É de fundamental importância os cristãos em geral estarem alerta para que possam moldar a cultura atual e tornar a filosofia cristã relevante nesse mundo pós-moderno, e isso deve ocorrer principalmente nas universidades. Como bem foi afirmado por William Lane Craig e J. P. Morelande, em seu livro “Filosofia e Cosmovisão Cristã”, há uma guerra na atualidade em jornais, revistas, livros e outros meios de informação, e o cristão não pode, como é o que atualmente ocorre em grande quantidade, se acomodar à “periferia intelectual”.
Devemos se importar cada vez mais com a filosofia, ciência, história, dentre outros diversos assuntos. Fico espantado às vezes com a quantidade de cristãos que mal conhecem as doutrinas fundamentais do cristianismo. Mais espantado ainda quando se coloca questões cruciais, e se faz perguntas a essas pessoas, onde a maioria das respostas são jargões e afirmações de que é um mistério que o cristão não pode saber. É verdade que boa parte das respostas às nossas perguntas não foram reveladas, e, por isso são um mistério. Entretanto, isso não torna verdadeiro o pensamento de tais cristãos que não é necessário estudar a fundo questões importantes da vida de forma que a filosofia cristã seja apresentada como algo realmente relevante em nossa sociedade, ajudando, assim, a moldar nossa cultura que está cada vez mais distante dos valores que consideramos importantes. É claro que não quero afirmar com isso que os cristãos devem impor sua visão de mundo. Longe disso. Quero apenas ser mais um, dentre muitos que têm se levantado, a falar da importância do diálogo entre as outras visões de mundo. Estou convencido de que se houver esse diálogo, com os cristãos cada vez mais instruídos, o mundo atual estará mais receptivo ao que o cristianismo têm a dizer no que se refere à sua visão de mundo. Também está longe do que quero afirmar propor que as pessoas vão se converter apenas com argumentos intelectuais sem a ação efetiva do Espírito Santo, e espero que não tenham interpretado dessa forma, mas que por meio do intelecto, o Espírito mude o coração da pessoas.
Várias religiões e visões de mundo secularistas têm atacado a fé cristã de todos os lados, com argumentos intelecutuais e lógicos, ou, em alguns casos, apenas aparentemente lógicos, e o que boa parte dos cristãos têm feito? Estamos preocupando-nos em dar a razão da nossa fé? Se de um lado boa parte dos protestantes se preocupam mais com o sentimentalismo, movimentos histéricos e novidades tolas que nada importam ao Reino de Deus, além de boa parte ter transformado o ensino de Jesus em uma religião em que o homem faz trocas de favores com Deus na maioria das vezes de forma supersticiosa, da mesma forma que os pagãos faziam ou shows musicais e pitorescos que mais importa o calafrio que sente no umbigo do que conhecer as Escrituras (que tanto afirmam seguir!) e buscar conhecer aquilo que crê. Afinal, quando gostamos de algo, ou melhor, quando amamos algo ou alguém, buscamos entender, conhecer de forma que nossos conhecimentos sejam ampliados. Do outro lado estão muitos católicos (que alguns amigos têm chamado de “católicos de ibge”) que vão somente a igreja (quando vão) para seguir somente o que aprendeu desde pequeno, e quando aparece aprimeira critica ao cristianismo, a seguem como grande verdade como se estivessem a esperar somente um motivo para seguir suas próprias vontades e largar o quehavia recebido como verdade quando criança. Esse “bolo doido” surge como ótima oportunidade pra tais ataques à fé, onde seguidores de outras religiões e filosofias, que muitas vezes, outrora, fizeram parte da cristandade, apresentam o cristianismo como algo irracional e uma fé cega, ora convencendo alguns que na maioria dos casos não conheciam sua religião, ora intimidando mais ainda tais cristãos. Graças a Deus, parte desses aproveitaram o alerta, tomando-o como um alerta quase que divino, para perceber a importância de conhecer as bases de sua fé, e principalmente conhecer a própria fé.
O que você faria se alguém afirmasse que Jesus nunca existiu? Mostraria que existiu pois estão nos evangelhos? Pra que? Mostrar a uma pessoa que considera tais evangelhos manipulações posteriores, cheios de erros e contradições onde não se pode confiar pra nada, e que possuem a mesma importância que a estória de Alice no país das maravilhas? E se perguntarem que Deus existe? Ele existe porque o mundo é belo? E os problemas no mundo, tanta dor e tanto sofrimento? O livre-arbitrio? Mas porque Deus permitiria isso? E todas as coisas horriveis que aconteceram nos tempos em que a cristandade detinha o poder? Jesus é Deus? Podemos confiar nos evangelhos? Por que o que Paulo ensina é diferente do Evangelho ensinado por Jesus? Existe verdade absoluta? Como? Mas todas as religiões levam a Deus e são revelações divinas e iguais! Se te mostrassem este video, já refutado é claro:
Bom, não preciso continuar com mais perguntas e exemplos, são vários. Além da situação em que nos encontramos com os céticos em relação ao cristianismo com duvidas sinceras, também tem a situação de nos encontrarmos com cristãos com dúvidas também sinceras, como todos nós tivemos um dia e temos constantemente.
