quarta-feira, 19 de agosto de 2009
Jesus não morreu?
Já coloquei um texto sobre a morte de Jesus, mas recentemente encontrei no orkut uma postagem daquelas mesmas teorias já refutadas. Jesus não morreu? Alguns creem que sim. E haja fé para isso!
Por isso decidi fazer algumas observações a mais, e repetir algo do que ja coloquei, pra ajudar quem ainda tem fé que Jesus não morreu. O texto que li trata também sobre a ressurreição, mas o que quero falar agora é somente sobre a sua morte.
Segundo os relatos bíblicos, Jesus começou sua agonia no Getsemani, quando ele experimentou o que os médicos chamam de hematidrose, ou seja, os vasos capilares de suas glandulas soporiferas se romperam, por consequencia sua pele ficou muito frágil.
Depois ele foi ferido e surrado diante de Caifás, no outro dia espancado e ferido e conduzido ao Pretório, onde foi despido e novamente surrado por chicotes repletos de ossos afiados. Seu corpo foi triturado. E, pra completar, enfiaram espinhos em sua cabeça.
Aí dizem: "Cadáveres não sangram. O Jesus supostamente morto sangrou, ao ser golpeado pela lança do soldado romano (Jo 19:34)"
Mas acredito que isso aí ta mais pra uma evidência da morte de Jesus. Como esse escritor do I século saberia, algo que só foi descoberto no século XX, que o coração é rodeado por uma bolsa de água (pericárdio). A água veio do pericárdio e o sangue do coração.
Como Gary Habermas, que debateu com o ex ateu Antony Flew sobre a ressurreição de Jesus [1], disse: "Mesmo que Jesus estivesse vivo antes de ser lancetado, a lança quase certamente o teria matado. Portanto, este torax ferido também refuta a teoria do desmaio".
Ele disse "quase certamente", mas juntando isso com o fato de que o corpo de Jesus já estava muito debilitado, como acreditar que ele sobreviveu à crucificação?
Sem contar que dizer que ele estava com os sentidos bloqueados tá mais pra outro argumento a favor de sua morte. Por que? Porque, como as pesquisas medicas mostram, a crucificação é essencialmente morte por sufocamento, "quando o corpo pende para baixo, os musculos intercostais e peitorais que cercam os pulmões detem o processo normal da respiração. Mesmo que Jesus tivesse recebido uma droga para pô-lo em transe semelhante à morte, ele não teria podido sobreviver à morte por sufocamento. Como Habermas declara: 'Não se pode fingir a incapacidade de tomar fôlego por qualquer quantidade de tempo'". (Ressurreição, de Hank Hanegraaff, p. 40)
Como coloquei outra vez:
"Está claro que o peso das evidências históricas e médicas indica que Jesus já estava morto antes de receber o ferimento em seu lado e apóia a visão tradicional de que a lança, introduzida entre as costelas do lado direito, provavelmente perfurou não apenas o pulmão direito, mas também o pericárdio e o coração e, portanto, garantiu sua morte. Por conta disso, interpretações baseadas na pressuposição de que Jesus não morreu na cruz parecem não estar de acordo com o conhecimento médico moderno'!" ( William D. EDWARDs, Wesley J. GABEL & Floyd E. HOSMER, "On the Physical Death of Jesus Christ", Journal of the American Medical Association 255, no. 11 (March 21, 1986): 1463. )
"Os romanos eram profissionais em matar, totalmente cuidadosos quanto a isso, tanto que tinha uma lei que dava pena de morte ao soldado que tentasse deixar um prisioneiro escapar da morte (ou deixasse mesmo sem tentar). O soldado romano não quebrou as pernas de Jesus porque sabia que estava morto (diferente do que aconteceu com os outros crucificados), ja que eles faziam isso pra apressar a morte."
Ou seja, os que dizem que Jesus apenas desmaiou estão afirmando que:
Com o corpo já fragilizado, Jesus foi golpeado várias vezes, chicoteado, perfurado por espinhos, carregou a cruz até certo ponto, foi crucificado, ficou exposto por horas, depois foi dopado, teve o coração perfurado, e, por um milagre, conseguiu não ser sufocado diante da sua situação. Depois disso foi enrrolado com panos e especiarias, sepultado durante 3 dias numa tumba que provavelmente não tinha nenhuma higiene, e ainda viveu!
Caramba! Isso exige mais fé do que acreditar na ressurreição!
Autor: Jonadabe Rios
Seu próprio cânon
-------------------------------------
Texto retirado do www.apologia.com.br
-------------------------------------
por Ravi Zacharias
Trad. Djair Dias Filho
por Ravi Zacharias
Trad. Djair Dias Filho
Certa vez, tive o privilégio de estar em uma entrevista ao vivo, embora breve, na CNN. Preparei-me tendo cuidadosamente revisto a atual enxurrada de artigos da Time, U. S. News and World Report, e semelhantes, bem como diversos livros recentes que revelam as “últimas descobertas” de críticos sempre ardorosos para refazer Jesus à própria imagem deles. De modo bastante interessante, apesar de meu anfitrião não ter mencionado qualquer um deles por nome, suas questões revelavam o pensamento popular engendrado por estudiosos que parecem deleitar-se em desacreditar a Bíblia.
Uma das questões que ele levantou foi sobre a diferença entre o Cristo da fé e o Jesus da história. Implícita nessa questão está a afirmação segundo a qual o que a credulidade evangélica tem feito com a fé cristã não contém qualquer semelhança com o Jesus da história, o filho do carpinteiro de dois mil anos atrás. O tempo não me permitiu explicar que a própria questão produzia uma falsa dicotomia imposta sobre nós por alguns cujos preconceitos filosóficos ultrapassam suas habilidades acadêmicas. A razão, por si só, já dita que o Cristo da fé e o Cristo da história devem ser o mesmo, ou senão não haverá fé mas credulidade. O assunto real, portanto, não é como a questão apareceu, mas “onde podemos encontrar o Cristo da história?”. A literatura de algumas perspectivas é tão estranhamente inventada – a intenção parecendo meramente a de despir Jesus de Sua divindade – que os fins aos quais alguns deles chegam seriam engraçados, caso não fossem tão destrutivos.
Uma das idéias mais forçadas veio, na década de 1970, de John Allegro, um estudioso da Universidade de Manchester. Ele teorizou que Jesus era originalmente um zé-ninguém a favor de um cogumelo alucinógeno sagrado ao redor do qual a seita cristã surgiu. O estudioso neotestamentário conservador Edwin Yamauchi conta que Allegro certa vez disse o seguinte a um amigo que estava se tornando interessado no Evangelho: “Até o tempo em que eu tiver acabado com a Igreja, a Igreja não mais terá sobrado para se reunir”. Mas vejam só! Allegro seguiu o caminho de toda carne (seu último livro foi publicado postumamente), enquanto a Igreja ainda sobrevive.
Ironicamente, um dos maiores estudiosos do Novo Testamento, em todos os tempos, F. F. Bruce, também era da Universidade de Manchester. Suas obras divisoras de águas provêem uma brilhante defesa da autoridade e autenticidade dos documentos do Novo Testamento. Em seu livro The Canon of Scripture [O Cânon das Escrituras], Bruce nota que o cânon do Novo Testamento não é apenas um juízo de valor [i.e., uma opinião] mas uma declaração factual. Diz ele: “Indivíduos de comunidades podemconsiderar que ele [o NT] é muito restrito ou muito abrangente; porém, a opinião deles não afeta a identidade do cânon. O cânon não será diminuído ou minimizado por causa do que eles pensam ou dizem: ele é um dado literário, histórico e teológico”.
