surgia um sinal Divino dessa intervenção, seja pela mensagem dos profetas, ou por acontecimentos ligados a Israel que não estavam ligados necessariamente a essas mensagens proféticas. Nessa história, surge a esperança da ressurreição final dos mortos, onde Deus julgará cada pessoa e restaurará a natureza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes da ressurreição de Jesus todos os seus discípulos, assim como os outros judeus, acreditavam que essa restauração se daria nesse dia da ressurreição final quando Deus irá restaurar o que criou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse é o primeiro ponto sobre o sentido da ressurreição. Para Deus, o mundo em si não é ruim, e Ele não deixará sua criação à toa, pelo contrário, irá restaurá-la assim como ela estava no momento em que viu que era boa. Seria a Nova Criação de Deus, mas vamos tratar disso melhor adiante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diferente da expectativa dos judeus (incluindo seus discípulos), Jesus ressuscitou após a sua morte. Além do significado referente à morte expiatória, explicada pelo próprio Senhor depois de ressurreto, houve outro entendimento dos cristãos (passado por Ele ou pelo Espírito Santo) das conseqüências da ressurreição o Mestre. Esse entendimento foi sobre a antecipação em Jesus do que acontecerá com o mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a Nova Criação de Deus começa na ressurreição e Jesus ressuscitou, então a Nova Criação de Deus já começou. Mas se todos os mortos ainda não ressurgiram isso significa que Ele é a finalidade, o futuro da humanidade apresentada no presente de modo que o presente possa ser transformado à luz desse futuro glorioso começado por Jesus Cristo. &amp;nbsp;Não só o futuro da humanidade, mas de toda a criação a ser restaurada (ou feita viva novamente), e a garantia disso tudo é esse futuro que já começou com Jesus ressuscitado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso claramente cria uma responsabilidade que os cristãos têm negligenciado, principalmente por acreditarem em conceitos sobre o fim do mundo, “ir para o céu” (acredito em um estado intermediário, mas não como finalidade do homem) e esperar a volta de Jesus. Como N. T. Wright disse “Se Deus queria que o mundo acabasse e o Armagedom estava às portas, por que se preocupar com o fato de grandes empresas, como a General Motors, continuarem a lançar gases venenosos na atmosfera canadense? [...] Se a intenção de Deus é conduzir o mundo a sua destruição total, qual é o problema? Se o Armagedon está às portas, não faz diferença o (e suspeito que isso realmente faça parte da agenda) o fato de a General Motors lançar gases venenosos na atmosfera canadense”. [Surpreendido pela esperança, p 135 e 136]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Transformar o mundo presente à luz do futuro é feito cumprindo a mensagem de Jesus. Amar a Deus acima de todas as coisas, ao próximo como a si mesmo resume todo esse ensino. Amando a Deus conseqüentemente implica em amar o próximo, mas não só ele, e sim a sua criação. Assim, possuímos plena responsabilidade não só com as pessoas, mas com a natureza, e isso acaba com a acusação de que a crença cristã (principalmente na volta de Jesus) nos livra dessa responsabilidade, quando na verdade é o contrário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É bom lembrar que esse Reino pregado por Jesus Cristo foi também ensinado como parábolas, como uma planta que sua semente é pequena, mas que cresce até dar frutos. Ou como uma farinha fermentada, e, talvez um dos exemplos mais esclarecedores, a Parábola do Joio e do Trigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso explica perfeitamente que, apesar das aparências, o Reino está a se manifestar e se manifestará completamente, assim como a semente pequena que dá uma grande árvore. Entretanto, enquanto não é manifesto totalmente, há joios no meio do trigo, o que faz algumas pessoas pensarem que Jesus não está a reinar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É óbvio que os cristãos têm sido um tanto desastrosos, mas isso além de ser previsto, mostra mais uma vez que a “porta é estreita” e não serão muitos os que entrarão por essa