Graças a Deus hoje o cristianismo está cada vez mais relevante em nossa sociedade, ao contrario do que algumas pessoas pensam. Vários pensadores cristãos têm exposto as falácias das criticas feitas ao cristianismo, bem como dado grandes argumentos de como o cristianismo é verdadeiro. Entre eles, além dos já mencionados, posso citar outros estudiosos como N. T. Wright, Gary Habermas, Craig Evans, J. P. Meier, Craig Bloomberg e o atual Papa Bento XVI.
Vários brasileiros, como blogs que sempre visito, que posso citar o de Eliel Vieira, Desafiando a Nomenkatura Científica, Apologia, Bibliosofia, Deus em debate, Mansão do TI-TI-TI Gospel, o blog Criacionista, Veritatis e Montfort. Não concordo com tudo que tais páginas dizem, por exemplo, não sou criacionista nem protestante e alguns desses exemplos são de protestantes e criacionistas, mas aprecio a importância que se dá a tais estudos.
É claro que ainda há perguntas a serem respondidas, e cada dia surgem novos questionamentos, mas isso não é motivo para ficar inerte intelecualmente, pelo contrário, deveria ser reconhecido como um presente de Deus como uma forma, dentre várias outras, de reavivar a fé, que, não se torna sem sentido quando resolvemos endentê-la, pelo contrário, torna-se cada vez mais viva e impressionante, além de paciente nos momentos de dúvida. É claro, também, que se pode estudar sem necessariamente estudar com fins apologéticos (na verdade penso que boa parte das melhores defesas da fé vieram de estudos que não tiveram esse fim, ou, pelo menos os conhecimentos necessarios para tal defesa não foram obtidos com ela como motivação)
Hoje no Brasil, embora um pouco tarde em relação aos outros lugares, essa situação também está mudando, como os exemplos mencionados. Espero que cada vez mais cristãos (católicos, protestantes, ortodoxos, etc.) tenham consciência da importância de conhecer sua fé e dar a razão da mesma aos que possuem duvidas sinceras, de modo que possamos estar cada vez mais interessados em dialogos desse tipo.
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Autor: Jonadabe Rios
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sexta-feira, 1 de outubro de 2010
segunda-feira, 17 de maio de 2010
Podem os naturalistas confiar em suas mentes?
Um questionamento interessante feito por William Lane Craig. É uma questão que os naturalistas tem que responder, e normalmente ignoram (isso quando entendem a questão). O argumento fica mais forte ainda se lembrar que nossa razão é limitada, e não temos como provar que nossos sentidos nos mostram como é a realidade em si, muito menos que eles nos mostram algo relevante sobre a realidade.
Isso os "empiristas" vivem ignorando, pois não se pode provar de forma empírica que nossos sentidos nos mostram algo que realmente importa sobre a realidade, além da função para a sobrevivência. Já havia feito um texto sobre a razão e seus limites, mas vamos ao que Craig disse:
O naturalismo, a visão de que não há Deus e que nós somos simplesmente produtos de interações aleatórias de acaso e necessidade. É o naturalismo possível de ser afirmado de forma racional? E Alvin Plantinga, que é provavelmente o maior filósofo cristão hoje em dia, tem argumentado que de fato o naturalismo não pode ser afirmado de forma racional. E a razão é a mesma que o cavalheiro aqui acabou de dar.
A saber, que se o naturalismo é verdadeiro, então nossas faculdades cognitivas são produto de um processo evolutivo, o qual não conduz para a produção de crenças que sejam verdadeiras, mas, em vez disso, conduz para crenças que o ajudem a sobreviver. Nossas faculdades cognitivas são escolhidas pelo seu valor para sobrevivência, não pela sua capacidade de perceber a verdade.
E Plantinga apresenta cinco ou seis formas onde nossas crenças podem conduzir à sobrevivência, sem nos conduzir à verdade. Então, no naturalismo há algo que derrota suas próprias crenças.
Ou seja, você crê que suas capacidades cognitivas não conduzem à verdade, mas apenas à sobrevivência, portanto, as crenças que você possui são crenças que você tem apenas porque elas têm valor para a sobrevivência, não necessariamente porque elas tem algum valor de verdade.
Mas se isso é verdadeiro, então sua própria conclusão de que o naturalismo é verdadeiro é duvidosa, pois ela não é resultado de mecanismos que formam crenças que conduzem à verdade, mas apenas à habilidade de sobreviver.
Então, o próprio naturalismo não pode ser afirmado! Pois, o naturalista está preso aqui em um tipo de ciclo que derrota a si mesmo:
Ele crê no naturalismo com base nas faculdades que, segundo o próprio naturalismo, não podem ser confiadas a produzirem crenças que sejam necessariamente verdadeiras.
Então, eu penso que é um argumento poderoso, que está sendo muito discutido hoje em dia. Esta é, na verdade, uma dúvida que perturbou o próprio Darwin. Darwin disse:
[...] Esse é um problema que o naturalista deve encarar.