Anos após o livro de Allegro, incontáveis teorias têm semelhantemente cativado a atenção da mídia e alimentado as imaginações dos céticos. Algumas das mais recentes obsessões têm se baseado no Evangelho de Tomé e no Evangelho de Judas. Escritores têm pego esses pequenos achados e os respectivos pensamentos fortuitos destes e com eles têm atacado os Evangelhos bíblicos como uma construção de pessoas tentando fazer de Jesus o que Ele não era. Mas a metodologia que empregam é uma afronta à erudição respeitável. Uma da ironias desses argumentos é que as próprias suposições que trazem para testar a autenticidade de Mateus, Marcos, Lucas e João destruiriam totalmente a validade desses pretensos evangelhos muito antes de causar qualquer dano aos Evangelhos canônicos.
Em uma conversa com o estudioso neotestamentário e professor Donald Carson, relacionada a esse mesmo assunto, eu indaguei abertamente o que poderia estar por trás de tais gratuitamente destrutivos esforços de alguns. Carson respondeu: “Eles querem seu próprio cânon”.
Essa sentença resume muito bem todo o debate. De fato, estamos vivendo em um tempo em que queremos nosso próprio cânon para tudo, da sexualidade ao direito de nascimento – por que não o nosso próprio cânon das Escrituras, também? Nesse sentido, cada um de nós, ao seu próprio modo, revive o episódio do Jardim do Éden, ao questionar o que Deus disse e ao exigir o direito de estabelecer por nós mesmos um cânon. Todas as gerações tentarão fazer o mesmo, e procurarão enterrar as Escrituras, só para encontrar a Bíblia reemergindo com poder triunfante. Isso porque ela tem como peça central Alguém que conhece o caminho para fora do sepulcro.
Originalmente publicado como: “Their Own Canon”, em A Slice of Infinity, 22 de fevereiro de 2007. Disponível na página: http://www.rzim.org/slice/slicetran.php?sliceid=1360.
domingo, 14 de junho de 2009
Napoleão nunca existiu! Sua vida é baseada na mitologia!
Retirado do blog rodrigogospel.blogspot.com
Este post é uma tradução de um texto escrito por James Patrick Holding, autor do site Tekton Apologetic Ministries. É uma sátira aos textos constantemente encontrados na internet que buscam "provar" que Jesus não é uma personalidade histórica, mostrando supostas similaridades entre Ele e o sol, e portanto Jesus seria apenas uma alegoria do astro celeste. Grande parte dessas similaridades são insanas, e coisas do tipo poderiam ser utilizadas para qualquer comparação, como mostra Holding, comparando Napoleão com o sol. Divirtam-se.Napoleão Bonaparte, do qual muito tem sido escrito, jamais exitiu. Ele é simplesmente uma figura alegórica. Ele é uma personificação do sol, e essa asserção é obtida se nós olharmos como tudo que foi publicado sobre Napoleão o Grande é plagiado da Grande Estrela.
Vamos ver, então, em resumo, o que nos é contado sobre este homem maravilhoso.
É dito:
- que ele era chamado Napoleão Bonaparte;
- que ele nasceu numa ilha no Mediterrâneo;
- que sua mãe era chamada Letitia;
- que ele teve três irmãs e cinco irmãos, três dos quais eram reis;
- que ele teve duas esposas, uma das quais lhe deu um filho;
- que ele deu fim a uma grande revolução;
- que ele teve dezesseis marechais imperiais sob seu comando, doze dos quais estavam em serviço ativo;
- que ele venceu batalhas no sul e foi derrotado no norte;
- que, finalmente, depois de um reino de doze anos, o qual ele iniciara com uma investida do Leste, ele foi embora e desapareceu nos mares do oeste.
Resta, então, determinar se estes detalhes diferentes são copiados do sol, e nós esperamos que qualquer um que leia este ensaio será convencido.
Para começar, todos sabem que o sol é chamado Apolo pelos poetas. Mas, não importam as circunstâncias ou causas de tal nome ter sido dado à estrela, é certo que significa "destruídor".
Agora, Apolo é a mesma palavra que Apoleão. Elas vêm de Apollyo ou Apoleo, dois verbos gregos que constituem a mesma palavra, e cujo significado é perder, matar, destruir. Então, se o alegado herói de nosso século foi chamado Apoleão, ele deveria ter o mesmo nome do sol e ele deveria, mais ainda, cumprir completamente o significado deste nome, e ele é nos apresentado como o mais destruidor dos homens que já viveram. Mas esta figura é chamada Napoleão, e então, existe uma letra inicial em seu nome que não estava presente no do sol. Sim, aqui há uma letra extra, inclusive uma sílaba, mas, seguindo a inscrição que pessoas engravam em vários locais da capital, o nome real deste suposto herói era Neapoleão ou Neapolião. Isto é o que nós vemos, notavelmente, na coluna da Vendôme Square.
Agora, esta sílaba extra não faz diferença. Esta sílaba é Grega, sem dúvida, como o restante do nome, e, em Grego, ne ou nai é uma das mais fortes palavras de afirmação, que nós podemos traduzir por "verdadeiro". Disso se segue que Napoleão significa "verdadeiro destruídor", "verdadeiro Apolo". Ele é, então, "verdadeiramente o sol".
Mas o que seu sobrenome significa? Que relação a palavra Bonaparte tem com a estrela-do-dia? Não é de todo imediatamente aparente, mas nós entendemos ao menos que, como bona parte significa "boa parte", nós estamos lidando com algo que tem duas partes, uma boa e uma má, algo que, mais ainda, é ligado com o sol Napoleão. Agora, nada é mais diretamente relacionado ao sol do que os efeitos de seu movimento diário, e estes efeitos são o dia e a noite, a luz e as trevas, a luz cuja presença ele produz e as trevas que prevalecem na sua ausência. Esta alegoria é retirada dos Persas: eles têm o império de Ahura Masda e o de Ahriman, o império da luz e das trevas, o império dos maus e dos bons espíritos. E são estes últimos, estes espíritos do mal e da escuridão, que pessoas usaram para invocar maldições com a expressão "Abi in malam partem". Se por malam partem alguém entende escuridão, não há dúvida que bona parte significa a luz -- isto é, o dia, em oposição à noite. Então não se pode duvidar que este nome tem ligações com o sol, especialmente quando alguém o vê associado com Napoleão, que é o próprio sol, como já demonstramos.
2. De acordo com a mitologia Grega, Apolo nasceu numa ilha no Mediterrâneo (a ilha de Delos); o nascimento de Napoleão também é localizado numa ilha no Mediterrâneo, e a Córsega foi escolhida em particular porque a posição da Córsega em relação à França, onde pessoas buscaram localizar seu reinado, é muito similar à posiçaõ de Delos em relação à Grécia, onde Apolo teve seus principais templos e oráculos.
Pausânias, é verdade, descreve Apolo como uma divindade Egipcia; mas, para ser uma divindade Egipcia, não foi necessário para ele nascer no Egito. É suficiente que ele foi tido como um deus ali, e é isto que Pausânias queria comunicar-nos: ele procurou nos dizer que os Egipcios o adoraram, e isto claramente estabilizou outro paralelo entre Napoleão e o sol, uma vez que é dito que no Egito Napoleão foi reputado como possuídor de uma capacidade sobrenatural, como o amigo de Muhammad, e que ele recebeu vemeração ali que alcançou os níveis de adoração.
3. É dito que sua mãe foi chamada Letitia. Mas pelo nome Letitia, que significa "alegria", o amanhecer estava subentendido: a luz do dia nascente espalha alegria pela natureza. O amanhecer dá nascimento ao sol, como os poetas colocaram, por lhe abrir os portões do Leste com seus dedos rosados.
É também relembrável que, de acordo com a mitologia Grega, a mãe de Apolo era chamada Leto. Mas se os romanos fizeram "Latona" de Leto, foi preferível em nosso século fazer "Letitia" do mesmo, desde que loetitia é o nome do verbo loetor ou o fora de uso loeto, que significa "inspirar alegria".
É portanto certo que esta Letitia é encontrada, como seu filho, na mitologia Grega.