porta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro, também, que não estou a falar da salvação por obras, nem que somos salvos por agir dessa forma. Estou me referindo às conseqüências da ressurreição de Jesus para a humanidade e o cosmos, qual seu sentido, e como Deus, segundo a Teologia Cristã, não abandonará o mundo, ao contrário de outros tipos de pensamentos, onde esse mundo é mau em si (ou, em alguns casos, irrelevante, sem importância) e que seremos libertos quando sairmos desse corpo para algo melhor. Os discípulos de Jesus ensinaram também de algo melhor, mas esse algo melhor que faz parte da esperança primitiva é a restauração do mundo, “o Novo Céu e Nova Terra”, o cumprimento da promessa de que Deus não abandonaria o mundo, pois criou e viu que era bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso também me faz pensar na questão de Jesus como o Messias. Os primeiros cristãos não pareciam pensar que “Jesus ressuscitou, portanto é o messias”, mas que Ele é o Messias, cumpriu algumas profecias, ressuscitou para cumprir outros propósitos de Deus (alguns já foram mencionados) além das outras profecias que cumprirá nesse futuro que já pode ser experimentado de alguma forma no presente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O significado da ressurreição não é apenas o que coloquei aqui, mas esse é um dos que considero como mais negligenciados. As Escrituras, assim como a Tradição Cristã, mostram seus outros significados e implicações para o Cristão e o Cosmos. Resta a quem desejar conhecer a mensagem cristã (principalmente o que faz parte da crença cristã primitiva) buscar entender melhor esse assunto. Acho interessante o que N. T. Wright mostra sobre essa visão, inclusive no livro “Surpreendido pela Esperança” (que tirei várias idéias para escrever esse texto).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, está aí uma pequena explicação, e uma boa dica de leitura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Autor: Jonadabe Rios&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8265214593946749220-5449849338474751441?l=porquecreio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquecreio.blogspot.com/feeds/5449849338474751441/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://porquecreio.blogspot.com/2010/12/afinal-qual-logica-da-ressurreicao.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265214593946749220/posts/default/5449849338474751441'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265214593946749220/posts/default/5449849338474751441'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquecreio.blogspot.com/2010/12/afinal-qual-logica-da-ressurreicao.html' title='Afinal, qual a lógica da ressurreição?'/><author><name>Jonadabe Rios</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09620595583578169937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Yrx9HqXO5ug/TETrJj12R3I/AAAAAAAAAYA/JI2nts9q8bg/S220/of.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Yrx9HqXO5ug/TPuT1HwvwaI/AAAAAAAAAfQ/BobpAnTltk4/s72-c/Ressurrei%25C3%25A7%25C3%25A3o.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8265214593946749220.post-7757094311360675142</id><published>2010-12-01T05:41:00.000-08:00</published><updated>2010-12-01T05:41:48.659-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Novo Testamento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Deus'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jesus'/><title type='text'>Palavra de Deus encarnada</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Yrx9HqXO5ug/TPZQXp_ScMI/AAAAAAAAAfM/hBB4vmad8IQ/s1600/Deus.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" src="http://1.bp.blogspot.com/_Yrx9HqXO5ug/TPZQXp_ScMI/AAAAAAAAAfM/hBB4vmad8IQ/s320/Deus.