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domingo, 14 de junho de 2015

A falsidade absoluta da lenda da papisa Joana

Por Mons. E. Cauly. Curso de Instrução Religiosa, Tomo IV.



Entre São Leão IV e Bento III (855), uma calúnia, acreditada pela ignorância e pela má fé, coloca na Sé apostólica a famosa papisa Joana. Os escritores hostis ao papado pretenderam, sem citar em apoio à sua opinião um só testemunho contemporâneo, que uma mulher, por nome Joana, originária de Moguncia e de gênio distinto, conseguira dissimular seu sexo e entrar nas ordens sob o nome de João da Inglaterra. Alcançando, graças a seus talentos, as mais altas dignidades eclesiásticas, teria sido eleita, como papa, em 855, sob o nome de João VIII. A fábula toma agora as proporções de uma obscenidade grosseira. Durante uma procissão solene, a papisa Joana dá à luz na mesma igreja de São João de Latrão. Nada dizemos da vergonhosa cerimônia da sedia cujos pormenores não podem ser escritos por uma pena honesta.

Durante três séculos, nenhum historiador falou nessa fábula tão ridícula quão inverossímil, de uma mulher elevada ao soberano pontificado. Ainda mesmo que o caso fosse verdadeiro, para a Igreja não resultaria nem responsabilidade nem vergonha. Seria uma surpresa e nada mais. Mas nenhum testemunho sério e contemporâneo autoriza a reconhece-lo como autêntico. Na sua História da Igreja, o cardeal Hergenroether, cuja competência e autoridade são indiscutíveis, contenta-se com dizer: “É uma fábula desde muito tempo reduzida ao nada, que Leão IV tivesse como sucessor a papisa Joana”.

Mas pode-se perguntar: qual foi, portanto, a origem de semelhante boato, e de que modo se pôde propagar? Num trabalho publicado em 1863, o doutor Doellinger, cuja ciência histórica é incontestável, rejeita a opinião que faria remontar ao século XI a origem da lenda, e seria mais verdadeiro dizer que data só do meado do século XIII. Segundo Barônio, a fábula da papisa não seria mais do que uma sátira da indolência de João VIII, particularmente no procedimento de Fócio. O O. Secchi, sábio jesuíta de Roma, não vê nisso senão uma calúnia inventada pelos Gregos. Em suma, as explicações soçobram todas perante o silêncio da tradição, e, apesar dos trabalhos históricos empreendidos em nossos dias, nada se descobriu que remonte além do século XIII. É no livro dos “Sete dons do Espírito Santo”, escrito pelo Dominicano Estevam de Borbone, lá pelo meado do século XIII, que apareceu, pela primeira vez, a notícia da papisa Joana; outro Dominicano, Martinho o Polaco, por muito tempo capelão do papa, propagou-a na sua “Crônica dos papas”. Cita-se também certo manuscrito de Anastácio, o Bibliotecário, onde esta lenda teria aparecido, não no texto, mas na margem e em caracteres diferentes dos da obra, o que revela uma interpolação. A mesma narrativa passou nas diversas Crônicas dos século XIV e XV, redigidas, as mais das vezes, por frades dominicanos ou franciscanos. Os autores da “História literária da França” admiram-se e com razão de que os propagadores mais ingênuos e talvez os inventores de uma história tão injuriosa para o papado, se encontram precisamente nas fileiras de uma milícia tão fiel à Santa Sé.

Em todo o caso, a lenda progrediu muito. No concílio de Constança, João Huss se aproveitou dela a favor de sua doutrina sobre o papado e não foi rebatido. O mesmo João Gerson lembra a história de um papa feminino para mostrar que a Igreja pode se enganar sobre uma questão de fato. O caso parecia portanto admitido sem contestação.

Concebe-se então que, na segunda metade do século XV, os Gregos se valessem dessa fábula; era um achado precioso para os inimigos da Santa Sé e para a causa do cisma. Explica-se do mesmo modo que, no século XVI, os discípulos de Lutero e de Calvino explorassem esse conto com uma animosidade prodigiosa e lançassem mão de tal invenção para dela se fazer uma arma contra o papado.