4. De acordo com o que nos é contado, este filho de Letitia teve três irmãs, e é fora de disputa que estas três irmãs são as três Graças, que, junto com a companhia das Musas, foram o ornamento e charme da côrte de seu irmão Apolo.
5. É dito que este Apolo moderno teve quatro irmãos. Agora, estes cinco irmãos são as quatro estações do ano, como iremos provar. Mas primeiro, não estaríamos surpresos de ver as estações representadas por homens ao invés de mulheres. Isto não deveria parecer pouco familiar, já que somente uma das quatro estações é feminina em Francês -- isto é, outono -- e, mais ainda, nossos gramáticos estão distantes de concordar neste ponto. Em Latim, porém, outono não é mais feminina que as outras três estações, então não há dificuldade de todo neste assunto. Os quatro irmãos de Napoleão podem representar as quatro estações do ano, e o que segue irá provar que eles realmente as representam.
Dos quatro irmãos de Napoleão, três (eles dizem) eram reis, e estes três reis eram Primavera, que reina sobre as flores, Verão, que reina sobreas colheitas, e Outono, que reina sobre as frutas. E como esteas três estações dão tudo à poderosa presença do sol, é dito que os três irmãos de Napoleão deram seu status real à ele e reinaram somente sobre sua vontade. E quando é adicionado que, dos quatro irmãos de Napoleão, existiu um que não era um rei, é porque, das quatro estações do ano, existe uma que não reina sobre nada: Inverno.
Mas se, para enfraquecer nosso paralelo, alguém disser que ao inverno não falta um império, e procurar dar a ele o triste domínio sobre tempestades e nevascas, que, em seu deprimente período empalidecem a paisagem, nossa respota iria estar na ponta da língua; isto é, nós iríamos dizer, que eles procuraram nos indicar o inútil e ridículo domínio que eles dizem este irmão de Napoleão ter sido investido após o declínio de toda sua família, o domínio que eles puseram sobre a vila de Canino em preferência a qualquer outra, porque canino vem de cani, que significa o cabelo grisalho da velha era fria, que recorda o inverno. Pois, aos olhos dos poetas, as florestas que coroam nossas montanhas são seu cabelo, e quando o inverno os cobre com sua geada, eles são o cabelo branco na velha idade do ano: Cum gelidus crescit canis in montibus humor.
Então, o alegado princípe de Canino é apenas o inverno personificado: inverno, que começa quando as agradáveis estações não existem mais e o sol está distante de nossas terras, que são invadidos pela criança apaixonada do Norte, o nome que os poetas dão aos seus ventos que, vindo destas derras, discolorem nossa paisagem e a cobre com uma brancura horrível. Isto proveu o assunto da mítica invasão da França pelos povos do norte, que se livraram de uma bandeira colorida por diferentes cores e trocaram-a por uma branca que supostamente cobria todo o país depois da partida do mítico Napoleão. Mas seria desnecessário repetir que é simplesmente um emblema das nevascas que os ventos do Norte nos trazem ao invés das cores adoráveis que o sol mantêm em nossas terras, antes de partir e levá-las de nós. É fácil ver analogias de tudo isso nas ingênuas estórias que o povo imaginaram ter ocorrido em nosso século.
6. De acordo as mesmas estórias, Napoleão teve duas esposas, exatamente como pessoas designaram duas ao sol. Estas duas mulheres do sol foram a Lua e a Terra, a Lua de acordo com os Gregos (é Plutarco que atesta isto), e a Terra de acordo com os Egípcios, com esta notável diferença: de uma (a Lua) o Sol não teve filhos, e da outra ele teve um filho, um único filho: isto é, o jovem Hórus, filho de Osíris e Ísis, do Sol e da Terra, como se vê na Estória do Céu, capítulo 1 página 61 e seguintes. Ali há uma alegoria Egípcia na qual Hórus, nascido da fértil terra ao Sol, representa os frutos da agricultura; e pessoas colocaram o nascimento do suposto filho de Napoleão em 20 de Março, o equinócio de primavera, porque é na primavera que a produção da agricultura aumenta excepcionalmente.
7. Eles dizem que Napoleão pôs fim a uma praga devastadora que aterrorizou a França, e que era chamada a Hydra da Revolução. Agora, uma hydra é uma serpente -- a espécie não é importante, especialmente porque nós estamos lidando com uma estória. Era a serpente Python, um enorme réptil que era o objeto de medo extremo para a Grécia, que Apolo derrubou, matando o monstro, que era sua primeira façanha. E é por isso que Napoleão iniciou seu reino por matar a revolução Francesa, que exatamente tão quimérica como todas as outras coisas, pois nós vemos claramente que "revolução" é derivada da palavra Latina revolutus, que significa uma serpente que é enroscada em algo -- Python, e nada mais.
8. O famoso guerreiro do século 19 teve, eles dizem, 12 marechais imperiais na chefia de suas armadas e 4 inativas. Agora, as 12 primeiras (como é bem compreendido) são os 12 signos do zodíaco, marchando sobre as ordens do sol Napoleão, e cada um comandando uma divisão do inumerável exército das estrelas, que é chamado "exército celestial" na Bíblia, e é dividido por nós em 12 partes, correspondendo aos 12 signos do zodíaco. O mesmo para os 12 marechais que, de acordo com nossas estórias míticas, estavam em serviço ativo sobre o Imperador Napoleão; e os quatro outros são provavelmente os quatro pontos cardiais, imóveis no meio do movimento geral, que são muito bem representados pela inatividade associada com eles.
Então, todos os marechais, os ativos e inativos, são puramente entes simbólicos, e não mais reais que seu chefe.
9. É-nos dito que este líder de tantos brilhantes exércitos teve uma campanha triunfante por todas as terras do Sul, mas não pôde estabelecer a si próprio quando ele penetrou muito profundamente no Norte. Agora, tudo isto perfeitamente caracteriza o caminho do sol.
O sol, como é bem sabido, tem domínio soberano no sul, como, nós dissemos, teve o Imperador Napoleão. Mas verdadeiramente notável é que após o equinócio da primavera o sol tenta alcançar as regiões do norte movendo-se para longe do equador. Mas ao fim de três meses marchando em direção a essas terras, encontra o "tropical Borealis" que o força a retirar-se e recuar seus passos em direção ao Sul, seguindo o signo de Câncer -- isto é, o caranguejo, um signo cujo nome é dado (de acordo com Macrobius) para expressar o caminho de retirada do sol nesta área do céu. E é deste relato que pessoas inventaram a mítica expedição de Napoleão em direção ao Norte, em direção à Moscou, e a humilhante retirada que alegadamente se segue.
Então, tudo que nós dissemos sobre os sucessos e fracassos deste estranho guerreiro são somente diversas alusões com relação à trajetória solar.
10. Finalmente -- e isto não necessita explicação -- o sol nasce no Leste e se pôe no Oeste, como todos sabem. Mas para os observadores situados nos confins da terra o sol parece surgir dos mares orientais na manhã e e mergulhar nos mares ocidentais no entardecer. Então é, adicionalmente, que os poetas o retratam como levantando-se da cama e indo dormir. E é nestes termos que nós devemos entender tudo quando dissemos que Napoleão veio do mar oriental (do Egito) para reinar sobre a França e que ele desapareceu nos mares ocidentais, após um reino de 12 anos, que não é nada mais do que as 12 horas do dia durante as quais o sol brilha sobre o horizonte.