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;José Antonio Pagola&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim é chamado Jesus numa espécie de "prólogo" com o qual inicia o evangelho de João. Depois a expressão desaparece inclusive neste mesmo evangelho. Ninguém volta a falar assim nas primeiras gerações cristãs. No entanto, esta expressão servirá mais tarde para aprofundar a partir da fé cristã, o próprio núcleo do mistério encerrado em Jesus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na terminologia deste prólogo está ressoando a categoria grega de Logos, a fé judaica na "Palavra" de Deus e a meditação sapiencial sobre a "Sabedoria". Como se sabe, na cultura grega sente-se a realidade como impregnada de racionalidade e sentido; a realidade não é algo caótico e incoerente; nela há Logos; as coisas têm sua "lógica" interna. Por outro lado, de acordo com a fé judaica, Deus não tem imagem visível, não pode ser pintado nem esculpido; mas tem voz; com a força de sua "Palavra" cria o universo e salva seu povo. Por isso, segundo a tradição sapiencial de Israel, o mundo e a história humana não constituem uma realidade absurda, porque tudo é sustentado e dirigido pela "Sabedoria" de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este precioso hino joânico realça sobretudo a fé judaica. A Palavra está já "no princípio" de tudo. Não devemos entender esta Palavra como algo criado. Esta Palavra é o próprio Deus falando, comunicando-se, revelando-se na criação e na história apaixonante da humanidade. Tudo é criado e dirigido por essa Palavra. Por toda parte podemos intuir suas pegadas. Nessa Palavra está a "vida" e a "luz verdadeira" que ilumina toda pessoa que vem a este mundo. No mundo há também trevas, mas "a luz brilha nas trevas".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isto é crido pelos judeus e pode ser aceito por muitas pessoas de cultura grega. O insólito é a audaz proclamação que vem em seguida: "A Palavra de Deus se fez carne e habitou entre nós". Agora podemos captar a Palavra de Deus feita carne neste profeta da Galiléia chamado Jesus. Não é fácil. De fato, ele veio ao mundo e o mundo não o reconheceu; nem sequer os seus o receberam. Mas em Jesus Cristo nos está sendo oferecida a "graça" e a "verdade". Ninguém pode nos falar como ele. Deus assumiu carne em Jesus. Em suas palavras, seus gestos e em sua vida inteira estamos nos encontrando com Deus. Deus é assim, como diz Jesus; olha as pessoas como Jesus as olha; acolhe, defende, ama, perdoa como Jesus o faz. Deus se parece com Jesus. E não é só isso. Jesus é Deus falando-nos a partir da vida frágil e vulnerável deste ser humano.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8265214593946749220-7757094311360675142?l=porquecreio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquecreio.blogspot.com/feeds/7757094311360675142/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://porquecreio.blogspot.com/2010/12/palavra-de-deus-encarnada.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265214593946749220/posts/default/7757094311360675142'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265214593946749220/posts/default/7757094311360675142'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquecreio.blogspot.com/2010/12/palavra-de-deus-encarnada.html' title='Palavra de Deus encarnada'/><author><name>Jonadabe Rios</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09620595583578169937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Yrx9HqXO5ug/TETrJj12R3I/AAAAAAAAAYA/JI2nts9q8bg/S220/of.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Yrx9HqXO5ug/TPZQXp_ScMI/AAAAAAAAAfM/hBB4vmad8IQ/s72-c/Deus.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8265214593946749220.post-946662198573287810</id><published>2010-11-29T07:21:00.000-08:00</published><updated>2010-12-01T15:27:25.986-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Catolicismo'/><title type='text'>10 coisas que muitos católicos deveriam saber, mas não sabem.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Yrx9HqXO5ug/TPPEl45qGXI/AAAAAAAAAfI/2LpydJ3NuHs/s1600/cristosd05.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/_Yrx9HqXO5ug/TPPEl45qGXI/AAAAAAAAAfI/2LpydJ3NuHs/s320/cristosd05.jpg" width="231" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;1 - Ser católico não é fazer parte de uma religião que a família sempre seguiu e&amp;nbsp;continuar vivendo como se nem mesmo Deus existisse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 - Maria é chamada Mãe de Deus, não porque ela possui a mesma natureza Divina ou porque gerou a natureza Divina, e sim porque gerou a natureza humana da Segunda Pessoa da Trindade, Jesus, quando se fez carne. Ou seja, ao chamá-la de Mãe de Deus estamos simplesmente reafirmando a Divindade de