Isso os "empiristas" vivem ignorando, pois não se pode provar de forma empírica que nossos sentidos nos mostram algo que realmente importa sobre a realidade, além da função para a sobrevivência. Já havia feito um texto sobre a razão e seus limites, mas vamos ao que Craig disse:
O naturalismo, a visão de que não há Deus e que nós somos simplesmente produtos de interações aleatórias de acaso e necessidade. É o naturalismo possível de ser afirmado de forma racional? E Alvin Plantinga, que é provavelmente o maior filósofo cristão hoje em dia, tem argumentado que de fato o naturalismo não pode ser afirmado de forma racional. E a razão é a mesma que o cavalheiro aqui acabou de dar.
A saber, que se o naturalismo é verdadeiro, então nossas faculdades cognitivas são produto de um processo evolutivo, o qual não conduz para a produção de crenças que sejam verdadeiras, mas, em vez disso, conduz para crenças que o ajudem a sobreviver. Nossas faculdades cognitivas são escolhidas pelo seu valor para sobrevivência, não pela sua capacidade de perceber a verdade.
E Plantinga apresenta cinco ou seis formas onde nossas crenças podem conduzir à sobrevivência, sem nos conduzir à verdade. Então, no naturalismo há algo que derrota suas próprias crenças.
Ou seja, você crê que suas capacidades cognitivas não conduzem à verdade, mas apenas à sobrevivência, portanto, as crenças que você possui são crenças que você tem apenas porque elas têm valor para a sobrevivência, não necessariamente porque elas tem algum valor de verdade.
Mas se isso é verdadeiro, então sua própria conclusão de que o naturalismo é verdadeiro é duvidosa, pois ela não é resultado de mecanismos que formam crenças que conduzem à verdade, mas apenas à habilidade de sobreviver.
Então, o próprio naturalismo não pode ser afirmado! Pois, o naturalista está preso aqui em um tipo de ciclo que derrota a si mesmo:
Ele crê no naturalismo com base nas faculdades que, segundo o próprio naturalismo, não podem ser confiadas a produzirem crenças que sejam necessariamente verdadeiras.
Então, eu penso que é um argumento poderoso, que está sendo muito discutido hoje em dia. Esta é, na verdade, uma dúvida que perturbou o próprio Darwin. Darwin disse:
“Como posso eu confiar no cérebro de um macaco para chegar às conclusões que eu cheguei? Se minha teoria estiver correta, então ela parece botar dúvida a si mesma, porque não posso ter certeza que minhas faculdades cognitivas sejam realmente confiáveis."
[...] Esse é um problema que o naturalista deve encarar.
segunda-feira, 19 de abril de 2010
Debate sobre a ressurreição.
Video legendado sobre um debate entre Wiliam Lane Craig e Bart Ehrman sobre as evidencias históricas da ressurreição de Jesus.
Uma coisa eu achei interessante: Os historiadores nao podem inferir sobre Deus, tanto negativas quanto positivas. Portanto, a situacao que nos encontramos quanto as evidencias historicas da ressurreição de Jesus faz com que as pessoas, tanto historiadores ou não, possam chegar a uma conclusão de qual é a melhor explicação e deixar o metodo histórico de lado, já que não se pode fazer julgamentos quanto a isso metodologicamente. Por isso, mesmo que alguem nao acredite que Jesus ressuscitou, deve reconhecer que a ressurreição é a melhor explicação para as evidencias que possuimos.
Segue o debate:
Uma coisa eu achei interessante: Os historiadores nao podem inferir sobre Deus, tanto negativas quanto positivas. Portanto, a situacao que nos encontramos quanto as evidencias historicas da ressurreição de Jesus faz com que as pessoas, tanto historiadores ou não, possam chegar a uma conclusão de qual é a melhor explicação e deixar o metodo histórico de lado, já que não se pode fazer julgamentos quanto a isso metodologicamente. Por isso, mesmo que alguem nao acredite que Jesus ressuscitou, deve reconhecer que a ressurreição é a melhor explicação para as evidencias que possuimos.
Segue o debate:
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
A Teoria da Evolução refuta o teísmo?
Bom, não sou evolucionista, mas não haveria nenhum problema acreditar que evoluimos se me mostrarem evidencais. Mas isso não vem ao caso.
Christopher Hitchens disse que a TE é incompativel com o teísmo, pra que? Ele não deveria dizer isso, mas disse, logo na frente de quem? Da pedra de tropeço dos céticos: William Lane Craig.
Muito boa essa resposta do Craig. Cheguei a rir da cara que o Hitchens fez enquanto ouvia a resposta.
Christopher Hitchens disse que a TE é incompativel com o teísmo, pra que? Ele não deveria dizer isso, mas disse, logo na frente de quem? Da pedra de tropeço dos céticos: William Lane Craig.
Muito boa essa resposta do Craig. Cheguei a rir da cara que o Hitchens fez enquanto ouvia a resposta.
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