Ele reinou somente um dia, diz o autor das Nouvelles Messéniens em referência à Napoleão, e a maneira na qual ele descreve sua ascensão, seu declinío e sua queda prova que este encantador poeta, como nós, viu em Napoleão somente uma imagem do sol. E ele é nada mais do que isso, como é provado por seu nome, o nome de sua mãe, suas três irmãs, seus quatro irmãos, suas duas esposas, seu filho, seus marechais e suas façanhas. É provado pelo local de seu nascimento, pelo lugar do qual eles dizem que ele veio quando ele envolveu-se em sua carreira de dominação, pelo tempo que ele levou nisto, pelas terras que ele dominou, pelas quais ele experenciou derrota, e pela regiao onde ele desapareceu, pálido e descoroado, depois de seu caminho brilhante, como o poeta Casimir Delavigne descreve.
É portanto provado que o alegado herói de nosso século foi somente um personagem alegórico, cujas todas as características foram copiadas do sol. E consequentemente Napoleão Bonaparte, do qual pessoas têm dito e escrito muitas coisas, jamais existiu, e o erro para o qual muitas pessoas apontaram suas cabeças vem de um quiproquo -- ou seja, elas têm tomado a mitologia do século 19 por história.
P.S.: Nós poderíamos também convocar, em suporte de nossa tese, um grande número de decretos reais cujas datas são obviamente contraditórias ao reino do suposto imperador; mas nós temos tido nossas razões para não fazer uso deles.
terça-feira, 12 de maio de 2009
William Lane Craig e o delírio de Dawkins
domingo, 22 de março de 2009
A morte dos cananitas.
Autor: Jonadabe Rios
sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
Eu Sou - Oficina G3
Muitos querem me encontrar
Mas não sabem onde ir
Outros querem me escutar
Mas não param pra me ouvir
Eu sou o principio e o fim
Não há outro igual a mim
Todo poder esta em minhas mãos
Muitos dizem me conhecer
Mas me conhecem só de ouvir
Outros tentam me explicar
Negar tudo o que eu fiz
Quem buscar me encontrara
Quem pedir recebera
Quem invocar eu vou ouvir
Eu sou o eu sou
Eu sou o, eu sou
Minha palavra não tem fim
Tudo esta em minhas mãos
Não há impossíveis para mim
Jesus, o Grande Eu Sou!
Jesus afirmou ser Deus?
Jesus é Deus?
Por Jonadabe Rios
As afirmações extremadas de que Jesus é somente Deus, ou que é apenas humano têm sérios problemas. Se Jesus é somente Deus, como conseguiríamos seguir o exemplo dele, se ele é um ser que pode tudo? Seguir seus passos seria algo impossível, pois ele estava aqui na terra apenas com a aparência humana. No entanto, se Jesus fosse somente humano, como o sacrifício dele poderia nos salvar inteiramente?
Como assim o sacrifício não poderia nos salvar completamente? É uma questão Bíblica e lógica. Pois o pecado nada mais é do que uma ofensa grave a Deus e ao propósito que o homem foi criado. Deus é um ser infinito, por isso a reposição deve ser infinita. Mas nós por natureza somos finitos, e consequentemente não podemos pagar isso por si mesmo com nossas obras. A Bíblia então revela que foi necessário que Deus se tornasse homem para que o ser humano pudesse voltar a ter um relacionamento perfeito com Deus, e que Jesus tem tanto a natureza humana quanto a Divina. Alister McGrath comenta : "Como ser humano, Cristo tem a obrigação de Paga-lo; como Deus, ele tem a habilidade de paga-lo." (Teologia para amadores, p. 19).
Quero deixar claro que nesse texto pretendo mostrar que Jesus afirmou ser Deus, mas não provar essa afirmação, pois isso pode ficar pra outra ocasião. Mas ficando claro que Jesus afirmou ser Deus algumas conseqüências são óbvias caso elas sejam verdadeiras. Os profetas e líderes de outras religiões, até mesmo denominações que se dizem cristãs, ou estão enganados, ou são mentirosos e querem enganar. Isso serve aos que acreditam em revelações de espíritos que se dizem de luz.
Não vou tratar sobre a humanidade, pois ela é óbvia em nossos dias, embora as principais heresias que a igreja primitiva lutou foram contra a humanidade de Jesus. Então, Jesus afirmou ser Deus? O que significa a afirmação de que o verbo se fez carne? Como responder as principais críticas da Divindade de Jesus?
Atributos intransferíveis.
Existem atributos que certas pessoas possuem que nenhuma outra possui. Características que mesmo sem afirmar "Sou tal pessoa" sabemos quem é. Essas características podem indicar também a natureza e personalidades únicas. Suponhamos que apareça um desconhecido, e aos poucos você começa a saber mais dele. Ele conta que nasceu cerca de dois mil anos atrás, você se espanta. Dois mil anos? Como pode? Ele continua a dizer que teve 12 apóstolos, que se chamavam Pedro, André, Tomé, Filipe, Mateus, Bartolomeu, Tiago filho de Zebedeu, Tiago filho de Alfeu, Simão o Zelote, Judas Tadeu, João e Judas Iscariotes. Pedro o negou três vezes, e Judas Iscariotes o traiu. No final da conversa conta que morreu numa cruz, na cruz tinha uma placa com "INRI", e ao seu lado tinha dois ladrões também crucificados. Pra concluir a conversa ele diz que ressuscitou ao terceiro dia.
Você se espanta mais ainda, afinal, só uma pessoa em toda a história tem todos esses "requisitos". Não precisou dizer o nome pois você, através dos atributos intransferíveis, sabe quem é. Mais aí você ficou com algumas opções: Essa pessoa é lunática, é um brincalhão, um mentiroso ou é quem afirma ser.
Como já sabe, esta pessoa afirmava ter as características intransferíveis de Jesus, e consequentemente afirmava ser Jesus. Jesus também fez afirmações parecidas, ele disse que possuía certos atributos que só Deus possui. E mesmo não afirmando "Eu sou Deus" (Embora nunca tenha dito "Não sou Deus") diretamente, diversas vezes ele afirmou possuir a natureza divina. Não só Ele, mas seus discípulos. Alias, Jesus parecia gostar de fazer isso na frente dos fariseus e outros líderes religiosos. Alguns exemplos de atributos intransferíveis de Deus são a onipotência, onipresença, onisciência, soberania e eternidade. Existem outras e diversas afirmações que falam de sua natureza. E uma vez que Jesus afirmou possuí-las, ele afirmou ser Deus. O mesmo Deus que salvou Israel do Egito, adicionou a humanidade para si, morreu e ressuscitou para redimir os nossos pecados e nos dar esperança da ressurreição no último dia. Como disse Bruce L. Shelley: O cristianismo é a única grande religião que tem como fato central a humilhação de seu Deus.
Agora, da mesma forma da analogia anterior, pense ter encontrado certo narazeno, fazendo afirmações como: "Eu sou Alfa e o Omega, o Principio e o fim, o primeiro e o ultimo, aquele que era, que é e que há de vir. Tenho todo o poder para perdoar os pecados você precisa que seus pecados sejam perdoados por mim. Eu sou a luz do mundo, e todo que não andar em mim está
"Quem pode perdoar pecados, a não ser somente Deus?" Mc 2:7
C. S. Lewis foi muito bom ao explicar isso:
"A não ser Deus, isso, para quem fala, é tão absurdo que chega a ser cômico. Todos nós podemos entender que um homem perdoe as ofensas que recebe. Pisam em meu pé e eu perdôo, roubam meu dinheiro e eu perdôo. Mas o que pensaríamos de alguém que, não tendo sido roubado nem pisado, anunciasse que nos perdoa por termos pisado nos pés dos outros e roubado o dinheiro dos outros? O mínimo que poderíamos fazer seria chamar de petulância obtusa a conduta de quem assim procedesse. Entretanto, foi isso que Jesus fez. Ele disse a muitas pessoas que os pecados delas estavam perdoados, sem nunca consultar os que tinham sido prejudicados por esses pecados. Agia sem hesitação como se fosse a parte mais interessada, a pessoa mais ofendida em todas as ofensas. Isso só tem sentido se ele realmente era o Deus cujas leis são quebradas e cujo amor é ferido em cada pecado. Na boca de qualquer outra pessoa que não fosse Deus, essas palavras seriam para mim consideradas como uma tolice e vaidade jamais igualadas por qualquer outra personagem da História.