Jesus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3 - As imagens são apenas representações de algo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4 - Sincretismo religioso, principalmente na forma que acontece com as religiões afro, não fazem parte de fato do catolicismo, e isso só faz escandalizar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5 - Um católico não pode ser espírita, e vice-versa. O Espiritismo, apesar de se utilizar de aparências cristãs, é apenas na aparência mesmo. Tal religião nega boa parte dos ensinamentos cristãos a respeito de Jesus, Deus, da natureza humana, das conseqüências do pecado e a esperança da ressurreição. Tais negações foram feitas também por diversos movimentos, mas os cristãos primitivos sempre os combateram, reafirmando sua fé, e não se enganaram com as aparências, afinal, ao contrário de muitos hoje, eles conheciam a doutrina apostólica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5 - Não existe Bíblia sem a Igreja. Foi a Igreja que escreveu a Bíblia (os livros Neotestamentários), bem como é responsável por sua preservação e reconhecimento dos livros que devem ser considerados inspirados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6 - Há uma falta de maturidade por parte de alguns em relação aos santos cristãos, pois estes algumas vezes recebem glórias que somente deveriam ser dadas a Deus. De veneração, passa a algo muito parecido com a adoração, o que causa também muito escândalo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7 - Qualquer imagem de Jesus Cristo, Maria ou outros santos não devem (e não servem pra isso) ser utilizados de amuleto de sorte ou objeto contra o mal. Tais imagens em sí não oferecem nada, além de que o cristão deve depositar sua confiança na providencia divina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8 - Um católico não &amp;nbsp;deve crer necessariamente em qualquer suposta aparição ou visão de Jesus ou algum santo. Não estou a dizer que não se deve acreditar em nenhuma, mas que deve-se avaliar o que afirmam de acordo com as Escrituras, a Tradição e o Magistério da Igreja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9 - Jesus Cristo é Totalmente Deus e Totalmente homem. (Sim, alguns que se dizem católicos não acreditam em tais doutrinas)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10 - Se você não crê nas doutrinas Católicas já estabelecidas, e sabe que a Igreja ensina o contrário do que você acredita, não adianta insistir, você não é católico. O nome "católico" veio da organização primitiva, onde os primeiros cristãos possuíam crenças comuns e universais. Desde o inicio, os que não acreditavam nesses ensinos universais recebidos pela tradição não eram considerados católicos, afinal, possuíam crenças particulares e diferentes das quais a Igreja recebeu pela tradição apostólica.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8265214593946749220-946662198573287810?l=porquecreio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://porquecreio.blogspot.com/feeds/946662198573287810/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://porquecreio.blogspot.com/2010/11/10-coisas-que-muitos-catolicos-deveriam.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265214593946749220/posts/default/946662198573287810'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265214593946749220/posts/default/946662198573287810'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://porquecreio.blogspot.com/2010/11/10-coisas-que-muitos-catolicos-deveriam.html' title='10 coisas que muitos católicos deveriam saber, mas não sabem.'/><author><name>Jonadabe Rios</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09620595583578169937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Yrx9HqXO5ug/TETrJj12R3I/AAAAAAAAAYA/JI2nts9q8bg/S220/of.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Yrx9HqXO5ug/TPPEl45qGXI/AAAAAAAAAfI/2LpydJ3NuHs/s72-c/cristosd05.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8265214593946749220.post-7864936424120960660</id><published>2010-11-25T09:41:00.000-08:00</published><updated>2010-11-25T09:41:20.700-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História'/><title type='text'>Critério para estabelecer a veracidade do material histórico</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;Bart D. Ehrman&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Yrx9HqXO5ug/TO6fNdGrKoI/AAAAAAAAAeg/om0p23BGN5Q/s1600/Inspiration.