Contudo, vários dos mais doutos e mais conscienciosos entre os protestantes, tais como Blondel, Casaubon, Bayle, não se demoraram em combate-la. Chamier, Dumoulin, Bochart, Basnage e outros homens instruídos, de diversas seitas, não hesitaram em tratar a história da papisa Joana como pura invenção de copista ou de comentador. O pastor Jurieu a qualifica de fábula monstruosa, e Bayle de simples historieta.

Os escritores católicos, Eneas Sylvius, em seguida papa, sob o nome de Pio II; Onufro Pavini, Belarmino, Florimundo de Rémond, de Launoy, o P. Labbe e muitos outros, refutaram amplamente a velha lenda. Mas desprezam-se essas fontes preciosas de erudição. O século XVIII ressuscitou a questão que foi de novo abafada pela Revolução. Uma monstruosa compilação em nossa época: “Os crimes dos papas e dos reis”. Repetiu e desenvolveu a velha lenda da papisa. Quantos ignorantes e papalvos, em nossos dias, julgam ainda fazer dela um argumento contra a Igreja!
Depois do histórico da questão, vamos às provas de que a pretensa papisa Joana não é mais do que uma fábula insustentável.

1 – Esse fantasma não acha lugar para se colocar entre Leão IV e Bento III. Leão IV morreu em 17 de julho de 855; Bento VIII foi, com toda a verossimilhança, eleito no mesmo mês e sagrado em 29 de setembro do mesmo ano. Então, em que fica o reinado da papisa?

2 – Já dissemos: Nenhum contemporâneo fala de tal papisa Joana; os três séculos seguintes observam o mesmo silêncio a respeito, e é somente no século XIII que esta fábula é consignada por escrito na crônica interpolada de Martinho, o Polaco.

3 – Como todas as fábulas e lendas, a da papisa Joana é diversamente contada. Essa mulher elevada sobre a cadeira de São Pedro, nasce ora em Atenas, ora em Moguncia, ora na Inglaterra. No princípio, não se lhe conhecia o nome e não era douta; ocupava o cargo de simples secretário; em seguida, chamou-se Inez, Gilberta e Joana, este último nome sendo mais parecido com o de João, usado naquela época por alguns papas cuja reputação ficava equivoca ou eivada de fraqueza.

4 – Quanto a famosa pedra monumental de uma das ruas de Roma, com uma inscrição de letras iniciais e enigmáticas; quanto à estátua descoberta na mesma rua em que o cortejo pontifical evitava de passar, estátua representando uma mulher e perto dela um menino, é necessário todo um sistema preconcebido de interpretação para ver nisso tudo uma alusão à papisa Joana, e os arqueólogos indicaram-lhes uma significação histórica e completamente romana fora dessa falsa história.

Para concluir, somos do parecer do ministro protestante David Blondel, o qual, refutando esta fábula, declara que “não se deve aplicar o espírito em pesquisas inúteis sobre um assunto que não merece consideração alguma”. “Os protestantes”, diz Bayle, “puderam objetar legitimamente o conto da papisa enquanto não estava refutado. Dele não eram os inventores; achavam-no em várias obras compostas por bons papistas; mas desde que foi refutado por razões indiscutíveis, tiveram que abandoná-lo.”

A questão é, portanto, julgada. Hoje, para qualquer espírito instruído e sério a fábula da papisa Joana não é mais do que uma prova da baixeza a que pode resvalar o espírito de partido eivado de preconceitos contra a Igreja e contra a verdade.



Já ouviu falar em Dom Anscar Vonier? Ainda não? Então acesse: http://anscarvonier.wordpress.com/