No entanto, mesmo os seus inimigos (e isso é a coisa mais estranha e mais significativa), quando lêem o Evangelho, não têm normalmente a impressão de tolice e vangloria. Muito menos a têm os leitores imparciais. Cristo diz ser "humilde e manso" e acreditamos; não nos damos em conta que se ele fosse só humano, a humildade e a mansidão seriam as características que menos descreveriam algumas de suas afirmações."
Em outra ocasião ele diz mais sobre o assunto:
"Entre aqueles judeus, repentinamente surge um homem que sai falando por aí como se ele mesmo fosse Deus. Afirma perdoar pecados. Diz que sempre existiu. Diz que julgará o mundo no final dos tempos. Vamos deixar uma coisa clara. Entre os panteístas, como os indianos, qualquer um pode dizer que é uma parte de Deus ou um com Deus: não haveria nada de muito estranho em relação a isso. Esse homem, porém, uma vez que era judeu, não poderia estar se referindo a esse tipo de Deus. Na linguagem daquele povo, Deus significava um ser fora do mundo, que o fizera e que era infinitamente diferente de qualquer outra coisa. Quando você entende isso, percebe que aquilo que esse homem diz foi, de maneira bem simples, a coisa mais chocante que jamais fora pronunciada por lábios humanos."
Eu Sou. Uma afirmação subjetiva?
Algumas pessoas podem dizer que afirmar isso é muito subjetivo, afinal, Eu sou, dizem eles, pode significar que é qualquer coisa. Mas não para os Judeus, muito menos para o contexto inserido. Vamos analisa-los.
Em Êxodo 3:14 diz:
14 E disse Deus a Moisés: EU SOU O QUE SOU. Disse mais: Assim dirás aos filhos de Israel: EU SOU me enviou a vós.
15 E Deus disse mais a Moisés: Assim dirás aos filhos de Israel: O SENHOR Deus de vossos pais, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, e o Deus de Jacó, me enviou a vós; este é meu nome eternamente, e este é meu memorial de geração em geração.
Primeiro Deus diz a Moisés: "EU SOU O QUE SOU"
Depois Ele disse: "Assim dirás aos filhos de Israel: EU SOU me enviou a vós."
Esse "Eu Sou" tem tantas implicações que a Torre de Vigia fez uma tradução forçada que não se pode fazer pelo grego.
Deus se identifica assim em outro momento:
"Vede agora que eu, eu o sou, e mais nenhum deus há além de mim; eu mato, e eu faço viver; eu firo, e eu saro, e ninguém há que escape da minha mão."
Dt 32:39
Por isso muitos se espantaram quando Jesus fez esta afirmação: "Em verdade, em verdade eu vos digo: Antes que Abraão existisse, EU SOU." João 8:58
Peter Kreeft no livro “O dialogo” diz que “Ninguém realmente sabe pronunciá-la, porque ninguém jamais se atreveu a pronunciá-la exceto Deus, e não se escreveu a palavra toda, apenas as consoantes, o Tetragrama. Nas Bíblias antigas ela aparecia escrita Jeová, e em algumas mais modernas, Javé. Significa ‘EU SOU’. [...]É o único nome puramente de primeira pessoa, particular, subjetivo, singular.”. Nenhuma pessoa pode dizer esse nome sem reivindicar ser Deus. E foi isso que Jesus fez. Disse que era Deus pronunciando o que nenhum judeu diria, um nome que só pode ser pronunciado pelo seu dono. Esse foi o motivo da revolta de muitos deles contra Jesus (João 8:59).
Dizer que Jesus foi muito subjetivo afirmando isso é ignorar todo o contexto inserido pra apenas sustentar a pressuposição de que Jesus não pode ser Deus.
Filho do Homem?
Mc 14
61 Mas ele calou-se, e nada respondeu. O sumo sacerdote lhe tornou a perguntar, e disse-lhe: És tu o Cristo, Filho do Deus Bendito?
62 E Jesus disse-lhe: Eu o sou, e vereis o Filho do homem assentado à direita do poder de Deus, e vindo sobre as nuvens do céu.
63 E o sumo sacerdote, rasgando as suas vestes, disse: Para que necessitamos de mais testemunhas?
64 Vós ouvistes a blasfêmia; que vos parece? E todos o consideraram culpado de morte.
O sumo sacerdote e seus assistentes sabiam das implicações da afirmação que Jesus fez ai, quando referiu a si mesmo como "Filho do Homem" e que viria nas nuvens. Ele estava fazendo referencia direta a uma profecia de Daniel (Dn 7.13,14, onde o Filho do Homem receberá autoridade do Deus Pai e será adorado por todos. Eles sabiam muito bem que só Deus pode receber adoração, e Jesus disse que todos, inclusive eles iriam adora-lo. Acho que Jesus fazia questão de deixar os lideres religiosos da época desajeitados.
Uma listas de afirmações de Jesus.
- Ele declarou: "Eu sou o Primeiro e o Último" (Ap 1.17) - Deus referiu a si mesmo assim Isaías 44.6
- "Eu sou o bom pastor" (]o 10.11) - "O SENHOR é o meu pastor" (Sl 123.1)
- Jesus afirmou ser o juiz de todas as pessoas (Mt 25.315; Jo 5.27) - Joel apresenta Deus dizendo: " ... me assentarei para julgar todas as nações vizinhas" (]13.12)
- Jesus disse: "Eu sou a luz do mundo. Quem me segue, nunca andará em trevas, mas terá a luz da vida" (]o 8.12). Mas o salmista declara "O SENHOR é a minha luz" (127.1)
- Jesus declarou: "Pois, da mesma forma que o Pai ressuscita os mortos e lhes dá vida, o Filho também dá vida a quem ele quer" (]o 5.21). Mas o AT ensina claramente que somente Deus é o doador da vida (Dt 32.39; 15m 2.6), aquele que levanta dos mortos (Is 26.19; Dn 12.2; Jó 19.25) e o único juiz (Dt 32.35; JI3.12)
Ocasiões em que recebeu e permitiu adoração:
Uma mulher Cananéia (Mt 15.25);
Todos os discípulos (Mt 28.17);
Um leproso curado (Mt 8.2);
Dirigente de uma sinagoga (Mt 9.18);
Pelos discípulos (Mt 14.33);
Mãe de Tiago e de João (Mt 20.20);
Endemoninhado geraseno (Mc 5.6);
Homem cego que foi curado (Jo 9.38);
Tomé, que disse: "Senhor meu e Deus meu!" (Jo 20.28).
Estes são algumas das passagens bíblicas que vislumbram a divindade de Jesus. Existem muitas outras, e várias profecias que dizem isso. Mas considero essas suficientes pra mostrar o que Jesus achava sobre si mesmo. Até mesmo seus discípulos tinham como Deus.
Principais críticas da divindade de Jesus.
“Um certo homem [...] perguntou [...] Bom mestre, o que devo fazer [...] Jesus respondeu: Por que me chamas de bom? Ninguém é bom, senão Deus” (Lucas 18: 19).
Jesus estava falando para aquele homem: "Só Deus é bom, sabe das conseqüências das suas palavras não é? Sabes que está me chamando de Deus, pois ninguém é bom senão Deus." Jesus está levando esse homem a considerar as implicações de chama-lo de bom. "Está me chamando de Deus?"
E isso fica claro no contexto, pois alguns versículos depois quando diz ao cego "42 Jesus lhe disse: Vê! Tua fé te salvou.", que pretensão seria de um simples homem (que se dizia humilde) afirmar que aquela fé (que foi depositada em Jesus) o tinha salvo.