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/_Yrx9HqXO5ug/TO6fNdGrKoI/AAAAAAAAAeg/om0p23BGN5Q/s1600/Inspiration.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444;"&gt;Nota do blog:&amp;nbsp;&lt;a href="http://porquecreio.blogspot.com/2010/09/o-polemico-bart-d-ehrman.html" target="_blank"&gt;Apesar de não concordar com muita coisa que Ehman diz&lt;/a&gt;, ele também nos passa várias informações interessantes. Já postei sobre os métodos para estabelecer a veracidade do material histórico, mas achei interessante colocar o que ele disse.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 – Quanto mais antigo, melhor. Como as tradições sobre Jesus mudaram com o tempo à medida que as histórias sobre eles eram contadas e recontadas, e como as fontes escritas foram alteradas, ampliadas e editadas, faz sentido que as fontes mais antigas sejam mais confiáveis do que as posteriores. Como regra, Evangelhos do século VIII não são tão confiáveis quanto os do século O (embora possam ser uma leitura extremamente agradável).&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;João é o último dos quatro Evangelhos do Novo Testamento e tende a ser menos confiável historicamente do que os outros. Ele apresenta visões de Jesus que representam desdobramentos posteriores da tradição – por exemplo, a de que foi o cordeiro da Páscoa que morreu no dia em que os cordeiros da Páscoa foram sacrificados, ou a de que ele alegava ser igual a Deus. Isso não significa que possamos descartar completamente tudo o que se encontra em João. Pelo contrário, também precisamos aplicar ao seu relato os outros critérios. Mas, em geral, quanto mais antigo, melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nosso mais antigo Evangelho remanescente é o de Marcos, &amp;nbsp;e ele pode conter informações mais confiáveis do que João. Mas Marcos não foi a única fonte dos Evangelhos posteriores. Provavelmente foi fonte de outro Evangelho que pode ter sido produzido na mesma época que o de Marcos, mas não preservado. Em um capítulo anterior, chamei atenção para o fato de que Mateus e Lucas tiraram muitas de suas histórias de Marcos, que utilizaram como fonte. Há em Mateus e Lucas muitas outras tradições que não são encontradas em Marcos. A maioria delas, mas não todas, são falas de Jesus, como, por exemplo, o Pai- Nosso e as bem-aventuranças (presentes em Mateus e Lucas, mas não em Marcos). Como os Evangelhos não poderiam ter tirado essas tradições de Marcos, onde as conseguiram? Há bons motivos para acreditar que Mateus não as tirou de Lucas, nem Lucas as recebeu de Mateus. Assim, desde o século XIX os estudiosos sustentam que ambos as conseguiram em uma outra fonte. Os estudiosos alemães que conceberam essa ideia chamaram essa outra fonte de Quelle, a palavra alemã para “fonte”. Essa “fonte” adicional desconhecida é chamada simplesmente de Q. [1]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Q, portanto, é a fonte do material presente em Mateus e Lucas, mas não em Marcos. Aparentemente, esse material é originário de um Evangelho perdido ao qual os dois autores do Evangelhos psoteriores tiveram acesso. Não sabemos tudo o que havia em Q (ou não havia em Q_, mas sempre que Mateus e Lucas concordam literalmente em uma história não presente em Marcos, acredita-se que ela seja originária de Q. Portanto, Marcos e Q são nossas fontes mais antigas. Mateus usou mais uma ou mais de uma fonte escrita ou oral para seu Evangelho, e nós as chamamos de fontes matianas, ou M. As fontes de material exclusivo de Lucas são chamadas de L. Portanto, antes dos Evangelhos de Mateus e Lucas havia quatro fontes disponíveis: Marcos, Q, M, e L(tanto M quanto L possivelmente são fontes múltiplas). Esses são nossos materiais mais antigos para reconstruir a vida de Jesus. [2]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 – Quanto mais, melhor. Suponha que haja uma história sobre Jesus encontrada em apenas uma fonte; é possível que o ŕoprio autor dessa fonte tenha inventado a tradição. Mas e quando uma história é encontrada de forma independente em mais de uma fonte? Ela não pode ter sido inventada por nenhuma das fontes, já que são independentes; deve ser anterior a ambas. Portanto, histórias encontradas em muitas fontes independentes têm maior probabilidade de serem mais antigas, e possivelmente autênticas. (Observação: se a mesma história for encontrada em Mateus, Marcos e Lucas, essas não são três fontes para a história, mas uma fonte: Mateus e Lucas a receberam de Marcos.