Veja também: https://www.facebook.com/projetoanscarvonier

sábado, 25 de maio de 2013

Galileu Galilei à luz da história

"[...] O interesse que levantou a condenação eclesiástica do físico e astrônomo pisano Galileu Galilei, o famoso "Caso Galilei", é manifestado pela literatura que provocou e ainda suscita em todas as línguas culturais. Quando, no século passado, a cúria romana franqueou as atas dos processos de 1616 e 1632, quase imediatamente e no mesmo ano de 1877, os documentos principais foram publicados em três línguas: alemã, francesa e italiana. Desde então propriamente não se pode mais falar de "Questão Galilei", pois todos os fatos estão à luz do dia. Sem falar dos inúmeros ataques à Igreja Católica, onde domina a má fé, podem-se apontar numerosos estudos bem documentados, que levam ao público o conhecimento do caso. [...] Quem não ouviu falar de Galileu Galilei? O grande sábio, o gênio turbulento, matemático, físico, astrônomo, observador e pensador, lutador vitorioso e derrotado, promovendo a ciência e sucumbindo a erros, entregue a altas contemplações e inclinado aos prazeres da vida, admirado e louvado, criticado e acusado, elevado aos fastígios da glória e humilhado como réu e criminoso. Como sua vida está cheia de estranhos contrastes e contradições, também o é sua memória na história. Seus admiradores o exaltam, seus adversários o condenam. Boa e má fé se misturam, como também os fatos históricos se entremeiam com lendas. O que devemos pensar deste homem enigmático? A esta pergunta não é possível responder em poucas palavras. O presente trabalho procura elucidar o "Caso Galilei", expondo e ponderando os fatos históricos, tirados de documentos originais e transmitidos por testemunhas fidedignas. Ouvindo as próprias palavras de Galilei e dos mais atores da tragédia, ser-nos-á possível separar a lenda da verdade e formar um juízo seguro e justo. [...]"

Você pode baixar no Alexandria Católica: http://alexandriacatolica.blogspot.com.br/2013/05/colecao-vozes-em-defesa-da-fe-caderno.html

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Não foi o dogma católico da Virgindade de Maria importado do paganismo? Não nasceram todos os deuses de mães virgens: Mitra da Pérsia, Adônis, Osíris e Chrisna?


Não. Ainda que algumas vezes haja traços de semelhança entre o Cristianismo e as várias religiões pagãs, não se dá isso com a Virgindade de Maria.

O racionalista Harnack escreve:

“A conjectura de Usener de que a idéia da virgindade de Maria é um mito pagão, recebido pelos cristãos, é inteiramente contradito pelo desenvolvimento da tradição cristã” (History of Dogma, I, 100).

Antes de mais nada. Mitra nem sequer teve mãe humana: era invariavelmente considerado “filho de uma rocha”, representada por uma pedra cônica que figurava a abóbada celeste, onde apareceu a primeira vez o deus da luz.

Adônis, ou Tamuz (Ez. 8, 14), era um semideus que representava a luz do sol.

Vários mitos o fazem o filho de Ciniras, de Fênix, e do Rei Teias da Assíria e de sua filha Mirra.

Osíris era filho, ou de “Seb”, Terra, e de “ Nuit”, Firmamento, ou do coração do “Atum”, que foi o primeiro dos deuses e o primeiro dos homens.

Chrisna, o mais popular entre os avatares ou encarnações de Vishnu, não nasceu de mãe virgem, pois a mãe deste deus preto, antes dele nascer, já tinha dado muitos filhos a seu marido Vasudeva.

As lendas que o fazem semelhante a Jesus Cristo foram extraídas de documentos posteriores muitos séculos ao Cristianismo e aos Evangelhos (Trisdall: Mystic Christs, 27)

Os antigos mitos pagãos foram tomados da natureza e representam a sucessão do dia e da noite, das várias estações do ano, o mistério da vida e sua transmissão de criatura a criatura.

Não são datados, nem localizados, e pertencem geralmente a períodos vagos e imaginados, anteriores a aparição do homem sobre a terra.

Mas o que se conta de Jesus Cristo – desde o seu nascimento até a sua Ascensão ao Céu – tem todas as características não de um mito, mas de história.

Lugares, datas, pessoas, contemporâneos, sucessos, tudo especificado, tudo não entretecido com a textura de história universal, que ela não pode prescindir dos fatos da vida de Jesus Cristo, contados pelo Evangelho.

Fonte: Caixa de Perguntas, p. 203, 204, Rev. Bertrand L. Conway.

Não falou Jesus Cristo com severidade à Virgem, nas “Bodas de Cana”, quando lhes disse: “Mulher, que tenho eu contigo?”

A versão católica é mais exata: “Mulher, que me vai a mim e a ti nisso?”

O P. Lagrange diz que os árabes da Palestina usam desta mesma expressão “que a Ti?” com duas significações diferentes.

Algumas vezes significa: “Cuida de ti; atende aos teus negócios”. Em outras, se é acompanhada de um sorriso, significa: “Não te aflijas, que tudo terminará bem”>

Certamente com esta segunda significação a empregaria então Jesus Cristo, como o indica o milagre que pouco depois operou, convertendo a água em delicioso vinho.