Fica mais claro ainda se analisar o que Mateus registra dessa conversa, e novamente alguns versículos depois Jesus diz que é o "Filho do homem" que vai "assentar em seu trono glorioso". Essa não é a única vez que Jesus se intitula como o Filho do Homem, e isso tem ligação a uma profecia de Daniel (Dn 7.13,14), onde o Filho do Homem receberá autoridade do Deus Pai e será adorado por todos.
Foi esse um dos motivos da indignação dos sacerdotes em outra passagem que ele se refere como o Filho do Homem (Mc 14:63,64), pois eles sabiam muito bem que só Deus deve ser adorado, mas Jesus estava afirmando que ele seria adorado, inclusive pelos sacerdotes.
As outras objeções à divindade de Jesus vem de um mal entendimento do que significa a afirmação de que o “Verbo se fez carne” e não entender o que significa a Trindade. Por isso antes de analisar as outras questões, vamos ver o conceito disso.
"E O Verbo se fez carne..." Jo 1:14 3
A afirmação de que Deus se fez homem não quer dizer que ele se limitou a natureza humana, mas que acrescentou a humanidade, se subordinou ao Pai e aceitou todas as limitações que nós seres humanos temos, mas não pecou. Foi isso o que Paulo quis dizer em Filipenses 2:5--11, Jo 1:1-14; Hb 2:17;
5 De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus,
6 Que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus,
7 Mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens;
8 E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz.
9 Por isso, também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que é sobre todo o nome;
10 Para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra,
11 E toda a língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai.
Quando Jesus foi concebido não deixou de ser Deus mas acrescentou a natureza humana. Jesus enquanto estava como humano, estava sujeito as nossas fraquezas, tanto que em tudo foi tentado, sentia fome, sede e medo, como todos que tem a natureza humana. Ele não deixou de ser Deus, pois essas tentações não eram para sua natureza Divina.
E a trindade?
Falar da natureza de Deus é falar que espécie de ser Ele é, falar da personalidade de Deus é sobre quem Ele é. Quando falamos que Deus é uma trindade, queremos dizer que ele é uma pluralidade dentro de uma unidade. Ele tem uma natureza divina (o quê) compartilhada pelas três pessoas (quem) - o Pai (quem 1), o Filho (quem 2) e o Espírito Santo (quem 3).
Norman Geisler da uma boa explicação:
"A identidade desse ser tripessoal é composta de uma relação interna que contém três pessoas individuais distintas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Agora pode ficar um pouco mais claro que o quê infinito (Deus) não se tornou um quê finito (homem); ao contrário, Deus o Filho (quem 2), tendo uma natureza infinita (quê 1), acrescentou-se e assumiu uma natureza finita - um quê finito (quê 2). Não há três deuses (três quem) - há somente um Deus (quê 1) e três pessoas (três quem) que possuem essa única natureza divina. Foi somente a segunda pessoa, Jesus (quem 2) que compartilha a natureza divina (quê 1),, que assumiu uma segunda natureza, a natureza humana (quê 2)
Conseqüentemente, Jesus, Deus-Filho, veio à terra assumindo a natureza humana.
[...]
A doutrina simplesmente é que nosso Senhor Jesus Cristo como eterno Filho de Deus reteve o complexo total dos atributos divinos, e sempre e em todas as circunstancias comportou-se de maneira perfeitamente coerente com seus atributos divinos. Ele assumiu um complexo de atributos humanos essenciais e, durante "os dias de sua carne" (Hb 5:7) sempre e em todas as circunstâncias comportou-se de maneira perfeitamente coerente com sua natureza humana sem pecado."
Trindade
Portanto nas questões como “Deus pode ser tentado?” temos que levar em conta as duas naturezas de Jesus. Jesus pode ser tentado? Como Deus, não. Como homem? Sim. Na mesma ocasião que Jesus foi tentado vemos que os anjos reconhecem sua divindade:
10 Então disse-lhe Jesus: Vai-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás.
11 Então o diabo o deixou; e, eis que chegaram os anjos, e o serviam.
Só a Deus servirás, e os anjos o serviam.
Conclusão.
Em várias ocasiões o Novo Testamento faz questão de mostrar que Jesus tem as duas naturezas. Por isso em questões como essas não devemos esquecer disso. Para concluir, gostaria de deixar um texto de Martim J. Scoot sobre a encarnação:
“Como todos os cristãos sabem, a encarnação significa que Deus (isto é, o Filho de Deus) se fez homem. Isso não quer dizer que Deus se tornou homem, nem que Deus cessou de ser Deus e começou a ser homem; mas que, permanecendo como Deus, ele assumiu ou tomou uma natureza nova, a saber, a humana, unindo esta à natureza divina no ser ou na pessoa – Jesus Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro homem.
Na festa das bodas de Cana, a água tornou-se em vinho pela vontade de Jesus Cristo, o Senhor da Criação (João 2:1-11). Não aconteceu assim quando Deus se fez homem, pois em Caná a água deixou de ser água, quando se tornou em vinho, mas Deus continuou sendo Deus, quando se fez homem.
Um exemplo que nos poderá ajudar a compreender em que sentido Deus se fez homem, mais ainda não ilustra de maneira perfeita a questão, é aquele de um rei que por sua própria vontade se fizera mendigo. Se um rei poderoso deixasse seu trono e o luxo da corte, e vestisse os trapos de um mendigo, vivesse com mendigos, compartilhasse seus sofrimentos, etc., e isto para poder melhorar as condições de vida, diríamos que o rei se fez mendigo, porém ele continuou sendo verdadeiramente rei. Seria correto dizer que o que o mendigo sofreu era o sofrimento de um rei; que, quando o mendigo expiava uma culpa era o rei que expiava, etc.
Visto que Jesus Cristo é Deus e homem, é evidente que Deus, de alguma maneira, é homem também. Agora, como é que Deus é homem? Está claro que ele nem sempre foi homem, porque o homem não é eterno, mas Deus o é. Em um certo tempo definido, portanto, Deus se fez homem tomando a natureza humana. Que queremos dizer com a expressão “tomar a natureza humana”? Queremos dizer que o Filho de Deus, permanecendo Deus, tomou outra natureza, a saber, a do homem, e a uniu de tal maneira com a sua, que constituiu uma Pessoa, Jesus Cristo.
A encarnação, portanto, significa que o Filho de Deus, verdadeiro Deus desde toda a eternidade, no curso do tempo se fez homem também,
Nenhum dentre os sábios do mundo pode explicar a conexão existente entre o pensamento e a expressão desse pensamento, ou seja, as palavras. Não devemos, pois, estranhar se não podemos compreender a encarnação de Cristo. Cremos nela porque aquele que a revelou é o próprio Deus, que não pode enganar nem ser enganado.”
Espero que todos preconceitos sejam deixados de lado, e você tenha chegado a óbvia conclusão de que Jesus afirmou ser Deus, o mesmo Deus criou o mundo (Mt 3:3; Is 40:3-10).
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
Ressurreição de Jesus - Transformação - Parte 5
"E, depois de terem jantado, disse Jesus a Simão Pedro: Simão, filho de Jonas, amas-me mais do que estes?
E ele respondeu: Sim, Senhor; tu sabes que te amo.
Disse-lhe: Apascenta os meus cordeiros.
Tornou a dizer-lhe segunda vez: Simão, filho de Jonas, amas-me?
Disse-lhe: Sim, Senhor; tu sabes que te amo.
Disse-lhe: Apascenta as minhas ovelhas.
Disse-lhe terceira vez: Simão, filho de Jonas, amas-me?
Simão entristeceu-se por lhe ter dito terceira vez: Amas-me? E disse-lhe: Senhor, tu sabes tudo; tu sabes que eu te amo.
Jesus disse-lhe: Apascenta as minhas ovelhas. Na verdade, na verdade te digo que, quando eras mais moço, te cingias a ti mesmo e andavas por onde querias: mas, quando já fores velho, estenderás as mãos, e outro te cingirá e te levará para onde tu não queiras. E disse isso significando com que morte havia ele de glorificar a Deus. E, dito isso, disse-lhe: Segue-me.