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por exemplo: tanto Mateus quanto Lucas indicam de modo independente que Jesus foi criado em Nazaré, mas suas histórias sobre como ele chegou lá diferem, de modo que uma é oriunda de M, e a outra, de L. Marcos informa a mesma coisa. Assim como João, que não usa nenhum dos Sinóticos coo fonte. Conclusão? Ela é confirmada independentemente: Jesus provavelmente veio de Nazaré. Outro exemplo: Jesus é associado a João Batista no início de Marcos, no começo de Q (tanto Mateus quanto Lucas preservam partes da proclamação de João que não aparecem em Marcos) e no começo de João. Conclusão? Jesus provavelmente está acssociado a João Batista no inicio de seu ministério.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3 – É melhor remar contra a corrente. Algo que vimos repetidamente é que foram criadas discrepâncias em nossos relatos sobre Jesus porque diferentes contadores de histórias e autores mudaram as tradições para fazer com que elas se adequassem melhor a seus próprios pontos de vista. Como podemos lidar com tradições sobre Jesus que claramente não se coadunam com os interesses cristãos, ou seja, não fortalecem os pontos de vista e as perspectivas das pessoas que contam as histórias? Tradições assim não teriam sido inventadas pelos contadores de histórias cristãos, portanto é muito provável que sejam históricamente precisas. Algumas vezes isso é confusamente chamado de “critério da dessemelhança”. Qualquer tradição sobre Jesus que seja diferente daquilo que os primeiros cristãos provavelmente queriam dizer sobre ele tem maior probabilidade de ser autêntica. Vamos considerar os dois exemplos anteriores. É possível entender porque os cristãos queriam dizer que Jesus vinha de Belém: era de lá que deveria vir o filho de Davi (Miqueias 5:2). Mas quem inventaria uma história em que o Salvador vinha de Nazaré, uma cidadezinha de que ninguém tinha ouvido falar? Essa tradição não fortalece nenhum interesse cristão. Ou então vejamos João Batista. Em Marcos, nosso relato mais antigo, João batiza Jesus. Por que os cristão iriam inventar isso? Lembre-se de que, de acordo com a tradição cristã inicial, uma pessoa espiritualmente superior batizava aquela espiritualmente inferir. Um cristão inventaria a ideia de que Jesus foi batizado por outra pessoa, sendo, portanto, inferior a ela? Além disso, João batizava “para perdoar os pecados” (Marcos 1:4). Alguém iria querer alegar que Jesus precisava ser perdoado por seus pecados? Parece altamente improvável. Conclusão? É provável que Jesus eralmente era associado a João Batista no início de seu ministério, e é provável que tenha sido batizado por ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4 – Tem de se encaixar no contexto. Como Jesus foi um judeu que viveu na Palestina do século I, qualquer tradição sobre ele tem de se encaixar em seu próprio contexto histórico para que seja plausível. Muitos de nossos Evangelhos posteriores – escritos nos éculos III e ou IV, em oturas regiões do mundo – dizem coisas que não fazem sentido no contexto dele. Elas podem ser eliminadas como historicamente implausíveis. Mas há implausibilidades até mesmo em nossos quatro Evangelhos canônicos. No Evangelho segundo João, capítulo 3, Jesus tem uma famosa conversa com Nicodemos, na qual diz: “Vós deveis nascer de novo.” A palavra grega traduzida como “de novo” na verdade tem dois significados: pode indicar apenas “uma segunda vez”, mas também “do alto”. Sempre que ela é empregada em outros momentos em João, significa “do alto” (João 19.11, 23). É o que Jesus parece querer dizer em João 3 quando conversa com Nicodemos: uma pessoa precisa nascer do alto para ter vida eterna no céu acima. Nicodemos, porém, entende errado e acha que Jesus se refere ao outro sentido da palavra, que ele tem de nascer uma segunda vez. 