O emprego da palavra “Mulher”, em vez de “Mãe”, também não significa desrespeito ou aspereza, como que para indicar a infinita distância que mediava entre Ela , simples criatura, e Ele, Filho de Deus. Semelhante interpretação não é admissível, porque não é verdadeira.

Era simplesmente um modo solene de alguém se dirigir às senhoras, por isso vemos que Jesus Cristo usou novamente dele na hora mais solene de sua vida: moribundo na cruz (Jô 19, 26).

Alguns comentadores protestantes, como: Westcott, Bloomfield, Ellicott, Alford, Trench, admitem que o Senhor não falou com aspereza sua Mãe nesta passagem.

Trench escreve: “É verdade que não há severidade nem aspereza alguma na palavra “Mulher”, com que Jesus Cristo se dirigiu a sua Mãe, por mais que soe assim a muitos ouvidos ingleses. Atenda-se que foi esta precisamente a palavra que o Senhor escolheu nos momentos mais ternos e mais solenes de sua vida, os últimos momentos: ‘Mulher, eis aí teu filho’. Não há nesse vocábulo severidade alguma; há, sim, ao contrário, certa solenidade; e deve havê-la, quando se sente em verdade a dignidade da mulher. O mesmo se diga da expressão ‘Mulher, que tenho eu contigo?’ ... Estas palavras parecem-nos revestidas de certa severidade. Se de fato houve, Jesus Cristo envolveu-a certamente em um tom de voz, que mitigou toda a dureza exterior da frase, pois vemos que logo a seguir acedeu de bom grado ao pedido de sua Mãe, a que aparentemente se recusara” (On Miracles, Ser. 1)

Fonte: Caixa de perguntas, p. 197, 198, Rev. Bertrand L. Conway.

domingo, 7 de novembro de 2010

A Igreja Católica adicionou os livros no tempo da "reforma" protestante - Verdade ou mentira?


Mentira. Uma mentira muito divulgada, até mesmo por livros que deveriam narrar os fatos históricos, mas foram escritos com tamanho preconceito que certos fatos de grande importância foram retirados. Isso não só em relação aos livros deuterocanonicos, mas a outros elementos de nossa história. Coisa que pude perceber aos poucos, e que quem deseja estudar tais assuntos vai descobrir também, principalmente se estudar não só nas fontes que a maioria dos seminários protestantes passam.

O interessante é que os próprios "reformadores" (cada dia que passa vejo menos sentido de chamar o que fizeram de reforma) recusaram a participação no Concílio de Trento:

A "guerra furiosa" de Lutero e dos protestantes contra a Igreja Católica impôs a esta a necessidade da abertura de um concílio ecumênico. Teve inicio em 1545, por conseguinte, no Tirol italiano do sul, o Concílio de Trento, convocado pelo Papa Paulo III. Os protestantes haviam sido convidados a participar dessa assembléia, mas recusaram-se a ali comparecer, embora lhes fosse assgurado o direito de livremente expor as suas idéias. ("Lutero e a Igreja do Diabo", de Fernando Jorge, p. 187)
Concílio. Uma palavra bem complicada para o protestantismo, cada qual com suas crenças e cada um afirmando ter restaurado o cristianismo primitivo, sendo que "a multidão dos que haviam abraçado a fé tinha um só coração e uma só alma" (Atos 4, 32).

Pra que concílios se cada um deles possui a verdade (mesmo que contradizendo uns aos outros)? Vai entender...

sábado, 23 de janeiro de 2010

A religião é a responsável pelos maiores genocídios da história? - Verdade ou mentira?