E Pedro, voltando-se, viu que o seguia aquele discípulo a quem Jesus amava, £ que na ceia se recostara também sobre o seu peito, e que dissera: Senhor, quem é que te há de trair? Vendo Pedro a este, disse a Jesus: Senhor, e deste que será?
Disse-lhe Jesus: Se eu quero que ele fique até que eu venha, que te importa a ti? Segue-me tu. Divulgou-se, pois, entre os irmãos o dito de que aquele discípulo não havia de morrer. Jesus, porém, não lhe disse que não morreria, mas: Se eu quero que ele fique até que eu venha, que te importa a ti?"
— João 21.15-23
"Varões israelitas, escutai estas palavras: A Jesus Nazareno, varão aprovado por Deus entre vós com maravilhas, prodígios e sinais, que Deus por ele fez no meio de vós, como vós mesmos bem sabeis; a este que vos foi entregue pelo determinado conselho e presciência de Deus, tomando-o vós, o crucificastes e matastes pelas mãos de injustos; ao qual Deus ressuscitou, soltas as ânsias da morte, pois não era possível que fosse retido por ela. Porque dele disse Davi:
'Sempre via diante de mim o Senhor,
porque está à minha direita,
para que eu não seja comovido;
por isso, se alegrou o meu coração,
e a minha língua exultou;
e ainda a minha carne há de repousar em esperança.
Pois não deixarás a minha alma no Hades,
nem permitirás que o teu Santo veja a corrupção.
Fizeste-me conhecidos os caminhos da vida;
com a tua face me encherás de júbilo.'
Varões irmãos, seja-me lícito dizer-vos livremente acerca do patriarca Davi que ele morreu e foi sepultado, e entre nós está até hoje a sua sepultura. Sendo, pois, ele profeta e sabendo que Deus lhe havia prometido com juramento que do fruto de seus lombos, segundo a carne, levantaria o Cristo, para o assentar sobre o seu trono, nesta previsão, disse da ressurreição de Cristo, que a sua alma não foi deixada no Hades, nem a sua carne viu a corrupção. Deus ressuscitou a este Jesus, do que todos nós somos testemunhas. De sorte que, exaltado pela destra de Deus e tendo recebido do Pai a promessa do Espírito Santo, derramou isto que vós agora vedes e ou vis. Porque Davi não subiu aos céus, mas ele próprio diz:
Disse o Senhor ao meu Senhor:
Assenta-te à minha direita, até que ponha os teus inimigos por escabelo de teus pés.
Saiba, pois, com certeza, toda a casa de Israel que a esse Jesus, a quem vós crucificastes, Deus o fez Senhor e Cristo."
— Atos 2.22-36
O que aconteceu em resultado da ressurreição não tem precedente na história humana. No espaço de poucas centenas de anos, um pequeno grupo de crentes aparentemente insignificante teve sucesso em virar um império inteiro de cabeça para baixo. Como já se disse com propriedade: "Eles enfrentaram o aço brandido do tirano, a juba ensangüentada do leão e os fogos de mil mortes",1 porque estavam totalmente convencidos de que eles, como seu Mestre, iriam ressurgir da sepultura em um corpo glorificado e ressurreto.
Ainda que seja concebível que os discípulos tivessem enfrentado tortura, vilipendio e até morte cruel pelo que fervorosamente criam ser verdade, é inconcebível que tivessem estado dispostos a morrer pelo que sabiam ser mentira. Ninguém apregoou este argumento com mais eloqüência que o Dr. Simon Greenleaf, o majestoso Professor de Direito,
As grandes verdades que os apóstolos declaram foram que Cristo tinha ressurgido dos mortos, e que somente pelo arrependimento de pecados e fé nEle os homens podem ser salvos. Eles afirmam esta doutrina a uma voz, em todos lugares, não apenas durante os maiores esmorecimentos, mas diante dos terrores mais apavorantes que podem ser apresentados à mente humana.
Seu mestre perecera recentemente como malfeitor, pela sentença de um tribunal público. Sua religião procurou subverter as religiões do mundo inteiro. As leis de todos os países eram contra os ensinos dos seus discípulos. Os interesses e paixões de todos os governantes e dos grandes homens do mundo estavam contra eles. A moda do mundo estava contra eles.
Ao propagar esta nova fé, mesmo da maneira mais inofensiva e tranqüila, eles poderiam esperar nada mais que desprezo, oposição, insulto, perseguições implacáveis, açoites, prisões, tormentos e mortes cruéis. Contudo, eles propagaram zelosamente esta fé; e todas estas misérias eles suportaram impavidamente — não, alegrando-se. A medida que um após o outro era morto de forma miserável, os sobreviventes davam prosseguimento à obra ainda com mais vigor e resolução. Os anais da guerra militar quase não oferecem exemplo de igual constância heróica, paciência e coragem impassível. Eles tinham todo o motivo possível para revisar minuciosamente os fundamentos da fé e as evidências dos grandes fatos e verdades que defendiam, e estes motivos eram impingidos em sua atenção com a freqüência mais melancólica e maravilhosa. Era, então, impossível eles terem persistido em afirmar as verdades que narravam, não tivesse mesmo Jesus ressurgido dos mortos e não tivessem eles conhecido este fato tão certamente quanto conheciam algum outro fato.*
* O livro The Testimony of the Evangelists (O Testemunho dos Evangelistas) contém esta nota:
Se se presumisse que as testemunhas tivessem sido influenciadas de modo desfavorável, isto não lhes destruiria o testemunho em termos de fato; apenas depreciaria o peso do seu julgamento em termos de opinião. A regra da lei sobre este assunto foi declarada pelo Dr. Lushington nestas palavras: "Quando você examina o testemunho de testemunhas estreitamente relacionadas com as partes e não há nada muito peculiar que tende a lhes destruir o crédito, quando elas depõem os meros fatos, seu testemunho deve ser crido; quando elas depõem no que tange a termos de opinião, então deve ser recebido com suspeita". (Dillon versus Dillon, 3 Curteis, Eccl. Rep., pp. 96, 102.)
Se fosse moralmente possível eles terem sido enganados neste assunto, todo motivo humano operava para os levar a descobrir e admitir o erro. Ter persistido em tão grosseira falsidade, depois de terem se inteirado dela, não só era encontrar, para o resto da vida, todos os males os quais o homem pode infligir do nada, mas também suportar a angústia da culpa interior e da consciência; sem esperança de paz futura, sem testemunho de boa consciência, sem expectativa de honra ou estima entre os homens, sem esperança de felicidade nesta vida ou no mundo vindouro.
Semelhante conduta nos apóstolos teria sido totalmente irreconciliável com o fato de que eles possuíam a constituição comum de nossa natureza comum. Contudo, a vida que tiveram mostra que eles eram homens como todos os outros de nossa raça; controlados pelos mesmos motivos, animados pelas mesmas esperanças, afetados pelas mesmas alegrias, subjugados pelas mesmas tristezas, sacudidos pelos mesmos medos e sujeitos às mesmas paixões, tentações e fraquezas como nós. E seus escritos evidenciam que eles foram homens de entendimento vigoroso. Se, então, o testemunho deles não fosse verdade, não haveria motivo possível para esta invenção.2
Os Doze
Como Greenleaf tão habilmente comunica, os doze3 foram transformados completamente pela ressurreição.