Mito muito divulgado pelos neo-ateistas. Na verdade, os maiores responsáveis pelos genocídios foram os regimes Ateus, como os de Hitler, Lênin, Khrushchev, Brezhnev, Pol Pot, Fidel Castro e Stalin (existem diversos outros). O que se sabe hoje é que os regimes ateístas assassinaram mais, em um único século, cerca de cem milhões de pessoas

Todos os eventos religiosos que os céticos apontam (principalmente Dawkins, Sam Harris, Hitchens e Bertrand Rusell) chegam a duzentas mil pessoas. Dinesh D’Souza fala que “Mesmo levando em conta os maiores níveis populacionais, a violência ateísta supera a violência religiosa em termos incríveis de proporção. Aqui está um calculo aproximado. A população mundial, que era de aproximadamente quinhentos milhões em 1450 d.C., tornou-se cinco vezes maior em 1950, chegando a 2,5 bilhões. Somadas, as Cruzadas, a Inquisição e a queima de bruxas mataram aproximadamente duzentas mil pessoas. Ajustando esse número ao aumento da populaçãoo, temos, hoje, o equivalente a 1 milhão de mortes. Mesmo assim, essas mortes causadas por governantes cristãos ao longo de um período de quinhentos anos correspondem a apenas 1% das mortes causadas por Stalin, Hitler e Mao no espaço de algumas décadas.”

O que o ateu pode fazer é se contentar, diante da sua cosmovisão, pois o que eles estavam fazendo foi tudo por “ordem” dos seus genes, para, de alguma forma, perpetuar a sua espécie. Alem de que a seleção natural estava dando conta para acabar com os mais fracos (e isso era uma das cosias que Hitler afirmava, baseado no darwinismo).

Quero deixar claro aqui que não estou afirmando que o ateísmo leva necessariamente as pessoas a cometer atos imorais, mas é fato que o ateísmo possibilitou isso a esses regimes, afinal, não existe nenhuma moral absoluta segundo o naturalismo.

Outra coisa que quero destacar é que uma coisa é certa: O ser humano é mau, e crendo ou não que exista uma moral absoluta, ele pode fazer cosias boas e cosias ruins.

Mas é uma mentira absurda a afirmação de que as religiões foram responsáveis pelos maiores massacres da história.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

A Teoria da evolução afirma que o homem veio do macaco. - Verdade ou mentira?



Apesar de não ser evolucionista (embora não seja contra a teoria, só não considero que as evidencias sejam suficientes), é muito comum aparecer pessoas afirmando que o evolucionismo afirma que “o homem veio do macaco”.

Por isso é importante questionar algo que se tenha estudado. Na verdade, Darwin afirmou que possuímos ancestral comum, afinal, nós apresentamos características muito parecidas.

Existem várias criticas à Teoria da Evolução que considero interessantes, mas esse tipo de critica realmente não faz nenhum sentido.

Ser cético é sempre a mesma coisa que ser um ateu ou agnóstico. - Verdade ou Mentira?



Isso é mentira. Ceticismo é uma postura onde o individuo procura questionar as coisas. O que acontece é que muitos ateus se acham os únicos que questionam, no entanto acabam não questionando vários pontos do que supostamente os levaram a ser ateus.

Quem afirma ser cético em um conjunto de crenças sobre a realidade metafísica, é, na verdade, um crente em outros conjuntos de crenças. De fato, há diversos teístas bem mais céticos que certos ateus. Como se pode ver com vários pensadores que, diante das evidencias, concluíram que é mais racional acreditar que exista um Deus, e que a cosmovisão ateísta não se enquadra no que observamos. Um exemplo muito famoso é o filosofo Antony Flew, que conta alguns dos motivos em seu livro “Um ateu garante: Deus existe”.

Por isso, quando se assume uma posição no que se diz respeito às realidades metafísicas, a não ser que afirme categoricamente que não sabe, ele, apesar de ser cético a certos tipos de crenças, é um verdadeiro crente em outro conjunto de crenças. Um cristão acredita que Deus existe, e não acredita que o mundo surgiu por causas puramente naturais, enquanto o ateu não acredita que Deus existe, porém acredita que o universo e a vida se originaram por processos randômicos sem que Deus algum exista.

Jesus é uma cópia de mitos pagãos. - Verdade ou Mentira?



Essa frase vem sendo copiada por muitos que se dizem céticos, que na verdade são neo-ateus que não buscam realmente conhecer o assunto (verdadeiros crentes do naturalismo), mas apenas querem, a qualquer custo, lutar contra a religião. Mito é a validade dessa afirmação.




É claro que ninguém é obrigado a acreditar que Jesus é o messias, que curou milagrosamente e que ressuscitou dos mortos. Mas não se pode negar a sua historicidade, muito menos afirmar que ele é uma cópia pagã sem estar sendo desonesto intelectualmente.