Pedro, que outrora ficou com medo de ser exposto como seguidor de Cristo por uma jovem, depois da ressurreição foi transformado em um leão da fé e sofreu morte de mártir.4 De acordo com a tradição, ele foi crucificado de cabeça para baixo porque se sentiu indigno de ser crucificado da mesma maneira que seu Senhor.5
Tiago, o meio-irmão de Jesus, que antes odiava tudo o que seu irmão defendia, depois da ressurreição se chamou "servo [...] do Senhor Jesus Cristo" (Tg 1.1). Ele se tornou líder da Igreja em Jerusalém e, em cerca de 62 d.C, foi martirizado por causa de sua crença.6 Eusébio de C^saréia descreve como Tiago foi lançado do pináculo do templo e subseqüentemente apedrejado.7
O apóstolo Paulo foi igualmente transformado. Em outro tempo perseguidor incessante da igreja crescente, se tornou o principal ganhador de adeptos entre os gentios. Sua transformação radical é sublinhada em sua carta aos filipenses:
Mas o que para mim era ganho reputei-o perda por Cristo. E, na verdade, tenho também por perda todas as coisas, pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; pelo qual sofri a perda de todas estas coisas e as considero como estéreo, para que possa ganhar a Cristo e seja achado nele, não tendo a minha justiça que vem da lei, mas a que vem pela fé em Cristo, a saber, a justiça que vem de Deus, pela fé; para conhecê-lo, e a virtude da sua ressurreição, e a comunicação de suas aflições, sendo feito conforme a sua morte; para ver se, de alguma maneira, eu possa chegar à ressurreição dos mortos (Fp 37-11).
Pedro, Tiago e Paulo não estavam sós. Como o filósofo J. P. Moreland mostra, em semanas depois da ressurreição, não apenas um judeu, mas uma comunidade inteira de pelo menos dez mil judeus estava disposta a deixar as próprias tradições sociológicas e teológicas que lhes tinha dado identidade nacional.8
Tradições
Entre as tradições que foram transformadas depois da ressurreição encontram-se o sábado, os sacrifícios e os sacramentos.
Em Gênesis, o sábado era uma celebração da obra de Deus na criação (vide Gn 2.2,3; cf. Êx 20.11). Depois do Êxodo, o sábado se expandiu para uma celebração da libertação de Deus da opressão do Egito (vide Dt 5.15). Em conseqüência da ressurreição, o sábado foi mudado uma vez mais. Tornou-se uma celebração de "descanso" que temos por meio de Cristo que nos livra do pecado e da sepultura (vide Cl 2.16,17; Hb 4.1-11). Em memória da ressurreição, a igreja primitiva cristã mudou o dia de adoração do sábado para o domingo. Deus proporcionou à igreja primitiva novo padrão de adoração pela ressurreição de Cristo no primeiro dia da semana, suas subseqüentes aparições no domingo e a descida do Espírito Santo no domingo.9 Para a emergente Igreja Cristã, a armadilha mais perigosa era não reconhecer que Jesus era a substância que cumpriu o símbolo do sábado.
Para os crentes judeus, o sistema sacrificai também foi radicalmente transformado pela ressurreição de Cristo. Desde os dias de Abraão, os judeus foram inteirados da obrigação de sacrificar animais como símbolo da expiação do pecado. Contudo, depois da ressurreição, os seguidores de Cristo de repente deixaram de sacrificar. Eles reconheceram que a nova aliança era melhor que a antiga aliança, porque o sangue de Jesus Cristo era melhor que o sangue de animais (vide Hb 8—10). Entenderam que Jesus era a substância que cumpriu o símbolo dos sacrifícios de animais. Ele era "o Cordeiro [sacrificai] de Deus, que tira o pecado do mundo" (Jo 1.29).
Como o sábado e o sistema sacrificai, os "sacramentos" judaicos da páscoa e do batismo foram profundamente transformados. No lugar da refeição pascal, os crentes celebraram a Ceia do Senhor. Moreland salienta que Jesus tinha acabado de ser morto de modo grotesco e humilhante, contudo os discípulos se lembravam com alegria do corpo partido e do sangue derramado de Cristo. Só a ressurreição pode explicar isso! Imagine os devotos de John F. Kennedy reunindo-se para comemorar seu assassinato às mãos de Lee Harvey Oswald. Eles podem celebrar suas confrontações com o comunismo, suas contribuições aos direitos civis ou seu carisma cativante, mas nunca seu assassinato brutal.10
De modo semelhante, o batismo foi transformado radicalmente. Os convertidos gentios ao judaísmo eram batizados em nome do Deus de Israel.11 Depois da ressurreição, os convertidos ao cristianismo também foram batizados em nome de Jesus Cristo (vide At 2.36-41).12 Assim, os cristãos compararam Jesus com o Deus de Israel. Só a ressurreição pode explicar isso.13
Hoje
A cada dia, pessoas de todas as línguas, tribos e nações são batizadas em nome do Cristo ressurreto. Recentemente, diante do jardim da tumba em Jerusalém, encontrei um turista que não fazia idéia da significação da ressurreição. Expliquei-lhe que Cristo se encapsulou em carne humana para restaurar a relação com Deus quebrada por nosso pecado, que Cristo viveu a vida perfeita que nós nunca poderíamos viver e que Ele morreu por nossos pecados, foi sepultado e, no terceiro dia, ressuscitou dos mortos. Também lhe expliquei que esta não era mera fantasia, mas o fato mais bem atestado da história antiga. Depois de comunicar o feito que demonstra o fato da ressurreição, este jovem deu o passo final e pessoalmente experimentou o Cristo ressurreto. Reconhecendo que era pecador, ele se arrependeu dos seus pecados e recebeu Jesus Cristo como Deus e Salvador de sua vida.
Hoje, ele conhece o Cristo não só por evidências, mas também por experiência. Cristo ficou mais real para ele do que a própria carne nos seus ossos.
Notas
1. Fonte desconhecida.
2. Simon Greenleaf, The Testimony ofthe Evangelists: The Gospels Examined by the Rules ofEvidence (Grand Rapids: Kregel Classics, 1995; publicado originalmente em 1874), pp. 31, 32.
3. Vide 1 Coríntios 15.5, onde os apóstolos originais, exceto Judas, são mencionados como os doze (cf. João 20.24).
4. Vide Clemente de Roma (c. 30-100 d.C), Primeira Epístola aos Coríntios, cap. V; Tertuliano (c. 160-225 d.C), Sobre a Prescrição contra os Heréticos, cap. XXXVI; Eusébio (c. 260-340 d.C), História Eclesiástica, Livro II, p. XXV.
5. Vide Eusébio, História Eclesiástica, Livro III, p. I, onde Eusébio cita Orígenes (c. 185-254 d.C.) concernente à crucificação de Pedro.
6. Kenneth Barker, editor geral, The NIV Study Bible (Grand Rapids: Zondervan, 1985), p. 1.879.
7. Eusébio, Livro II, p. XXIII. Cf. Josefo, Antigüidades Judaicas, 20:9:1; vide John P. Meier, A Marginal Jew: Rethinking the Historical Jesus, vol. 1 (Nova York: Doubleday, 1991), pp. 57-59.
8. Strobel, The Case for Cbrist, p. 251.
9. Norman Geisler e Thomas Howe, When Critics Ask (Wheaton: Victor Books, 1992), p. 78. Vide Mateus 28.1-10; João 20.26ss; Atos 2.1; 20.7; 1 Coríntios 16.2.
10. Argumentação adaptada de Lee Strobel, The Case for Cbrist, pp. 251, 253.
11. "Esperava-se que os prosélitos que entravam no judaísmo se despissem da roupa anterior, se submetessem à circuncisão e tomassem banho completo, depois do que eram considerados membros da comunidade judaica. O rito era reconhecimento de mácula e da aceitação da lei como agente purificador." (Carl F. H. Henry, editor, Basic Cbristian Doctrines [Grand Rapids: Baker Book House, 1971], p. 256.)
12. Vide também Mateus 28.19; Atos 8.16; 10.48; 19.5; Romanos 6.3-5; 1 Coríntios 6.11.
13. Adaptado de Strobel, The Case for Cbrist, p. 253.
